JUNHO 2005

Pesquisa com fornecedores condena GM e Ford
Os altos executivos da General Motors e da Ford não deverão se surpreender com uma nova pesquisa que mostra o que sabem ser a mais pura verdade: muitas de suas fornecedoras não agüentam fazer negócios com elas. Cerca de 85% das 259 fornecedoras que responderam ao Quinto Estudo Anual das Fornecedoras norte-americanas mostrou um relacionamento de trabalho ruim com a GM, enquanto apenas três fornecedoras disseram que mantêm um relacionamento de muito bom para bom. Entre as fornecedoras da Ford, a proporção foi de 78% ruim e de 5% bom a muito bom. Na Toyota, entretanto, apenas 17% descreveram seu relacionamento como ruim, enquanto 63% disseram que era bom ou muito bom. As relações das fornecedoras com a Toyota foram superiores aos de todas as outras fabricantes. Respondendo aos resultados da pesquisa de Henke, a GM os definiu como "extremamente subjetivos" e disse que "as pesquisas freqüentemente não oferecem grau de detalhe para melhorar o desempenho e o relacionamento com as fornecedoras". A Ford disse: "Reconhecemos que talvez não chegamos aonde gostaríamos de estar, mas trabalhamos ativamente com nossas fornecedoras para melhorar nosso relacionamento".

General Motors lança Celta 1.0 flex
A GM é mais uma montadora a disputar o mercado de carros populares com motor flexível, ao lançar hoje o Celta 1.0 com motor flex no Campo de Provas de Cruz Alta, em Indaiatuba, interior de São Paulo. O novo Celta da GM faz 9,8 quilômetros com um litro de álcool na cidade e 12,2 quilômetros na estrada. E a média total de consumo é de 10,9 litros na cidade. Com gasolina o carro faz 13,7 km na cidade e 18 km na estrada e a média de consumo é de 15,6 quilômetros (Gazeta Mercantil, 30 de junho).

PDV da GM acaba amanhã e adesão foi zero
O prazo de adesão programa de demissão voluntária aberto pela General Motors na fábrica de São Caetano, no ABC paulista, acaba amanhã. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano ligado à Força Sindical, nenhum trabalhador aderiu até agora ao programa. "A adesão foi zero. Ninguém aderiu ainda ao PDV", disse Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do sindicato. A GM deve abrir um novo PDV para os funcionários da fábrica de São José dos Campos a partir de segunda-feira. Para incentivar a adesão ao programa, a empresa está oferecendo o pagamento adicional de até nove salários, dependendo do tempo de casa e assistência médica por até 24 meses (aposentados) (Folha Online, 30 de junho).

O que comprar por menos de R$ 20 mil
Por menos de R$ 20 mil só é possível comprar um carro popular zero quilômetro no Brasil, o Fiat Mille duas portas que custa na tabela R$ 19,6 mil, mais frete. E ele vem pelado. Não tem direção hidráulica, nada de comandos elétricos, acabamento simples e nem calota. E muitas vezes o consumidor investe esse dinheiro em um carro popular que não atende às suas necessidades, pois terá que se privar de conforto e itens de tecnologia. A Agência AutoInforme detectou que as opções para veículos usados, entre R$ 18 mil e R$ 20 mil, fabricados entre 1996 a 2005, surpreendem. O consumidor tem à disposição nada menos que 300 ofertas nessa pequena faixa de preço. Tem carro de todas as categorias, picapes, importados, sedas, hatchs, pequenos ou médios (Diário do Grande ABC, 30 de junho).

Vendas de caminhões: recorde histórico
O setor de caminhões é um termômetro para o crescimento econômico do País e o aumento das vendas indica que a economia está em expansão. No ano passado, o segmento dos comerciais pesados vendeu 83.005 unidades, o segundo melhor resultado da história (em 1977 foram comercializadas 90.247 unidades). E os números desse ano estão ainda mais positivos. Nos cinco primeiros meses foram comercializadas 35.399 unidades, o que representa uma alta de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas devem continuar aumentando, pois, tradicionalmente o segundo semestre é melhor que o primeiro. Atingindo um crescimento de 10% no ano, o que é bem provável, o Brasil terá o melhor resultado da história. (Diário do Grande ABC, 30 de junho).

Andar de carro ficou 21,56% mais caro em três anos
Nos últimos 30 meses o custo de uso e manutenção do carro ficou 21,56% mais caro para o bolso do consumidor. O IMC, índice de manutenção do carro, conhecido como a "Inflação do Carro", faz o levantamento mensal dos preços de produtos e serviços usados pelo motorista no dia-a-dia. Em 2003, a evolução do custo de manutenção do carro foi de 6,45% e em 2004 subiu para 11,29%. No acumulado de janeiro a maio deste ano a manutenção e uso do veículo ficou 2,62% mais caro. O item de maior peso para o motorista nesse período foi a lona de freio, que em dois anos e meio ficou 145,2% mais cara. Em seguida veio o jogo de amortecedores. Hoje o consumidor paga pela peça mais que o dobro do que pagava em dezembro de 2002. A gasolina, que é responsável pela maior parte dos gastos do motorista, subiu 10% no período (Diário do Grande ABC, 30 de junho).

América do Sul, paraíso para Delphi e Visteon - 1
As crises profundas que afetam dois dos maiores fabricantes de autopeças do mundo, Delphi e Visteon , nos Estados Unidos, país de origem de ambos, está longe de atingir as filiais na América do Sul. Nos dois casos, os sul-americanos planejam ampliações produtivas - a Delphi vai construir uma nova fábrica na Argentina. As duas operações também estão conquistando projetos mundiais - caso de um novo painel de carro que a Visteon começa a produzir em 2006.

América do Sul, paraíso para Delphi e Visteon - 2
Graças aos novos contratos, a tendência é de que a receita da Delphi e da Visteon mantenha um ritmo de crescimento. Na época em que se separou da GM, a Delphi faturava US$ 314 milhões anuais na América do Sul. No ano passado, a receita atingiu US$ 713 milhões e a previsão para este ano é de chegar a US$ 800 milhões. Descontada a variação cambial, a receita aumentou 18% somente no último ano. Na Visteon, a receita, de R$ 1,4 bilhão em 2004 (US$ 478 milhões calculados pela média cambial daquele ano), deverá atingir R$ 1, 7 bilhão (US$ 721,9 milhões, pelo câmbio de ontem) em 2008, quando a empresa pretende ampliar os negócios com novos contratos de exportação e clientes diferenciados no mercado brasileiro. É para atender a um novo cliente que a Delphi está em busca de uma área na região de Buenos Aires para construir a sua segunda fábrica na Argentina. "Nossa operação está servindo de laboratório para o mundo", diz o diretor executivo de planejamento para as Operações da Delphi na América do Sul, Carlos Storniolo (Marli Olmos, Valor, 30 de junho).

Dono de Ferrari pede dinheiro de volta
O empresário alemão Joerg Winterberg comprou uma Ferrari Challenge Stradale para andar nas famosas estradas germânicas sem limite de velocidade e ficou decepcionado com o carro, informa o site inglês Ananova. Segundo ele, apesar do fabricante anunciar que o esportivo atinge 298 km/h, seu carro conseguiu atingir um pouco mais de 280 km/h. “Eu poderia ter comprado um Porsche por menos dinheiro e teria o mesmo desempenho. Quero o que paguei de volta”, diz Winterberg. A Ferrari declara que não encontrou nada de errado com o carro e se negou a devolver o dinheiro (Carsale, 30 de junho).

Maratona para levar 1,9 mil ônibus ao Chile
Ainda nesta semana deve partir o primeiro comboio de ônibus brasileiros da Volvo com destino à capital do Chile e destinados ao Transantiago, novo sistema de transporte urbano chileno. Quatro empresas - a gaúcha Pellenz, a paranaense Cargesso e as paulistas Garytrans e ABC Cargas - farão a operação logística, por rodovia, numa distância de 3,4 mil quilômetros e prevista para ser vencida em sete a oito dias, cruzando a Cordilheira dos Andes, na divisa da Argentina com o Chile a uma altitude de 5 mil metros. A operação envolve o translado de um total de 1.877 ônibus com chassis Volvo, entre convencionais e articulados (Gazeta Mercantil, 29 de junho).

Chineses vão exportar primeira montadora
A montadora chinesa Chery Automobile poderá associar-se a companhias asiáticas e européias com fábricas instaladas nos Estados Unidos para concorrer com a GM e a Ford Motors nos seus próprios redutos. O primeiro milhão de carros viria da China e depois seriam construídas as unidades fabris nos Estados Unidos (Gazeta Mercantil, 29 de junho).

GM: menor share em 80 anos
A participação de mercado da GM nos Estados Unidos recuou para 25,4% nos primeiros cinco meses deste ano. Esse será o menor nível de participação de mercado em 80 anos. A participação das montadoras asiáticas no mercado norte-americano cresceu registrando o recorde de 36,5%, nesse período (Gazeta Mercantil, 29 de junho).

Inferno astral da Petrobras na Bolívia
O presidente da Bolívia, Eduardo Rodríguez, sancionou a lei que aumenta de 38% para 50% os impostos pagos por petrolíferas estrangeiras no país. Ela entra em vigor imediatamente. A Petrobrás está entre as afetadas pela mudança (The Wall Street Journal, 29 de junho).

Scania e Mercedes acertam PLR
Funcionários das fábricas da Scania e da DaimlerChrysler de São Bernardo fecharam acordos para o pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2005. Os valores a serem pagos deverão ser pelo menos 10% maiores do que o obtido pelos empregados em 2004 (Diário do Grande ABC, 29 de junho).

Cartão VW dá bônus para compra de carro
A VW lança em parceria com a Unicard (administradora de cartões do Unibanco) o Volkswagen Card, um cartão de fidelidade que dará bônus para o usuário trocar por descontos na compra de um carro zero. A meta é emitir 500 mil plásticos em até quatro anos, informa Marcelo Olival, gerente de marketing da empresa. Para ter direito aos descontos, 5% do valor de cada compra serão transformados em bônus. Cada R$ 1 equivale a um ponto. A partir de mil pontos, o cliente pode fazer as trocas. Segundo cálculos do Unibanco, com um gasto médio mensal na casa dos R$ 2,4 mil, uma pessoa que tem um Gol City Quatro Portas consegue trocar o carro antigo por um modelo zero quilômetro em três anos apenas usando o bônus como desconto, ou seja, sem desembolsar um centavo (Valor, 29 de junho).

Schuller segue novo mapa das montadoras
A estratégia da indústria automobilística de construir fábricas em países de baixo custo na Ásia e Leste Europeu fez com que a filial brasileira da Prensas Schuller, especializada em prensas para a indústria automotiva, aumente as exportações. Os contratos mais recentes são para a China, onde a Peugeot encomendou 12 prensas brasileiras e a Ford outras nove máquinas. Nesse deslocamento dos investimentos na produção de veículos em todo o planeta, a participação das exportações tem ficado entre 80% e 90% da receita da subsidiária brasileira, que somou R$ 285 milhões em 2004 (Valor, 29 de junho).

EDS deve perder espaço na GM
A General Motors prepara uma megalicitação para escolher novos fornecedores de serviços de tecnologia de forma terceirizada. O processo já foi disparado mundialmente pela montadora, com pedidos de proposta para 43 serviços diferentes, e deve ser finalizado até junho de 2006, quando vence o contrato da empresa com a americana EDS (receita líquida de US$ 20,6 bilhões em 2004). A EDS, que mantém contrato com a GM há 11 anos, deverá perder espaço com um novo modelo, baseado em vários fornecedores de tecnologia, que a empresa espera adotar. "Começa uma nova forma de terceirização na companhia", explicou Mauro Pinto, diretor de tecnologia da informação da GM para a região do Mercosul (Valor, 29 de junho).

Brasil e Alemanha debatem sobre biodiesel
A terceira edição do workshop Brasil-Alemanha em Biodiesel acontece no próximo 1º de julho em Fortaleza, CE, com organização da Universidade Federal Fluminense e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. O evento vai debater o potencial do combustível limpo, que promete ser o substituto do diesel derivado do petróleo nas próximas décadas (Carsale, 29 de junho).

Chegou a vez do câmbio automático?
Empresas de autopeças pensam que chegou o momento do câmbio automático no Brasil. O primeiro carro a oferecê-lo foi o Oldsmobile 1940, com o sistema Hydra-Matic - hidramático, em português -, a que muitos ainda se referem, erroneamente, como sinônimo de automático. No Brasil, por razões culturais, de preço e consumo de combustível, se restringe a modelos caros, embora no Fit tenha boa aceitação e mais ainda no Corolla e no Civic. Tudo aquilo pode ser contornado com o câmbio manual automatizado ou robotizado. Entre as vantagens estão baixo investimento para produzi-lo e simplificação mecânica, além de manter desempenho e consumo do câmbio tradicional. A Magneti Marelli, por exemplo, fez uma aposta firme. Prepara-se para fabricar, inicialmente, 50.000 unidades/ano e identificou oito modelos com total adequação. Meriva mandado ao México tem esse câmbio e o monovolume Idea, da Fiat, que chega até setembro, deve oferecê-lo como opcional, se não já, em 2006. O preço, hoje, estaria em R$ 2,5 mil, pouco menos que o ar-condicionado. Com essa dupla do conforto, congestionamentos seriam menos insuportáveis (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de junho).

A obrigação de atender ao recall
Projeto de lei do deputado federal Francisco Garcia (PP-AM), pretende que seja obrigatório uma prova de que o proprietário atendeu o recall e trocou o item passível de defeito. Seria exigido na futura inspeção técnica veicular. Como se trata de segurança coletiva, o ideal era adotar a norma de imediato: mais da metade dos veículos afetados não atendem o chamado, segundo os fabricantes (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de junho).

Rede Volkswagen vende mais Titan
A rede Volkswagen Caminhões e Ônibus superou a marca de 10 mil caminhões Titan Tractor 18.310 comercializados no País. Lançado em 2002, o modelo é um dos destaques da marca em 24 anos de atuação. Em 2004, Titan Tractor 18.310 registrou vendas de 4.356 unidades, mais de 1.100 caminhões à frente do concorrente melhor colocado. Em 2005, a rede autorizada da marca vem registrando uma média de 350 unidades vendidas ao mês (Gazeta Mercantil, 28 de junho).

Carros básicos deveriam custar até R$ 13 mil
De cada 100 carros novos adquiridos no país, 55 têm motor 1.0. Nessa categoria, os veículos são chamados de populares por serem beneficiados com tributo menor em relação aos mais potentes. A classificação desvirtuou o segmento e há versões que custam perto de R$ 40 mil, dependendo dos equipamentos instalados. Um carro popular, na opinião de especialistas, deveria custar no máximo R$ 13 mil. Para as montadoras, o segmento das versões com motor 1.0 é o que garante maior fatia de mercado e poder de fogo no jogo da concorrência. As três maiores empresas – Fiat, General Motors e Volkswagen, cada uma dona de 20% a 23% do mercado de automóveis –, têm pelo menos metade dessas participações concentradas no segmento de populares. A Ford, quarta colocada, com 12% do bolo total, só participa com 3% nas vendas dos compactos (Cleide Silva, Estadão, 28 de junho).

Montadoras preparam novos modelos populares
Uma nova leva de automóveis populares vai chegar ao mercado. Das seis montadoras que atuam no segmento de compactos simples, quatro já têm projetos para carros "de entrada", os mais baratos de cada marca. Alguns estão mais avançados, como o Logan, já confirmado pela Renault, e o substituto do Ka, a ser anunciado nos próximos meses pela Ford (Cleide Silva, Estadão, 28 de junho).

México sofre com queda de vendas nos EUA
A redução na demanda americana por modelos da Ford e GM significou queda de 31% nas exportações mexicanas de carros e caminhões leves desde 2000, para 1,1 milhões de unidades. A Ford foi a mais afetada: suas exportações despencaram de 235 mil unidades em 2000 para apenas 70,2 mil em 2004. A GM foi brutalmente afetada: só no primeiro trimestre de 2005, as exportações de suas três plantas no México caíram 24,5% devido ao fato dos consumidores americanos estarem evitando comprar utilitários esportivos que consomem muito combustível, como o é o caso do Chevy Suburban e do Avalanche, ambos produzidos no México. A produção da Chrysler também sofreu redução nos primeiros quatro meses do ano, embora de apenas 6% (Valor, 28 de junho).

Projeto prevê crianças no banco de trás
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 3094/04, do deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), que determina que crianças menores de dez anos de idade sejam transportadas presas pelo cinto ou em cadeirinha própria, nos bancos traseiros dos veículos automotores. Pelo texto, os menores de quatro anos deverão utilizar a cadeira de segurança. Os demais deverão ser retidos pelo cinto de segurança. Os fabricantes ficam obrigados a oferecer ao consumidor o cinto ou a cadeira compatíveis com cada idade. As regras também aplicam-se aos veículos que fazem transporte escolar (Carsale, 28 de junho).

Marea ganha motor 1.6 e fica 13% mais barato
A fim de alavancar as vendas do Marea, a Fiat acrescentou um novo propulsor à gama. Feito na Argentina, o motor 1.6 gera 106 cavalos e 15,4 kgfm de torque (força). Custando R$ 46.450, ele é 13% mais barato que o 1.8 e chega ainda nesta semana às revendas. A perua 1.6 sai por R$ 50.550. Além disso, o Marea sofreu pequenas mudanças no visual: tem nova grade dianteira, farol com moldura cromada e lanterna escura (Folha de S.Paulo, 27 de junho).

Mascarello lança sua quarta carroceria
Nem pequeno, nem grande, ao invés disso uma carroceria de tamanho intermediário, batizada de GranMidi pela Mascarello Carrocerias e Ônibus, a mais novata encarroçadora, inaugurada há dois anos em Cascavel, no oeste paranaense. A GranMidi, quarto produto da empresa, segundo Jair Luiz Bez, diretor industrial, tem comprimentos que vão de 9 a 11 metros. "O tamanho midi dispensa cobrador e permite dimensões menores de altura e largura. Ouvimos as necessidades do operador". Além da GranMidi, a Mascarello tem outros três modelos de - GranMini (minibus), GranMicro, na categoria microônibus, e GranVia, de tamanho convencional para aplicação em operação urbana. A Mascarello integra o Grupo Mascarello, controladora da Comil Silos, vice-lider do segmento de silos, secadores e armazéns graneleiros (Gazeta Mercantil, 27 de junho).

Porsche cresce e não revela lucro
O faturamento do fabricante alemão de veículos esportivos Porsche subiu nos dez primeiros meses de seu ano fiscal 2004-05 para, € 5,34 bilhões, 5,4% a mais em relação a mesmo período do exercício anterior. Segundo a companhia alemã, as vendas subiram 13,3% no mesmo período, para 69.685 veículos, em comparação com o ano contábil anterior. A Porsche acrescentou que os lucros também foram bons, apesar de não ter dado números concretos. O produtor se nega, há muito tempo, a publicar seu resultado financeiro (Gazeta Mercantil, 27 de junho).

Os chineses da Honda chegam à Europa
A Honda disse que sua joint venture chinesa começou a exportar carros para a Europa. É a primeira a começar exportações de carros em massa à Europa (The Wall Street Journal, 27 de junho).

Novo trem-bala supera 400 km por hora
A empresa ferroviária East Japan Railway apresentou sexta-feira um protótipo de trem-bala que supera a velocidade de 400 quilômetros por hora e que, quando começar a operar comercialmente, se deslocará a 360 quilômetros por hora, se tornando o mais rápido do mundo. Segundo a agência Kyodo, a apresentação do novo veículo, que consta de oito vagões e se denomina "Fastech", teve lugar na região de Miyagi, a nordeste de Tóquio (Gazeta Mercantil, 27 de junho).

BMW traz Rolls-Royce por R$ 1,6 milhão
Os carros "populares" representam 55,4% das vendas brasileiras, enquanto os modelos com motor acima de 2.000 cm3 de cilindrada ficam com 0,4%. O que dizer então de um veículo produzido artesanalmente, com motor de 6.750 cm3, 12 cilindros em "V" e preço de cerca de R$ 1,6 milhão? Esses são alguns números do Rolls-Royce Phantom, o primeiro veículo feito depois que a BMW comprou a fabricante inglesa. O carro é produzido sob encomenda: é possível escolher a cor, o couro, a madeira, os pneus e as rodas, entre outros detalhes. Fica US$ 90 mil mais caro se o comprador escolher o símbolo da empresa de ouro. Quem o quiser hoje precisa esperar até outubro para ter o seu e acelerar até 100 km/h em 5,7s --são 453 cavalos (Folha de SPaulo, 27 de junho).

Bolívia deve honrar os contratos de gás
O presidente da Bolívia, Eduardo Rodríguez, garantiu que seu país honrará os contratos de venda de gás natural firmados com Brasil e Argentina. O governante boliviano mencionou ainda um plano conjunto de fornecimento de gás natural analisado pelos países do Cone Sul para atenuar o déficit de energia na região. 'Vamos estudar o plano e avaliar em que medida poderemos ou não nos integrar', explicou. A iniciativa, batizada como 'anel energético', prevê a construção de um gasoduto que vai do sul do Peru até o norte do Chile, de onde se conectará a redes de distribuição para Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil (Correio do Povo, 27 de junho).

Pagamento da GM tira Fiat do vermelho
A montadora Fiat anunciou ontem a projeção de lucro líquido acima de € 700 milhões (US$ 853 milhões) para 2006, deixando para trás sua pior crise. Mas executivos advertiram que a divisão automobilística ainda enfrenta dificuldades. O presidente da Fiat, Sergio Marchionne, confirmou que a empresa registrará este ano seu primeiro lucro líquido desde 2000. Mas a Fiat só vai sair do vermelho graças ao pagamento de € 1,55 bilhão que recebeu da General Motors na dissolução da parceria que ambas mantinham. "Estamos comprometidos em reconstruir um grupo automotivo forte, capaz de gerar lucros. Baseado no que fizemos, no que estamos fazendo e no que planejamos fazer em breve, eu acredito que isso é possível", disse Marchionne durante encontro com acionistas. O executivo anunciou também que a empresa espera um fluxo de caixa de € 2 bilhões, em 2005, e que seja positivo em 2006. "Nós estamos falando de um retorno da Fiat à lucratividade, e isso tornou o mercado um pouco mais otimista", disse um operador de Milão (Gazeta Mercantil, 24 de junho).

Exportação da Marcopolo
De janeiro a maio a receita bruta consolidada da Marcopolo atingiu R$ 749 milhões. Já a receita líquida foi de R$ 645,8 milhões, o que representou um crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2004. Segundo Carlos Zignani, diretor corporativo e de relações com os investidores, da receita líquida de R$ 645 milhões registrados nos primeiros cinco meses deste ano, 55,2% (R$ 356,6 milhões) foram de negócios realizados pelas subsidiárias no exterior e com exportações. Para 2006, as expectativas de Zignani não são muito otimistas, em razão da perda de competitividade da empresa no mercado internacional por causa do dólar baixo. "Já começamos a reajustar os preços das carrocerias em mais de 10% no mercado internacional para compensar o problema cambial e isso poderá refletir nos resultados da companhia", destacou o diretor da Marcopolo (Gazeta Mercantil, 24 de junho).

Ford duplicará a produção na Rússia
A Ford Motor, segunda maior montadora dos Estados Unidos, irá gastar US$ 30 milhões para duplicar a capacidade de sua fábrica perto de São Petersburgo, já que a demanda por carros cresce muito na Rússia. A Ford, sediada em Dearborn, Michigan, investiu US$ 200 milhões na Rússia até o momento, e pretende duplicar a produção dos carros Focus para 60 mil unidades por ano até janeiro, anunciou a empresa ontem. As vendas de carros na Rússia crescem à medida que a economia se expande pelo sétimo ano consecutivo, aumentando os salários e tornando os automóveis mais acessíveis. As vendas anuais de veículos no país quase duplicarão para cerca de 2,8 milhões de unidades até 2010, segundo a corretora Troika Dialog, de Moscou. Marcopolo (Gazeta Mercantil, 24 de junho).

Renault e GM inauguram fábrica em Moscou
A Renault, segunda maior montadora da França, em abril inaugurou uma fábrica de joint venture avaliada em US$ 250 milhões em Moscou, que produzirá 60 mil unidades dos carros Logan anualmente. A GM opera uma montadora resultante de uma joint venture de US$ 322 milhões em Togliatti. Marcopolo (Gazeta Mercantil, 24 de junho).

Sete mil visitam fábrica da GM
Na sua terceira edição, o projeto 'open house' da General Motors levou ontem mais de sete mil visitantes, todos familiares dos funcionários, à fábrica da montadora em Gravataí. Eles conheceram, em detalhes, os processos industriais da mais moderna fábrica da GM do mundo. O complexo industrial Automotivo de Gravataí tem 1.727 funcionários da GM além de 1,3 mil profissionais das 17 empresas sistemistas, que fornecem os insumos à fabricação dos automóveis. O evento foi alusivo às comemorações dos 80 anos da GM no Brasil. Os parentes dos funcionários da linha de produção, inclusive crianças, acompanharam o processo de fabricação do Celta, desde o seu início, quando são soldadas pelos robôs as primeiras peças até o momento em que o carro já sai pintado e abastecido. Chamou atenção dos visitantes o setor de funilaria, onde o índice de automação atinge 90%, com precisão milimétrica na construção das carrocerias. O diretor da fábrica da GM de Gravataí, Roberto Tinoco, gerentes e executivos, participaram do evento (Correio do Povo, 24 de junho).


Mercedes começa a definir futuro da fábrica mineira
A linha de montagem do Classe A, carro da Mercedes-Benz, que começou a funcionar em Juiz de Fora (MG) há seis anos, vai parar dentro de 30 a 50 dias. O prazo limite é 15 de agosto. Mas a empresa poderá desligar a linha na última semana de julho, segundo fontes ligadas à manufatura do veículo. Os funcionários já foram informados pelos chefes mais diretos que aqueles que não estiverem envolvidos na preparação da linha do Classe C deverão entrar em férias em agosto.Resta ainda saber quantos vão trabalhar na montagem do Classe C e que ocupações estão reservadas aos demais. A princípio, a montagem do Classe C começa na primeira semana de outubro. Todos os empregados de Juiz de Fora têm estabilidade no emprego até 1º de março do próximo ano.Com o fim da atividade de fornecedores instalados ao redor da linha da Mercedes, há informações de que começam a faltar componentes. A escassez de algumas peças, que deve ser suprida por meio de importação, pode impedir a empresa de encerrar a produção do seu carro compacto em julho. Ao mesmo tempo, a Mercedes-Benz se prepara para começar a importar a nova geração do Classe A da Alemanha. A empresa ainda não anunciou a data do início da venda e nem volumes. (Valor, 24 de junho).

Brasil proibirá a importação de pneus usados
O governo brasileiro vai proibir a importação de pneus usados. A decisão foi tomada nesta quarta-feira na reunião da Câmara de Comércio Exterior com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. A proibição será feita por meio de projeto de lei ou medida provisória. O secretário-executivo da Camex, Mário Mugnaini, negou que a decisão tenha vínculos com a abertura de um painel da União Européia contra o Brasil por causa da importação de pneus usados. Segundo Marina, esse mesmo projeto instituirá um plano nacional de gestão de pneus no País para que os pneumáticos usados possam ter uma destinação ambiental adequada. A ministra explicou que a proibição da importação visa a evitar uma invasão de pneus usados da União Européia, em cujos países-membros estará proibida, a partir do próximo ano, a colocação de pneus em aterros sanitários. Em virtude disso, estima o governo, o Brasil poderia vir a importar da Europa até 90 milhões de pneus usados por ano. Marina esclareceu que, por decisão do Tribunal Arbitral do Mercosul, o Brasil continuará, no entanto, recebendo pneus recauchutados do Uruguai, que somam 60 mil por ano (Estadão, 23 de junho).

GM Gravataí ajusta produção do Celta 2006
A GM vai paralisar a linha de produção na fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, de amanhã até quarta-feira para fazer os ajustes necessários ao início da fabricação do Celta modelo 2006. As áreas administrativa e de manutenção irão trabalhar normalmente durante o período. Desde a inauguração, em julho de 2000, a unidade gaúcha da montadora já produziu mais de 500 mil carros Celta, sendo 43,7 mil de janeiro a maio deste ano (Valor, 23 de junho).

Ford revê lucro e corta pessoal nos EUA
A Ford Motor Co., prejudicada pela fragilidade de suas operações norte-americanas, anunciou o corte de mais 1,7 mil postos de trabalho e a revisão das perspectivas de lucro para o ano. Com o anúncio, as ações da companhia caíram cerca de 4%, na Bolsa de Mercadorias de Nova York. A segunda maior montadora dos Estados Unidos anunciou que espera lucrar entre US$ 1 e US$ 1,25 por ação em 2005, uma queda de US$ 0,25 por ação em relação à última previsão, divulgada em abril (Gazeta Mercantil, 23 de junho).

Desabam as conversões para GNV
As conversões de veículos leves para o gás natural veicular caíram quase pela metade em maio, reflexo do temor de racionamento do combustível por conta da crise boliviana. Segundo balanço mensal do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), foram convertidos 16,2 mil veículos no mês passado, contra cerca de 30 mil registros em abril. O número é pouco maior do que o verificado em maio de 2004: 15,9 mil. Desde o início do ano, o volume de adesões ao combustível vinha batendo recordes todos os meses, diz o IBP (Estadão, 23 de junho).

Fiat apresenta o Marea 2006 reestilizado
A Fiat Automóveis apresenta, a partir de amanhã, em eventos regionais, o Marea na versão 2006, reestilizado. A principal diferença em relação aos modelos atuais do Marea é o novo motor 1.6 fabricado na Argentina, que possibilitará um preço mais acessível, segundo o assessor da montadora em Betim, engenheiro Carlos Henrique Ferreira. O novo modelo chega ao mercado para brigar, segundo o engenheiro, com concorrentes de motor 1.6. 'O Marea possui tecnologia comprovada, tem um belo design, maior espaço interno e custará menos do que os concorrentes', salienta (Correio do Povo, 23 de junho).

Fiat lança perua Maserati com projeto Alfa Romeo
A Fiat pretende lançar uma station wagon Maserati usando projeto e peças da Alfa Romeo à medida que a montadora intensifica a cooperação entre as suas marcas de carros esportivos. A Fiat tem uma participação de 56% na Ferrari que, por sua vez, controla a Maserati. A Fiat está na expectativa do lançamento de novos modelos e de reorganização das marcas para recuperar a pouco lucrativa divisão de carros controlada pela família Agnelli. A companhia contratou Karl Kalbfell, da BMW, em janeiro, para administrar a Alfa Romeo e a Maserati. O novo carro será um veículo esportivo, um crossover wagon (Gazeta Mercantil, 23 de junho).

Scania amplia venda de ônibus de 15 m
A Scania do Brasil assinou contrato de venda com empresas paulistas para o fornecimento do ônibus de 15 metros de comprimento com capacidade para o transporte de 120 passageiros. Segundo o gerente executivo de vendas de ônibus da montadora no Brasil, Wilson Pereira, em São Paulo estão rodando cerca de 40 veículos desse tipo. "A Gatusa e a Santa Brígida já operam o ônibus de 15 metros. Agora assinamos contrato com a Himalaia, o que deve aumentar nossa participação no mercado de pesados em transporte urbano", disse o executivo. Os veículos de 15 metros são intermediários entre os ônibus de 13,5 metros e os articulados. "Essa tecnologia somente a Scania dispõe no mercado", acrescentou Pereira. Os veículos de 15 metros são equipados com motor de 9 litros, tem injeção de combustível eletrônica e atende aos índices de emissões de poluentes da norma Proconve P5 (Euro 3) (Gazeta Mercantil, 23 de junho).

Fiat concluiu testes de pré-série com o Idea
A Fiat já finalizou testes com veículos pré-série do monovolume Idea. “Após avaliações de performance, daremos o sinal verde para o início da produção”, disse Carlos Henrique Ferreira, engenheiro da montadora. O Idea brasileiro, com plataforma derivada do Palio, terá motores Flex 1.4 e 1.8 e praticamente o mesmo acabamento refinado do modelo europeu. Ferreira diz que, devido às condições de uso no Brasil, foi necessária a adição de reforços estruturais na plataforma que visam a dar maior rigidez torsional e vida útil ao Idea. A previsão é que o Idea chegue ao mercado em setembro (Correio do Povo, 23 de junho).

RS recebe congresso do setor automotivo

Estão abertas as inscrições para o 4º Congresso Sul-Brasileiro da Indústria Automotiva, que se realizará nos dias 11 e 12 de agosto, no Centro de Eventos da Fiergs. Promovido pelo Instituto Gaúcho de Estudos Automotivos em parceria com a Sociedade dos Engenheiros Automotivos, o evento debaterá os rumos da indústria automobilística. 'O setor precisa desse cenário para traçar um planejamento', enfatizou Albert Geiger, diretor do Igea (Correio do Povo, 23 de junho).

Miller substitui Battenberg III na Delphi
A Delphi, fabricante de autopeças dos EUA, deve nomear hoje Robert S. Miller — atualmente presidente do conselho da Federal Mogul — para substituir J.T. Battenberg III como diretor-presidente, disse pessoa a par do assunto (The Wall Street Journal, 23 de junho).

Tuning terá novo salão em setembro
A 8ª edição do Salão Master de Som e Tuning vai acontecer entre os dias 16 e 18 de setembro, no Pavilhão Oeste do Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, SP. O evento vai contar com sete modalidades de competição automotiva simultâneas, entre elas som, equipamentos visuais, transformação de veículos e aspectos estéticos dos modelos (Carsale, 23 de junho).

GM terá novo centro de estilo na Europa
A General Motors anunciou que vai inaugurar um novo centro de estilo na Europa em janeiro de 2006. O estúdio ficará no centro de produção do grupo norte-americano em Rüsselsheim, Alemanha. “Estilo é um dos principais elementos de nossa empresa, e continuará sendo no futuro”, diz Carl-Peter Forster, presidente da GM-Europa. Hoje existem 11 centros de estilo GM ao redor do mundo, todos eles ligados por meio de salas de vídeo conferência, para que os funcionários possam compartilhar informações (Carsale, 23 de junho).

DaimlerChrysler apresenta nova linha Axor
Alinhado ao projeto global, que envolve as unidades de Wörth, na Alemanha, e de Aksaray, na Turquia, nasceu o Mercedes-Benz Axor brasileiro. Resultado de parte dos R$ 260 milhões investidos também na linha Atego, lançada em setembro de 2004, a nova família de caminhões extrapesados da DaimlerChrysler, composta por onze modelos, chega ao mercado no início de julho com preços variando de R$ 211,7 mil a R$ 386,6 mil. Os valores são, em média, 3% superiores aos dos extrapesados hoje em produção e que permanecem até o fim do ano para abastecer o mercado doméstico, quando entra em vigor o Proconve P5, ou Euro 3, e os países da América Latina que ainda não estabeleceram prazos para mudanças nas leis de emissão de poluentes (AutoData, 22 de junho).

O lançamento extrapesado da Mercedes
Com o lançamento da linha de caminhões extrapesados Axor, em Foz do Iguaçu, PR, a Mercedes-Benz termina o ciclo de renovação de sua frota de veículos comerciais no Brasil. A montadora apresentou à imprensa especializada 11 novos modelos de caminhões, com três opções de cabines, quatro motores diferentes (326, 354, 401 e 428 cavalos de potência) e cinco opções de entre-eixos. "São números jamais vistos num único lançamento de veículo", disse Gero Herrmann, presidente da DaimlerChrysler do Brasil Ltda., dona da marca Mercedes-Benz. O índice de nacionalização dos novos veículos, feitos em São Bernardo do Campo (SP) é de 70%, mas deverá aumentar, segundo Herrmannn. Extrapesado é o segmento que mais cresce no mercado brasileiro. A participação nas vendas totais de caminhões saltou de 23% em 2001 para 35% em 2004, percentual que deverá se repetir neste ano, diz Philipp Schiemer, vice-presidente de vendas. Ou seja, dos 77,9 mil caminhões comercializados no País em 2004, 26,8 mil foram extrapesados (Gazeta Mercantil, 22 de junho).

Fiat lucra com carro popular bicombustível
A Fiat Automóveis vai contratar mais 400 funcionários na fábrica de Betim, MG, para atender o crescimento da produção, impulsionado principalmente pelos novos modelos populares 1.0 com motor bicombustível. A montadora italiana lançou simultaneamente à Volkswagen o carro bicombustível 1.0, mas é a única que oferece três modelos populares com a nova tecnologia de combustível: o Palio, o Siena e o Mille Fire (Gazeta Mercantil, 22 de junho).

GM quer reduzir custos com recall
A GM investe R$ 1 milhão para reduzir os custos com logística e divulgação das campanhas de recall, assim como dos estragos não previstos desses processos sobre a marca. O processo já foi implementado na unidade de São Caetano do Sul (SP) e, nos próximos meses deve chegar às fábricas da montadora em São José dos Campos (SP), Gravataí (RS) e de Rosário (Argentina). A tecnologia consiste na identificação de componentes considerados vitais para a segurança dos veículos por meio de etiquetas com códigos de barra. Peças como chave de ignição e rodas são itens que já saíram com essa identificação desde o mês passado. No final dessa primeira fase, cada carro da General Motors que chegar às concessionárias terá pelo menos quarenta etiquetas com códigos de barra, cada uma delas contendo especificações de lote de fabricação e data de instalação. Assim, quando houver a necessidade de novos recalls, em vez de fazer uma campanha de convocação maciça de mídia na imprensa, a montadora passará a chamar apenas os proprietários dos veículos cujas peças são os alvos da necessidade de troca (Gazeta Mercantil, 22 de junho).

Terceiro dia de paralisação na Volkswagen
Os funcionários da Volkswagen de São Bernardo, no ABC paulista, realizaram ontem o terceiro dia de paralisação na empresa. O objetivo do protesto é forçar a empresa a contratar 450 novos trabalhadores. Segundo o sindicato, os funcionários da ferramentaria interromperam suas atividades hoje por quatro horas. Anteontem, a paralisação atingiu os trabalhadores das áreas de logística e montagem final. Na sexta, pararam os funcionários da logística. A parada de hoje faz parte da estratégia aprovada em assembléia na quinta-feira passada, que prevê a realização de um ato surpresa por dia (Folha de SPaulo, 22 de junho).

Novo Clio aproxima-se do antigo Mégane em tamanho
Por aqui, ele ainda não tem data para mudar. Mas lá fora a Renault já mostrou a terceira geração do Clio, que começará a ser vendida em setembro. Uma versão básica da atual geração — que também é fabricada no Brasil — e a nova conviverão juntas no mercado europeu por, pelo menos, um ano. Maior em todas as dimensões, o novo Clio é equivalente ao antigo Mégane. O porta-malas agora acomoda 288 litros — um ganho de 33 litros. Serão cinco tipos de acabamento, três níveis de equipamentos e seis versões de motorização (três a gasolina e três a diesel, todos já usados em algum outro modelo da marca, com potências que variam de 75 cv a 112 cv). Futuramente, terá ainda uma versão com motor 2.0 de 140 cavalos. A transmissão será mecânica ou automática de cinco velocidades — exceto na diesel mais potente e na futura 2.0, que terão seis marchas (Diário de São Paulo, 22 de junho).

BF começa ampliação da fábrica de Sto. André
A Bridgestone Firestone iniciou as obras de ampliação da fábrica em Santo André para aumentar a produção diária de pneus pesados em 50% – de 4 mil para 6 mil unidades. Trata-se de pneus usados em caminhões, ônibus e maquinas agrícolas. A obra é parte do pacote de investimentos anunciado no fim do ano passado, que também vai beneficiar a fábrica do Pólo Automotivo de Camaçari, na Bahia. Ao todo, a empresa de capital japonês pretende investir US$ 100 milhões (R$ 2,37 milhões, na cotação desta terça) na planta do Grande ABC até 2006, principalmente em renovação de maquinário. A intenção da companhia é concentrar em Santo André a produção de pneus radiais pesados, de maior valor agregado em relação aos de veículos de passeio (Diário do Grande ABC, 22 de junho).

Ford anuncia cortes nos Estados Unidos
A Ford anunciou o corte de 1.750 postos administrativos nos Estados Unidos e uma redução considerável de suas expectativas de lucro para este ano. A nova redução de pessoal, que começará em 1º de outubro, aumenta as demissões para quase 5% do quadro de 35 mil funcionários da empresa no país. A Ford disse ainda que pensa em demitir fora do país (Diário do Grande ABC, 22 de junho).

Fabricantes de pneus denunciam chineses
As importações de pneus de bicicletas da China ameaçam 2,5 mil empregos diretos e sete mil indiretos, segundo dados da Força Sindical e do Sindicato Nacional da Indústria de Pneumáticos. Os sindicalistas solicitaram ao governo que restabeleça ações antidumping contra a China, que foram suspensas por conta da viagem do presidente Luis Inácio Lula da Silva à China no ano passado. A partir daí, as compras vêm sendo retomadas de forma crescente. No primeiro semestre deste ano, subiram 48% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço dos pneus produzidos na China é de US$ 1,2 o quilo e no Brasil de US$ 2,5 o quilo (Diário do Grande ABC, 22 de junho)..

Carros a gás devem chegar a 1 milhão
Depois de sucessivos recordes iniciados em dezembro do ano passado, quando se atingiu média de 20 mil veículos por mês, as conversões de veículos leves para usar o GNV (Gás Natural Veicular) no país voltaram no último mês de maio à média anterior a esse período, somando 16.236 unidades. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás e mostram que o resultado de maio elevou a frota nacional movida a GNV a 937.338 veículos (Diário do Grande ABC, 22 de junho).

Fox, o mais seguro da categoria. Na Europa
Em testes realizados por uma publicação alemã e pela associação automotiva Adac –também alemã - o VW Fox, projetado e fabricado no Brasil, foi considerado o veículo mais seguro de sua categoria com alto padrão de segurança. Todos os testes foram realizados de acordo com os critérios da EuroNCAP. Em simulação de condições típicas de colisões que ocorrem após manobras bruscas de ultrapassagem, o veículo se choca contra uma barreira de alumínio deformável, e o compacto obteve resultados tão bons quanto os que foram obtidos pelo Golf geração V. Em todas as avaliações, o impacto nos ocupantes do carro ficou consideravelmente abaixo dos limites impostos pelas rígidas normas européias de segurança. Nas simulações, os passageiros saíram praticamente ilesos dos acidentes (Carro Online, 22 de junho).

VW tem Touareg que dispensa motorista
A Volkswagen apresentou na última sexta-feira (17), na Alemanha, o Touareg Grand Challenge, primeiro modelo da marca que consegue se locomover sem a presença de um motorista. "É como dirigir com o condutor fantasma", define a marca alemã. O modelo conceitual vai participar, no dia 8 de outubro, do "Grand Challenge 2005", corrida voltada apenas para carros que se locomovem sozinhos. O veículo traz tecnologias como sensores combinados com quatro detectores a laser, equipamento visual estéreo, radares e navegação GPS. Os sistemas trabalham juntos coletando dados e enviando para o computador de bordo do Touareg (Carsale, 22 de junho).

Só gás boliviano evitará novo racionamento
Previsão é de estudo do IBP, que também conclui que gasoduto deve elevar em 50% a produção em 10 anos. Por maior que seja o esforço para reduzir a dependência do gás natural boliviano, o Brasil e os demais países da América do Sul não têm como romper definitivamente os laços com o problemático vizinho andino. As reservas da Bolívia, na avaliação das operadoras privadas do setor, são fundamentais para evitar o risco de novo racionamento de energia no Brasil. A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, afirmou que os novos gasodutos projetados para a América do Sul estabilizarão rapidamente o ingresso de gás no Brasil, após a incerteza gerada pela situação política da Bolívia. "O ingresso de gás no Brasil será estabilizado. Colocaremos uma infra-estrutura técnica, de gasodutos, e podemos passar à segunda etapa, que é decisiva, de fornecer gás à indústria.” (21 de junho).

Fazer bom e barato, de novo desafia a engenharia brasileira
A indústria automobilística brasileira completará meio século em novembro do próximo ano. O caminho percorrido - longo e cheio de percalços - demonstra hoje um setor maduro, ainda com severas dificuldades no mercado interno, mas atuando muito firme nas exportações. Entre os vários aspectos em evolução, certamente se destaca a qualidade em todas as suas nuances, tangíveis e intangíveis. Quem acompanhou de perto a história da indústria sabe que o começo foi bem difícil, inclusive para superar a desconfiança dos compradores. Leia mais... (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 21 de junho).

A responsabilidade da S10 e a plataforma Isuzu
Embora ainda demore cerca de 2 meses para chegar ao mercado, a S10 com pequenos retoques na carroceria e novo motor terá a missão de tentar manter a posição de mercado nos próximos dois anos. Confirmando o que a coluna antecipou em fevereiro, a GM vai mesmo utilizar a plataforma da Isuzu DMax para dar combate à nova Toyota Hilux. Nas ruas, em 2007 (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 21 de junho).

Bob Lutz, no Brasil, aprova o Crossfox
Carismático executivo americano, Bob Lutz, vice-chairman da GM para desenvolvimento mundial de produtos, esteve no Brasil. Disse que os seus pares precisam se abrir ao mundo para bem além de Detroit e confia que o pequeno conversível Solstice fará sucesso nos EUA e Europa. Entre modelos que avaliou aqui, gostou do VW Crossfox pela idéia em si de um carro diferente (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 21 de junho).

Sem ITV, frota de guinchos de plantão
A Automec, feira bienal organizada em São Paulo (SP) pela Alcântara Machado, este ano de 5 a 9 de julho, vai dar ênfase especial ao mercado de reposição de autopeças. Enquanto a inspeção veicular não chega, as indústrias chamam a atenção: frota de guinchos cresceu 10 vezes mais que o total de veículos na última década. Sinal de que panes por falta de manutenção e acidentes crescem sem parar (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 21 de junho).

Partida a frio com funções extras
Sistemas de partida a frio sem gasolina poderão receber funções extras no software de controle eletrônico. Idéia da Bosch é acrescentar monitoração do consumo de álcool na vida do veículo. Daí pode se derivar um indicador de álcool no tanque. Advento dos carros flex pode levar a que a gasolina receba mais de 25% de álcool no posto. Motor funciona normalmente, mas o motorista seria lesado (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 21 de junho).

Delphi pode escolher novo presidente amanhã
A Delphi Corp. se prepara para uma reunião do conselho amanhã na qual deve nomear um novo diretor-presidente e discutir um possível plano de reestruturação para lidar com operações deficitárias ligadas à sua ex-holding General Motors Corp. O presidente J. T. Battenberg III anunciou sua aposentadoria em fins de fevereiro. Forte candidato a assumir o posto de Battenberg é Robert S. "Steve" Miller, presidente do conselho da Federal-Mogul Corp. (The Wall Street Journal, 21 de junho).

Carro exige preparação para ficar parado
Quem deixar o carro na garagem durante as férias de julho deverá tomar algumas providências para não ter surpresas na volta. Os veículos não foram fabricados para ficar parados por longos períodos e há componentes que exigem atenção quando desativados. Os pneus, por exemplo, podem se deformar e até mesmo sofrer danos irreversíveis caso haja perda de pressão. Vazio, ele continua tendo de suportar todo o peso do carro. Por isso é indicado usar duas ou três libras a mais de pressão, o que evita deformações. Em regiões frias, é ainda mais importante aumentar a calibragem porque o pneu demora mais para esquentar -- enquanto ele está frio, a sensação é a de que o carro está passando sobre asfalto emendado. No caso de períodos mais longos, o recomendado pelos fabricantes é tirar os pneus e deixar o veículo em um cavalete. O gerente de projetos da Magneti Marelli, Fernando Damasceno, alerta para o tanque não ficar na reserva. Assim, não haverá evaporação total do combustível nem pane seca quando o veículo for ligado novamente (Folha de SPaulo, 21 de junho).

Volkswagen perde produção com greves
A Volkswagen informou ontem que 500 carros deixaram de ser produzidos no ABC em razão do protesto dos trabalhadores iniciado na sexta-feira, com greves em áreas e horários distintos. Para forçar a abertura de mais empregos, o movimento prosseguiu ontem com paradas dos setores de logística e montagem. Em nota divulgada à noite, a empresa lembra os investimentos na fábrica para o lançamento de carros como o Fox para a Europa. Diz ainda que o quadro efetivo "tem se revelado adequado" e que "em momento de fundamental importância para o cumprimento dos compromissos assumidos com o mercado europeu, está se esforçando para que a tradição de diálogo seja mantida" (Valor, 21 de junho).

Bonecos evoluem para salvar vidas
Eles têm cara de bobo e só levam pancada. Daí o apelido de "dummies". Mas nenhum carro é lançado no mundo sem antes passar por um teste de impacto, devidamente ocupado por esses bonecos, conhecidos de quem já assistiu a um filme de segurança veicular. Usados pela indústria automobilística há 55 anos, os dummies já passaram por três gerações e o maior desafio de seus fabricantes é torná-los cada vez mais fiéis ao corpo humano. O Brasil tem hoje, no máximo, duas a três dezenas desses bonecos, segundo calculam os especialistas. Todos foram importados. Não há mais do que cinco fabricantes no mundo, concentrados na Europa e Estados Unidos. O produto é caro. Equipado com os sensores - a parte principal - um boneco desses custa em torno de US$ 120 mil. Apesar das pancadas, a vida útil de um dummy é bastante longa. Isso porque depois de cada "crash test", ele precisa ir para o "hospital" para trocar perna, braço, cabeça ou outras partes danificadas depois de impactos de um automóvel, a pelo menos 50 quilômetros por hora numa estrutura de concreto de dois metros de espessura (Marli Olmos, Valor, 21 de junho).

Papa Bento XVI abençoa 45 Ferraris
O Papa Bento XVI celebrou a oração dominical no último final de semana (18 e 19) para um público um pouco diferente do convencional. Na praça de São Pedro, no Vaticano, o pontíficie abençoou 45 Ferrari, em iniciativa do Clube Ferrari Paixão Vermelha a convite do Vaticano (Carsale, 21 de junho).

Ações que aquecem a venda de carros
As vendas de veículos permaneceram aquecidas na primeira quinzena de junho, com 68.458 unidades emplacadas - 57.392 automóveis e 11.066 comerciais leves - volume 1,22% superior ao mesmo período de maio e 29,84% acima dos primeiros quinze dias de junho de 2004 (52.725 unidades), segundo dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O volume de caminhões emplacados nos primeiros 15 dias de junho cresceu 3,37% em relação à primeira quinzena de maio e as de ônibus aumentaram 43,55% na mesma comparação."Além das campanhas publicitárias e das promoções, as montadoras também estão investindo muito em feirões nos finais de semana", destacou Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat Automóveis. Outro fator que vem contribuindo para a alta das vendas no mercado interno são as novidades das empresas (Gazeta Mercantil, 20 de junho).

Nos caminhões, um ritmo menos embalado
O mercado de caminhões continua em alta, mas já não exibe a mesma exuberância que apresentava, por exemplo, no ano passado. Em 2004 recordes de produção e vendas foram batidos. Já em 2005, a quebra de safra e cotações internacionais menores nos preços de grãos, principalmente da soja, fizeram reduzir as vendas de caminhões pesados para o escoamento agrícola. "Em compensação há aquecimento de vendas nos caminhões pesados para os segmentos de carga frigorificada, canavieiro e de mineração", diz Bernardo Fedalto, gerente de vendas de caminhões pesados da Volvo do Brasil (Gazeta Mercantil, 20 de junho).

Limpador de pára-brisa completa 100 anos
O limpador de pára-brisa comemora seu centenário este ano. O equipamento foi concebido em 1903 pela norte-americana Mary Anderson. Entretanto, a inventora patenteou o produto apenas dois anos depois, em 1905. O projeto surgiu do estudo de Anderson sobre um recurso para melhorar a visibilidade durante um passeio de bonde pelas ruas de Nova York (EUA). Mary Anderson observou que, no decorrer do percurso, o condutor interrompeu a viagem várias vezes para remover a neve que se acumulava no pára-brisa. Foi então que a norte-americana idealizou uma lâmina de borracha presa a um braço metálico, movimentado por uma haste. O recurso foi adotado por Henry Ford, então proprietário da Ford, e passou a equipar o modelo T. Oito anos mais tarde, todos os veículos dos EUA já saiam de fábrica com o limpador de pára-brisa (Carsale, 20 de junho).

Metalúrgicos mantêm movimento na Volkswagen
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC decidiu dar continuidade, hoje, ao movimento de protesto na Volkswagen de São Bernardo do Campo, iniciado na sexta-feira, quando dois setores da montadora foram paralisados em diferentes horários. Denominado "caixinha de surpresas", o protesto, que define uma estratégia diferente a cada dia, é uma maneira que os sindicalistas encontraram para tentar convencer a empresa a contratar mais trabalhadores (Valor, 20 de junho).

Bridgestone produz mais pneus de caminhões
A Bridgestone Firestone já iniciou o processo de ampliação da fábrica de Santo André, SP, para elevar de 4 mil para 6 mil a produção diária de pneus radiais para caminhões. Ao todo serão gastos US$ 100 milhões até 2006, valor que inclui também a aquisição de novos maquinários, informou o presidente da empresa, Eugênio Deliberato. Esta unidade já consumiu investimentos de US$ 200 milhões, de 2000 até o ano passado. Com a inauguração da fábrica de Camaçari (BA), prevista para final de 2006, a tendência da Bridgestone é concentrar em Santo André a produção de pneus para carga - caminhões e tratores - e em Camaçari os pneus para automóvel e caminhonetes, além dos modelos de alta performance para carros mais velozes. A fábrica de Camaçari será construída com investimento de US$ 160 milhões e vai produzir 8 mil pneus por dia.

VW estréia com motor MWM eletrônico
Dois caminhões Volkswagen passam a incorporar motorização eletrônica, os modelos VW 13.180E e VW 15.180E. Vêm com motores MWM. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, instalada em Resende (RJ) informa que os lançamentos são indicados para aplicações de coleta e distribuição urbana e uso nas rodovias em curtas e médias distâncias. Os novos veículos vão se somar a outros cinco modelos Volkswagen já dotados de motorização eletrônica da marca Cummins. A montadora informa que os atuais modelos com 13 e 15 toneladas e motores MWM mecânicos continuam em oferta. O motor eletrônico MWM que equipa o VW 13.180E e o VW 15.180E utilizam é a versão Acteon 4.12TCE - já utilizada nos chassis de microônibus VW e que atende a legislação de emissões de poluentes do Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, o Proconve Fase 5, equivalente à norma Euro III. O sistema para injeção de combustível é o common rail (Gazeta Mercantil, 17 de junho).

Caixinha de surpresa na Volkswagen
Os funcionários da Volkswagen de São Bernardo, no ABC paulista, aprovaram em assembléia uma série de manifestações para pressionar a empresa a contratar novos empregados. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os funcionários de vários setores estão sobrecarregados pelo excesso de trabalho. O sindicato informou que a ação contra a Volks se chamará "caixinha de surpresa", pois será um movimento surpresa por dia. Segundo a entidade, a empresa enviou carta ontem para o sindicato informando que não via necessidade de contratação de mão-de-obra. O sindicato informou ainda que a empresa teria punido com advertência e suspensão funcionários que participaram de protestos na semana passada (Folha de SPaulo, 17 de junho).

Montadoras fazem feirões de carros
Três das principais montadoras do país realizam neste fim de semana feirões especiais para a venda de carros novos. Amanhã e domingo a Volkswagen realizará feirão no pátio da fábrica em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo (Diário de São Paulo, 17 de junho).

ANP quer leilão de concessão para gasoduto
A crise da Bolívia, a ameaça de suspensão do fornecimento de gás para o Brasil e a proximidade da 7ª Rodada de Licitações fizeram acelerar as sugestões para a Lei do Gás. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), vai propor ao Ministério de Minas e Energia em cerca de 15 dias que a construção de novos gasodutos no país seja autorizada por meio de leilão de concessão, repetindo modelo já adotado nos leilões de linhas de transmissão de energia. Atualmente, para se construir um gasoduto é preciso apenas uma autorização da ANP. O Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) também contratou a empresa de consultoria Booz Allen & Hamilton para desenhar uma minuta de lei do gás (Valor, 17 de junho).

Novas regras da CNH começam dia 20
A resolução 168 do Conselho Nacional de Trânsito, que determina a obrigatoriedade de cursos de direção defensiva e primeiros socorros para motoristas que forem renovar suas carteiras de habilitação, deve passar a valer a partir na segunda-feira, 20. A medida, que entraria em vigor há dois meses, já gerou muita polêmica e por isso por isso foi adiada. Entretanto, "está prevista no código de trânsito desde 1997", diz Marco Antonio Saltini, presidente da AEA (Associação de Engenharia Automotiva). A maior interessada, a sociedade, ficou com dúvidas sobre a resolução 168 do Contran. Entre as mais constantes estão quanto o curso vai aumentar o custo da renovação da habilitação e quais serão os cidadãos afetados pelas novas medidas. Por causa das novas medidas, as auto-escolas estão apenas renovando carteiras de motoristas que vencem até o dia 22 (Carsale, 17 de junho).

A criatividade que estimula as vendas
Este tem sido um ano de boas oportunidades para aumentar as vendas. Além do robusto crescimento da economia do ano passado, o refluxo de 2005 não trouxe nenhum impacto negativo até agora. Pelo contrário, o aumento das vendas de janeiro a maio está bem acima do que previa a Anfavea e a maioria dos executivos do setor. Os lançamentos de modelos nacionais e importados vêm ajudando bastante porque criam um clima positivo. Ao final do primeiro semestre foram mais de 30 novidades, em diversos níveis de importância, mas o segundo semestre promete ser ainda melhor. Leia mais... (Fernando Calmon, Alta Roda, 17 de junho).

Turquia leva a terceira geração do Clio
A Renault anunciou na Europa que fará o Clio Geração III hatch e sedã, na Turquia, a partir de 2006. Trata-se de um modelo bastante modificado e que vai defasar a segunda geração fabricada em São José dos Pinhais (PR). O Brasil já tinha perdido a atualização de quase todos os médios compactos, desvantagem estendida agora aos compactos que representam, em todas as versões, 82% do mercado nacional (Fernando Calmon, Alta Roda, 17 de junho).

O teto solar emplaca no Fiat Stilo
O gosto do brasileiro começa a mudar. Estimativa da Fiat era de que o teto solar ampliado do Stilo, acessório importado e caro, estivesse em apenas 5% dos modelos. Chegou a um pico de 35% e, agora, em torno de 20%. Câmbio manual automatizado, opção no Idea, também pode surpreender. A GM já o exporta no Meriva e facilmente o colocaria disponível aqui. (Fernando Calmon, Alta Roda, 17 de junho).

Mais motor e menos ruído no Ecosport
O Ecosport ganhou desempenho mais condizente pela disponibilidade, agora, do motor Zetec Rocam 1.600 flex. Ao utilizar apenas álcool, os 111 cv lidam melhor com mais de 1.200 kg de massa total do utilitário compacto. Por sua alta potência específica apresenta custo/km menos favorável em relação à gasolina. O pacote acústico e anti-ruído ajuda a cobrir uma deficiência notada desde o início, em especial na tampa do compartimento de bagagem (Fernando Calmon, Alta Roda, 17 de junho).

A Toyota nos calcanhares da General Motors
A possibilidade da Toyota se transformar no maior produtor mundial de veículos até 2010, meta oficial, está cada vez mais próxima e ainda nesta década. Com os cortes anunciados nos EUA, semana passada, a GM pretende encolher sua capacidade produtiva em 1 milhão de unidades por ano no máximo até 2008. As perdas de participação no mercado americano parecem definitivas (Fernando Calmon, Alta Roda, 17 de junho).

Documentos confidenciais roubados da Ford
A Ford do Brasil informou ontem que diversos documentos confidenciais foram roubados da montadora. Segundo a empresa, grande parte do material, que inclui gravações em formato digital e fotos, contém dados e estudos de alternativas de projetos e negócios. Em nota, a companhia pede à imprensa que não divulgue dados recebidos de terceiros. Segundo a nota, a divulgação desses dados "acarretará à empresa danos econômicos incalculáveis e irreparáveis, pela sua natureza concorrencial e de segredo industrial". A empresa iniciou uma investigação (Valor, 16 de junho).

Chineses queriam um terço do Automec
Meses antes da Automec, comitiva chinesa composta por representantes do governo e da indústria automotiva bateu na porta do Sindipeças com a proposta de ocupar 10 mil m2 dos 33 mil m2 que a feira terá na edição deste ano. Como o objetivo é promover a indústria de autopeças brasileira, as 35 empresas confirmadas terão que se contentar com 300 m2. “Se não tomarmos cuidado, a Automec se torna uma mostra asiática”, afirmou Paulo Butori, presidente do Sindipeças (AutoData, 16 de maio).

Kerkorian, aos 88 anos, já controla 7,2% da GM
O bilionário Kirk Kerkorian, terceiro maior investidor na General Motors, recebeu um adicional de 259.013 ações da GM na terça-feira, o que ainda o deixa distante de sua meta de 50 milhões de ações. A Tracinda, empresa de Kerkorian, atualmente detém 40,7 milhões de ações da GM, dando ao bilionário uma participação de cerca de 7,2% na montadora, segundo um registro de terça-feira na Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos EUA. O investidor de 88 anos de idade adquire as ações desde abril, e sua participação vale cerca de US$ 314 milhões a mais do que pagou (Gazeta Mercantil, 16 de junho).

Vendas na Europa caem pelo 5º mês consecutivo
As vendas de automóveis na Europa caíram em maio pelo quinto mês consecutivo, em declínio puxado pela Fiat SpA, após uma greve de caminhoneiros ter suspendido a entrega das encomendas na Itália e o colapso da montadora britânica MG Rover Group Ltd. ter reduzido as compras de carros no Reino Unido. As vendas caíram 1,7%, passando a 1,29 milhão de veículos, comparativamente ao 1,31 milhão de automóveis registrados em maio de 2004, disse a European Automobile Manufacturers Association, a associação européia de montadoras de automóveis, sediada em Bruxelas, na Bélgica, em comunicado divulgado ontem. As vendas dos cinco primeiros meses de 2005 caíram 2,4% em relação ao mesmo período de 2004, passando a 6,64 milhões de unidades (Gazeta Mercantil, 16 de junho).

Renault vai lançar 1.0 com sistema flex fuel
A Renault do Brasil vai levar a tecnologia flex fuel para seus carros 1.0. A empresa, que já tem dois modelos bicombustíveis - Clio 1.6 e Scénic 1.6 - lança, até o final do ano o Clio 1.0 16 válvulas Hi-Flex, afirma Antonio Megale, diretor de marketing. Segundo o diretor de marketing, a montadora tem planos de avançar nesse segmento e deverá apresentar, na seqüência, a tecnologia para os demais modelos em linha, como o Scénic 2.0 e o Clio 1.0 8 válvulas, carro de entrada da marca. A tendência também é que novo Megane II, que será produzido a partir do segundo semestre na fábrica de São José dos Pinhais (PR), já seja lançado com uma versão Hi-Flex, segundo Megale. "O bicombustível já demonstrou que é uma tendência muito forte e uma condição para competir no Brasil", diz.

Volks abrirá fábrica no país ou no México
A Volkswagen estuda a possibilidade de instalar nova fábrica no Brasil ou no México, informou ontem o governador do estado de Puebla, Mario Marin, onde já existe uma unidade da empresa. Puebla formalizou semana passada, na Alemanha, sua candidatura para atrair o próximo investimento da empresa, cujo valor ainda é desconhecido. 'O presidente da Volkswagen, Bernd Pischetsrieder, nos disse que o consórcio poderia fazer novos investimentos na América Latina, sendo México e Brasil as opções possíveis. A decisão final será do conselho executivo da empresa', afirmou. Marin disse que Puebla ofereceu seguranca para o investimento, certeza jurídica e agilidade em trâmites administrativos. Acrescentou que, na segunda quinzena de julho, o presidente da Volkswagen visitará a unidade de Puebla, onde são finalizados o Bora e o New Beetle. A expectativa é de que a sede da nova fábrica seja conhecida em setembro (Correio do Povo. 16 de junho).

GM reduz jornada na ferramentaria para 32h
A General Motors fará a segunda redução da jornada de trabalho desde maio para os funcionários do setor de ferramentaria da fábrica de São Caetano. Terça, a empresa anunciou a adoção de férias coletivas para a área a partir de agosto, quando os 620 funcionários sairão de folga em grupos por períodos de 30 dias até janeiro do próximo ano. A jornada diária na ferramentaria cairá de 40 para 32 horas semanais, informou nesta quarta o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano (ligado à Força Sindical). Para que isso aconteça, a montadora utilizará o banco de horas dos operários, conforme previsto em acordo coletivo. A GM informou que não comentaria o assunto. A medida faz parte de um acordo fechado entre categoria e empresa para diminuir a meta da montadora de cortar 325 pessoas da área com a implantação de um novo Programa de Demissões Voluntárias. Agora, a companhia quer incentivar a saída de 46 pessoas. Nesse consenso, também estão previstas férias individuais para quem tem direito ao benefício (Diário do Grande ABC, 16 de junho).

Magneti Marelli já testa sistema de partida a frio
A disputa das sistemistas pelo mercado das tecnologias para motores com sistema flexível de abastecimento continua acirrada. Alguns dias após a Bosch apresentar o Flex Start, sistema de partida a frio para veículos bicombustíveis, a Magneti Marelli exibiu o ECSS, Ethanol Cold Start System, dispositivo que, a exemplo do da Bosch, elimina o reservatório adicional de gasolina. A Delphi pode ser a próxima a divulgar a novidade já que, segundo sua assessoria de imprensa, também está debruçada no desenvolvimento do produto em sua fábrica de Piracicaba, SP. Evolução no SFS, Software Flexfuel Sensor, o ECSS incorpora, ao sistema de injeção eletrônica, aquecedor que eleva a temperatura do álcool a 80º C. Nessa temperatura, a partida é realizada com 100% de álcool sem qualquer dificuldade. O sistema, apresentado para todas as montadoras no ano passado, deve chegar ao mercado no fim de 2006. Flávio Gussoni, diretor comercial da Marelli, garante que fabricantes de veículos já testam o produto (AutoData, 15 de junho).

Vale vai utilizar biodiesel em locomotivas
O prazo do compromisso junto ao governo é em 2008, mas a Companhia Vale do Rio Doce anunciou o início do uso do biodiesel para este ano, numa proporção dez vezes maior do que a estipulada pelo Programa Nacional de Produção e Uso de Biocombustíveis. Os investimentos de US$ 120 milhões da mineradora em tecnologia de logística incluem a adição de 20% do combustível limpo sobre o total de óleo diesel. A meta do programa federal é inserir 2% do biodisel na mistura de combustíveis em até três anos. O projeto começa nos trens que transportam carga na Estrada de Ferro Vitória-Minas. (Gazeta Mercantil, 15 de junho).

Aviões da Embraer para a Índia
A Embraer, quarta maior fabricante mundial de aeronaves fechou acordo com a indiana Paramount Airlines. A companhia terá em sua frota cinco unidades dos novos modelos de aviões da Embraer, com capacidade para 70 e 75 passageiros. O negócio foi anunciado ontem na Paris Air Show, no mesmo dia em que as gigantes Boeing e Airbus acertaram vendas perto dos US$ 7 bilhões com outras companhias aéreas indianas (Gazeta Mercantil, 15 de junho).

Toyota vai investir US$ 1 bi na Rússia
A Toyota vai investir mais de US$ 1 bilhão na Rússia, anunciou ontem Herman Gref, ministro russo do Desenvolvimento Econômico e do Comércio. "Os projetos da Toyota representam o primeiro investimento estrangeiro no setor de alta tecnologia, à margem da produção de matérias-primas", afirmou Gref. A fábrica, que começará a operar em dezembro de 2007 e terá 550 trabalhadores, produzirá 20 mil unidades anuais do Toyota Camry para aumentar a produção do veículo a 50 mil em um prazo de dois anos. Toda a produção da nova fábrica, que exigirá investimento de quase US$ 150 milhões, será destinada ao mercado russo, onde a Toyota vendeu 47.426 unidades em 2004, entre os modelos Lexus, Corolla e Camry. A Toyota prevê um aumento de 30% de suas vendas este ano na Rússia, com automóveis que procedem de suas fábricas japonesas e de outros países europeus (Gazeta Mercantil, 15 de junho).

GM: demissão, jornada reduzida e férias?
A General Motors quer adotar uma série de medidas para acabar com o excesso de funcionários na ferramentaria da fábrica de São Caetano, no ABC paulista. Em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, a montadora propôs a abertura de programa de demissão voluntária, férias coletivas e individuais e jornada semanal de quatro dias de trabalho. A montadora, por sua vez, informou que não tem nada a comentar sobre esse assunto. Segundo o sindicato, a empresa teria informado no encontro que existem 325 funcionários excedentes na ferramentaria - que ao todo possui 620 operários. Na semana passada, a GM teria informado ao sindicato que precisaria abrir um PDV para 170 funcionários (Folha de SPaulo, 15 de junho).