
MAIO 2004
Fiat
Automóveis tenta retomar liderança nas exportações
O plano é embarcar 60 mil carros em 2004 e abrir novos
mercados. A Fiat Automóveis do Brasil estima exportar neste ano
US$ 60 milhões em peças e componentes da linha Palio para
a China, um aumento de 50% sobre 2003. A frota de veículos particulares
do país asiático cresce num ritmo veloz, passando de 816
mil em 1990, para cerca de 10 milhões de unidades atualmente. E
o país planeja subir de quarto a terceiro fabricante mundial de
veículos em 2004. Segundo Ricardo Strunz, diretor de Comércio
Exterior da empresa, a Fiat brasileira quer aumentar e diversificar as
vendas externas e voltar a ser a maior exportadora do setor do País.
A montadora viu seus números despencarem de um pico de 191 mil
veículos em 1994, para 41 mil no ano passado. Segundo Strunz, a
Fiat do Brasil planeja exportar 60 mil veículos neste ano, 30%
deles para a Argentina. Em 2003, os argentinos compraram cerca de 15 mil
unidades. O diretor da Fiat esteve na China, semana passada, acompanhando
a demonstração de um Palio com motor bi-combustível,
levado do Brasil (Gazeta Mercantil, 31 de maio).
Na
Fiat SpA a sucessão afasta Morchio
A Fiat SpA tem novo presidente e aparentemente inicia a semana com uma
crise interna. Luca Cordero di Montezemolo, 56 anos, diretor da divisão
de carros esportivos da Ferrari e presidente da central patronal Confindustria
(a federação das indústrias italiana), foi eleito
no domingo para substituir Umberto Agnelli, falecido na semana passada,
aos 69 anos, de câncer. John Philipp Elkann, 28 anos, neto de Gianni
Agnelli, foi nomeado vice-presidente e o filho de Umberto, Andrea Agnelli,
nomeado membro da diretoria. A escolha não agradou Giuseppe Morchio,
que pediu demissão do cargo de presidente-executivo minutos após
de ter sido anunciada. Di Montezemolo é prestigiado no grupo por
ter alçado a Ferrari ao status de líder em carros esportivos
e é altamente respeitado pela classe política e industrial
italiana. Morchio assumira o cargo de presidente-executivo no ano passado,
levado por Umberto Agnelli, com o objetivo de reverter a pior crise financeira
pela qual a Fiat já passou em seus 105 anos de história.
Ele substituiu cerca de metade dos diretores da Fiat com executivos escolhidos
por ele. Sua saída deve repercutir de forma negativa entre os investidores,
que haviam aprovado seu plano de revitalização (Gazeta Mercantil,
31 de maio).
Saveiro deverá ter caçamba de tamanho
variável
Tamanho variável da caçamba é um recurso que a Volkswagen
desenvolve ainda este ano para pickup Saveiro. Assim a cabine seria ampliada
de forma flexível. Também cogita de voltar com o Gol sedã,
antes conhecido como Voyage. Além de estudar um Gol Geração
2 mais barato, ou seja, um antiMille (Fernando Calmon, Alta Roda, 31 de
maio).
A
indústria da multa continua funcionando
As autoridades de trânsito sempre negam a indústria de multas.
É fácil provar que ela existe. Basta ver o exemplo da maior
cidade do País. Em São Paulo, das 124 câmaras que
monitoram o trânsito para amenizar congestionamentos, cerca de 100
estão inoperantes. Quanto às câmaras de registro de
velocidade a manutenção é perfeita. Empresas remuneradas
por multa paga jamais descuidam de seu ganha-pão...(Fernando Calmon,
Alta Roda, 31 de maio).
Gastos
caem à metade com manutenção preventiva
O gasto médio anual por veículo poderia baixar de R$ 500,00
para menos da metade, se manutenção corretiva fosse trocada
pela preventiva. São estimativas do jornal Oficina Brasil em parceira
com o portal automobilístico Webmotors. Hábitos vêm
mudando. Cresceu muito o número de internautas que imprimem listas
de controle de itens de manutenção (Fernando Calmon, Alta
Roda, 31 de maio).
Catálogo
de motores está à disposição dos interessados
Catálogo de motores veiculares brasileiros acaba de receber a décima
primeira atualização. Iniciativa da ABIConsult, já
inclui os flex (álcool/gasolina) e os diesel eletrônicos.
O País produz motores de 1 a 14 litros de cilindrada e potências
de 55 a 600 cv. É ótima referência para uso profissional
e educacional. Consulta aberta, sem custo, em www.abiconsult.com.br. (Fernando
Calmon, Alta Roda, 31 de maio).
A
virada do mercado está mais adiante
Tudo indica que este ano ainda não representará a virada
do mercado brasileiro pela qual todos torcem. No final de 2003 ainda se
acreditava que seria possível quase igualar o recorde de produção
de 1997, quando o Brasil fabricou cerca de 2,1 milhões de veículos.
E as vendas internas (incluídas importações) talvez
superassem um pouco o patamar de 1,5 milhão de unidades. A maioria
dos palestrantes do seminário Revisão das Perspectivas 2004,
da Editora Autodata, realizado esta semana em São Paulo, SP, previu
números de crescimento pífios este ano. Mas a Anfavea, associação
dos fabricantes, ainda espera até 8% de crescimento: 2 milhões
de unidades de produção; mercado interno de 1,54 milhões. Leia mais... (Fernando Calmon, Alta Roda, 31 de maio).
Morre
Umberto Agnelli, presidente da Fiat
O
presidente da Fiat, Umberto Agnelli, de 69 anos, morreu de câncer
na noite de ontem, informou o porta-voz da companhia, Raffaello Porro.
No mês passado, a empresa havia informado que ele estava passando
por tratamento contra a doença. Agnelli assumiu o comando do grupo
depois da morte de seu irmão mais velho, Giovanni "Gianni"
Agnelli, em janeiro do ano passado. Essa morte ocorreu depois de uma crise
dramática na companhia que viu o preço de suas ações
e sua fatia de mercado sofreram forte declínio. Em fevereiro deste
ano, Umberto Agnelli falou com prazer sobre os resultados financeiros
melhores. "O que nos dá uma certa satisfação
é que, apesar dos prejuízos significativos, ainda percebemos
melhorias notáveis no quarto trimestre por causa do trabalho que
tem sido feito", afirmou na época. A família Agnelli
controla 30% da Fiat, empresa privada que mais emprega na Itália
(Estadão, 28 de maio).
Renault espera aval da matriz para novo carro
A Renault
do Brasil aguarda, para junho, a autorização da matriz para
iniciar a produção no Paraná de um novo carro de
médio porte, sedã ou hatch, possivelmente o novo Mégane.
O presidente da montadora para o País e o Mercosul, Pierre Poupel,
está na França esta semana discutindo os detalhes do projeto,
que poderá entrar em linha no fim de 2005 ou início de 2006.
A Argentina também disputa o investimento, mas tem poucas chances,
segundo fontes do setor automobilístico (Estadão, 27 de
maio).
Caoa
desiste da Bahia e anuncia fábrica em Goiás
A Caoa Montadora de Veículos e técnicos do governo de Goiás
pretendem realizar, ainda nesta semana, reunião final para definir
últimos detalhes do projeto de implantação, em Anápolis
(GO), de uma fábrica de veículos Hyundai. Originalmente
prevista para Camaçari (BA), ainda sob a marca da Asia Motors,
a unidade deverá exigir investimentos de US$ 205 milhões
e terá capacidade 45 mil veículos por ano, empregando diretamente
mil pessoas e quatro mil indiretos. A transferência foi confirmada
ontem pelo grupo Caoa, em nota oficial distribuída à imprensa.
"A decisão de mudança da construção da
fábrica de Camaçari foi tomada depois do surgimento de dificuldades
ambientais, técnicas e estruturais", afirma o comunicado.
O secretário da Indústria e Comércio da Bahia, Otto
Alencar, declarou que as alegações apresentadas para justificar
a desistência do projeto são improcedentes. Segundo ele,
os problemas ambientais que supostamente teriam causado a saída
do grupo são uma desculpa para as verdadeiras razões. "Os
motivos reais consistem no fato de que o governo não pôde
aceitar as propostas do grupo, entre elas o aporte de R$ 120 milhões,
recurso que o grupo Caoa passou a solicitar que fosse parte de um novo
pacote de incentivos", informou o secretário. Outra proposta
do grupo "consistia que o governo baiano se responsabilizasse pelo
pagamento dos empréstimos tomados pela empresa em bancos comerciais
do tipo Banco Rural e Banco Santos". (Gazeta Mercantil, 27 de maio).
Renault
é a quarta a lançar flex fuel
A Renault do Brasil também vai incorporar a tecnologia flex fuel
aos seus veículos que são produzidos na fábrica de
São José dos Pinhais (PR). Segundo o vice-presidente comercial
da Renault Mercosul, Dominique Maciet, o novo motor, que funciona com
álcool e gasolina, será lançado no final deste ano
nos modelos Clio 1.6 e Scénic 1.6, ambos de 16 válvulas.
"Estamos avaliando o comportamento do mercado para estender a aplicação
deste novo motor em outros carros da marca", disse Maciet durante
o lançamento do Clio sedan O Boticário, série especial
voltada para o público feminino, ontem em São Paulo. A montadora
não divulgou quanto está investindo na nova motorização
e qual a empresa autopeça que fornecerá a tecnologia (Gazeta
Mercantil, 27 de maio).
Renault
aposta em versão feminina do Clio
A montadora francesa Renault resolveu reeditar a série especial
do Clio Sedan O Boticário, lançada em 2002. A versão,
limitada a 2.100 unidades, já está à venda nas concessionárias
da marca ao preço sugerido de R$ 33.470, versão 1.0 16V
e R$ R$ 35.790, com motor 1.6 16V. Além do novo visual, que acompanha
a renovação da linha Clio realizada em 2003, o maior destaque
do carro fica por conta da sua lista de equipamentos, que, segundo a marca
atende as exigências das mulheres. O toque feminino fica por conta
de itens exclusivos, como o espelho de cortesia no pára-sol do
motorista e o tecido especial dos bancos, feitos especialmente para não
desfiar as meias de seda (Folha Online, 27 de maio).
Rio
de Janeiro terá Semana Automotiva de 2 a 5 de junho
A Semana Rio Automotiva começa no dia 2 e vai até o dia
5 de junho, no Riocentro. Serão cinco salões simultâneos
em um só local: IV Feira Internacional de Autopeças, Reparação
e Equipamentos; IV Feira Internacional de Carros, Motos e Acessórios;
IV Feira Internacional de Transporte de Carga, Implementos e Acessórios;
Feira Internacional de Gás Natural; e Feira de Transporte Escolar
e Alternativo. O evento é realizado e organizado pela Auto Idéias
Feiras e Empreendimentos Ltda. (Correio do Povo, Porto Alegre, 27 de maio).
China
vai comprar ônibus movidos a hidrogênio
A China comprará ônibus movidos a hidrogênio da DaimlerChrysler
em 2005. O anúncio foi feito no Fórum Internacional do Hidrogênio,
inaugurado ontem em Pequim. Segundo o ministério chinês de
ciência e tecnologia, a iniciativa visa conter a poluição
ambiental das cidades. A montadora desenvolveu 20 protótipos. Em
2004 fornecerá 60 ônibus a hidrogênio para Europa,
Japão e Cingapura. (Correio do Povo, Porto Alegre, 27 de maio).
Argentina:
feira Automechanika será em novembro
Será realizada de 17 a 20 de novembro, no Centro de Exposições
La Rural, em Buenos Aires, a 3ª edição da Automechanika
Argentina 2004 (pós-venda e equipamentos originais automotivos).
O evento, que reunirá 300 expositores, terá em paralelo
programa de seminários e conferências. (Correio do Povo,
Porto Alegre, 27 de maio).
Toyota
vai aumentar produção já no segundo semestre
O vice-presidente da Toyota Mercosul vê três medidas importantes
em suas diretrizes. A primeira delas - que debe ser tomada no curtíssimo
prazo- é aumentar a capacidade produtiva da fábrica em Indaiatuba
(SP). "Ainda estamos estudando se aumentamos nossa capacidade produtiva
em dois turnos ou partimos para um terceiro período de trabalho",
conta. Segundo Luiz Carlos Andrade, a decisão já será
implementada no segundo semestre desse ano. Outro passo importante, já
preparado pela Toyota Mercosul, é o início da produção
da sucessora da picape média Hilux. A produção do
novo veículo na Argentina começa junto com o ano de 2005.
Ainda no primeiro semestre, ou seja, daqui a exatos 12 meses, a montadora
produzirá também um utilitário-esportivo derivado
da nova Hilux. O passo maior, porém, em termos de volume, está
programado para acontecer antes de 2009. "A operação
Mercosul será a futura supridora das Américas do Sul, Central,
Caribe e México; já o Corolla tem um futuro promissor com
o mercado norte-americano a partir do novo modelo, que não é
uma alteração leve no design, mas sim uma completa mudança",
diz o vice-presidente da Toyota Mercosul (Gazeta Mercantil, 26 de maio).
Porsche
e VW farão recall dos utilitários Cayenne e Touareg
Um pouco mais de 100 mil proprietários dos utilitários esportivos
Cayenne, da Porsche, e Touareg, da Volkswagen, serão convocados
para recall. Segundo comunicado das montadoras, 40.848 unidades são
do modelo da Porsche e o restante (60 mil veículos) do Touareg
da Volkswagen. De acordo com os fabricantes, os veículos -- que
compartilham a mesma plataforma e outros equipamentos -- apresentam falhas
no cinto de segurança traseiro, que pode desprender-se devido a
vibrações. Os veículos foram construídos entre
1º de outubro de 2002 e 17 de dezembro de 2003 e compreendem todas
as versões dos modelos -- Cayenne, Cayenne S e Cayenne Turbo. Esse
é o segundo recall dos utilitários "irmãos".
Em fevereiro, 22 mil Cayennes e 25 mil Touaregs já tinham sido
alvo de um recall. (Folha de SPaulo, 26 de maio).
Versão
perua do Astra é a novidade da Opel
Lá fora, a Opel — braço europeu da gigante General
Motors — acaba de fazer com o novo Astra o mesmo que fez recentemente
com o também novo Vectra: criar uma versão familiar do modelo,
mas com dimensões maiores que as originais. Um dos destaques da
novata Astra Station Wagon — a marca abandonou a denominação
Caravan para se referir a esse tipo de carroceria — é a capacidade
do porta-malas que leva até 520 litros. Outras medidas que cresceram
foram a distância entreeixos (agora de 2,70 m) e o comprimento (4,51
m). A evolução tecnológica presente na terceira geração
do hatch também está presente na perua, como a suspensão
de ajuste eletrônico e os faróis que iluminam as curvas.
Primeiramente, essa “station” será fabricada em Bochum,
na Alemanha, e depois em Antuérpia, na Bélgica. As vendas
começarão no início de outubro no mercado europeu
(Diário de São Paulo, 26 de maio).
Volks:
250.000 querem ser Astronauta
A promoção da Volkswagen "Procura-se um Astronauta"
superou as expectativas e já distribuiu mais de 250 mil cupons
que dão direito a concorrer a uma viagem espacial, com embarque
em Washington (EUA), e 10 viagens para Star City, em Moscou, para participar
de um vôo que simula a gravidade zero. Cada compra de carro zero
dá direito a dez cupons (Diário do Grande ABC, 26 de maio).
Vendas
de carros melhoram em maio após abril fraco
As vendas de veículos novos no Brasil melhoraram em maio em relação
ao mês anterior, mas a recuperação do setor ainda
se arrasta. Segundo analistas, o setor ainda depende de promoções
prolongadas para atrair clientes preocupados com juros elevados e desemprego.
Segundo dados da agência Auto Informe, especializada em análises
do setor automotivo, as vendas totais de veículos nos primeiros
15 dias úteis de maio ficaram em cerca de 90 mil unidades, incluindo
caminhões e ônibus. O desempenho é 11 por cento maior
que no mesmo período de abril, que teve um dia útil a menos
(Carsale, 26 de maio).
Montadoras
reduzem previsão de vendas - 1
As montadoras
Volkswagen, Fiat e Ford revisaram para baixo as estimativas de vendas
de automóveis e comerciais leves no Brasil este ano, de 6%, segundo
estimativa de outubro, para em torno de 3% em relação a
2003. O presidente da empresa na América do Sul, Antônio
Maciel Neto, afirma que a Ford previa a venda de 1,5 milhão de
automóveis este ano, 8% a mais de automóveis este ano, 8%
a mais do que em 2003, e revisou o número para 1,4 milhão.
O superintendente da Fiat Auto na América Latina , Cledorvino Belini,
e o diretor de Marketing e Vendas da Volks, Paulo Sérgio Kakinoff,
fizeram o mesmo, levados pelo desempenho do setor nos primeiros meses
do ano. Fiat e Volkswagen registraram aumento de cerca de 2,5% a 3% nas
vendas diárias de automóveis no primeiro quadrimestre do
ano, em relação ao mesmo período em 2003. “É
um crescimento, mas é insuficiente”, diz Kakinoff. Para Belini,
“apesar da queda da taxa básica de juros de 10 pontos porcentuais
de abril do ano passado para este ano, o consumidor está inseguro”
(Estadão, 25 de maio).
Montadoras
reduzem previsão de vendas - 2
A
Fiat defende reestruturação tributária para o setor
automotivo para tornar os carros mais acessíveis ao consumidor
brasileiro. Segundo Belini, o mercado interno não pode ficar abaixo
de 1,3 milhão de automóveis, caso contrário o País
poderá perder investimentos. De acorde com dados da Fiat, 50% dos
automóveis vendidos no Brasil estão abaixo de R$ 23 mil.
“Há uma demanda latente, ao mesmo tempo em que há
uma capacidade ociosa da indústria de cerca de 40%”. Belini,
da Fiat, e Maciel, da Ford, avaliam que, apesar da timidez do mercado
interno, o Brasil pode voltar a fabricar cerca de 2 milhões de
veículos em 2006 por causa das exportações. Este
ano, conforme estimativas das montadoras, o número ficará
próximo disso, atingindo 1,9 milhão. Maciel informa que
com o aumento dos preços dos componentes, como aço, o custo
de produção de um automóvel subiu, em média,
de US$ 4 mil para US$ 4,7 mil do ano passado para hoje. “Mesmo assim,
continuamos competitivos para exportar” (Estadão, 25 de maio).
Anfavea
mantém as previsões de crescimento do setor
No ano passado, quando a AutoData Editora promoveu o seminário
Perspectivas 2004, o clima geral para o ano que chegava era de otimismo.
A previsão de 1 milhão 990 mil unidades produzidas era vista
como tímida e até conservadora. À época Ricardo
Carvalho, então presidente da Anfavea, a Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, admitiu que a
possibilidade de revisão para cima dos números era tida
como certa. Sete meses depois o cenário piorou. No seminário
Setor Automotivo: Revisão das Perspectivas 2004, realizado na segunda-feira,
24, a Anfavea, agora sob o comando de Rogélio Golfarb, mantém
às previsões de crescimento de 8,9% sobre a base de produção
de 2003, 1 milhão 828 mil veículos, mas a postura diante
dos números mudou e muito. Para o executivo, chegar a 1 milhão
990 mil unidades fabricadas e comercializar 1 milhão 540 mil no
mercado interno, 7,8% a mais do que o ano passado, ainda é possível
mas exigirá muito trabalho. O desempenho do setor automotivo nos
quatro primeiros meses do ano determinou a mudança do discurso.
No acumulado do ano, as vendas passaram de 442 mil veículos para
469 mil, alta de 6,2%. Ao levar em conta a média diária,
os licenciamentos passaram de 5,5 mil para 5,7 mil, crescimento, portanto,
de 3,6%: número considerado extremamente tímido ante as
diferenças dos indicadores macroeconômicos do País
nos dois períodos. (AutoData, 25 de maio).
Funcionários
da Volkswagen encerram greve no Paraná
Os funcionários da Volkswagen de São José dos Pinhais,
no Paraná, aprovaram em assembléia hoje a proposta de encerramento
da greve iniciada no dia 10. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos
da Grande Curitiba, a proposta aprovada prevê melhorias em relação
à primeira oferta feita pela montadora. Entre os ganhos obtidos
está a elevação da PLR (participação
nos lucros e resultados) de R$ 2.700 para R$ 2.950, podendo chegar a R$
3.020 (dependendo do índice de faltas do trabalhador). Outra conquista
foi a ampliação do acordo para os trabalhadores afastados
por acidentes e doenças profissionais, que antes não tinham
direito ao pagamento da PLR. Segundo o sindicato, a proposta também
prevê o fim do banco de horas, a compensação dos dias
parados durante a paralisação e a redução
da jornada de trabalho a partir de abril de 2005 (Folha de SP, 25 de maio).
Ford
será a pioneira no sistema tricombustível
A Ford será primeiro fabricante a oferecer opção
de uso de álcool/gasolina/gás natural. Procura assim se
diferenciar em relação aos concorrentes que chegaram bem
antes com motores flex. Novo Fiesta sedã disponível em setembro,
com porta-malas de dimensões generosas, é ideal para abrigar
os volumosos e pesados tanques de GNV (Fernando Calmon, Alta Roda, 25
de maio).
Mégane
2 pode ser produzido no Paraná em 2005
Os argentinos da Renault consideram perdida a batalha para produzir o
Mégane 2, elegante sedã médio-pequeno para combater
o Corolla. A marca francesa ainda não anunciou a decisão
que deverá contemplar a fábrica paranaense no final de 2005.
Uma resposta também ao Peugeot 307 fabricado em Buenos Aires. (Fernando
Calmon, Alta Roda, 25 de maio).
Picasso
ganha câmbio automático mais evoluído
A Picasso é o último dos monovolumes médios a oferecer
opção automática. Trata-se do câmbio mais evoluído
do segmento. Além do comando seqüencial, funcionamento é
suave. Outras vantagens: adaptabilidade ao estilo de guiar, modo esporte
e redução automática em desacelerações.
“Lógica humana” entende parâmetros como subida/descida,
evitando trocas de marcha desnecessárias. Relação
do diferencial foi encurtada para melhores retomadas. (Fernando Calmon,
Alta Roda, 25 de maio).
Inspeção
Técnica Veicular não é assunto prioritário...
A Inspeção Técnica Veicular ameaçada de não
vir mesmo. Porta-voz do Denatran declarou à revista Showroom, dos
concessionários Volkswagen, que na Europa só 4% dos acidentes
são causados por carros mais velhos. Por dedução
simplória, o mesmo porcentual se repetiria aqui, apesar das evidências
em contrário. Segundo o Denatran, assunto não é prioritário.
Para bom entendedor... (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de maio).
TR4
é o 1º brasileiro blindado de fábrica
Uma
tática comum nos carros de luxo importados chega agora a um veículo
nacional. Depois de 24 meses de estudos, o Mitsubishi Pajero TR4 é
o primeiro automóvel brasileiro que pode ser blindado na linha
de montagem, como acontece com os alemães BMW 325i Security e Volkswagen
Passat Protect, entre outros. Produzido em Catalão (GO), o utilitário
esportivo não estará disponível para pronta entrega
nas revendas, que servirão apenas como local de encomenda. É
preciso esperar cerca de 50 dias para o carro chegar, enquanto o "desprotegido"
tem levado 40 dias. Segundo uma revenda de São Paulo, com câmbio
manual, o TR4 blindado custa R$ 117.990. Equipado com transmissão
automática, sobe para R$ 121.890. Os preços "normais"
são, respectivamente, R$ 69.990 e R$ 75.990. A vantagem de uma
blindagem de fábrica é que não há adaptações
(Folha de SP, 23 de maio).
Comércio de automóveis critica
serviço de montadoras
Fabricantes de motos, caminhões, tratores e máquinas agrícolas
são mais bem avaliadas por seus revendedores do que as montadoras
de carros e comerciais leves. A constatação é de
pesquisa da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição
de Veículos Automotores), divulgada nesta semana, sobre a satisfação
de concessionárias de 27 marcas em atividade no país. O
levantamento avaliou itens como comunicação das lojas com
as montadoras, serviços de pós-venda e adequação
dos produtos à demanda dos clientes. Embora voltado para revendedores,
as queixas e eventuais melhorias se refletem também nos consumidores
finais, avalia Hugo Maia, presidente da Fenabrave. Em primeiro, ficou
a divisão de motocicletas da Honda, seguida da Volkswagen Caminhões.
A Citroën é a terceira no ranking geral e a montadora que
obteve a melhor colocação entre as 12 avaliadas no segmento
de carros e comercias leves. Dessas, seis ocuparam as piores posições.
"A pior avaliação no setor de carros é um sintoma
da queda nas vendas e da maior competição", explica
Maia. A pesquisa, feita no segundo semestre de 2003, foi respondida por
15% das 4.801 associadas à Fenabrave (Folha de SP, 23 de maio).
Montadoras
apostam no triunfo do bicombustível
As três maiores montadoras do Brasil - Volkswagen, Fiat e General
Motors - integram a missão presidencial à China. Apesar
de já exportarem para o mercado chinês, elas apostam nos
veículos bicombustíveis (movidos a gasolina, álcool
ou a mistura de ambos) para ampliar sua participação. Em
quatro anos, as exportações do setor automotivo brasileiro
para a China subiram 1.560%, passando de 24 milhões para 400 milhões
de dólares (Correio do Povo, Porto Alegre, 23 de maio).
Cresce
a produção da Pirelli em Gravataí
O governador
Germano Rigotto participou ontem do ato de ampliação da
produção da fábrica de pneus da Pirelli, em Gravataí.
A empresa investiu R$ 20 milhões para aumentar em 15% a produção
da unidade, de 15 milhões de pneus por ano. Foram criados 25 empregos.
Na cerimônia, Rigotto acionou o botão do painel de controle
do setor de compostos de polímeros de borracha, iniciando a nova
fase de produção. O presidente do Grupo Pirelli na América
Latina, Giorgio Della Seta, e o diretor para a América Latina,
Carlos Redondo, estiveram presentes. A unidade de Gravataí emprega
1,4 mil pessoas e é a maior fabricante de pneus de motos do mundo.
Dos 15 milhões que produz por ano, de 6 a 7 milhões são
destinados a motos e os demais, para bicicletas, caminhões e máquinas
agrícolas (Correio do Povo, Porto Alegre, 22 de maio).
Inbraglass
aperfeiçoa serviço de blindagem
A Inbraglass, empresa do grupo Inbrafiltro, está substituindo todo
o processo de produção de vidros blindados na sua fábrica
de Mauá, no ABC paulista, para garantir melhor qualidade nos serviços
de blindagens e, com isso, ampliar o prazo de garantia de dois para cinco
anos. A nova matéria-prima utilizada pela empresa é o Space
Glass, material termoplástico constituído de poliuretano,
e foi escolhida depois de uma ampla pesquisa realizada desde 1995 nos
Estados Unidos pela Advanced Plastic, detentora de patente de um dos polímeros
utilizados na blindagem dos vidros dos automóveis. O investimento
total foi de US$ 2 milhões. Na fábrica de Mauá a
Inbraglass faz a blindagem de 60 veículos por mês. Com esse
volume a empresa garante uma fatia de 17% do mercado de blindagem no País
(o volume mensal de carros blindados por mês no País é
de 350 unidades) e o primeiro lugar no segmento em toda a América
Latina (Gazeta Mercantil, 21 de maio).
Lula
oficializa liberação de R$ 2,07 bilhões para transportes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a liberação
de investimentos da ordem de R$ 2,07 bilhões para a recuperação
da malha rodoviária do País. A cifra representa um aporte
adicional de R$ 700 milhões à dotação orçamentária
do Ministério dos Transportes para obras em rodovias, provenientes
de financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do
Banco Mundial (Bird). A intenção é refazer 7 mil
quilômetros de rodovias ainda em 2004, mais 4.225 quilômetros
até abril de 2005, a tempo de viabilizar o escoamento da safra
agrícola. Os estados mais beneficiados pelo plano de emergência
em 2004 são Minas Gerais, com R$ 160,4 milhões destinados
à restauração de 1,066 mil quilômetros, Mato
Grosso do Sul (R$ 96,04 milhões para 640 quilômetros) e Bahia
(R$ 77,76 milhões para 518 quilômetros). Também está
incluída na cifra a manutenção de outros 35 mil quilômetros
de estradas ainda este ano (Gazeta Mercantil, 21 de maio).
Gol
e EcoSport, os mais vendidos na primeira quinzena de maio
O Volkswagen Gol e o Ford EcoSport lideram o comércio dos automóveis
e comerciais leves na primeira quinzena de maio, segundo dados da Fenabrave
(Federação Nacional da Distribuição de Veículos
Automotores). A lista dos automóveis mais vendidos é a seguinte:
Volkswagen Gol – 6.705; Fiat Palio – 4.809; GM Celta –
4.264, GM Corsa – 4.156; Fia Uno – 3.602; Ford Fiesta –
2.347; VW Fox – 1.520; Toyota Corolla – 1.512; Fiat Siena
– 1.452; GM Astra – 1.305. Os comerciais leves mais vendidos
são: Ford EcoSport – 1.216; Fiat Strada – 807 ; GM
Montana – 737; VW Saveiro – 605; GM S-10 – 528; VW Kombi
– 492; Mitsubishi L200 – 489; Fiat Fiorino – 357; Mitsubishi
Pajero – 289; Ford Courier – 288 (Folha Online, 21 de maio).
VW
lança até junho primeiros ‘frutos’ do programa
Autovisão
A Volkswagen deve lançar até junho quatro projetos que serão
os primeiros frutos do programa Autovisão no Brasil. O programa,
criado pela montadora no país com base em uma experiência
similar adotada pela matriz na Alemanha, visa a dar apoio para propostas
de atividades que contribuam para a geração de emprego e
renda nas regiões onde a montadora tem fábrica. A empresa,
em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas),
já captou e analisa 170 propostas, de acordo com critérios
que incluem viabilidade econômica, preocupação ambiental
e social e ter alto valor agregado. Os quatro projetos a serem lançados
são de fornecedores que já atuam no mercado e que precisavam
expandir ou se instalar mais próximos da montadora. Segundo o presidente
do Autovisão do Brasil, Roberto Barretti, para uma proposta receber
apoio, ela pode ser tanto de empresas industriais, do comércio
ou de serviços, e ter relação com o setor automotivo,
ou ser de outras áreas (como entretenimento, por exemplo). Também
podem ser de atividades em andamento ou planos para novos empreendimentos.
Uma das idéias em fase de análise é a da criação
de um museu do automóvel (Diário do Grande ABC, 21 de maio).
Montadoras
buscam opções para a escassez de pneus
As montadoras de automóveis e caminhões estão buscando
alternativas para manter a produção mesmo com a redução
no fornecimento de pneus no mercado interno. Além do aumento da
demanda, a escassez no fornecimento também está sendo provocada
pela reivindicação de aumento de preço por parte
das fabricantes de pneus. A Iveco, que há dois meses enfrenta problemas
de abastecimento na fábrica de Sete Lagoas (MG), está negociando
preços com seus fornecedores para evitar parada na sua linha de
montagem. A Scania, que desde o final do ano passado vem driblando a situação,
optou pela substituição de fornecedores em suas linhas de
montagem. A General Motors do Brasil informou que a empresa também
enfrenta dificuldades com o fornecimento de pneus, mas que está
conseguindo administrar a situação, sem dar detalhes das
suas alternativas. Assim como as demais montadoras, diversificar fornecedores
também foi a estratégia da Volvo para driblar a escassez
de pneus no mercado. A montadora, que antes trabalhava exclusivamente
com a marca Michelin, passou a comprar também da Bridgestone e
da Goodyear para atender o aumento da produção da sua fábrica
de Curitiba, no Paraná (Gazeta Mercantil, 20 de maio).
Os
desafios brasileiros do novo presidente da Iveco
O novo presidente da Iveco da América do Sul e Central, o argentino
Jorge Vicente Garcia, substitui o italiano Flavio Ferraris, com a missão
de dar continuidade ao trabalho para ampliar a presença da Iveco
no País. "Vamos reforçar o trabalho na área
de serviço para fidelizar o cliente", disse Garcia. Entre
as programações já definidas para 2004, segundo Garcia,
estão o lançamento de quatro veículos para o mercado
brasileiro, do caminhão Eurotrakker e o Strallis, no segundo semestre
deste ano. "O crescimento do Brasil e a recuperação
da economia argentina irão colaborar para o aumento das vendas
da Iveco e isso fará com que a participação da empresa
no Mercosul aumente de 4% a 6% ainda em 2004, com vendas estimadas de
8.500 unidades no ano", disse o novo presidente da empresa (Gazeta
Mercantil, 20 de maio).
Volvo:
Brasil supera Inglaterra e França nas vendas mundiais
O Brasil ultrapassou a Inglaterra e a França e já é
o terceiro maior mercado da Volvo Truck Corporation, segunda maior fabricante
mundial de caminhões, com sede em Gotemburgo, na Suécia.
O último balanço da companhia, referente ao período
de janeiro a março de 2004, já mostra o Brasil (com vendas
de 1.556 unidades no período) atrás somente do Estados Unidos
(4.110 caminhões) e Irã (1.655). A fábrica brasileira,
localizada em Curitiba (PR), aumentou a produção no período
em 49,4%, passando de 1.309 caminhões para 1.956 na mesma base
de comparação. "A nossa expectativa é crescer
acima da média, de 23%, que temos registrado nos últimos
anos", disse Ricard Fritz, vice-presidente sênior para a área
de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento de Negócios
da Volvo Trucks Corporation (Gazeta Mercantil, 20 de maio).
Vendas
de automóveis aumentam 9,56% em maio
As vendas de automóveis aumentaram 9,56% na primeira quinzena de
maio, com 44.672 unidades. Na primeira quinzena de abril o total de carros
emplacados somaram 40.775 unidades. Os veículos comerciais leves
apresentaram retração de 6,47% nas vendas no período
em relação a igual período do mês passado,
com 7.600 unidades, segundo dados divulgados ontem pela Federação
Nacional da Distribuição de Veículos Automotores
(Fenabrave). O segmento de caminhões apresentou crescimento de
1,91%, com 3.363 unidades. Já o de ônibus teve queda de 17,71%,
com 776 unidades emplacadas nos primeiros 15 dias deste mês. Na
primeira quinzena de abril o volume foi de 943 unidades. Os automóveis
populares apresentaram aumento nas vendas de 5,53%, com 24.894 unidades,
ficando com 55,7% de participação no mercado. Nos primeiros
15 dias de abril o volume foi de 23.590 unidades. Os não populares
tiveram aumento de 15,09%, com 19.778 unidades e uma participação
de 44,3% (Gazeta Mercantil, 19 de maio).
Habib:"A renovação de
frota não sai do papel"
Durante o lançamento da versão com câmbio automático
do monovolume Picasso, o presidente da Citroën do Brasil, Sergio
Habib, se mostrou bastante cético com alguns itens, como renovação
da frota nacional e inspeção veicular, que constam na proposta
que está em elaboração na Anfavea (associação
que reúne as montadoras no País) para tentar alavancar as
vendas e tentar diminuir a ociosidade das fábricas. Um ponto destacado
pelo presidente da Citroën do Brasil é o aspecto falho da
renovação da frota nacional. "A renovação
de frota nunca vai sair, é uma estratégia que só
serve para países ricos e não pobres como o Brasil. Se ela
for aprovada, vai deixar 5 milhões de brasileiros a pé,
que é o número de veículos do ano 1980 para baixo;
isso significa 20 milhões de pessoas afetadas e votos preciosos
em um ano eleitoral que não terão mais seu ‘velhinho’
para ir ao médico ou ter lazer no final de semana, pois afinal,
como quem tem um carro de R$ 1,5 mil poderá comprar um automóvel
1.0 básico, que custa R$ 15 mil?", diz o executivo da Citroën.
Para ele, a dificuldade da renovação de frota não
pára por aí. Dependendo também do alinhamento de
27 Detrans no País e o cadastramento de centenas de desmanches,
que receberiam os carros que seriam tirados da frota. "Quem garante
que não teremos veículos clonados? Se hoje já temos
problemas com os desmanches imagine se legalizarmos essa atividade? Mesmo
problema é a inspeção veicular, na qual centenas
de oficinas credenciadas decidirão se aprovam ou não que
aquele veículo rode. O resultado será ou o aumento da corrupção,
já que ou ele conserta o carro, o que pode sair muito caro, ou
fica a pé", conta o presidente da Citroën do Brasil (Gazeta
Mercantil, 19 de maio).
Carros
terão de trocar o extintor em 2005
O extintor de incêndio, equipamento de segurança nos automóveis,
vai mudar. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou no
início deste mês a obrigatoriedade — a partir de janeiro
do próximo ano — da instalação do extintor
com pó químico da classe ABC (mais eficiente que o atual),
nos carros zero-quilômetro vendidos pelas fábricas. Atualmente,
esses aparelhos são capazes de apagar princípios de incêndio
em combustíveis líquidos — como óleo, gasolina,
álcool e outros (classificados como classe B) — e em materiais
elétricos — como, por exemplo, na bateria do automóvel,
chicotes de fiação e outros dispositivos, sistemas e equipamentos
(classe C) (Diário de São Paulo, 19 de maio).
Evento
em Brusque reúne jipeiros de todo o Brasil
De amanhã até domingo, na cidade catarinense de Brusque,
acontecerá a 11ª edição da Festa Nacional do
Jeep, a Fenajeep 2004. O evento, que deve ser visitado por 40 mil pessoas,
terá várias provas para os jipeiros. Uma delas é
o Jeep Indoor, onde os competidores correrão numa pista com muitas
ondulações e rampas. Haverá também um raide,
entre outras atrações. Para mais informações,
visite o site www.fenajeep.org.br (Diário de São Paulo,
19 de maio).
VW
deve anunciar apoio à Universidade do Empreendedor
A Volkswagen deve formalizar no próximo dia 24 o apoio a um projeto
intitulado Universidade do Empreendedor, que seria uma instituição
de ensino voltada à oferta de cursos destinados à formação
de pequenos empreendedores a ser construída em São Bernardo.
O empreendimento foi idealizado pelo Simpi (Sindicato da Micro e Pequena
Indústria do Estado de São Paulo) em parceria com o Instituto
JK. Como a Volks planeja colocar em operação um programa
chamado Autovisão, que visa a dar apoio a iniciativas que contribuam
para a geração de emprego e renda e para a recolocação
de desempregados no mercado de trabalho, o plano da universidade valoriza
a proposta da companhia alemã. Contatada nesta terça-feira
pelo Diário, a montadora preferiu não se manifestar, por
enquanto, sobre o assunto (Diário de São Paulo, 19 de maio).
Petrobrás
vai investir US$ 6 bi em gás e energia
A
Petrobrás detalha apenas hoje o seu planejamento estratégico
para o período entre 2004 e 2010, aprovado na sexta-feira pelo
Conselho Administrativo da estatal. Mas os analistas se surpreenderam
com o valor revelado para os investimentos no setor de gás e energia,
de US$ 6 bilhões, ante US$ 1,7 bilhão anunciado no plano
anterior, que ia até 2007 (Estadão, 18 de maio).
Consumidores
de luxo se rendem ao câmbio automático
O consumidor brasileiro de veículos de luxo está se rendendo
aos carros com câmbio automático, sistema que há algum
tempo era rejeitado no País. Além da oferta maior de produtos,
o trânsito pesado nas cidades favorece a procura por esses modelos
para comodidade ao dirigir. A participação no mercado total
de automóveis e comerciais leves ainda é pequena, não
chega a 25%. Mas no grupo de modelos top de linha, que custam entre R$
55 mil e R$ 65 mil, como Scénic, Zafira, Corolla e Civic, as versões
com transmissão automática respondem por 53% das vendas.
As fabricantes japonesas dominam o mercado. O câmbio automático
equipa 66% dos modelos Corolla, da Toyota, e 55% do Honda Civic. A Citroën
ampliou ontem a gama de ofertas com o lançamento do Xsara Picasso
Automatique, fabricado no Rio. O modelo terá o sistema na versão
GLX, por R$ 57.410, e Exclusive, por R$ 61.830. A marca acredita que 40%
das vendas do Picasso serão dessas versões (Estadão,
18 de maio).
Volkswagen
vai investir US$ 600 milhões na Argentina
A
Volkswagen vai aplicar US$ 600 milhões na Argentina até
2006 para a ampliação de sua fábrica de autopeças,
na província de Córdoba, e instalação de uma
linha de produção na fábrica de automóveis
em Pacheco, onde será produzido um novo modelo de automóvel
a partir de 2006, segundo o jornal argentino La Nación. O presidente
da Volkswagen Argentina, Viktor Klima, informou que o novo modelo terá
90% de sua produção exportada para todo o mundo. (Fontes
do setor entendem que o modelo poderá ser o Fox minivan). Klima
disse também que a empresa pretende aumentar a produção
de caixas de câmbio, de 440 mil a 520 mil unidades este ano e atingir
um volume de 700 mil unidades em 2005. A Volkswagen também pretende
investir no desenvolvimento de fornecedores locais. A estratégia
da montadora é utilizar novas tecnologias em seus veículos,
com componentes cada vez menos mecânicos e mais eletrônicos,
para atender também a exportação. A Volkswagen inaugurou
sua fábrica de autopeças na Argentina em 1995. A partir
de janeiro de 1998 passou a se chamar Centro Industrial de Córdoba,
sendo o primeiro produtor de eixos e diferenciais para automóveis
e comerciais leves naquele país. A unidade tem capacidade para
produzir mais de 2 milhões de eixos e uma quantidade similar de
transmissões (Gazeta Mercantil, 18 de maio).
Arteb inaugura célula de produção
só para exportar
Fornecimento de faróis à GM nos EUA abre
novas oportunidades. A Arteb, fabricante brasileira de sistemas de iluminação,
inaugurou no início de maio uma célula de exportação
para atender exclusivamente a General Motors dos Estados Unidos. A solenidade
contou com a presença do presidente da General Motors do Brasil,
Ray Young. São novos tempos na vida da tradicional empresa brasileira.
Depois de conturbada fase do setor, com a chegada de grupos multinacionais
ao País, em meados dos anos 90, o contrato de US$ 6 milhões,
com a GM americana, abre caminho para a Arteb, conquistar novos negócios
no mercado internacional. "Vencemos a concorrência com 12 fornecedores
mundiais e mais contratos estão a caminho para serem fechados com
empresas na Europa", disse o presidente da empresa, Pedro Eberhardt.
Um deles já foi assinado com a Opel, na Alemanha, de US$ 2,5 milhões.
O outro, com a Ford Caminhões nos Estados Unidos, também
soma US$ 2,5 milhões (Gazeta Mercantil, 17 de maio).
DaimlerChrysler
brasileira é modelo do sistema de produção
A DaimlerChrysler do Brasil de São Bernardo do Campo (SP), que
faz caminhões, ônibus e agregados ganhou o prêmio Best
Practice "em reconhecimento à melhor aplicação
do sistema de produção entre todas as fábricas de
veículos comerciais do Grupo DaimlerChrysler", informa a subsidiária,
que adota um padrão mundial para o sistema de produção
de veículos comerciais, baseado em cinco premissas: infra-estrutura
humana; padronização; qualidade, produtos e processos robustos;
just-in-time e melhoria contínua. A unidade do ABC paulista "é
considerada benchmark por adotar as melhores práticas dentro do
grupo quanto ao sistema de produção". No Brasil, onde
a empresa lidera o segmento de vendas de caminhões e ônibus,
a produção "utiliza o conceito de produção
enxuta e puxada, ou seja, opera com estoques reduzidos, buscando a eliminação
de desperdícios, com o ritmo determinado pela necessidade do cliente.
Emprega, para isso, ferramentas como Kaizen, 5S e Manutenção
Produtiva Total (Gazeta Mercantil, 17 de maio).
Chegamos
à era da tensão criativa
Tecnologia nem sempre significa aumento exagerado de custos e inacessibilidade
à maioria dos automobilistas. Essa foi uma das boas vertentes exploradas
no recente seminário sobre Consolidação das Novas
Tecnologias Automotivas, organizado em São Paulo, SP pela SAE Brasil,
a sociedade dos engenheiros da mobilidade. Entre os bons exemplos está
o Bluetooth, sistema que permite a integração sem fio de
equipamentos úteis ao motorista, cujo chip custa apenas R$ 15,00.
Isto associado ao recurso de reconhecimento de voz permitirá acionamentos
mais seguros, rápidos, fáceis de usar, além de integração
de controles. Leia mais... (Fernando Calmon,
Alta Roda, 17 de maio).
Anfavea
ainda aposta em crescimento de 8%
Apesar da queda de 6% nos licenciamentos diários de veículos
novos em abril e aumento dos estoques de 24 para 33 dias, Anfavea ainda
aposta que no ano haverá crescimento de 8%. Comparando primeiros
quadrimestres de 2004 e 2003, a curva de vendas é ascendente em
4%. Entidade dos fabricantes confia na queda de juros e melhora de atividades
econômicas como um todo (Fernando Calmon, Alta Roda, 17 de maio).
Em
questão a composição do gás natural
Embora o consumo de gás natural veicular esteja crescendo e esse
combustível apresente vantagem de impedir adulteração,
uma preocupação aflorou no seminário da SAE Brasil.
Por não ser destilado, como derivados de petróleo, depende
do que é obtido do subsolo. Deve-se, portanto, considerar a instabilidade
da qualidade do gás no desempenho dos motores (Fernando Calmon,
Alta Roda, 17 de maio).
Recarga
do gás do ar condicionado: mito
Entre mitos de manutenção está a troca ou recarga
do gás do sistema de ar-condicionado. Desde que não haja
vazamentos, com reflexo no desempenho de ar frio ou quente, nada precisa
ser feito. Apenas os filtros merecem atenção. O sistema
pode funcionar por 10 ou mais anos sem problemas. Lembrando de acioná-lo
por alguns minutos uma vez por semana, esquecimento comum no inverno (Fernando
Calmon, Alta Roda, 17 de maio).
ALL
aumenta receita e lucro impelida pelo fluxo da safra
A
América Latina Logística (ALL) conseguiu elevar o faturamento
e lucro em suas operações neste início de 2004, conseqüência
de um aumento do volume de commodities agrícolas transportadas
e de ganhos de produtividade com controle de seus custos fixos e variáveis.
O lucro operacional - excluídas as despesas financeiras - da ALL
no período janeiro a março de 2004 foi de R$ 50,9 milhões,
ganho de 232,7% sobre o resultado de R$ 15,3 milhões do mesmo período
de 2003 (Gazeta Mercantil, 14 de maio).
China
ajuda Audi bater recorde
A Audi obteve no primeiro quadrimestre deste ano o melhor resultado de
vendas de toda a história da companhia. No mundo, a montadora vendeu
259.028 unidades, 4,1% a mais que igual período de 2003, quando
o volume foi de 248.924 unidades. Os rendimentos do grupo cresceram 7%
em relação a igual período do ano passado, para €
8,2 bilhões. O modelo de maior destaque foi o A8, com 7.434 unidades
vendidas, 42% mais que em 2003, que foi de 5.235 unidades. O A3 vendeu
57.555 unidades, 32% acima das 43.359 de 2003. Segundo a empresa, a China
continua sendo o mercado de maior crescimento, com 22.601 unidades vendidas
no período, 27,9% superior aos 17.672 carros vendidos em igual
período de 2003. (Gazeta Mercantil, 14 de maio).
DaimlerChrysler
vende ações da Hyundai e revê estratégia para
a Ásia
A DaimlerChrysler AG, quinta maior fabricante de automóveis do
mundo, planeja vender sua participação no capital da Hyundai
Motor Co., da Coréia do Sul, e também cancelar o projeto
de uma empresa para fabricar caminhões no país asiático.
A disposição da companhia está sendo vista como um
sério revés para a estratégia do principal executivo
do grupo alemão, Juergen Schrempp, na Ásia. Schrempp, de
59 anos, comprou participações tanto na Hyundai como na
japonesa Mitsubishi Motors Corp., em 2000, para aumentar a participação
da DimlerChrysler nos mercados automobilísticos em mais rápido
crescimento no mundo. Esses negócios contrastaram com as ações
da concorrente Toyota Motor Corp., que preferiu abrir fábricas
locais sob seu próprio controle, e fracassaram por motivos diversos:
na Hyundai, por desentendimentos com os gerentes da companhia coreana,
e na Mitsubishi pelo não pagamento de empréstimos a clientes
da montadora japonesa (Gazeta Mercantil, 13 de maio).
Ford
lança carro híbrido para alcançar as japonesas
Culver City, Califórnia (EUA), 13 de Maio de 2004 - A Ford Motor
está contando com a versão híbrida do veículo
utilitário-esportivo (SUV, nas iniciais em inglês) Escape
que vai funcionar com motor movido a gasolina e a eletricidade para conquistar
novos clientes à medida que a montadora alcança os competidores
japoneses, que foram o pioneiros no lançamento dessa tecnologia
para economizar combustível. A montadora começa a produzir
o novo Escape, o seu primeiro híbrido, em julho, e está
realizando test-drives para jornalistas especializados, nesta semana,
na região de Los Angeles. A Ford estima que o híbrido Escape
com tração nas rodas dianteiras vá conseguir percorrer
de 56,315 quilômetros a 64,360 quilômetros com um galão
(4,536 litros) de combustível na cidade, comparados com os 32,180
quilômetros percorridos pelo modelo movido só a gasolina
(Gazeta Mercantil. 13 de maio).
RS
explica a expectativa gaúcha com a Toyota
No curto prazo, a expectativa do governo estadual é negociar a
implantação de uma montadora da Toyota na área antes
reservada à Ford, em Guaíba, informou o secretário
do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Luis Roberto Ponte.
Em breve, a montadora atingirá o seu limite de produção:
48 mil veículos ano. 'Depois, só restará à
Toyota a alternativa de ampliar a sua produção com uma nova
fábrica', disse Ponte. O centro de beneficiamento e distribuição
da Toyota em Guaíba será um porto seco, por onde chegarão
os veículos importados da montadora. 'Nos interessa a geração
de riqueza, emprego e renda', frisou. Para ele, o desencontro das informações
entre governo e Toyota resultou da tradição da empresa,
de discrição nos negócios. 'O certo teria sido fazer
o anúncio quando tudo estivesse formalizado', admitiu. Para a instalação
da empresa, o Estado entrará com a cedência do terreno e
a prefeitura de Guaíba, com redução de impostos (Correio
do Povo, Porto Alegre, 13 de maio).
Chrysler
fará recall de 353 mil veículos nos EUA
A Chrysler está convocando 353 mil proprietários da picape
Dakota e do utilitário esportivo Durango comercializados nos Estados
Unidos para recall. De acordo com a NHTSA (National Highway Traffic Safety
Administration), ambos apresentam defeito no sistema de jatos d'água
do pára-brisa da frente, que pode provocar infiltrações
no veículo. Os modelos afetados por esse problema são as
picapes Dakota, fabricadas entre 2002 a 2003 e os Durango construídos
em abril de 2002 a setembro de 2003. Segundo a assessoria de imprensa
da montadora no Brasil, o recall não afeta nenhum modelo da marca
no país (Folha Online, 13 de maio).
Bicombustíveis
vão para a China
Montadoras vão levar à China,
neste mês, os carros bicombustíveis, tecnologia desenvolvida
no Brasil. O objetivo é possibilitar um teste local com esses veículos,
que rodam com gasolina ou álcool. Os chineses estão interessados
principalmente no uso do álcool e podem importar o combustível
brasileiro, além da tecnologia do motor flexível. Executivos
da indústria automobilística fazem parte da comitiva que
estará em Pequim e Xangai entre os dias 23 e 27, junto com o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. A Fiat já embarcou, via aérea,
um Palio 1.3 com motor bicombustível para o país. A Volkswagen
pode fazer o mesmo. Ambas já exportam para o mercado chinês
peças ou CKD (veículos desmontados) dos modelos Palio e
Gol movidos a gasolina. A União dos Produtores de Açúcar
e Álcool de São Paulo (Unica) também aproveitará
a viagem para realizar um seminário sobre álcool (Estadão,
12 de maio).
Vendas
de veículos caíram no mês de abril
Segundo a Anfavea, as vendas de veículos nacionais e importados
tiveram queda de 18,5% em abril em relação a março.
Foram comercializados 115,4 mil unidades ante 141,6 mil do mês anterior.
Em relação a abril de 2003, houve crescimento de 6,2% e
no acumulado do ano a alta foi de 6,2%, com a venda de 469,3 mil unidades.
As exportações de veículos também apresentaram
queda em abril. Segundo a Anfavea, a receita de US$ 475,5 milhões
com os embarques foi 9,7% menor que em março. Na comparação
com abril de 2003 o aumento foi de 46,7% e no acumulado do ano a alta
chegou a 44,7%, com US$ 1,685,5 bilhões. Com um volume de 169,9
mil veículos a produção de veículos em abril
ficou 11,3% abaixo de março. O motivo, segundo a Anfavea, foi o
menor número de dias úteis. Sobre abril de 2003 houve um
aumento de 11,6% e no acumulado do ano o índice positivo foi de
13,4%, com 672,3 mil veículos. Estimuladas pela tecnologia flex
fuel (que admite dois combustíveis, gasolina e álcool)l,
as vendas de carros com combustíveis alternativos (álcool
e flex) estão retomando aos níveis de 1993, quando o mercado,
a cada 100 automóveis e comerciais leves vendidos no País,
comprava em torno de 25% movidos a álcool. No quadrimestre as vendas
de caminhões subiram 20,4% em relação ao ano passado.
A faixa que mais cresceu (pesados) evoluiu 40,5% (Gazeta Mercantil, 12
de maio).
Setor
automotivo insiste em se opor à alta do aço
Por conta da dificuldade de repassar o aumento do preço do aço
nos preços de seus produtos vendidos no mercado interno, a Anfavea
e outras nove instituições enviaram ao governo uma carta
pedindo seu envolvimento na negociação entre as cadeias
consumidoras e as siderúrgicas. A carta, enviada na segunda-feira
ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Luiz Fernando Furlan, pede alternativas para conter o preço do
aço. O ministro afirmou que não existe necessidade de mexer
nas alíquotas do aço na tentativa de controlar os preços,
porque as importações atuais do produto já não
são subordinadas à alíquota de importação.
O ministro acredita que a alta do preço do aço vem atingindo
o bolso do consumidor mundial (Gazeta Mercantil, 12 de maio).
Thule
inaugura fábrica no interior paulista
A Thule, de origem sueca, inaugura sua primeira fábrica no Brasil,
em Itupeva, região de Campinas, SP. A instalação
recebeu investimento inicial de US$ 500 mil e terá capacidade para
fabricar seis mil unidades por mês de caixas porta-bagagem, pelo
sistema de vacuum forming. A linha de racks e acessórios continuará
sendo importada da matriz na Suécia. A estratégia da companhia
sueca é utilizar a fábrica brasileira para fornecer caixas
porta-bagagem para os distribuidores que atuam no Mercosul. No mercado
brasileiro a marca fornece peças originais para a General Motors,
Mitsubishi e Volkswagen (Gazeta Mercantil, 12 de maio).
Exportações
de motociclos crescem 86,5% em abril
No mês passado foram exportados 14.906 motociclos, um crescimento
de 86,5% perante o mês anterior, segundo números da Abraciclo.
No acumulado do ano, o aumento foi de 217,6% nas vendas para o mercado
externo. De janeiro a abril deste ano 37.713 unidades foram vendidas para
o mercado exrteno, contra 21.401 no mesmo período de 2003. O setor
registrou no período de janeiro a abril de 2.004, um crescimento
de 9,1%, com 81.639 unidades comercializadas, contra 74.803 motociclos
na mesma temporada de 2003. Em abril, comparado ao mês anterior,
o mercado interno apresentou uma pequena retração nas vendas,
ou seja, 0,6% a menos que em março deste ano (Folha Online, 12
de maio).
Takeuchi,
da Honda, assume a presidência da Abraciclo
O mês de abril também marcou a posse do novo presidente da
Abraciclo, Paulo Shuiti Takeuchi, 47 anos, diretor de Relações
Institucionais da Moto Honda da Amazônia. Takeuchi assume o cargo
em substituição ao então presidente Yuji Horie. Takeuchi
destaca a manutenção da expectativa de crescimento de acordo
com as previsões da associação. "Serão
1,05 milhão de unidades comercializadas no mercado interno e externo
este ano", declara (Folha Online, 12 de maio).
Montadoras
querem pacote para driblar "vendas tímidas"
As montadoras querem negociar com o governo federal um pacote de medidas
para incentivar as vendas de veículos para o mercado interno. Segundo
a Anfavea, é preciso ampliar as vendas para o mercado interno para
reduzir a ociosidade do setor --estimada em 43%-- e melhorar a competitividade
do parque automotivo instalado no país. "Temos de ser competitivos.
E não podemos ser competitivos sem melhorar o mercado interno.
Precisamos voltar a ter um mercado interno de 2 milhões de veículos
[por ano] para termos um índice de ocupação de 80%,
que é o aceitável para uma indústria competitiva",
disse o presidente da Anfavea, Rogelio Goldarb (Folha Online, 12 de maio).
Bicombustível
caminha para a liderança
"Em até três anos teremos 100% da produção
equipada com a tecnologia de motores flexíveis. Estamos trabalhando
para isso". A afirmação do diretor de Vendas e Marketing
da Volkswagen, Paulo Sérgio Kakinoff, resume bem o momento de transição
vivido pela indústria automobilística brasileira. Desde
que foi lançado no mercado nacional o primeiro veículo flexível,
que funciona com gasolina, álcool ou a mistura de ambos em qualquer
proporção, o Gol Total Flex, em março do ano passado,
a tendência se tornou irreversível (Diário do Grande
ABC, 12 de maio).
Agora
é a GM que "vende bem" no fim do mês
As concessionárias Chevrolet trabalharam dobrado para conseguir
fechar abril na liderança do mercado. Mas o esforço foi
em vão. Apesar do repentino aumento de vendas nos últimos
dias do mês, a marca fechou abril com a segunda posição
em vendas, com 24.500 unidades, ou 22,9% de participação.
A rival Fiat ficou na frente, com 26.547 carros e comerciais leves vendidos,
o que representa 24,8% do mercado. Mas no acumulado a GM lidera –
e com folga – a corrida pela liderança de vendas no ano.
De janeiro a abril a marca registra uma participação de
24,6%, totalizando 107.822 unidades comercializadas. Fiat e Volks vêm
em seguida, disputando a segunda posição, com cerca de 100
mil unidades cada. A estratégia de aumentar as vendas nos últimos
dias do mês foi muito utilizada no ano passado, quando a Fiat e
GM disputavam palmo a palmo a liderança de vendas, que acabou ficando
para a Fiat. Muitas concessionárias fazem o registro do seu estoque
no Detran, mas os carros são efetivamente vendidos somente no mês
seguinte, quer dizer: para efeito estatístico eles foram vendidos
no mês anterior. Os números de abril mostram que a GM continua
usando essa estratégia: a média de vendas da montadora até
o dia 27 de abril foi de 1,1 mil unidades diárias. No dia 29 foram
vendidos 1.700 carros e no dia 30 mais 2.800 (Joel Leite, AutoInforme,
12 de maio).
Volkswagen
prepara novo conversível para 2006
A Volkswagen anunciou na Alemanha que vai produzir um novo automóvel
baseado no Concept C, -- modelo apresentado no Salão de Genebra,
na Suíça, em março deste ano. O veículo traz
como inovação a sua transformação de cupê
para conversível em questão de segundos. Para isso conta
com uma capota retrátil que tem a capacidade de se dobrar eletronicamente.
Posicionado entre o Golf e o Passat, o novo automóvel será
produzido na Volkswagen Autoeuropa - Automóveis Lda em Portugal.
A previsão de chegada deste modelo no mercado europeu é
para o início de 2006. A Volkswagen Autoeuropa é uma das
fábricas mais modernas da Europa. Produz o Volkswagen Sharan e
o Seat Alhambra e emprega, atualmente, 3.100 funcionários (Folha
de S.Paulo, 11 de maio).
Lista
dos dez veículos mais vendidos permanece sem alterações
O ranking dos dez automóveis mais vendidos não sofreu nenhuma
alteração no mês de abril. O imbatível VW Gol
permanece no topo da lista com 13.549 unidades vendidas no mês.
Com 10.085 carros vendidos, o Fiat Palio consolida-se na segunda colocação.
O compacto da montadora italiana travava uma acirrada disputa desde o
início do ano com o Chevrolet Corsa -- que vendeu em abril 8.499
unidades. No acumulado do ano, o automóvel da Fiat também
leva vantagem de 39.952 unidades contra 37.105 do Corsa. O líder,
VW Gol, mantém a histórica posição com 59
842 nos primeiros quatro meses de 2004 (Folha Online, 11 de maio).
Toyota
aposta na Fieldar, apesar da queda das stations
O
lançamento da Fielder, station wagon derivada do Corolla, chega
num momento importante para a Toyota no País. Cautela e planejamento,
marcas registradas das companhias japonesas em geral, continuam presentes.
Sem abrir mão de certos dogmas. Preferem perder algumas vendas
a alterar sem planejamento alguma decisão longamente estudada e
implantada. Isso inclui manter a produção sob controle e
o máximo possível alinhada à demanda. Investimentos,
por exemplo, vêm a conta-gotas. No caso da Fielder (o interceptador
no jogo de beisebol) alcançaram apenas US$ 10 milhões, mais
outros US$ 5 milhões em treinamento e marketing. A Toyota reconhece
que os monovolumes mostraram uma rápida e surpreendente aceitação
no mercado brasileiro. As stations, ao contrário, caíram
mais de 50% ao longo dos últimos cinco anos. No segmento de médio-pequenas
existem apenas a Marea Weekend, no ciclo final de vida, e a francesa Peugeot
307 SW sobrecarregada de impostos. Volvo e Audi jogam no segmento premium
de peruas médio-grandes e grandes. Leia
mais... (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de maio).
SUV
da GM pode usar plataforma da Montana
Futuro concorrente para o EcoSport, que GM já está desenvolvendo
embora ainda desminta, utilizará a plataforma de entreeixos esticada
da pickup Montana. Ficará assim em vantagem para eventual exportação
aos EUA. Lá, o utilitário esporte compacto da Ford foi considerado
acanhado em dimensões internas para o biotipo do comprador americano
(Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de maio).
DaimlerChrysler
quer vender também ações da Kia e Hyundai
Escaldada com o mau negócio de sociedade na Mitsubishi, a DaimlerChrysler
também quer vender a participação de 10,5% no capital
da Hyundai e sua controlada Kia. Definitivamente as culturas alemã
e oriental não se casaram. Só deu certo entre a Nissan e
a francesa Renault, mas o executivo responsável, Carlos Ghosn,
nasceu no Brasil. (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de maio).
Os
prejuízos causados pelo engate traseiro
Seguradoras de olho nos prejuízos causados pela moda de engates
e seu uso desvirtuado como “protetor” de pára-choque
traseiro. Na Mapfre, quinta maior empresa do ramo, a brincadeira encarece
a apólice em 5%. Estrago é grande em acidentes, tanto no
falso rebocador como no outro veículo envolvido que, provavelmente,
também pode estar segurado. Quem não usa paga pelo risco
sistêmico. Canelas de pedestres agradecem (Fernando Calmon, Alta
Roda, 9 de maio).
Acordo
automotivo com a UE será concluído até outubro
A Anfavea
espera que, até outubro deste ano, seja concluído os entendimentos
comerciais do setor automotivo com a União Européia, quando
deverá ser fechado um acordo global entre o Mercosul e a União
Européia. "Depois da primeira proposta oferecida pela União
Européia ao setor agrícola, tenho a percepção
de que haverá uma aceleração das negociações
e que o setor automotivo esteja incluído no amplo acordo.",
disse o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, que também participa
da rodada de negociação entre os representantes dos dois
blocos econômicos, que começou na segunda-feira e termina
hoje em Bruxelas. Segundo o presidente da Anfavea, a proposta oferecida
pela União Européia ao Mercosul é para zerar o imposto
de importação de todos os produtos nacionais em sete anos
e o de suas matrizes na Europa num prazo de 10 anos. Nas transações
comerciais do setor automotivo, um carro trazido da Europa paga um imposto
de importação de 6,5%. Já um carro brasileiro mandado
para a Europa paga lá uma tarifa de 35%. "Se conseguirmos
desonerar o imposto de importação, o automóvel brasileiro
passará a ser mais competitivo na Europa", disse o presidente
da Anfavea. No mercado europeu, as montadoras instaladas no Brasil vão
disputar espaço no segmento de carros compactos. Atualmente a indústria
automobilística brasileira tem um déficit comercial de US$
1 bilhão com a União Européia, incluindo carros e
componentes. No âmbito do Mercosul, o setor automotivo já
tem acordo comercial fechado com o México, Chile e Comunidade Andina
(Gazeta Mercantil, 7 de maio).
Ex-executivos
da Mitsubishi presos por ocultar defeito
A detenção ontem, quinta-feira, de sete ex-executivos da
Mitsubishi Motors Corp. representa um sério problema para o grupo
empresarial, chegando a atingir as ações da companhia, que
tiveram queda de 5% na Bolsa de Valores de Tóquio. A operação
policial foi realizada para prender vários ex-executivos, suspeitos
de ocultar defeitos de fabricação em caminhões, que
causaram um acidente mortal, atinge a Mitsubishi Motors em plena crise
e no momento em que tenta se recuperar com nova direção
(Gazeta Mercantil, 7 de maio).
Cabines
de caminhões estão sendo blindadas
O crescente número de roubos de cargas, que
no ano passado resultou em prejuízos de R$ 193,3 milhões
para as transportadoras, motiva a criação de um novo segmento
na área de blindagem no País: a de cabines de caminhões.
O primeiro veículo de fábrica com o sistema deve ser lançado
no início de 2005 pela TCE Tecnologia em Carrocerias de Transportes,
empresa líder no mercado de carros-fortes no País e única
exportadora nesse segmento. A tecnologia, desenvolvida pela própria
TCT, será similar à usada para veículos de transporte
de cargas de valor e automóveis e possibilitará elevado
nível de segurança aos caminhoneiros. O projeto deve ser
concluído até dezembro, para lançamento dos primeiros
veículos no próximo ano. O caminhão vai ter como
base um chassi da Mercedes-Benz, parceira da empresa no desenvolvimento
de produtos e maior fornecedora de equipamentos para os carros-fortes
(Cleide Silva, Estadão, 6 de maio).
Renault pode produzir novo carro no Mercosul
A Renault volta a colocar a discussão a possibilidade
de produzir um novo automóvel no Mercosul, onde concorrem as fábricas
do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A decisão sobre o modelo
e a escolha da fábrica será anunciada pelo grupo francês
em no máximo 40 dias, segundo informou a montadora do Brasil. Fontes
do setor de autopeças informaram que o pré-projeto já
está aprovado pela companhia francesa e que há 90% de possibilidades
de o novo automóvel - o Mégane sedan - seja produzido na
fábrica de São José dos Pinhais (PR). As mesmas fontes
informaram que a Renault do Brasil já está fazendo cotação
com os fornecedores brasileiros de componentes. O novo carro deverá
concorrer no mercado brasileiro com o Toyota Corolla, o Honda Civic e
Chevrolet Astra (Gazeta Mercantil, 6 de maio).
Ford
Escape híbrido quebra recorde de economia
O Ford Escape 2005, veículo híbrido com sistema de tração
que combina motor a gasolina e elétrico, rodou 927 quilômetros
por 37 horas ininterruptas no trânsito pesado do centro de Nova
York, (EUA), com um único tanque de gasolina, tornando-se o primeiro
utilitário esportivo do mundo a atingir a média de 16,1
km/l, segundo a Ford. A prova, chamada "Manhattan com um Tanque de
Gasolina", foi realizada durante as piores horas de trânsito
da cidade, incluindo o "rush" da manhã e da tarde. O
Ford Escape, que tem dimensões similares à do EcoSport,
é o utilitário esportivo compacto mais vendido da América.
Sua versão Hybrid 2005 será lançada ainda este ano
no mercado norte-americano trazendo como vantagens, além da economia
de combustível e nível reduzido de emissões (Folha
Online, 6 de maio).
Fiat
assumiu a liderança no mês passado, seguida pela VW, GM e
Ford
A Fenabrave divulgou os dados de abril, que mostram uma queda de 19,39%
em relação às vendas no mês anterior. No total,
em abril foram comercializadas 106 700 unidades ante as 132 400 de março.
Na guerra pela liderança nas vendas, a Fiat se deu melhor subindo
do 2º lugar em março para a liderança em abril. A montadora
italiana ficou com 26,10% de participação no mercado. Em
seguida aparece a Volkswagen, que saiu do 3º para o 2º lugar,
e ficou com 23,75% das vendas do segmento em abril. A GM, 1ª colocada
em março, ficou no 3º posto com 23,65%. Já no acumulado
do ano, a Chevrolet mantém a ponta com 24,60% de participação,
enquanto que a Fiat vem em seguida com 22,91% e, na seqüência,
a VW com 22,87%. A Ford permanece com a 4ª colocação
com 10,99% (Carro Online, 6 de maio).
Anfavea
pede redução de imposto para o aço
A vai reivindicar ao governo a redução da alíquota
de importação do aço, que varia de 12% a 14%, dependendo
do tipo de matéria-prima, ou a eliminação do imposto.
O presidente da entidade, Rogelio Golfarb, disse que, somando aumentos
previstos para maio, a alta de é de 90% em um ano. Rinaldo Campos
Soares, presidente da Usiminas, uma das empresas que atendem o setor,
informou que vem renegociando alguns contratos, "acertando aumento
de preços cliente a cliente por causa da atual conjuntura",
mas descartou elevação geral nos preços. "O
último reajuste foi de 12% em janeiro. O preço no Brasil
é inferior ao internacional", disse (Gazeta Mercantil, 5 de
maio).
Vendas de comerciais leves e carros caem
19,4% em abril
As vendas de automóveis e comerciais leves caíram 19,39%
em abril, para 106.735 unidades. Em março o volume vendido foi
de 132.403 unidades. Na comparação com abril de 2003, houve
um crescimento de 4,67%, segundo dados divulgados pela Fenabrave, com
base nos números de emplacamentos. Os modelos populares reduziram
suas vendas em 20,42% em relação a março, para 51.930
unidades. E os não populares apresentaram retração
de 20%, para 37.894 unidades. A queda de vendas pode ser atribuída
ao aumento de 2% nos preços dos veículos concedidos pelas
montadoras e ao fim dos estoques de modelos com IPI reduzido. Ao comparar
o quadrimestre deste ano com o mesmo período de 2003 - ano em que
o mercado esteve muito ruim, com a expectativa da eleição
presidencial e juros altos, as vendas de carros e comerciais leves cresceram
4,04%, para 438.514 unidades. Os negócios com caminhões
vão bem: cresceram 28,36% no quadrimestre, para 25.170 unidades.
No segmento de ônibus o volume, de 5.848 unidades, teve alta de
30,36% sobre janeiro/abril de 2003 (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 5
de maio).
Daimler
lança programa de seminovos certificados
Usados da Mercedes, Chrysler e Jeep poderão ter garantia de um
ano. A partir desse mês, a DaimlerChrysler do Brasil inicia o programa
"Seminovos Certificados" nos concessionários das marcas
Mercedes-Benz, Chrysler e Jeep em São Paulo. Em julho, toda a rede
no Brasil estará operando com a estratégia. A idéia
é diferenciar os veículos com o selo de certificação
do programa, garantindo a qualidade do produto, mesmo usado. Para receber
o certificado, o veículo tem que ter, no máximo, cinco anos
ou 80 mil quilômetros rodados. Primeira fase atendida, o carro passa
por uma avaliação técnica, onde 80 itens são
revisados. Após a vistoria, se aprovado, o automóvel recebe
garantia por 12 meses - inclusive dos módulos eletrônicos-,
com direito a assistência 24 horas, que inclui, em caso de um eventual
problema que impeça a mobilidade do automóvel, um veículo
substituto, reboque após o acidente, táxi ou meio de transporte
alternativo, hospedagem, transporte para recuperação do
veículo e auxílio em caso de problema com a chave e danos
nos pneus ou falta de combustível (Gazeta Mercantil, 5 de maio).
Montadora
apostam no mercado chinês para expandir produtos
Volkswagen, Peugeot e Mercedes são alguns dos nomes que já
fincaram suas raízes em território chinês. O país
tem atraído várias montadoras, já que é uma
peça-chave no mercado asiático e possui um vasto público
de consumidores. A Mercedes e a Volkswagen assinaram um contrato de parceria
com indústrias chinesas para a fabricação de veículos
no local. A Mercedes-Benz construirá o Classe C e o Classe E. Os
automóveis serão fabricados em um novo complexo, que terá
capacidade inicial de 25 000 veículos por ano. Já a Volkswagen
montará uma fábrica em Shangai. As parcerias surgiram a
partir da visita do primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, à
Alemanha. A Peugeot já produz o sedã 307 na província
de Hubei e começará sua comercialização a
partir do segundo semestre de 2004 na China. Em 2005 será a vez
do modelo 206 entrar na lista (Carro Online, 5 de abril).
Preço
interno leva Volks a importar aço
As
montadoras decidiram recorrer à importação de aço
em resposta à guerra travada com as siderúrgicas. A Volkswagen
foi a primeira a adotar a medida e recebe, nesta semana, o primeiro lote
de aço plano da Alemanha. A Ford também considera a possibilidade
de importar aço. Além dos constantes reajustes de preços,
a Volks informou que enfrenta desabastecimento do produto. O carregamento
é o primeiro de um total de 6 mil toneladas de aço plano
encomentadadas para este mês. O volume equivale à metade
do consumo do produto previsto para a produção de maio.
Se o desabastecimento prosseguir, a Volks vai manter as importações,
mesmo pagando em média 30% mais pelo produto (cerca de 15% de imposto
de importação e 15% de frete.) As siderúrgicas estariam
priorizando as exportações (Cleide Silva, Estadão,
4 de maio).
Renavam
indica que venda de veículos zero km cai 18,4%
A
indústria automotiva brasileira registrou uma queda de 18,40% em
suas vendas (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus)
zero km no mercado interno em abril na comparação com o
mês anterior, de acordo com dados da Fenabrave (Federação
Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores), divulgados
nesta segunda e baseados nos números do cadastro de licenciamentos
do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Foram comercializados
no mês passado 115.479 unidades, de acordo com os números
obtidos. O resultado é 6,40% maior que em abril de 2003, mas a
alta é explicada em parte pela fraca base de comparação.
No acumulado do ano até abril, em que o setor totalizou 469.532
unidades vendidas de zero km no varejo, há ainda um crescimento
de 5,19% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano
passado. Nesse período de 2004, a General Motors lidera as vendas
de autos e comerciais leves, com 24,6% (107.828), seguido da Fiat (22,9%
ou 100.689) e da Volkswagen (22,8% ou 100.249).
Anfavea
defende acordo entre Mercosul e UE
O presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, defendeu ontem a assinatura
do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Européia
(UE). “Estou cautelosamente otimista. Precisamos de acordos externos
para continuarmos crescendo. Se buscamos uma indústria competitiva,
precisaremos de investimentos”, disse o dirigente em visita ao jornal
Correio do Povo, na companhia do diretor executivo, Paulo Sotero Pires
Costa, e do diretor de Relações Institucionais, Ademar Cantero,
sendo recebidos pelo diretor Administrativo, Carlos Bastos Ribeiro. Segundo
Golfarb, o setor automotivo é responsável por 14% do PIB
industrial e por 20% do superávit da balança comercial do
Brasil. Porém, “só uma parte da capacidade das fábricas
é utilizada. Temos 43% de capacidade ociosa”, disse. Para
2004, a expectativa é da venda de 1,540 milhão de unidades.
Já o faturamento com as exportações deverá
chegar a 6,6 milhões de dólares até o final do ano.
Na sua avaliação, as taxas de juros internas estão
muito elevadas para a renda do brasileiro (Correio do Povo, 4 de maio).
Toyota
anuncia lucro no Brasil e lança perua Fielder
Nacionalização de motores e transmissões depende
de terceiro carro. A Toyota do Brasil fechou 2003 com lucro, o primeiro
azul desde que o presidente da subsidiária Hiroyuki Okabe aqui
chegou, no início de 2001. Apesar de satisfeito, o executivo, que
dirige a Toyota Mercosul, quer mais: "Queremos crescer junto com
o Brasil. Para isso, precisamos ser ainda mais competitivos para disputar
com nós mesmos, ou seja, com a própria Toyota no mundo.
Nesse momento estamos disputando com as fábricas da Tailândia
e Índia, por exemplo, para ver quem vai produzir um veículo
compacto que precisamos muito no Brasil, pois nos daria volume que precisamos
para atingir nossa meta que é ter 10% de participação
no mercado brasileiro até 2010". A empresa fechou o ano passado
com 3% de participação no mercado local de automóveis
e comerciais leves. Avesso a lamúrias e pragmático, Okabe
se permitiu um lamento para dizer as condições que o setor
automotivo precisa para trazer novos investimentos ao País. "O
governo brasileiro pode ajudar promovendo as reformas tributária
e trabalhista, por exemplo". (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil,
4 de maio).
Fielder
chega com 70% de componentes brasileiros
O Corolla Fielder - que a partir de 7 de maio chega às 87 revendas
da marca - virá em duas versões, com transmissão
automática e manual. Com câmbio manual, custará R$
56.040, com câmbio automático valerá R$ 59.950. Com
motor 1.8 16 válvulas com 136 cv a 6000 rpm, o Fielder, segundo
a Toyota, tem como público-alvo "pessoas com espírito
jovem e estilo de vida dinâmico e ativo". Okabe disse que foram
investidos no Fielder um total de US$ 15 milhões - US$ 10 milhões
em ferramental, maquinário e fábrica e US$ 5 milhões
em treinamento. O Fielder, assim como o Corolla sedã, tem motor
e câmbio importados do Japão. Os componentes vêm desmontados
e são montados em Indaiatuba, tarefa que agrega valor e ajuda a
formar o índice de nacionalização atual, de 70%.
Okabe quer aumentar o índice. "Queremos ter motor e transmissão
feitos aqui, claro, mas, para isso, precisamos de uma escala de 150 mil
unidades anuais". Para formar essa escala, uma das saídas
seria exportar esses componentes do Brasil. A produção do
Corolla sedã e Fielder, juntos, vai somar 58 mil unidades neste
ano. "Essa é a nossa capacidade máxima instalada. Precisamos
crescer com o mínimo investimento. Para isso, uma das providências
é eliminar o ponto crítico - investimento de US$ 5 milhões
- na área de pintura." Outra providência está
no aumento de produtividade. "Demoramos, hoje, em cada processo,
4,5 minutos. Vamos ser mais eficientes e baixar a etapa para 4,3 minutos",
quantificou Okabe. (Ariverson Feltrin, Gazeta Mercantil, 4 de maio).
Combustíveis
e motores flexíveis: mais ação e menos confusão
A indústria automobilística brasileira passa por momentos
tormentosos. Para alguns existe um racha dentro da Anfavea, associação
que congrega os fabricantes. A GM defende maior incentivo para os veículos
flex (álcool e/ou gasolina) e mostra nenhum entusiasmo por direcionamentos
econômicos do tipo “política industrial”. Na
realidade, as brigas internas sempre existiram, só que veladas.
Um exemplo foi o desconto de imposto apenas para os motores de 1.000 cm³
em 1990. A Fiat foi bombardeada nos bastidores e até boicotada.
É bom que essas divergências aflorem porque sempre pairou
sobre o setor a pecha incorreta de formação de cartel e
de acordos de proteção de mercado prejudiciais à
competitividade. (Fernando Calmon, Alta Roda, 4 de maio). Leia
mais...
Nova versão do Fox pode ser lançado na Argentina
Versão alongada do Fox, interpretada como monovolume para concorrer
diretamente com o Chevrolet Meriva e o futuro Fiat Idea, poderá
ser produzida na Argentina e não no Brasil em 2005. Tudo dependerá
da continuidade de recuperação do país vizinho, onde
ainda há grande ociosidade produtiva, superior a 50% (Fernando
Calmon, Alta Roda, 4 de maio).
O
México faz mais e agita menos do que o Brasil
Enquanto o Brasil, até agora, conclui três acordos comerciais
para expandir exportações e importações, o
México já fechou onze. Informação de Rogelio
Golfarb, em discurso de posse na presidência da Anfavea. Coincide
com a tese abordada pela coluna há três semanas de que o
México faz mais e agita menos. Exportações, entretanto,
são complemento e não alternativa ao mercado interno (Fernando
Calmon, Alta Roda, 4 de maio).
Bom
desempenho das novas versões do Astra
Astra hatch e sedã são os primeiros modelos médios
com motor flex. Unidade de 2.000 cm³/128 cv (com álcool),
igual ao do Zafira, tem o peso menor do veículo a seu favor. São
220 quilos a menos. Retomadas na versão de duas portas impressionam
mais do que no esportivo GSi, único a manter motor multiválvulas
a gasolina de 136 cv, não-relevante no caso (Fernando Calmon, Alta
Roda, 4 de maio).
A DaimlerChrysler muda de opinião: não quer mais a Mitsubishi
Reviravolta na atribulada situação financeira da Mitsubishi.
DaimlerChrysler não apenas desistiu de injetar dinheiro novo, como
pensa em se desfazer da participação acionária atual
de 37%. Grupo japonês é economicamente poderoso, mas analistas
lançam dúvida sobre intenções em relação
à divisão automobilística (Fernando Calmon, Alta
Roda, 4 de maio).
DaimlerChrysler
tem interesse em absorver a Mitsubishi
Tratamento de choque. DaimlerChrysler está decidida a assumir controle
total da Mitsubishi como única forma de salvar a atribulada marca
japonesa da bancarrota, conforme o jornal especializado americano Automotive
News. Hoje a DC possui 37% das ações e nomeará um
novo presidente para estancar a sangria financeira (Fernando Calmon, Alta
Roda, 3 de maio).
Fielder
chega em maio sem after o modelo sedã
A Toyota considera que station Corolla Fielder, em maio, vai subtrair
poucas vendas do sedã. Três anos de garantia e integr |