
MAIO/2003
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VW
reduzirá custos de distribuição
Para reduzir de 10% a 20% o custo de sua logística na distribuição
de peças, a VW iniciou um ambicioso projeto: o centro de distribuição
de peças e acessórios originais para a América Latina,
em Vinhedo, SP. O Volkswagen Parts & Accessories Center, com 132 mil
m2 de área construída. O projeto é da construtora
Walter Torre Jr., dona do terreno e que investirá R$ 100 milhões
no empreendimento. Da parte da montadora, o investimento será de
US$ 4 milhões na compra de equipamentos para o depósito
e o sistema de informática. "O gerenciamento será nosso
e a logística ficará por conta da Selpa", afirma Luc
Billiet, diretor de peças e acessórios da Volkswagen do
Brasil (Valor, 30 de maio).
Daimler
vai exportar R$ 1,5 bilhão
A DaimlerChrysler acaba de fechar um contrato para a venda de 150 chassis
para a Arábia Saudita a partir do Brasil. Com mais esse contrato,
a companhia estima encerrar o ano com exportações de 8 mil
veículos - 40% acima do ano passado -, gerando R$ 1,5 bilhão,
diante do R$ 1 bilhão estimado no final do ano passado (Valor,
30 de maio).
Alheia
à crise, Sabó usa capacidade total
A Sabó prevê faturar US$ 60 milhões com exportações
até 2005. Do total, US$ 51 milhões serão com vendas
para os Estados Unidos. "A empresa está crescendo muito no
mercado norte-americano e a estimativa baseia-se em pedidos já
fechados pelas montadoras", diz o gerente de marketing, Luiz Freitas.
Este ano a previsão é de faturar US$ 32 milhões com
vendas para aquele país, o que representará um crescimento
de 23,07% sobre 2002, quando atingiu US$ 26 milhões (Gazeta Mercantil,
30 de maio).
Hübner
faz peças novas para velho Fusca
O antigo Fusca, que deixou de ser montado no Brasil em 1996, se transformou
em fonte de negócios para o ex-torneiro mecânico Nelson Hübner.
Dono da Auto Linea, de Araucária (PR), o empresário fez
de partes do antigo modelo Volkswagen, como cabeçotes e blocos
de motor, os principais produtos de exportação da sua empresa.
As peças, dirigidas para o mercado de reposição,
representam 43% das exportações, que totalizaram US$ 4,5
milhões em 2002. Produzido em alumínio, o bloco do motor
abastece os Estados Unidos, onde é muito popular em corridas de
"dragster", e o mercado mexicano, dono da maior frota circulante
do modelo, de cerca de 1,5 milhão de veículos (Gazeta Mercantil,
30 de maio).
Furlan
quer renovar a frota de caminhões
Em 60 dias, o governo deve ter uma proposta de financiamento de caminhões
para microempresários. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, este assunto depende
de dotação orçamentária. “O projeto
depende de equalização de taxas de juros e será discutido
brevemente com a Fazenda.” Segundo ele, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pediu um estudo ao BNDES sobre a forma pela qual os microempresários,
na maioria donos de apenas um caminhão, podem ter acesso fácil
a linhas de financiamento. Furlan disse que 50% da frota brasileira está
nas mãos desses microempresários. “Precisamos atender
esta categoria de pessoas físicas que, às vezes, não
têm acesso ao crédito”, afirmou. “Assim, vamos
modernizar esta frota antiquada, inclusive dando uma maior produtividade
para atender ao aumento da demanda que existe hoje.” (Estadão,
29 de maio).
Indústria
automotiva alemã aposta no Brasil
Do valor aproximado de US$ 11 bilhões que empresas do setor
automotivo na Alemanha investiram no Exterior no ano passado, 25% teve
o Brasil como destino. A informação é do presidente
da VDA, associação que congrega as montadoras e fabricantes
de autopeças no país, Bernd Gottschalk. Presidente da Mercedes-Benz
do Brasil de 1989 a 1992, ele afirmou que a indústria alemã
aposta no Brasil e, por conta disso, muitas empresas de médio e
grande porte ainda virão para cá. Hoje existe cerca de cem
fábricas alemãs no Brasil e, considerando a região
sul-americana, são 150 (Cláudia Freiesleben, AutoData, 29
de maio).
Governo
transformará em lei acordo com GM
O governo do Rio Grande do Sul pretende transformar em lei o eventual
acordo com a GM para concessão de incentivos fiscais destinados
à implantação de uma nova unidade da montadora na
cidade de Gravataí. A idéia é dar garantias de manutenção
de todas as cláusulas caso a reforma tributária que será
votada pelo Congresso contrarie alguns dos princípios do entendimento
entre as duas partes. Estado e GM vêm negociando desde abril, mas
até agora os detalhes das propostas não foram revelados
(Valor, 29 de maio).
ArvinMeritor
investe para ampliar exportações
A reversão da expectativa da indústria automotiva brasileira
que projetava, no fim dos anos 90, estar hoje produzindo mais do que o
dobro do que produz, obriga as empresas do setor a buscar soluções
alternativas para a ociosidade de suas linhas. A norte-americana ArvinMeritor,
por exemplo, baseia sua previsão de faturar US$ 324 milhões
no Brasil em 2004, na ampliação de suas linhas de exportação.
Presente em 18 países, a gigante das autopeças planeja aplicar
US$ 10 milhões em planos de qualidade e expansão para atender
pedidos dos EUA. As encomendas para este país foram ampliadas por
um contrato de US$ 1,5 bilhão fechado pela matriz no final do ano
passado (Gazeta Mercantil, 29 de maio).
Delphi
investirá US$ 18 milhões no Brasil
A Delphi investirá US$ 18 milhões no Brasil neste ano.
US$ 15 milhões serão aplicados na fábrica de Jaguariúna
e US$ 3 milhões no centro tecnológico de Piracicaba, no
interior de São Paulo. “Dobraremos a capacidade produtiva
da planta de Jaguariúna de 44 mil para 88 mil compressores por
mês. Para isso, contrataremos cerca de cem novos trabalhadores”,
afirmou Gabor Deák, presidente.
Visteon
também tem seu flexfuel
A Visteon está em fase final de desenvolvimento da tecnologia flexfuel,
que permite ao veículo utilizar álcool ou gasolina. Segundo
o presidente da empresa, José Hélio Contador Filho, em breve
a novidade estará integrada em um modelo fabricado no país.
Contador não revelou quem será seu cliente. Mas considerando
que Fiat, GM e VW já lançaram suas versões, resta
apenas a Ford (AutoData, 27 de maio).
Pegando
o cliente em casa
"Para continuar a vender temos que buscar o cliente em casa”.
Com esta frase curta e direta, Lélio Ramos, diretor comercial da
Fiat Automóveis, sintetizou os duros tempos que a indústria
automobilística enfrenta. Foi a tônica, também realçada
pela Ford, GM e Volkswagen, durante o recente seminário Revisão
das Perspectivas 2003, promovido pela revista AutoData em São Paulo,
SP. Pode não servir de consolo, mas a situação é
pouco diferente no resto do mundo. Palestrantes de consultorias internacionais
afirmaram que nos mercados maduros da Europa e Estados Unidos os carros
são vendidos com descontos médios de R$ 8.000,00 e, se os
incentivos fossem retirados, as vendas cairiam até 25%. A China
é o único país onde há crescimento acelerado
(Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de maio).
Empate
(fraco) seria resultado razoável
Ainda faltou um consenso sobre o balanço ao final do ano. Precisaria
haver uma queda rápida da inflação e dos juros para
que o mercado interno conseguisse superar o fraco resultado de 2002. Um
empate, dado as condições da economia brasileira, já
seria considerado um resultado razoável para a maioria da platéia
que respondeu a uma pesquisa instantânea. A produção,
alavancada pelas exportações, cresceria uns 5%. Os cenaristas
agora são mais prudentes. Nos próximos cinco anos, segundo
a empresa de análise CSM, o mercado brasileiro cresceria 26%, ainda
assim 10% abaixo do recorde de 1997. Ou seja, 12 ou 13 anos para retornar
aos 2 milhões de unidades já alcançados (Fernando
Calmon, Alta Roda, 26 de maio).
O
desencontro dos elos da cadeia
Existem várias razões para a fraqueza dos números.
A combinação de aumento do valor das prestações
e dos preços, tanto dos veículos, como de outros bens e
serviços, abalou o poder de compra. O pequeno recuo da carga fiscal
no ano passado serviu apenas para segurar uma queda que poderia ser maior.
Nem a safra recente de boas notícias na área das contas
externas reverteu as expectativas. Também tem atrapalhado os desencontros
de opiniões entre os três elos da cadeia produtiva: fornecedores,
fabricantes e comerciantes. Discute-se do automóvel “popular”
ao programa do carro próprio, passando pelos estoques versus o
limite de ociosidade das linhas de montagem (Fernando Calmon, Alta Roda,
26 de maio).
A
parte que fica para o governo
Todos até concordam que os impostos devem baixar, pois estão
entre os mais altos do mundo. Como a carga fiscal é massacrante
(35%, em média) alguns pontos percentuais a menos já elevariam
a demanda e o governo manteria sua receita. Mas enquanto as empresas de
telecomunicação anunciam seus preços com imposto
à parte, a indústria e o comércio do setor não
destacam os impostos do preço final, nem como simples informação
ao consumidor. Um carro na loja por 100 e pagando 35 ao governo, na realidade
sofre uma carga tributária de 54% entre o momento que sai da linha
de montagem, onde custa 65, e a hora em que o consumidor assina o cheque
(Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de maio).
Ministro
da Fazenda deveria falar
Parte da solução passa mesmo por políticas governamentais.
Ricardo Carvalho, presidente da Anfavea, citou os problemas de infra-estrutura,
o atraso da inspeção técnica veicular e os riscos
que a falta de rentabilidade causada pelo alto índice de ociosidade
trazem à evolução tecnológica dos veículos.
O que, definitivamente, não ajuda são debates inúteis
sobre taxas de juro e câmbio, terminando por adiar decisões
porque o comprador vive de expectativas. Só o ministro da Fazenda
deveria falar pelo governo e no momento certo (Fernando Calmon, Alta Roda,
26 de maio).
O
veículo que governo leva
Sinal dos tempos. Antônio Maciel Neto, presidente da Ford, destacou
em sua palestra no seminário AutoData Revisão das Perspectivas
o estudo feito pelo sindicato dos metalúrgicos do ABC. Em 1999,
o brasileiro motorizado pagava um veículo a mais para o governo,
a cada cinco anos, em forma de impostos e taxas de uso. Em 2002, o aumento
da carga fiscal havia encolhido esse período para menos de quatro
anos (Fernando Calmon, Alta Roda, 26 de maio).
Butori
espera superavit em 2003
Apesar de ter registrado déficit na balança comercial
nos últimos dois anos, Paulo Butori, presidente do Sindipeças,
acredita que em 2003 o setor registrará superávit de US$
200 milhões. No ano passado o setor registrou déficit de
US$ 100 milhões e, em 2001, o resultado foi ainda pior, déficit
de US$ 529 milhões. Segundo o dirigente, já são cinco
anos de trabalho duro nas exportações, por isso, espera
que em 2003 o setor exporte US$ 4,2 bilhões. Em 2002 esse número
foi de US$ 3,9 bilhões, crescimento de 5,4% em relação
a 2001. A melhora da balança comercial é creditada não
só à desvalorização do real, mas principalmente
pela diminuição das importações (Dimalice
Nunes, AutoData, 23 de maio).
Autopeças
vão faturar US$ 11 bilhões
O faturamento do setor no ano passado foi de US$ 10,9 bilhões contra
US$ 11,9 em 2001. As autopeças devem faturar cerca de US$ 11 bilhões
este ano, com leve crescimento de 0,7% sobre resultado de 2002 por conta
do aumento das exportações de veículos e autopeças.
O segmento das montadoras e as vendas ao mercado externo representam,
respectivamente, 57% e 19% do faturamento total. Os investimentos podem
chegar a US$ 500 milhões, 92,3% mais que no ano anterior, quando
foram investidos US$ 260 milhões (Dimalice Nunes, AutoData, 23
de maio).
Um
ano bom para a Nissan
O lucro líquido da Nissan, terceira maior fabricante de veículos
japonesa, cresceu 33% no ano fiscal encerrado em março em relação
ao ano anterior, somando 495,17 bilhões de ienes (US$ 4,2 bilhões).
O lucro operacional avançou 50,7%. Os números superaram
as estimativas da própria companhia (Valor, 22 de maio).
Vendas
serão prejudicadas pelos juros
As montadoras de veículos contavam com uma redução
da taxa básica de juros nesta para aumentar as vendas do setor,
em queda nos últimos meses. Para a Anfavea, a manutenção
da Selic em 26,5% ao ano, apesar de servir de instrumento de combate à
inflação, deverá continuar afastando o consumidor
das concessionárias. "As taxas de juros funcionam como uma
alavanca para incrementar ou depreciar o mercado", ressaltou o presidente
da entidade, Ricardo Carvalho (Carla Franco, Agestado, 22 de maio).
Vem
aí o flexfluel da Bosch
A Robert Bosch do Brasil se prepara para colocar no mercado sua versão
do sistema de injeção eletrônica para motores bicombustível
(álcool e gasolina), um trabalho que durou 11 anos e consumiu pelo
menos R$ 3 milhões. A decisão da Volkswagen de lançar
o Gol Total Flex com motor AP 1600 tirou da Bosch a possibilidade de ingressar
no mercado como pioneira nesta tecnologia, apesar da liderança
no desenvolvimento, iniciado em 1992. A Magneti Marelli, como integrante
da plataforma do AP 1600, acabou sendo a primeira a ter no mercado um
sistema de injeção eletrônica para dois combustíveis
em escala comercial. Agora, a Bosch aguarda, o lançamento do Tupi,
com a nova versão do motor Volkswagen, o 1.6 EA 111, provavelmente
o modelo de motor que substituirá o atual AP (Gazeta Mercantil,
22 de maio).
Vem
aí o trifuel da Bosch
"O Tri-Fuel já está em desenvolvimento. Achamos que
há espaço para ele no mercado", afirmou Besaliel Botelho,
vice-presidente da divisão de Sistemas a Gasolina da Robert Bosch
na América Latina. A novidade em estudo consiste na inclusão
do gás natural como opção de combustível em
motores, o que já ocorre de forma improvisada em oficinas que convertem
os motores. A empresa não revelou para qual motor desenvolve um
sistema de injeção eletrônica para operar com gasolina,
gás e álcool, mas revelou que a tecnologia exigirá
a retomada do motor turbo, abandonada no Brasil principalmente devido
a falta de incentivo fiscal, o IPI (Gazeta Mercantil, 22 de maio).
As
previsões de Hélio Contador - 1
A Visteon trabalha com 60% de capacidade ociosa na linha de chassis da
fábrica de Guarulhos (SP) em razão do cancelamento de encomendas
deste produto para abastecer a linha de montagem de um modelo que iria
ser feito por uma montadora no País. José Hélio Contador
Filho, presidente da empresa, acredita que, apesar do mercado local estar
estagnado por causa da alta taxa de juros do País, o nível
de encomendas das montadoras não se alteraram, em razão
da grande demanda do mercado externo. "O que está salvando
o setor neste ano são as exportações", disse
(Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 22 de maio).
As
previsões de Helio Contador – 2
A previsão de Contador é que o mercado automotivo atinja
um patamar positivo em 2006, com a produção de 2,8 milhões
de unidades. "A reação do setor deverá começar
no final de 2003, melhorando ao longo de 2004", calcula. Para este
ano, a estimativa do executivo é que o volume fique igual a 2002,
quando foram fabricados 1,792 milhão de veículos. Além
do dólar estável - num patamar de R$ 3,00 a R$ 3,20 -, que
"alivia a pressão de custo do setor", o presidente da
Visteon do Brasil sugere o índice de 10% como taxa de juros ideal
para País (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 22 de maio).
As previsões de Helio Contador - 3
Sobre os negócios da empresa, Contador disse que as vendas ao mercado
externo, que em 2002 representaram 85% do faturamento total, deverão
reduzir sua participação para 40% neste ano. O mercado interno
ficará com 60%. "As exportações estão
caindo porque está havendo queda em todo o mundo", disse.
De todo o volume exportado pela subsidiária brasileira, 80% seguem
para os Estados Unidos, os 20% são distribuídos entre a
Argentina, Europa e Ásia. O faturamento da empresa na América
do Sul, que em 2002 atingiu R$ 1,2 bilhões, deverá crescer
16,6% para R$ 1,4 bilhões. Do total, 90% vem da unidade brasileira.
Dos US$ 18,4 bilhões que a companhia fatura no mundo, US$ 14 bilhões
são de negócios com a Ford (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil,
22 de maio).
Citroën
C2 chega até o fim do ano
Ao contrário do que havia divulgado, a Citroën anunciou
que importará o compacto C2. Segundo o presidente da empresa no
Brasil, Sergio Habib, o modelo deverá chegar até o final
do ano. Na Europa, o lançamento está previsto para o último
trimestre. O C2 é um modelo de três portas para quatro ocupantes
(Jornal da Tarde, 21 de maio).
O
crescimento do gás natural veicular
Enquanto o carro a álcool e o multicombustível ainda tentam
decolar no mercado, o veículo movido a gás natural (GNV)
emplaca junto aos consumidores de todo o país. Os números
mostram a explosão do GNV como um combustível alternativo
no Brasil. A Comgás atende 95% dos postos no estado. São
182 pontos de vendas, cerca de cem deles na Grande São Paulo. Em
maio de 1999 eram apenas 17. No estado do Rio de Janeiro, a segunda maior
rede do país, há 170 postos. Operam ainda em São
Paulo a Gás Natural (que atende Sorocaba, Salto até a divisa
com Paraná) e a Gás Brasiliano (Araçatuba, Araraquara,
Bauru, Rio Preto e Presidente Prudente), com cerca de 10 postos. São
Paulo abriga 286 das 825 oficinas de conversão credenciadas no
Brasil. Elas atendem 80 mil veículos no estado, de um total de
350 mil carros, que formam a frota circulante nacional. A adaptação
de um kit para um motor funcionar também com o gás custa
em média R$ 3 mil e deve ser feita apenas nas oficinas homologadas
(Diário de São Paulo, 21 de maio).
Peter
Karlsten deixa o Brasil em outubro
Peter Karlsten, atual presidente da Volvo do Brasil, será
o novo presidente da Volvo Trucks North America a partir de primeiro de
outubro deste ano. Ele vai suceder Michel Gigou que retornará à
Europa após o término de seu contrato em dezembro deste
ano. Karlsten, 46 anos, ocupa a cadeira de presidente da unidade brasileira
desde 2001, depois de aceitar um convite de Leif Johansson, principal
executivo do grupo Volvo no mundo, para um período de três
anos no Brasil. Em sua nova posição, Peter Karlsten responderá
diretamente a Jorma Halonen, presidente da Volvo Trucks Co., e conhecido
no Brasil por sua passagem pela Scania Latin America.Guardada sob segredo
absoluto a notícia pegou de surpresa até mesmo aos funcionários
da Volvo brasileira (AutoData, 20 de maio).
GM
aposta US$ 1 bilhão no hidrogênio
Em 2002 a General Motors apresentou seu primeiro protótipo
a hidrogênio. Este ano mostrou versão comercial de US$ 5
milhões, o Hy-wire. O sedã atinge 160 km/h, sem emitir ruídos
ou poluentes. Não tem pedais nem volante. Os comandos estão
num manche com visor de cristal líquido. A GM já investiu
US$ 1 bilhão em pesquisas de células de hidrogênio
e fala em colocar o Hy-wire no mercado em 2010. Mais: quer vender 1 milhão
de unidades até 2015. Há duas semanas, a empresa entregou
seis Zafiras movidas a hidrogênio para que deputados americanos
fizessem um test-drive. Cada uma vale US$ 1 milhão. O plano é
convencer os parlamentares a aprovar o US$ 1,7 bilhão de recursos
oferecidos pelo presidente norte-americano, George Bush, para pesquisas
de fontes alternativas ao petróleo (IstoÉ Dinheiro).
Volvo eleva receita da ArvinMeritor
A unidade de sistemas para veículos comerciais da ArvinMeritor,
de Osasco, SP, que deve faturar US$ 92 milhões neste ano, crescerá
8,7% em 2004 – passando para US$ 100 milhões – por
conta do contrato fechado com a Volvo/Mack nos Estados Unidos. O fornecimento,
de US$ 1 bilhão em sete anos, beneficiará a receita anual
da planta brasileira com US$ 15 milhões, já que é
dela que sairão as engrenagens que serão montadas nos eixos
produzidos e fornecidos pela ArvinMeritor dos Estados Unidos. As informações
são do diretor de vendas e marketing da ArvinMeritor para América
do Sul, Silvio Barros (AutoData, 19 de maio).
Autopeças
crescem 7,9% no trimestre
O cenário mais favorável na economia brasileira parece ter
surtido efeito para as empresas fabricantes de autopeças. Acompanhando
o crescimento da produção de veículos no país
no primeiro trimestre de 2003 – de 10,5% segundo dados da Anfavea
o faturamento deflacionado do setor de autopeças aumentou 7,9%
no mesmo período comparando-se aos três primeiros meses de
2002. Os dados foram divulgados pelo Sindipeças. De acordo com
a entidade, a ociosidade média das empresas representadas pelo
Sindipeças passou de 34% em fevereiro para 35% em março
último. Em janeiro o índice era de 34%. O nível de
emprego no setor manteve-se praticamente estável, com leve alta.
O número de empregados saltou de 170 mil em fevereiro para 170,3
mil em março (AutoData, 19 de maio).
A
sinceridade do Sergio Habib
Sergio Habib, presidente da Citroën do Brasil, costuma fazer
análises competentes sobre o mercado. Está pouco otimista
pela combinação ingrata de inflação à
frente dos salários e juros altos. “Automóveis e comerciais
leves devem cair 4% em relação a 2002.” Também
é conhecido por se expressar sem subterfúgios. “Duvido
que um Honda Fit, mesmo sem ser concorrente direto, chegue às 2.000
unidades vendidas por mês. Nas condições atuais, vislumbro
comercializar 1.000/1.200 C3 por mês”, acrescenta. Mais sinceridade,
impossível (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de maio).
Surpresa
negativa nas vendas internas
A vendas no mercado interno (inclui caminhões e ônibus) continuam
a surpreender negativamente. O mês passado foi o pior abril desde
1994. No acumulado do ano a queda chega a 7% frente a 2002. Os estoques
permanecem bem altos: subiram de 44 para 45 dias de março a abril.
Anfavea ainda estima crescimento zero este ano. A produção,
entretanto, cresceria 5% por conta das exportações (Fernando
Calmon, Alta Roda, 18 de maio).
A
GM, na porta da fábrica da Ford
Vale tudo para tentar reverter um quadro comercial tão adverso.
A GM acertou um programa de testes permanente para hóspedes do
complexo de hotéis da Costa do Sauípe, na Bahia. Detalhe:
a 10 quilômetros da fábrica da Ford, em Camaçari.
E a Volkswagen instalou a primeira “loja de fábrica”,
em um dos pontos mais nobres da capital paulista, especializada em modelos
importados (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de maio).
Governo
não anima os importadores
O governo descartou abaixar alíquota do imposto de importação
para veículos vindos do exterior. Nem a valorização
do real animou as vendas. Há sugestões de algum tipo de
comércio compensado com outros países em troca de alíquotas
mais baixas. Na prática seria inviável, pelo menos para
importadores independentes (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de maio).
Os
avanços no Omega australiano
O Omega 2003, importado da Austrália, melhorou não apenas
seu estilo, antes distanciado dos ares europeus que dominam esse segmento.
No interior, a evolução também é marcante,
do quadro de instrumentos ao volante. Alavanca do freio de estacionamento
continua mal posicionada. Acertos de suspensão também foram
muito bons, apesar do aumento do vão livre (Fernando Calmon, Alta
Roda, 18 de maio).
As
novidades do Colloquim da SAE
O Brasil vem atraindo seminários de alto nível técnico.
Caso do recente Colloquium Internacional de Freios, realizado em Gramado,
RS, pela SAE Brasil. Válvulas sensíveis à carga,
fatores que influenciam vibrações, efeito da temperatura
nos freios e propriedades de materiais de atrito para eliminar ruídos
foram alguns trabalhos apresentados (Fernando Calmon, Alta Roda, 18 de
maio).
Previsões
para o mercado de caminhões
O mercado de caminhões poderá reagir nos próximos
meses, compensando o resultado fraco no primeiro quadrimestre, para fechar
o ano com, no mínimo, um empate nas vendas em relação
a 2002. A opinião é dos principais executivos de vendas
da Mercedes, VW Caminhões e Ford. “O mercado andou de lado
nos primeiros meses, mas agora está melhorando” – afirmou
Roberto Cortes, vice-presidente da VW Caminhões. Flavio Padovan,
diretor de operações da Ford Caminhões, também
acredita em situação mais favorável na segunda metade
do ano. A líder DaimlerChrysler espera que as vendas se mantenham
estáveis, com sua participação de 34% no mercado
“Para isso estamos investindo em novos produtos, como o Accelo”
– disse Gilson Mansur, diretor de vendas e marketing (Estado e Automotive
Business, 17 de maio).
Setor automotivo pronto para Europa em 2005
O setor automotivo brasileiro está pronto para melhorar a
oferta para a União Européia e encerrar a negociação
do setor já na próxima rodada entre os blocos, no Paraguai,
no fim de junho. A afirmação foi feita dia 15, em Bruxelas,
pela vice-presidente da Anfavea e diretora de Assuntos Governamentais
da Volkswagen, Elizabeth de Carvalhaes, depois de uma série de
encontros na Alemanha e na Bélgica, com representantes europeus
da mesma área. Carvalhaes sustenta que a Anfavea estará
pronta para o acordo de livre comércio com a Europa a partir de
janeiro de 2005 (Estadão, 16 de maio).
Matra
faz primeira venda externa
A Matra Veículos do Brasil, montadora de utilitários de
Ibaiti, PR fechou os primeiros contratos de exportação.
A empresa, fundada há dez meses, acertou a venda de 46 picapes
para a Argentina, Uruguai e Panamá. Os acordos somam US$ 690 mil
e envolvem a exportação de versões com cabinas estendida
e dupla com tração 4x4 e 4x2. "A exportação
foi uma surpresa, porque a idéia era trabalhar o mercado externo
somente no final do ano, quando já tivéssemos uma escala
maior de produção", afirma Nivaldo Rubens Trama, proprietário
da empresa (Gazeta Mercantil, 16 de maio).
Abono para os metalúrgicos da Força
Os metalúrgicos do setor de autopeças ligados à
Força Sindical na cidade de São Paulo fecharam acordo com
o Sindipeças para o pagamento de abono salarial como forma de repor
parte da inflação acumulada desde a data-base, em novembro,
até aqui, informaram os sindicatos patronal e dos trabalhadores.
O acordo foi acertado em audiência de conciliação
no TRT. O abono garante ao trabalhador 45% do salário, respeitados
o piso de R$ 325 (para quem ganha menos de R$ 722) e o teto de R$ 990
(para quem ganha acima R$ 2.200). Nas empresas com menos de cem trabalhadores,
o abono será pago em três parcelas. Nas com mais de cem,
será pago em duas vezes (Jornal da Tarde, 16 de maio).
Banco
Daimler deve liberar R$ 610 milhões
A DaimlerChrysler Serviços, que passa a se chamar Banco DaimlerChrysler,
estima liberar neste ano R$ 610 milhões para financiamento de 12.200
veículos da montadora. A quantia representará uma alta de
10% sobre o ano passado, quando foram liberados R$ 555 milhões
para financiar 12.091 unidades. A expansão dos negócios
será puxada pelos veículos comerciais, principalmente ônibus,
cuja previsão é elevar a participação de 21%
em 2002 para 25% neste ano, em razão da implantação
do programa de renovação de frota em São Paulo (Gazeta
Mercantil. 16 de maio).
ArvinMeritor
investe R$ 500 mil em aftermarket
A ArvinMeritor investiu meio milhão de reais para mudar suas instalações
da Unidade Mercado de Reposição de Barueri, na grande São
Paulo, para Osasco. O montante foi investido principalmente nas áreas
de armazenamento, logística e escritórios. Segundo Ângelo
Morino, gerente geral da unidade, o local é estratégico,
próximo à fábrica do grupo que produz eixos para
caminhões e ônibus. “Isso traz uma boa redução
em nossos custos com transporte”. (AutoData, 16 de maio).
Audi
não sabe se continua no Brasil
O chefe de vendas da Audi AG para o continente americano, Mattias
Seidl, disse ontem que a montadora alemã está estudando
duas possibilidades para sua fábrica em São José
dos Pinhais (PR): encerrar a linha de montagem do modelo A3 ou utilizá-la
para produzir a nova versão do modelo. No primeiro caso, a fábrica
paranaense receberia o Tupi, novo projeto da Volkswagen, controladora
da Audi, ou outro modelo fabricado pelo grupo, como os espanhóis
Touran e Leon, da Seat, outra marca da Volkswagen (Gazeta Mercantil, 15
de maio).
R$
20 milhões para vender o Honda Fit
A Honda está investindo R$ 20 milhões na campanha publicitária
do Fit, que começará a ser vendido a partir do dia 22. Desenvolvida
pela DM9DDB, a campanha estréia hoje, 15, nas principais redes
de televisão do País. Segundo João Augusto Valente,
o Guga, presidente, a agência vem trabalhando no lançamento
do Fit desde o início do projeto de fabricação do
carro no Brasil, em maio de 2002 (AutoData, 15 de maio).
GM
manda proposta à matriz
A direção da GM e o governo do Rio Grande do Sul chegaram
a um consenso sobre a pré-proposta que será levada ao board
da montadora nos EUA para tentar realizar, na fábrica de Gravataí,
RS, o projeto de um novo veículo. Os pontos negociados ainda são
mantidos em sigilo, mas o documento será levado à cúpula
da GM. "As questões são fiscais e legais. A interpretação
da legislação brasileira é difícil",
diz o vice-presidente da GMB, José Carlos Pinheiro Neto. Ele explica
que o mistério é para que China e México, também
no páreo pelo projeto, não tomem conhecimento das vantagens
que a GMB vai apresentar em Detroit (Gazeta Mercantil, 14 de maio).
Onze
carros com preços mais altos
Os reajustes de preços de maio já foram repassados para
11 diferentes marcas. Estão mais caros os carros Audi, Chevrolet,
Chrysler, Citroën, Fiat, Jeep, Mercedes-Benz, Renault, Ssangyong,
Toyota e Volkswagen. A Toyota mexeu só no preço do Corolla
e a Renault reposicionou a linha Clio. O Fiat Mille Fire passou para R$
14.960,00 nas vendas pela internet. O mais caro nacional, o Chevrolet
Blazer DLX 2.8 4x4 turbodiesel teve preço aumentado para R$ 106.372,00.
Apesar dos reajustes, praticamente todas essas marcas oferecem descontos
nas lojas (Jornal da Tarde, 14 de maio).
Sem
controle sobre itens de segurança
O Brasil deve ser o único país do mundo com uma frota real
de 21 milhões de veículos que não inspeciona os itens
de segurança e os controles de poluição. Na Argentina,
com 6 milhões circulando, o sistema foi implantado há quatro
anos. Em sã consciência ninguém pode ficar contra
a Inspeção Técnica Veicular. Dentro da precariedade
das estatísticas nacionais, os acidentes causados diretamente por
falhas mecânicas originadas por falta de manutenção
variam de 4% a 27%, segundo os interesses das fontes (Fernando Calmon,
Alta Roda, 14 de maio).
BID
estima prejuizo de US$ 10 bi em acidentes
O prejuízo absorvido pela sociedade na totalidade de acidentes,
incluindo mortos e feridos, é estimado pelo Banco Interamericano
de Desenvolvimento em US$ 10 bilhões por ano. Um programa eficiente
de inspeção tem um potencial de redução de
10% a 15% neste imenso valor, fora os benefícios indiretos na melhora
do meio ambiente, geração de empregos (até 100.000
nas estações de ITV e indústria de autopeças),
redução de congestionamentos, furto e clonagem, além
do aumento da vida útil dos veículos. Sem contar que a manutenção
preventiva custa menos que a corretiva. Até o uso de peças
falsificadas ou de baixa qualidade poderá ser inibido (Fernando
Calmon, Alta Roda, 14 de maio).
O
risco no erro no processo da ITV
Agora, outra vez, se anuncia o início da ITV, sem pormenorizar
quando e como. Depois de se abandonar a idéia do controle federal,
o bom senso prevaleceu, atribuindo a responsabilidade aos Estados (como
preconiza a lei) e à iniciativa privada, de preferência.
Há um risco de erro no processo. Paira no ar a ameaça de
municipalização por questões meramente políticas
ou ideológicas, para não dizer mesquinhas, quanto à
repartição de poder. Nas capitais, e apenas naquelas com
grandes frotas, o sistema até pode funcionar, mas a um custo bem
superior. O problema maior é a integração de cidades
médias e pequenas (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de maio).
Record
no superavit na VW
A Volkswagen continua colhendo grandes resultados com exportações.
A rentabilidade conseguida acabará por fortalecer investimentos
internos em marketing. Segundo a companhia, neste primeiro trimestre,
alcançou o maior superávit (exportações menos
importações) do setor: saldo positivo superior ao obtido
por GM, Ford e DaimlerChrysler juntas (Fernando Calmon, Alta Roda, 14
de maio).
Importados
tem queda de 70,3% no mês de abril
Os sete importadores de veículos filiados a Abeiva registraram
no mês passado a comercialização de 292 unidades,
número 25,7% inferior na comparação com março
último (393 veículos). Em relação a abril
de 2002, a queda foi 70,3% (983 carros) mostrando a situação
crítica para o setor, que além do dólar e da alíquota
de importação, enfrentam uma época de "vacas
magras" no mercado. No primiero quadrimestre de 2003, as afiliadas
a Abeiva somaram 1.656 unidades, 53,83% de queda na comparação
com o mesmo período de 2002 (3.587 veículos). O número
é similar ao que somente a Kia Motors comercializava em um único
mês no ano 2000 (Gazeta Mercantil, 14 de maio).
No
final do ano, Citroën vai lançar o C2 na Europa
Enquanto lança o C3 por aqui, na Europa a Citroën anunciou
para o fim do ano a chegada do C2. O modelo de três portas para
quatro ocupantes tem dois bancos traseiros independentes e deslizantes.
Na França terá motores a gasolina (1.1 de 61 cv, 1.4 de
75 cv e 1.6 de 110 cv) e a diesel (1.4 de 70 cv). A Citroën do Brasil
informou que não há intenção de produzir ou
importar o C2 por não ter o foco de vendas voltado para carros
"populares" (Estadão, 11 de maio).
Gol Total Flex: espera é de pelo menos 30 dias
Na segunda quinzena de março, a Volks alardeou o laçamento
do Gol 1.6 Total Flex. Mas quem quiser comprar o modelo terá de
aguardar no mínimo 30 dias, a partir da data da efetivação
do pagamento, segundo a própria montadora. Em simulação
feita pela reportagem no site, a data de entrega do carro indica "em
produção". A previsão? Até os concessionários
divergem. Alguns dizem que não sabem quando chega, vários
dizem que será na próxima semana e outros pedem para ir
à loja no fim do mês. A assessoria de comunicação
da Volks afirma que o modelo só chega às revendas em junho,
sem dia definido (Estadão, 11 de maio).
Caro,
C3 tenta atrair pelo visual
O visual diferenciado e moderno é um dos pontos forte do Citroën
C3, que chega às lojas no começo de junho. O carro é
o mais arredondado e alto (1,53 m) entre os compactos nacionais, chamando
a atenção pelas ruas. O novo Citroën tem preço
a partir de R$ 32.350,00 na versão de entrada GLX, subindo para
R$ 36.590,00 na Exclusive, ambas com produção limitada nesse
primeiro momento - o carro é fabricado em Porto Real, RJ (Estadão,
11 de maio).
Santos
terá área para atender Volks
O risco de saturação da capacidade de exportação
de veículos pelo porto de Santos, que cresceu 87% em 2002 e atingiu
134,4 mil unidades, deverá ser afastado. A Codesp estuda licitar
área de 180 mil m2 (Tecon 2). A principal beneficiada será
a VW, que precisa de mais espaço para exportação
do Tupy, a ser fabricado em São Bernardo do Campo. A VW ameaçou
transferir as operações para Paranaguá (PR) ou Sepetiba
(RJ). Inicialmente, a área seria destinada somente para movimentação
de contêineres, mas passa a servir de pátio de exportação
para veículos e outras cargas secas (Valor, 9 de maio).
Mercado
interno vai mal, exportações vão bem.
O pior abril desde o começo do Plano Real, em 1994. Assim foi definido
abril pela Anfavea, que registrou queda de 21,9% no licenciamento de veículos
nacionais e importados em relação a abril de 2002. Em compensação,
as exportações vão muito bem. De acordo com a Anfavea,
os emplacamentos do mês passado somaram 108,5 mil veículos,
número maior apenas do que os de abril de 1994 (98,1 mil unidades)
- pouco antes do Plano Real. "Abril é geralmente um bom mês
de vendas, mas neste ano isso não ocorreu", comentou o presidente
da Anfavea, Ricardo Carvalho (Jornal da Tarde, 9 de maio).
Estoques
de veículos estão elevados
A indústria vai se salvando com as exportações. No
primeiro quadrimestre do ano, a produção das montadoras
cresceu 4,3%, e o mercado interno recuou 7,2% em relação
a 2002. O que sustentou o setor foram as encomendas externas. As remessas
das empresas subiram 37,3% no período. Diante da estagnação
nas vendas internas, fábricas e concessionárias não
conseguiram desovar seus estoques, que aumentaram no mês passado.
No fim de abril havia 158,5 mil veículos nos pátios da indústria
e da rede de revendedores, o equivalente a 45 dias de vendas (Jornal da
Tarde, 9 de maio).
Vendas
devem repetir os números de 2002
A Anfavea não projeta aumento nas vendas, que devem repetir os
números de 2002, de 1,5 milhão de veículos. Para
isso, entretanto, a média mensal de vendas terá de subir
das atuais 110 mil unidades para 130 mil nos próximos meses (Jornal
da Tarde, 9 de maio).
Mercedes
perde liderança de 33 anos para Volks
A Mercedes-Benz perdeu o posto para a Volkswagen neste quadrimestre por
causa de 57 caminhões vendidos a menos. Os dados foram informados
pela Anfavea, entidade que reúne as montadoras instaladas no Brasil.
De acordo com o vice-presidente mundial da VW Caminhões, Antonio
Cortes, ainda não é hora para comemorações.
A grande estrela apontada por Cortes foi o caminhão Titan, que
passou de 267 unidades vendidas de janeiro a abril de 2002 para 1.008
unidades em mesmo período de 2003 (Gazeta Mercantil, 9 de maio).
Recuo
no lucro da BMW
A fabricante de veículos alemã BMW encerrou o primeiro trimestre
do ano com queda de 19,3% em seu lucro líquido. O rendimento foi
de 510 milhões de euros entre janeiro e março. No mesmo
período de 2002, o lucro da empresa foi de 632 milhões de
euros (Valor, 9 de maio).
3
mil EcoSport já foram vendidos
As vendas do novo utilitário-esportivo EcoSport atingiram
mais de três mil unidades em dois meses, sendo 1.700 delas apenas
no mês de abril. “Para o próximo mês esperamos
um incremento ainda maior nas vendas”, afirma João Carlos
Felix Teixeira, presidente Associação dos Distribuidores
Ford.”Estamos atingindo pessoas que nunca haviam usado um utilitário-esportivo
antes”, avalia Teixeira. Um número elevado de mulheres tem
procurado pelo novo modelo também (Carsale, 8 de maio).
Produção
e vendas caem na Argentina em abril
A produção de veículos na Argentina deixou de dar
os sinais de recuperação apresentados nos meses anteriores.
Em abril, foram fabricados 15 mil 559 veículos, queda de 5,3% frente
ao total registrado no mesmo mês do ano anterior, 16 mil 428 (AutoData,
8 de maio).
Randon
e ArvinMeritor inauguram Suspensys
O grupo Randon e a americana ArvinMeritor inauguraram oficialmente ontem
a fábrica da Suspensys, joint venture assinada em agosto do ano
passado entre as duas companhias, elevando de R$ 130 milhões para
R$ 200 milhões a estimativa de receita líquida da controlada
para este ano. Desse total, 15% correspondem às exportações
programadas para unidades da própria ArvinMeritor na Europa e EUA.
A associação entre os dois grupos rendeu à Suspensys,
que até então operava como uma divisão interna da
Randon Implementos (fabricante de reboques e semi-reboques rodoviários
do grupo gaúcho), contratos de US$ 70 milhões em exportações
para a ArvinMeritor nos próximos cinco anos e passíveis
de renovação (Valor, 8 de maio).
Randon
quer exportar US$ 1 bilhão em dez anos
Conforme Astor Schmitt, a expansão das vendas externas da Suspensys
faz parte dos planos do grupo Randon de acumular US$ 1 bilhão em
exportações nos próximos dez anos, a contar de 2003.
Neste ano, as vendas externas do conglomerado deverão atingir US$
70 milhões, ante US$ 50 milhões em 2002, diz o vice-presidente
executivo, Alexandre Randon. "Isso depende da estabilidade do câmbio",
acrescentou o vice-presidente do conselho de administração,
David Randon (Valor, 8 de maio).
ArvinMeritor
utiliza produtos da Suspensys
O vice-presidente da ArvinMeritor, o brasileiro Sérgio Carvalho,
explica que os componentes adquiridos da Suspensys serão utilizados
para a montagem de produtos finais pela companhia. Antes mesmo da inauguração
da nova fábrica, as peças já começaram a ser
embarcadas no fim do ano passado do Rio Grande do Sul para unidades da
empresa americana na Europa e EUA. No total, o grupo americano gasta perto
de US$ 5 bilhões por ano com compras de peças e componentes
(Valor, 8 de maio).
Quinta
geração do Golf no Paraná?
Ainda existe a possibilidade de uma das versões do Golf de
quinta geração ser produzida na fábrica paranaense
da Volkswagen, ao lado do futuro modelo do Projeto 249 (monovolume apelidado
de Tupi). Enquanto o hatch e o sedã ficarão com o México,
o monovolume Touran poderá ser brasileiro, juntamente com a versão
de 4 portas do novo Audi A3 (Fernando Calmon, Alta Roda, 7 de maio).
A
aposta da Peugeot na 307
Peugeot 307 SW é uma aposta, mesmo que modesta, da Peugeot nas
peruas ou stations. Com capacidade para cinco passageiros, comporta dois
bancos extras no compartimento de bagagem. Eles não podem ser embutidos
no assoalho, a exemplo do Zafira. Importado da França, custa R$
54.500,00. É um modelo bastante completo, inclusive com teto solar
fixo de grandes dimensões e cortina elétrica (Fernando Calmon,
Alta Roda, 7 de maio).
Fórum
de Trânsito em Brasília
Brasília vai sediar nos dias 7 e 8 de maio um Fórum Nacional
de Trânsito. O objetivo é discutir resultados dos projetos
de educação, pesquisas inéditas e relatos de experiências
concretas desenvolvidas em vários Estados para reduzir o número
de acidentes. Iniciativa da Associação Brasileira de Bancos
Estaduais e Regionais (Asbace) (Fernando Calmon, Alta Roda, 7 de maio).
Kia
reafirma interesse em fabricar no Brasil
Além dos planos para montar o caminhão leve Bongo, marca
já programa a chegada dos importados Sedona e Opirus. Se sair do
papel, a fábrica, terá investimento 100% nacional, de R$
50 milhões e será instalada em Linhares, ES, próximo
a Vitória. “A idéia é de colocar um motor nacional,
da International Engines, para alcançarmos um índice de
nacionalização próximo aos 60%”, conta o presidente
da Kia, José Luiz Gandini. Segundo o executivo, se o projeto for
aprovado ainda no primeiro semestre desse ano, a expectativa é
que a primeira unidade saia da linha de montagem em meados do segundo
semestre de 2004 (Gazeta Mercantil, 7 de maio).
Lucro
da Volkswagen cai 68%
A Volkswagen, maior montadora da Europa, registrou uma queda de 68% em
seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2003, devido às
menores vendas de veículos e a valorização do euro
frente ao dólar. O lucro líquido no trimestre até
31 de março de 2003 caiu para 202 milhões de euros (US$
230,4 milhões), em relação ao lucro de 627 milhões
de euros em igual período do ano passado. As vendas recuaram 2,7%
para 20,7 bilhões de euros (US$ 23,5 bilhões), de 21,3 bilhões
de euros em 2002. O lucro operacional no período foi de 604 milhões
de euros (US$ 688,3 milhões), em relação ao lucro
de 1,13 bilhão de euros em 2002 (Estadão, 7 de maio).
ANTT
prepara reforma no modelo de ferrovias
Seis anos depois do início do programa de concessões
ferroviárias no Brasil, o setor deve passar pela primeira grande
reforma. Após 10 meses de trabalho, a Agência Nacional de
Transportes Terrestres concluiu diagnóstico dos problemas do atual
modelo e aponta sugestões para remove entraves ao desenvolvimento
do setor. O resultado final deve ser divulgado quinta-feira.
DaimlerChrysler
apresenta o Accelo
A DaimlerChrysler do Brasil lançou ontem em Campinas o mais novo
caminhão leve da marca no Brasil: o Accelo, um projeto que pretende
tornar o Brasil uma base para o fornecimento mundial. Com um investimento
de US$ 160 milhões, a empresa quer em quatro anos superar a produção
de 10 mil unidades anuais. Parte desta produção ocorrerá
em razão da abertura de espaço no mercado de frotistas e
de condutores autônomos que fazem distribuição em
grandes centros urbanos, mas também devido a retirada de linha
do modelo 710 com motor mecânico, uma exigência ambiental
que determina a redução das emissões de poluentes
pelos caminhões. No ano de lançamento, a marca quer comercializar
1.000 unidades do Accelo. A previsão é que até dezembro
250 unidades sejam exportadas, principalmente para países da América
Latina (Gazeta Mercantil, 6 de maio).
Marcopolo
tem lucro, mas teme queda do dólar
A Marcopolo reverteu o prejuízo (de R$ 16,3 milhões) verificado
no mesmo período do ano passado e encerrou o primeiro trimestre
de 2003 com um lucro líquido de R$ 20,4 milhões. Apesar
dos números positivos, a queda do dólar preocupa a direção
do grupo gaúcho. "Estamos desapontados com a taxa de câmbio
a partir de abril, que está fora das nossas previsões",
diz o diretor geral da empresa, José Rubens De La Rosa, demonstrando
uma certa contrariedade com o fato de o governo federal falar em incentivar
as exportações, mas ao mesmo tempo deixar a moeda norte-americana
cair para patamares em torno de R$ 3 (Gazeta Mercantil, 6 de maio).
A
Sars no caminho das exportações automotivas
A Sars deve atrapalhar o boom do setor automobilístico esperado
para a China este ano, mas nada que altere no médio prazo as previsões
de crescimento daquele mercado, hoje um dos mais cobiçados pelas
montadoras brasileiras. VW e GM, empresas com grandes contratos de exportação
para o país, não precisaram promover nenhuma mudança
no embarque de carros desmontados (CKDs) para os chineses. Algumas empresas
de Pequim estão suspendendo temporariamente a produção
e orientando os funcionários a permanecerem em casa, para evitar
que a doença se espalhe ainda mais. Por enquanto, nenhuma medida
desse tipo foi adotada nas regiões para onde seguem os veículos
brasileiros, entre as quais Xangai (Estadão, 5 de maio).
Inspeção
veicular engata a primeira
A inspeção veicular parece ter engatado a primeira.
O Fórum Consultivo do Contran se reúne este mês para
discutir o texto da resolução que permitirá aos Estados
iniciar os processos de licitação das futuras estações
de inspeção. Depois disso, serão marcadas entre seis
e 10 audiências públicas para levar a discussão à
comunidade. Segundo o diretor do Departamento Nacional de Trânsito
(Denatran), Aílton Brasiliense Pires, ultrapassado todo o debate,
os 54 integrantes do Fórum - departamentos estaduais e empresas
municipais de trânsito, entre outros órgãos pertencentes
ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT) - irão fechar uma proposta
de resolução e apresentá-la aos ministérios
da Justiça, dos Transportes, de Ciência e Tecnologia, do
Exército, da Educação e do Desporto, da Saúde
e do Meio Ambiente (Valor, 5 de maio).
Processo
será introduzido de forma gradual
O processo será realizado de forma gradual. "Isso é
um consenso entre todos que participam de alguma forma dessa discussão",
afirma o presidente da Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva (AEA) e diretor de Relações Governamentais da
DaimlerChrysler no Brasil, Marcos Madureira. A instauração
de etapas deve-se à necessidade de dar tempo para os proprietários
de veículos se adaptarem à nova obrigação,
porque quem não tiver seu carro aprovado perderá a licença
de trafegar. Outro consenso é que as inspeções de
segurança e a de proteção ao meio ambiente sejam
feitas no mesmo local, desobrigando o proprietário de procurar
mais de um estabelecimento. Apesar de serem de naturezas distintas, as
duas inspeções são necessárias, segundo o
código de trânsito, na hora do licenciamento do veículo
(Valor, 5 de maio).
Problema maior é o sucateamento
A inspeção também não pode surgir com o rigor
europeu no Brasil de um dia para o outro, porque parte da frota de veículos
poderia simplesmente parar. Estima-se que a idade média dos carros
seja de 11 anos e a dos veículos comerciais (utilitários,
caminhões e ônibus) de 14 anos. O consultor de trânsito
Roberto Scaringella diz que "os veículos envelhecem prematuramente
no Brasil". Para ele, o problema mais grave não é a
idade da frota, mas o grau de sucateamento. "Com o sistema viário
fora de condições, a suspensão de um veículo
dura a metade do tempo indicado pelo fabricante " , afirma o ex-presidente
do Contran e fundador da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET),
de São Paulo, que tem a maior frota municipal do país (Valor,
5 de maio).
Exportações intercompany compensam demanda fraca
As fabricantes multinacionais de autopeças já começam
a contabilizar resultados positivos ao utilizar a capacidade produtiva
das suas unidades brasileiras para exportações intercompany,
como forma de compensar a retração dos negócios no
mercado interno. Segundo a Secex, no primeiro trimestre deste ano as exportações
diretas e indiretas de autopeças totalizaram US$ 297,6 milhões,
quantia 21,59% superior a igual período de 2002, quando as vendas
externas desses produtos atingiram US$ 244,8 milhões. "As
exportações têm sido a principal alternativa para
as fabricantes de autopeças que se instalaram no Brasil com a expectativa
de que a produção da indústria automobilística
atingisse produção anual de 2 milhões de veículos",
diz o presidente da Dana para a América do Sul, Hugo Ferreira (Gazeta
Mercantil, 5 de maio).
Exportações
da TDM crescem 65%
Por meio de transações intercompany a TDM Friction do Brasil,
subsidiária de um grupo alemão que produz lonas para veículos
comerciais e pastilhas de freio para automóveis, prevê um
aumento de 65% nas suas exportações deste ano. "Vamos
complementar a produção da fábrica dos Estados Unidos",
diz o presidente da empresa, Feres Macul Neto. De Indaiatuba, no interior
de São Paulo, as lonas de freio seguem para a fábrica americana
que abastece a linha de montagem da ArvinMeritor. A produção,
que no ano passado foi de 4 milhões de lonas, deverá ser
de 6 milhões de peças este ano (Gazeta Mercantil, 5 de maio).
GM
faz recall para Blazer e S10
A GM publicou anúncios convocando para novo recall proprietários
de Blazer e S10, ano 2003, equipadas com rodas de alumínio, que
devem passar pela verificação e eventual substituição
das rodas e das porcas de fixação.
Segundo o anúncio da empresa, uma falha no processo de fabricação
da empresa fornecedora pode causar perda do torque de fixação
e conseqüente desprendimento da roda (Agestado, 4 de maio).
Vendas
de carros reagem em abril
As vendas de carros e comerciais leves em bril subiram em relação
a março. Foram comercializados 102l.190 veículos, 6,2% a
mais que no mês anterior. Em relação a abril de 2002
houve queda de 22,5%. No acumulado dos 4 primeiros meses do ano as vendas
do segmento somaram 417.214 unidades,7% abaixo do números do mesmo
período de 2002. A Fiat lidera as vendas, com 25,5% de participação,
seguida pela GM (24,7%), VW (22,4%) e Ford (10,5%) (Estadão, 3
de maio).
Indicadores
ressaltam problemas americanos
Uma série de indicadores divulgados ontem (retração
na produção industrial, queda na venda de automóveis
e crescimento da produtividade abaixo do esperado) mostra que os Estados
Unidos ainda enfrentam problemas no front doméstico. A indústria
automobilística norte-americana observou suas vendas recuarem.
A General Motors teve uma queda de 9 nas vendas no mês passado em
comparação com abril do ano passado. O recuo da Ford foi
de 2,9% e o da Chrysler, filial do grupo teuto-americano DaimlerChrysler,
de 10% (Estadão, 2 de maio).
Marcopolo
retoma vendas para Argentina
Depois de um ano e meio sem negócios com a Argentina devido
à crise econômica local, a Marcopolo retomou as vendas de
ônibus para aquele país. Até o fim do segundo trimestre
a fábrica da empresa instalada no distrito de Ana Rech, em Caxias
do Sul (RS), entrega um lote de 30 modelos rodoviários encomendado
no fim de março, informou o diretor de relações com
investidores Carlos Zignani (Valor, 2 de maio).
A
nova aposta da Honda
A Honda aposta na “surpresa” que o Fit vai causar no consumidor
brasileiro. Um carro que, segundo a fábrica, agrada qualquer perfil
de consumidor. Com motor 1.4, de 80 cavalos, custará R$ 34 mil
(Joel Leite, AutoInforme, 2 de maio).
Fit,
o mais vendido no Japão
A Honda investiu US$ 150 milhões para elevar a capacidade da fábrica
em Sumaré de 30 mil para 55 mil unidades. A mesma linha de montagem
será dividida entre a produção do Fit e do Civic.
O Fit foi lançado há dois anos no Japão e já
em 2003 foi o carro mais vendido no país, com 250 mil unidades.
Na Europa, onde começou a ser vendido em janeiro do ano passado,
ele tem o nome de Jazz. O carro já é vendido em 60 países
e produzido apenas no Brasil, além do Japão (Joel Leite,
AutoInforme)
Expansão
da rede de revendas Honda
Por enquanto a produção será totalmente para o mercado
interno, onde a Honda pretende vender 30 mil unidades nos próximos
12 meses. A rede de revendas, que tem hoje 58 unidades, será ampliada
para atender o mercado que vai crescer mais de 100% com a chegada do Fit.
Até o fim do ano a Honda deverá ter 85 concessionárias
(Joel Leite, AutoInforme).
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