MARÇO 2004

EcoSport, Fiesta e C3: novo recall
A Ford convoca 900 proprietários dos modelos Fiesta e EcoSport fabricados no período de 9 a 18 de março para a substituição do fluído do freio e das peças que tiveram contato com o produto. Segundo a montadora, ocorreu uma contaminação acidental do fluído, provavelmente com algum tipo de óleo, que pode afetar a eficiência do sistema de freio. Os chassis envolvidos são 48181295 a 48190395 (Fiesta) e 48559949 a 48566813 (EcoSport). A Citroën também faz recall de 79 modelos C3 equipados com barras de bagagem do teto. A montadora constatou uma não conformidade do produto, que pode ocasionar o desprendimento das bagagens. Nos dois casos, os proprietários devem procurar as concessionárias das respectivas marcas. Os serviços são gratuitos. Esse é o terceiro recall envolvendo modelos recém-lançados. Na sexta-feira, a Volkswagen iniciou a convocação de proprietários de 10.436 modelos Fox para a substituição do sistema de fechamento do capô dianteiro, que corre risco de se abrir com o veículo em movimento (Estadão, 31 de março).

Venda de carros reage em março
O mercado de veículos apresentou recuperação em março, mesmo com o repasse dos 3 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que voltou a ser cobrado integralmente, depois de sete meses. Até segunda-feira, foram vendidos 118.691 automóveis e comerciais leves, segmento beneficiado pelo corte temporário do imposto. Se a média diária de vendas for mantida até hoje, o resultado final do mês pode ficar próximo a 130 mil unidades, cerca de 30% acima das vendas em igual período do ano passado, sem contar caminhões e ônibus. A média diária de vendas em março está em 5,6 mil unidades, ante 4,8 mil em igual mês do passado, que teve o feriado do carnaval. Em fevereiro deste ano, que teve apenas 19 dias úteis, a média diária foi de 5,1 mil unidades. No acumulado do primeiro trimestre, as vendas medidas pelo número de emplacamentos nos órgão de trânsito estão muito próximas. Em 2003, a soma é de 315 mil veículos, ante 318,2 mil unidades registradas entre o início de janeiro e o dia 29 (Estadão, 31 de março).

O efeito safra retarda entrega de caminhões
A safra recorde de grãos estende efeitos benéficos para a chamada indústria de material de transporte. A Scania, vice-lider em caminhões pesados, só está aceitando encomenda se a entrega for feita no segundo semestre. Até recentemente, a montadora estava pedindo 10% a título de sinal para disciplinar a demanda. "Nota-se perfeitamente que onde há o agronegócio o mercado está aquecido. Em regiões sem a influência do campo, a situação está mais calma", diz Renato Mottin, presidente da Assobrasc, associação que congrega as revendas Scania. Líder no mercado nacional de semi-reboques, a Randon projeta em 2004 prosseguir a trajetória de crescimento verificada em 2003. "O cenário macroeconômico aponta para a manutenção dos fundamentos que nos propiciaram um bom ano em 2003. Temos crescimento do setor primário - não só grãos, mas mineração, madeira e celulose, cana-de-açúcar e álcool -, que são setores com influência no ramo de transporte e um progressivo acesso ao mercado internacional", diz Astor Schmitt, diretor corporativo da empresa. "O Brasil vai crescer entre 3% e 3,5%, apesar da turbulência política, mas nos negócios da cadeia automobilística todos estão trabalhando com um crescimento entre 5% e 10%. Há um astral positivo embutido na cadeia", avalia Schmitt (Gazeta Mercantil, 31 de março).

EcoSport tem consórcio diferenciado
A Ford lançou um plano de consórcio diferenciado do restante de sua linha exclusivo para o EcoSport. O plano permite a compra de todas as versões do utilitário esportivo em 12 ou 24 meses e garantia de entrega da fábrica. Criado pelo consórcio da marca, o plano oferece dois tipos de grupos: de 12 meses, com 24 participantes, ou de 24 meses, com 48 consorciados, ambos com duas contemplações mensais, sendo uma por sorteio e outra por lance. No plano, o EcoSport XL 1.0 L Supercharger com ar-condicionado, por exemplo, que tem preço de R$38.270, pode ser adquirido em 24 parcelas de R$1.851,10, ou 12 de R$3.650,91. Já o novo EcoSport 2.0 L 4WD, com tração nas quatro rodas, tem preço de R$63.590 e é oferecido em 24 parcelas de R$3.075,81, ou 12 de R$6.066,40. A taxa de administração do plano exclusivo de consórcio do EcoSport é de 13% nos grupos de 24 meses e 13,5% no plano de 12 meses. Além disso, não há cobrança de fundo de reserva (Folha Online, 31 de março).

Lula, na GM, defende ajuda a montadoras – 1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a adoção de incentivos especiais para a indústria automobilística por considerar ser um setor de ponta da economia, gerador de tecnologia, empregos e mão-de-obra qualificada. Para ele, é importante, em momentos de crise no setor, que o governo tenha capacidade de sentar com trabalhadores e empresários e encontrar soluções. “Não fiz nada mais, nada menos que qualquer cidadão de bom senso fez ao longo da história da indústria automobilística desse País”, disse Lula durante visita à fábrica da GM em São Caetano, no ABC Paulista. Na quinta-feira, A Receita Federal anunciou nova redução do IPI, mas dessa vez sem repasse ao consumidor pois é uma medida para compensar a elevação da Cofins (Cleide Silva, Estadão, 30 de março).

Lula, na GM, defende ajuda a montadoras – 2
A direção da GM aproveitou a visita de Lula – que participou da entrega de 305 veículos adquiridos pela Polícia Rodoviária Federal – para defender a alíquota única de IPI para todos os carros e apoio especial aos modelos bicombustíveis. Com isso, reforçou seu isolamento em relação às demais empresas da Anfavea contrárias a essas medidas. Segundo o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, a uniformização do IPI evitaria a distorção do mercado com contingenciamento do consumidor, via benefícios fiscal, para modelos com motor 1.0. “Quem tem de escolher o veículo livremente é o consumidor e não o sistema fiscal em vigor”. Hoje, carros de luxo têm alíquota de 25%, médios de 15% e populares, responsáveis por mais de 60% das vendas, de 9%. Na visão de outros fabricantes, uma aproximação das alíquotas elevaria o preço dos populares, pois dificilmente o nivelamento seria pelo índice menor. (Cleide Silva, Estadão, 30 de março).

Faltam pneus para caminhões e máquinas agrícolas
Scania e Volvo e a fabricante de máquinas agrícolas Case New Holland (CNH) dizem estar sofrendo com a falta de pneus no mercado interno. A CNH chegou a ter tratores sem pneus saindo da linha de produção, por causa da falta do produto. De acordo com Paulo Butori, presidente do Sindipeças, não está havendo falta de pneus no mercado interno, mas sim uma transferência da produção para os mercados de reposição e exportação, que pagam mais pelo produto (Estadão, 30 de março).

Preço do aço vai subir 9% em abril, diz Sindipeças
O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, disse ontem que o preço do aço plano vai aumentar 9% a partir de 4 de abril. Segundo ele, a CSN já alertou o sindicato por carta, mas outras empresas fornecedoras do aço deverão seguir o exemplo nos próximos dias. De acordo com Butori, o preço do aço subiu 12% em fevereiro, o que resulta em alta acumulada de 21% neste ano. Em 2003, segundo Butori, o aço aumentou 25% em relação a 2002. Segundo ele, as montadoras e as fabricantes de autopeças não verificaram a falta do produto no mercado. “Existe oforta desde que se pague o preço que as siderúrgicas querem.” Na opinião de Butori, o setor automotivo está sendo fortemente castigado pela elevação dos preços das matérias-primas, em particular dos produtos siderúrgicos, pó causa da forte demanda no mercado internacional. Ele acrescentou que países como a Índia estão pagando US$ 650 pela tonelada do aço não-plano, enquanto no Brasil o mesmo produto é vendido por US$ 480. Segundo o presidente do Sindipeças, a ironia dessa situação é que as empresas do setor automotivo de países como a Coréia do Sul estão ganhando mercado de exportação fabricando veículos com o aço brasileiro. Isto é, as montadoras nacionais têm de competir nas exportações com outros países que utilizam a matéria-prima nacional. “O ideal seria que o governo brasileiro tivesse uma política de desenvolvimento de exportação de produtos de maior valor agregado, e não apenas matéria-prima” (Renata Stuani, Estadão, 30 de março).

Lula na GM: álcool, IPI e bicombustível em pauta
Na visita à fábrica da GM em São Caetano, SP, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou o apoio da indústria automobilística para incentivar o consumo do álcool no País com a produção do automóvel bicombustível. O vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a montadora está apoiando o programa do álcool, ao dizer que toda sua linha terá produção com modelos bicombustível. "Com os carros flexíveis, o Brasil dispõe hoje do único programa alternativo de combustível do mundo", destacou. Em seu discurso, o vice-presidente da GM voltou a manifestar-se a favor de uma alíquota única de IPI para todos os automóveis. "Somos a favor de uma alíquota de IPI igual ao que já acontece em todos os países do primeiro mundo. Isso evitaria distorções de mercado". Já o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, defende a manutenção diferenciada do IPI, com privilégio maior para o carro popular. "O Brasil não tem grande consumo de carros de luxo, mas sim de popular. Portanto, é preciso se concentrar em volumes de vendas que ofereçam ganhos de escala". O vice-presidente da GM disse que a empresa não falou com o governo em vantagem fiscal para os automóveis com motor flexível. "Qualquer tipo de incentivo ao álcool é importante, mas não necessariamente pela via fiscal" (Gazeta Mercantil, 30 de março).

Montadoras e fornecedores: caminho é sentar e conversar
A relação montadora-fornecedor está muito desgastada, com as partes trabalhando com rentabilidade muito baixa - e até sem rentabilidade. Prova disso são as empresas tier 2 e 3 que estão quebrando ou já quebraram. A análise é da presidente da Booz-Allen Hamilton do Brasil, Letícia Costa, durante sua apresentação no seminário Compras Automotivas: Hora do Reacerto, promovido pela Autodata Editora na segunda-feira, 29, em São Paulo. Segundo ela os próximos dois a três anos ainda serão difíceis para a indústria automotiva, mesmo sem grandes mudanças na economia do País. Caso não haja acordos, entendimentos de montadora com fornecedor, a relação tende a piorar ainda mais, ficando insustentável: "As pressões de curto prazo pressionarão os preços e isso será terrível para o setor, já que a situação começa a melhorar somente no médio prazo. A necessidade de sentar e conversar é cada vez mais premente". Com um forte trabalho de parceria, afirmou Letícia Costa, a redução de custo por veículo pode chegar a US$ 700, como conseguiu a Toyota com seu modelo de produção, auxiliada de perto por seus fornecedores: "É preciso parar com a discussão de preço e focar o problema, ou seja, a redução dos custos. Enquanto não se criar ações para evitar desperdícios a montadora empurrará o problema para o fornecedor e vice-versa. (AutoData, 30 de março).

O pós-venda como fonte alternativa de receita
Uma verdade incontestável é que está cada vez mais difícil ter rentabilidade — fazer dinheiro numa linguagem mais direta — no processo de venda de automóveis. O fenômeno mundial parece irreversível. Excesso de capacidade instalada, mercados próximos da saturação, nível de desemprego, concorrência feroz, multiplicação de modelos e segmentos, regulamentações severas de segurança e ambientais, novas tecnologias e insegurança política e econômica são alguns motivos apontados em uníssono. No Brasil, à exceção da saturação da qual ainda passamos ao largo, ainda se acrescenta àquela longa lista a renda em queda, os impostos de alta potência, a taxa de juros e até a violência que beira o terrorismo branco nas grandes cidades. (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de março). Leia mais.

Indústria automobilística cresce três vezes mais que a economia
O Sindipeças, agora com nova estrutura administrativa, confia na recuperação do mercado interno. Grande parte dos associados depende, em mais de 55%, de vendas às fábricas de veículos. Presidente da entidade, Paulo Butori, acredita em produção total de 2 milhões de unidades este ano, apesar de criticar a política econômica. Ainda assim, em 2003 a indústria automobilística cresceria três vezes mais que a economia em termos nominais (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de março).

Ecosport de tração total pode chegar ao mercado canadense
Subiu a possibilidade do EcoSport 4WD de tração total ser exportado para o Canadá, além do México. Modelo melhorou em acabamento, tem motor potente a gasolina, opção de diesel em desenvolvimento e pode aproveitar certa afinidade com consumidores canadenses. Anne Stevens, executiva para América do Sul e os dois países do Norte, parece que gostou da idéia. Em setembro começam as vendas do novo Fiesta sedã, descontinuando atual versão mexicana. Modelo de entrada da marca, evoluído do Ka, ficou para 2007 (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de março).

Cai IPI dos carros, para compensar Cofins
O governo vai atender mais um pleito da indústria automobilística e reduzirá o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros com motor até 2 mil cilindradas. Desta vez a medida será adotada para compensar o aumento da alíquota da Cofins e não terá reflexos nos preços ao consumidor. Como o setor recolhe a contribuição pelo sistema monofásico (para toda a cadeia produtiva), alegava estar sendo punido com uma carga superior à de outros. “Vamos fazer as alterações para evitar impactos no preço final cobrado do consumidor”, disse o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, que ainda estuda os novos índices a serem aplicados. “É uma redução pequena, apenas para equilibrar o sistema e manter a carga tributária neutra”, afirmou. Segundo as montadoras, se o sistema atual de cobrança fosse mantido, os custo de cada automóvel subiriam entre 2% a 3%, além do impacto provocado pela alteração do tributo a partir de fevereiro (Estadão, 26 de março).

Montadoras negociam compensação para a Cofins

As montadoras querem compensar o aumento da carga tributária do setor provocado pela elevação da alíquota da Cofins --que subiu de 3% para 7,6% em 1º de fevereiro. As medidas compensatórias estão sendo negociadas entre representantes da Anfavea e o Ministério da Fazenda. Segundo a Anfavea, o setor automotivo já recolhia a Cofins pelo sistema monofásico, ou seja, apenas em uma etapa da produção. Nesse sistema, o tributo era pago apenas pelas montadoras e valia para todas as etapas da cadeia: da produção à distribuição. Com a criação da nova Cofins --que acabou com a cumulatividade-- e deixou de incidir sobre todas as etapas da produção, as montadoras acabaram sendo prejudicadas em relação a outros setores produtivos. A Folha Online apurou que o governo deve acatar o pedido da Anfavea de criar compensações para o aumento da carga tributária. No entanto, estas compensações estão condicionadas a um compromisso do setor automotivo de não elevar preços nem cortar funcionários. Foram estas as condições impostas pelo governo para prorrogar o acordo do IPI menor do carro zero, que deveria acabar em novembro e foi prorrogado até fevereiro deste ano (Folha Online, 25 de março).

Setor deverá ter o melhor março desde 2001
As boas vendas de veículos registradas até a semana passada apontam para um recorde de vendas no mercado interno. Mesmo fazendo uma previsão conservadora o setor deverá registrar o melhor março desde 2001. Com exceção de dezembro (quando as principais montadoras desovaram estoque na tentativa de fechar o ano na liderança) março deverá ser também o melhor mês em volume de vendas desde outubro de 2002. A média diária de vendas foi de 6.190 unidades nos 14 primeiros dias úteis do mês. Nesse ritmo, as vendas devem fechar março com 142 mil unidades comercializadas. No acumulado do trimestre as vendas de veículos automotores devem apresentar um crescimento de 7%, justamente o crescimento previsto pela Anfavea no ano. No acumulado das primeiras semanas de março mais janeiro e fevereiro a Volks se solidifica na liderança (24,4%) e a Fiat cai (20,7%) (Joel Leite, Diário do Grande ABC, 25 de março).

Gol perde participação com a chegada do Fox
Às vésperas da chegada da segunda versão do Fox – o quatro portas, que será apresentado à imprensa dia 1º de abril – o balanço dos primeiros meses de venda mostra que, ao contrário do que a empresa propaga, a versão duas portas prejudicou as vendas do Gol. A participação do Gol nas vendas de carros de passeio da montadora caiu de 78,9% para 68,5% de agosto do ano passado (antes da chegada do Fox) a fevereiro deste ano. As vendas do Polo, por sua vez, permaneceram inalteradas. O Polo deverá absorver parte da canibalização provocada pelo Fox a partir do mês que vem, quando chega a versão quatro portas, mais cara e, portanto, com preço mais próximo do Polo. Depois da chegada do Fox, o Gol não alcançou mais a participação que tinha, ao redor de 80% e nos meses seguintes manteve-se sempre na mesma faixa de 70%. (Diário do Grande ABC, 25 de março).

BR Distribuidora lança programa de fidelização
A BR Distribuidora lançou a Central Avançada de Inspeção e Serviços (Cais). É uma garagem compartilhada, onde as transportadoras vinculadas podem usufruir de diversos benefícios. A utilização é gratuita e só exige a fidelidade no abastecimento. Entre os benefícios, estão o abastecimento automatizado, segurança 24h, área de apoio aos motoristas e até escritórios para as transportadoras. Os investimentos no serviço chegam a R$ 15 milhões, que podem atingir R$ 50 milhões em dois anos. Há cinco ‘Cais’ já funcionando: Cubatão (SP), Suape (PE), Niquelândia (TO), São José dos Campos (SP) e Uberaba (MG). O objetivo é construir mais 40 até 2006. Além do Cais, a BR Distribuidora tem outro programa que visa fidelização dos frotistas. Atende mais de 1,3 mil frotas em empresas privadas, entidades de classe e empresas públicas – o equivalente a mais de 50 mil veículos. O programa oferece economia de escala no consumo de combustível, que chega a 30% com a flexibilização das formas de pagamento dos clientes. A Petrobras já investiu cerca de R$ 40 milhões e a projeção é chegar aos R$ 200 milhões até 2006. Chamado de CTF (Controle Total da Frota), o sistema evita os desvios de combustível e todos os dados do consumo da frota são armazenados e analisados com objetivo de reduzir custos (Gazeta Mercantil, 25 de março).

As montadoras pedem ajuda – 1
Ninguém pode negar à indústria automobilística o direito de pedir regime especial para enfrentar situações de emergência. O que não dá é que, após o fim de um regime de emergência, seja adotado imediatamente outro, depois outros e assim indefinidamente, sem que o setor assuma sozinho os riscos que se propôs a correr quando tomou as decisões que tomou nos últimos dez anos. No mundo, a indústria automobilística amarga uma ociosidade de aproximadamente 18 milhões de veículos, ou de 24% de sua capacidade de produção. Este é um mercado que cresce apenas vegetativamente, não mais que 2,5% ao ano. É um dos setores mais pressionados, porque o automóvel polui o meio ambiente e atravanca as cidades. Apesar disso, segue sendo objeto de desejo do consumidor (Celso Ming, Estadão, 25 de março).

As montadoras pedem ajuda – 2
São raras as oportunidades de expansão do mercado de veículos ao redor do mundo. Em meados da década de 90, as mais importantes montadoras do mundo acompanhadas de indústrias de autopeças investiram pesadamente no Brasil. Despejaram aqui nada menos que US$ 27 bilhões. E isso foi uma fração das inversões totais porque a guerra fiscal entre Estados, colocada em marcha para atrair esses investimentos, proporcionou ao setor um enorme leilão de facilidades, créditos favorecidos, serviços de infra-estrutura e renúncias fiscais. Hoje, a indústria brasileira de veículos é a 12ª do mundo, abrange 26 montadoras, vende 19 marcas, administra 49 fábricas, fatura cerda de US$ 20 bilhões por ano e proporciona 95 mil empregos diretos e cerca de 400 mil indiretos. A decisão de investir nessas proporções pareceu correta a uma análise caso a caso. Mas, vista coletivamente, foi um erro, porque produziu uma capacidade ociosa em torno de 38%. O setor pode hoje produzir no Brasil 3,2 milhões de veículos, mas não consegue vender internamente mais do que 1,5 milhão. As exportações de veículos, motores, autopeças e conjuntos atingiram no ano passado US$ 5,5 bilhões. As vendas internas mais as exportações ocupam hoje cerca de 62% da capacidade instalada (Celso Ming, Estadão, 25 de março).

As montadoras pedem ajuda – 3
Em conseqüência disso, há anos o setor não sai do vermelho. De qualquer maneira, este risco inerente a qualquer negócio. No ano passado, a título de plano de emergência, as montadoras foram beneficiadas pela redução de IPI para ajudar a empurrar as vendas. Como sempre acontece nessas ocasiões, essa facilidade acabou servindo mais para antecipar as compras do consumidor do que para aumentar o mercado interno. Esgotado o prazo do favor fiscal, as montadoras querem repeteco. Querem, outra vez, redução de impostos mais desvalorização cambial e alguma providência que seja capaz de neutralizar a esticada internacional dos preços das matérias-primas, que vai onerando os custos de produção. No entanto, a carga fiscal, os juros altos e esse câmbio aí são como chuva em tempo das águas, que cai mais ou menos homogeneamente sobre todos, e não apenas sobre a indústria de veículos. Por que então apenas ela tem de receber essas atenções? Por que emprega muita gente? Ora, a indústria da construção civil emprega muito mais e também está no sufoco; as pequenas e médias empresas garantem o ganha-pão de pelo menos 6 milhões de pessoas no Brasil. Se fosse por esse critério, os recursos públicos escassos deveriam atender a outras prioridades (Celso Ming, Estadão, 25 de março).

Mercado encolhe, montadoras se insurgem – 1
A indústria automobilística dispara pesada artilharia contra a política tributária e cambial do governo Lula, a alta taxa de juros, falta de infra-estrutura portuária e a não ingerência em casos de aumentos abusivos de preços de matérias-primas. Esses fatores, na visão de executivos do setor, deixam o mercado interno empacado na casa de 1,5 milhão de veículos ao ano. As exportações, vistas como tábua de salvação para a ociosidade que passa de 40% nas montadoras, também correm o risco de perder fôlego pela falta de competitividade externa. As críticas foram feitas ontem, quatro dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter manifestado disposição em discutir um novo acordo para aumentar vendas do setor. A General Motors, segunda maior exportadora de carros do País, não conseguiu nenhum contrato nos últimos quatro meses e já teme não cumprir a previsão de exportar cerca de US$ 1,3 bilhão neste ano. Estamos perdendo o mercado principalmente para os asiáticos, como a Coréia, que também produz carros pequenos”, diz o novo presidente da GM, Ray Young (Cleide Silva, Estadão, 24 de março).

Mercado encolhe, montadoras se insurgem – 2
No País há apenas dois meses, o executivo, filho de chineses e nascido no Canadá, já engrossou o coro de reclamações contra impostos, volatilidade do câmbio e problemas nos portos, como greves e falta de infra-estrutura para embarques. Também reforçou a necessidade de redução dos juros. A estagnação no mercado interno, segundo os executivos, impede também ganho de escala, reduzindo a capacidade de competição com países que recebem subsídios, como a Coréia. “Os coreanos conseguem colocar produtos no Chile, por exemplo, com preços de frete menores que os brasileiros”, diz Young (Cleide Silva, Estadão, 24 de março).

Mercado encolhe, montadoras se insurgem – 3
O presidente da Ford América do Sul, Antonio Maciel Neto, confirma a perda de competitividade. Segundo ele, a Ford está conseguindo novos contratos por causa de lançamentos de sucesso, como o EcoSport, mas modelos tradicionais, como o Ka, perderam espaço para os nossos asiáticos. “O México, nosso maior cliente, está sob forte ataque dos coreanos.” Os preços dos carros exportados para aquele país subiram 13% nos últimos meses com a desvalorização do peso e o aumento de insumos. Só o aço subiu cerca de 15% em janeiro e a ação das siderúrgicas, que ele considerava um cartel, não é atacada pelo governo. Embora defenda o esforço do governo Lula em manter a inflação sob controle, Maciel reclama da indisponibilidade de financiamentos de longo prazo e da elevada carga tributária. Ele tem dito que o aumento da Cofins, por exemplo, foi a maior paulada fiscal dos seus 24 anos no setor industrial. Para Leonardo Soloaga, gerente de Exportações da Volkswagen, maior exportadora do setor, o custo dos insumos, o câmbio e os impostos sobre a cadeia produtiva atrapalham os negócios. Mas a empresa busca alternativas em países antes abastecidos pela Europa, prejudicados pela alta do euro. Nesta semana, iniciou embarques de Gol e Polo para o Marrocos (Cleide Silva, Estadão, 24 de março).

GM é contra acordo apenas para carro popular
A General Motors não vai apoiar um acordo automotivo que privilegie apenas o carro popular. Para a montadora, qualquer política tributária deve incluir também veículos maiores, que dão mais lucros para as operações. “Não se pode fazer dinheiro com carro popular; produzi-los é quase um hobby”, diz o novo presidente da empresa, Ray Young, que assumiu o cargo em janeiro. A empresa também é contra medidas de longo prazo que possam engessar o mercado. Para o executivo, são necessárias medidas flexíveis, como na Coréia, onde o mercado automobilístico vem crescendo ano a ano, assim como as exportações. Homem de finanças, Young está preocupado com o congelamento de novos investimentos no País caso o mercado se mantenha estagnado e a empresa não saia de uma situação de prejuízos de cinco anos seguidos. “Precisamos ganhar dinheiro, do contrário a matriz vai escolher outros mercados em crescimento.” Segundo ele, a indústria brasileira compete contra a Ásia, para onde as grandes empresas estão voltando suas atenções a novos projetos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo – que defende incentivos para carros populares por acreditar na maior capacidade de geração de empregos – afirmou que o consumidor de carro grande não precisa de incentivo. Ontem, o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, rebateu: “Quem precisa do incentivo é o operário, que também fabrica carros grandes” (Cleide Silva, Estadão, 24 de março).

Redução de impostos para carro flexível provoca racha na Anfavea
O carro flexível provocou um “racha” entre a GM e as demais montadoras na Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A GM defende a redução de impostos para esses modelos como forma de incentivar o uso do álcool e a tecnologia nacional. A Anfavea é contra. “O programa do álcool é o único programa de combustível alternativo sério no mundo, e desprezá-lo fere a cidadania brasileira”, afirma o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto (Estadão, 24 de março).

Vendas crescem mesmo após a retirada do incentivo do IPI - 1
O mercado de veículos apresentou desempenho positivo na primeira quinzena deste mês. Mesmo sem o incentivo do IPI reduzido - subsídio que terminou em 28 de fevereiro - as vendas de automóveis cresceram 32,51% em relação a igual período de fevereiro, segundo dados divulgados ontem pela Fenabrave, com base no total de emplacamentos realizados no País. Os veículos comerciais tiveram suas vendas elevadas em 45,83%, de 7.500 unidades nos primeiros quinze dias de fevereiro para 10.937 em igual período deste mês. Já o mercado de caminhões aumentou suas vendas em 36,87%, em relação à primeira quinzena de fevereiro. O volume subiu de 2.840 unidades para 3.887 unidades. Segundo Antonio Roberto Cortes, vice-presidente mundial da Volkswagen Caminhões e Ônibus, o primeiro bimestre de 2004 foi o melhor dos últimos 18 anos para a indústria de caminhões, que vendeu 10.027 unidades no País. O bom resultado foi puxado principalmente pelo desempenho positivo do setor agrícola. No primeiro bimestre de 1986 as vendas de caminhões atingiram 10.876 unidades. Para a Volkswagen, o primeiro bimestre do ano foi o melhor de toda a história da empresa, com vendas de 3.434 unidades de veículos. Em igual período de 2003, o volume foi de 3.275 unidades (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 23 de março).

Vendas crescem mesmo após a retirada do incentivo do IPI - 2
O segmento de ônibus também registrou resultado positivo na primeira quinzena deste mês, com 925 unidades emplacadas, uma alta de 65,47% em relação a igual período de fevereiro. O executivo da Volkswagen creditou a retomada nas vendas de ônibus à renovação da frota que vem sendo realizada pelas empresas de transportes. Na comparação entre as primeiras quinzenas do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2003, o segmento de caminhões lidera o ranking de crescimento com 53,36%. O volume de vendas subiu de 6.227 unidades para 9.550 unidades. O setor de ônibus cresceu 21,26%, ao elevar as vendas de vendas de 1.566 unidades nas primeiras quinzenas de 2003, para 1.899 no período deste ano. Na mesma comparação as vendas de automóveis cresceram 14,76%, de 129.450 unidades para 148.558. Já os comerciais leves aumentaram as vendas em 10,13%, de 23.247 unidades para 25.603 unidades (Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 23 de março).

Ford estuda fabricar no Grande ABC um novo carro popular
A Ford estuda a fabricação de um novo modelo de carro compacto na fábrica de São Bernardo, para reforçar sua atuação no mercado de veículos populares, com preço abaixo de R$ 20 mil. O projeto ainda depende da aprovação de um plano de negócios por parte da matriz mundial, nos Estados Unidos, decisão por enquanto sem prazo para ocorrer. O problema é o equacionamento de questões como custos, volume e preços competitivos para que a companhia tenha condições de ter um produto com boas condições de brigar de igual para igual no Brasil com os modelos de suas principais concorrentes na categoria - Fiat Uno, GM Celta e VW Gol Special. Em recente visita ao Brasil, a vice-presidente do grupo Ford Corporation para América Latina e Canadá, Anne Stevens, confirmou que a companhia estuda as alternativas em relação a um projeto para a planta de São Bernardo, mas que ainda não havia um plano de negócios viável. Segundo o coordenador do comitê sindical na fábrica, Rafael Marques Júnior, na última reunião com a direção da montadora, com a participação da representante da companhia mundial, houve a confirmação de que a empresa precisa de um carro nesse segmento (Diário do Grande ABC, 23 de março).

Grupo Ruas agrega 30 biarticulados à maior frota paulistana
Trinta ônibus biarticulados, com duas sanfonas, portas de ambos os lados, capacidade para transportar 400 pessoas, foram encomendados pelo grupo Ruas, que controla uma frota de 4 mil ônibus em São Paulo. Os biarticulados, de 26 metros de comprimento, custam cada em torno de R$ 800 mil. O negócio, no total, somará cerca de R$ 25 milhões, 90% financiados em programa especial com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O chassi do biarticulado é fabricado pela Volvo, de Curitiba (PR), que estréia o fornecimento do modelo B12M, com motor, de 12 litros, tem torque 30% superior à versão anterior, o B10M. A carroceria será fornecida pela Induscar/Caio, de Botucatu (SP), que nesse momento prepara o protótipo. A Induscar opera desde 2001, quando o grupo Ruas arrendou a massa falida e a marca Caio (Gazeta Mercantil, 23 de março).

Luc sai e Luso assume direção da Caoa/Hyundai
Luc de Ferran, ex-engenheiro-chefe da Ford e conhecedor de inúmeros segredos da companhia, foi contratado pelo empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade na primeira quinzena de dezembro de 2003 para comandar o projeto de instalação de uma fábrica que produzirá veículos da coreana Hyundai no Brasil. Acontece que três meses se passaram e o "casamento" de Luc e Andrade chegou ao fim. A posição tanto de Luc como do empresário é que o projeto industrial havia sido concluído e por isso o trabalho tinha chegado ao fim. "Fiz o projeto básico para a Hyundai-Caoa. Foram alguns meses de trabalho. Agora, estou me dedicando a outras tarefas, inclusive vários projetos para a Ford", disse o engenheiro. A Caoa - empresa de Andrade - por meio de sua assessoria de imprensa confirma que o plano inicial era contar com a participação do engenheiro por mais tempo, se não houvesse um impedimento contratual por parte da Ford Motor Company. A montadora não quis comentar o assunto. A modalidade de "quarentena" é usual nos contratos entre grandes empresas e seus executivos mais influentes. O motivo é preservar segredos industriais. Tanto para a montadora como para Andrade, o assunto é delicado. Fácil de entender: ele controla a maior rede Ford, a Caoa, dona de 15 concessionárias da bandeira, com uma participação de 10% no total das vendas da marca. A Caoa/Hyundai, porém, já contratou um novo diretor industrial, desta vez originário da marca Mercedes-Benz. Trata-se do engenheiro Luso Ventura, atual presidente da SAE Brasil (Renato Acciarto, Gazeta Mercantil, 22 de março).

Clone uruguaio do Niva quer conquistar o país
De olho nos consumidores apaixonados por jipes 4X4, uma empresa importadora brasileira começa a vender no país, a partir de abril, um verdadeiro "clone" do Lada Niva, sucesso nos anos 90 e que conquistou uma legião de fãs devido a sua robustez e mecânica simples. A novidade é o Diva, um veículo produzido pela montadora uruguaia Bognor em regime CKD: as peças maiores – fornecidas pela AutoVaz, fabricante do Niva na Rússia – chegam desmontadas ao Uruguai. Por fora e por dentro, já que o Diva herdou do Niva a carroceria, painel, câmbio e sistema de tração, um é a cara do outro. Inclusive, como o "primo" russo, o Diva é bastante rústico, não trazendo nem direção hidráulica de série. Mas o jipe uruguaio tem duas particularidades. Sob o capô, traz um motor Peugeot 1.9 diesel aspirado de 72 cv, além do estepe estar do lado de fora, no porta-malas. No Niva, o estepe fica dentro. Segundo Sílvio Lourenço, gerente da Diva do Brasil, empresa importadora do veículo, para que o jipe pudesse ser importado para o país, 40% dos componentes precisaram ser de países do Mercosul. Por conta disso, os pneus e tinta são brasileiros, os bancos e radiador são uruguaios e os vidros e a parte elétrica são da Argentina. Já propulsor DW8/Peugeot é francês e foi desenvolvido e adaptado especialmente para o jipe. Apesar da Diva do Brasil anunciar que começará a importar o modelo uruguaio no próximo mês, a empresa ainda está em fase de estruturação no país. Até a semana passada, o importador não tinha credenciado nenhum revendedor ou oficina autorizada. A primeira loja, de acordo com Lourenço, será aberta em São Paulo e a ampliação da rede, inclusive no Paraná, só deve ocorrer no segundo semestre deste ano. Quanto a reposição de peças, um dos maiores temores dos consumidores em relação às marcas menores, a Diva do Brasil garante que irá manter um bom estoque no país. A importação dos componentes já foi iniciada, mas os primeiros contêineres ainda não chegaram (Gazeta do Povo, 22 de março).

Fiat investe em sofisticação com preços competitivos
A Fiat continua investindo em sofisticar seus modelos compactos e ao mesmo tempo manter preços bastante competitivos. Novo Siena, reestilizado pelo italiano Giugiaro, passa sensação intencional de carro maior, sendo o mais harmônico da família Palio. Agora pode vir equipado até com sensores de estacionamento no pára-choque entre equipamentos inéditos no segmento. Já na Weekend o estilista exagerou no tamanho das lanternas traseiras. Parecem enxertadas (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).

Os novos avanços da versão Adventure da Weekend
A versão Adventure da station Weekend apresenta soluções menos discutíveis. Além de eliminar o feio e perigoso quebra-mato, há integração entre estilo da dianteira e da traseira, disfarçando o deslize cometido. Motor flex 1.800 finalmente chegou para Palio/Siena/Weekend. É melhor opção para a Adventure que, por seu peso maior, sofre um pouco com motor de 1.240 cm³. Fiat estima que 50% dos compradores vão escolher a Adventure, a partir de R$ 41 mil (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).

Mercado de monovolumes ganha a sofisticação do C8
O mercado de monovolumes importados de gama alta (R$ 135 mil) recebe concorrente de peso. Bem-equipado, Citroën C8 pode levar até oito passageiros (no Brasil, sete). Exibe generoso espaço interno, arranjo flexível de bancos, 60 porta-objetos e até vidros com fechamento automático se chover. Motor de quatro cilindros, sofre para deslocar mais de 1.600 kg do veículo, mesmo vazio. Deve-se utilizar, sem parcimônia, recurso seqüencial do câmbio automático de série (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).

Fórmulas generosas para acomodar na liderança
Depois de Peugeot, Citroën, Chevrolet, Fiat e Toyota anunciarem números mágicos para algum tipo de liderança alcançada por um determinado modelo, a Volkswagen também entrou na onda. Também sem cerimônia aponta o Fox como “líder dos compactos, de duas portas, com preço superior a R$ 20 mil”. O carro até está indo bem (quatro-portas chega em abril), mas três condicionantes para um resultado é demais. Celta foi recordista com cinco condicionantes (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).

Exportações ajudam autopeças a vender 10% mais
Empresários do setor de autopeças estão estimando que o crescimento nas vendas de seus produtos em 2004 deverá alcançar a 10% no primeiro trimestre do ano, contra igual período do ano passado, sendo que mais de 90% deste crescimento se devem as exportações de componentes para mais de 100 países do mundo, entre os quais os mais desenvolvidos como os europeus e os Estados Unidos. O mercado interno praticamente mantém o mesmo comportamento de compras do ano passado, confirmam os empresários, mas as exportações estão se ampliando e isto significa ganhos em dólares e também o surgimento de novos mercados, porque os preços dos componentes brasileiros são mais baratos em relação aos fabricados em outros países, principalmente desenvolvidos. Grandes montadoras americanas adquirem no Brasil boa parte de autopeças para seus veículos e até partes de automóveis, inteiramente montadas aqui. Como a indústria tem condições de alimentar uma produção local de quase dois milhões de veículos anuais, há espaço para se manter um bom volume de exportações e ainda sustentar o mercado interno de forma normal. As indústrias de autopeças brasileiras têm ganho nos países desenvolvidos uma atração extra com os seus produtos sendo considerados de alta qualidade, e até sendo premiados, como ocorreu com autopeças da Arteb que a Toyota utiliza, e que ganhou no Japão um prêmio de qualidade, entre os vários fabricantes locais (Milton Rocha Filho, Estadão, 19 de março).

Banco VW oferece financiamento do veículo e também do seguro
O Banco Volkswagen oferece, desde 2002 e em todo o País, o financiamento do seguro embutido no mesmo contrato do financiamento do veículo automóveis e caminhões). Essa vantagem, além de prática, possibilita uma cobertura anual ou plurianual do seguro, conforme a necessidade do cliente. Esse diferencial de mercado foi conseguido devido à integração da VVD Corretora de Seguros -- empresa com 50 anos de experiência mundial -- ao Grupo Volkswagen, no Brasil, em 2001. Atualmente, o Banco Volkswagen financia o seguro e o veículo em até 36 meses. Há, ainda, a possibilidade de financiar apenas o seguro. Nesse caso, em planos de até 24 prestações (Folha Online, 19 de março).

Fiat mostra linha de veículos para deficientes físicos
Os novos Palio Weekend e Siena, lançados esta semana, e o novo Palio, especialmente preparados para os portadores de necessidades especiais, serão as grandes estrelas da Fiat na III Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação e Inclusão, a Reatech 2004. O evento acontecerá entre os dias 25 e 28 de março no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Os modelos estarão expostos no estande da marca, todos equipados com freio e acelerador manuais e embreagem automática. O visitante da Reatech 2004 também encontrará todas as informações sobre o programa Autonomy da Fiat, que, além de agilizar a venda de veículos, também oferece uma série de serviços aos deficientes físicos. Na parte externa do pavilhão de exposições, onde a montadora colocará à disposição do público três carros para test drive. Um doblò, preparado pela Cavenaghi, traz um equipamento que está sendo apresentado ao público pela primeira vez na Reatech: um elevador portátil chamado Mult-Lift, que transfere o portador de deficiência da cadeira de rodas para o interior do veículo. O programa da marca italiana foi criado em 1996 para facilitar o acesso dos portadores de deficiência a um carro adequado às suas necessidades. São 101 concessionárias preparadas para atender esse público, com benefícios que vão desde instalações adequadas (com rampas e banheiros específicos, por exemplo) a funcionários treinados. Nas concessionárias Autonomy, além de se informar sobre as isenções fiscais a que tem direito na compra do veículo, o portador de deficiência encontra a indicação de despachantes especializados no assunto. Os participantes ainda contam com um número exclusivo para tirar dúvidas e dar sugestões: 0800 7018010. (Folha Online, 19 de março).

Fiat anuncia investimento de R$ 3,3 bi até 2006
O superintendente mundial do Grupo Fiat, Giuseppe Morchio, confirmou nesta quinta investimentos de R$ 3,3 bilhões para a empresa no Brasil no período 2003/2006, dinheiro que será gasto principalmente em novos produtos para ampliar a linha de automóveis da marca. A renovação da linha Palio está incluída nesse montante a ser investido. A empresa de origem italiana trabalha agora na adaptação do Idea, automóvel monovolume recém-lançado na Europa e que começará a ser fabricado em Betim (MG) no fim de 2005. Essa é a primeira visita de Morchio ao Brasil desde que assumiu o comando da holding mundial de empresas Fiat, em fevereiro de 2003. Nesta sexta ele acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita à fábrica de automóveis. A montadora aproveitará a cerimônia para lançar projetos sociais em áreas carentes do Estado. O executivo, responsável pelo plano de relançamento da Fiat, que passa por grave crise na Europa, disse ainda que o Brasil continua na lista de prioridades do grupo. O mercado brasileiro é o maior para a Fiat fora da Europa. O programa de reestruturação prevê o fechamento de 12 fábricas no mundo, das quais quatro já deixaram de operar e outras quatro estão em processo de suspensão de atividades. ‘‘Não posso informar ainda quais são as quatro restantes, mas nenhuma é no Brasil’’, disse. (Diário do Grande ABC, 19 de março).

Custos pressionam o segmento de autopeças - 1
A indústria brasileira de autopeças registra nos últimos anos uma dificuldade crescente de repassar aumentos de custos no fornecimento de itens para os fabricantes de veículos, de acordo com levantamento do Sindipeças. Os dados do sindicato indicaram que em 2003 houve uma defasagem (diferença entre repasse de preço e custo total) de -21,36%. Em 2002, a defasagem foi -17,74% e em 2002, -7,18%. “Quem fornece 100% para as montadoras está com um problema seríssimo”, afirmou o presidente do Sindipeças, Paulo Butori. Isso porque a absorção dessa diferença significa o achatamento das margens de lucro. Além de dificuldades de repasse, o dirigente acrescenta que as despesas com a aquisição de matérias-primas, que representavam 49,79% da fatia dos custos totais do segmento em 2000, passaram a 58,23% do total no ano passado. Um dos fatores foi a disparada de preços de commodities como o aço no mercado interno, segundo ele. Um levantamento da Anfavea apontou que nos últimos 24 meses esse insumo teve elevação de 75% no país. Butori considera que uma das razões dessa grande alta é que o mercado internacional se tornou muito comprador. “A China cresceu (em aquisições de aço) um Brasil por ano nos últimos cinco anos”, afirmou, explicando que a produção brasileira de aço, de 30 mil toneladas anuais, corresponde às compras chinesas. Mas o setor tem expectativa de recuperar rentabilidade das vendas neste ano, passando a 1% de rendimento ante -1% em 2003, mesma variação negativa de 2002 (Diário do Grande ABC, 19 de março).

Custos pressionam o segmento de autopeças - 2
O Sindipeças estima para 2004 o crescimento de 14,5% no faturamento nominal dessa indústria, que passaria de US$ 12,4 bilhões em 2003 para US$ 14,2 bilhões neste ano. O ano passado registrou a expansão de 12,4%. Uma importante contribuição viria do crescimento de 9,4% na produção do setor automobilístico no país (2 milhões de unidades em 2004) estimado pelo sindicato para este ano. Outra viria das exportações (excluindo veículos), que podem somar US$ 5,3 bilhões – alta de 11% – e gerar o saldo comercial positivo de US$ 700 milhões na balança setorial. Mas empresas de autopeças devem manter em 2004 a mesma composição de vendas de 2003, em grande parte (56%) formada por montadoras, seguida por exportação (22%), varejo de reposição (16%) e vendas intersetoriais (6%). Com produção e vendas mais elevadas, a expectativa é reduzir a ociosidade média da capacidade das fábricas de 36% em 2003 para 34% neste ano. Reeleito em março para mais um mandato (de três anos) à frente do Sindipeças, Paulo Butori afirmou que tem um projeto de gestão apoiado em três pilares: estímulo ao crescimento do mercado doméstico de forma sustentável, com planos como o de renovação da frota; exportações, com foco em questões como venda de veículos compactos e do segmento de pesados, assinatura de acordos bilaterais e conquista de fatia de mercados de reposição em países que importam carros fabricados no Brasil; e esforço para acelerar a retirada de barreiras à competitividade (Diário do Grande ABC, 19 de março).

Mercado de luxo encolhe, mas é atrativo
O mercado de carros de luxo no Brasil encolheu quase dois terços em cinco anos. Em 1999, o segmento vendeu 18.140 unidades, volume que neste ano não deve passar de 6,2 mil, o equivalente a 0,4% das vendas totais de automóveis e comerciais leves previstas para até dezembro. Apesar de nanico, esse mercado agrega imagem às marcas, além de lucros razoáveis. Por isso continua atraindo investimentos das montadoras na importação de modelos a que poucos consumidores terão acesso. A Citroën lançou ontem, em São Paulo, a van C8, importada da França, que será vendida por R$ 135 mil. A previsão é trazer 300 unidades ao ano. "O volume é pequeno, mas a vantagem é que agrega imagem à marca", diz o presidente da empresa, Sérgio Habib. Foram agendados para este ano pelo menos 18 lançamentos nessa categoria, alguns de versões novas e outras reestilizadas (Cleide Silva, Estadão, 17 de março).

Motores bi combustível já representam 13 % das vendas
Com o lançamento da linha Fiat 2005, mais cinco carros com motor bi combustível amplia para 22 ofertas desse tipo de tecnologia existente no mercado (veja relação). A tendência é irreversível e não há dúvidas de que é uma ótima opção para o consumidor que, a rigor, tem na mão um carro a álcool, e um carro a gasolina. Usado em apenas 22 (8%) dos 278 carros nacionais oferecidos no mercado interno, o motor flex full já representa 13% das vendas no Brasil. No bimestre já foram vendidas 28.469 unidades de carros com motor flex full e apenas 6.044 de álcool. Somente três montadoras possuem a tecnologia, mas todas as outras afirmam estar desenvolvendo tal sistema. Isso significa que em breve teremos um aumento muito grande de ofertas. Dentro de dias a GM começa a vender o primeiro carro médio com motor bi combustível, a minivan Zafira, equipada com motor 2.0 a álcool e gasolina. A nova perua Palio, lançada na semana passada, é o segundo carro nacional a oferecer somente a opção flex. O primeiro foi a Meriva, da GM. A VW, pioneira com o Gol, já oferece o sistema no Fox e na Saveiro, totalizando dez diferentes versões com motor bi combustível. Agora a marca se prepara para colocar no mercado a versão quatro portas do Fox com mais três opções de motor híbrido. Hoje, 31% das vendas da empresa são com esse tipo de motor. Sozinha, a marca vende 55% dos carros com o sistema de dupla queima no mercado brasileiro, a GM 28% e a Fiat 5% das vendas (Joel Leite, Agência AutoInforme, 17 de março).

Volks Caminhões quer trabalhar até aos sábados
Embalada pelo melhor bimestre desde o início de suas operações, a Volkswagen Veículos Comerciais, responsável pela produção de caminhões e ônibus da marca, pretende estender a semana de trabalho na fábrica de Resende, RJ, para seis dias, com o início de expediente aos sábados. A medida está sendo negociada com os funcionários, assim como a realização de horas extras para atender ao aumento da produção. A fábrica opera hoje em capacidade plena de 124 veículos ao dia e pretende ampliar esse volume em 13%. Em janeiro e fevereiro, a marca vendeu 3.434 caminhões, seu melhor resultado para o período em sete anos. A indústria total igualmente teve seu melhor bimestre no varejo em 18 anos, com 10.027 unidades vendidas, das categorias acima de 7 toneladas de carga. As exportações da volks também estão em ritmo acelerado. Para o ano todo, o crescimento esperado é de 44,5% ante 2003, para 3,9 mil unidades. O maior cliente é a Argentina, mas a montadora participa de concorrência para um grande contrato com o Chile, que pretende adquirir nos próximos três anos cerca de 2 mil ônibus (Cleide Silva, Estadão, 16 de março).

Pneus Continental quer aumentar produção no Brasil
A fabricante alemã de pneus Continental irá investir US$ 309 milhões de dólares para impulsionar a produção no Brasil e na Malásia nos próximos anos, informou a empresa nesta terça-feira. A companhia planeja produzir um adicional de sete milhões de pneus para carros e 700 mil pneus para caminhões até 2008. A Continental informou que irá criar uma nova fábrica em Camaçari, na Bahia, e irá expandir sua produção existente na Malásia, em Kuala Lumpur e Alor Star, em conjunto com a parceira Sime Darby. A produção no Brasil deve começar no final de 2005 ou começo de 2006. A maior parte dos pneus adicionais será exportada para a região do Acordo de Livre Comércio da América do Norte. (UOL, 16 de março).

Grupo Izzo representa marca Mitsubishi em São Paulo
A concessionária Mitsubishi Koala, localizada na zona Oeste da capital paulista, acaba de ser incorporada ao Grupo Izzo, que já possui as concessionárias das marcas Toyota e Chrysler. A revenda, que responde por cerca de 18% das vendas de veículos da marca no estado de São Paulo, passa a se chamar Izzo Mitsubishi. Com 8 mil m2 de área e cerca de 50 funcionários, a concessionária Izzo Mitsubishi tem capacidade para atender até mil automóveis por mês em sua oficina e comercializa cerca de 70 carros novos e 60 automóveis usados por mês. O Grupo Izzo obteve um faturamento de aproximadamente R$ 110 milhões no ano passado. O Grupo também é o representante oficial das marcas de motocicletas Harley-Davidson e Triumph (Folha Online, 16 de março).

Citroën lança a van C8 hoje em São Paulo
A marca francesa Citröen apresenta hoje em São Paulo o C8. O modelo, uma van de 8 lugares, foi apresentado pela primeira vez no Salão de Genebra de 2002. Produzida em parceria com a Fiat e o Grupo PSA, o novo modelo tem desenho arrojado, que segue o estilo adotado nos demais modelos da nova geração da marca francesa, inclui novidades que devem agradar às famílias numerosas. Na Europa, o modelo comercializado tem as portas laterais deslizantes que podem ser abertas por controle remoto. Outra é a presença de três tetos solares. Espaço é o que não falta nessa van francesa. Com 4,75 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,75 metro de altura, o carro tem oito bancos que podem ser rebatidos ou instalados em várias configurações. No centro do painel ficam os principais instrumentos, como na minivan Picasso, porém analógicos. O C8 vendido na Europa tem a opcional de quatro motorizações diferentes. A Citröen ainda não revelou qual motor trará para o modelo que será vendo no país, tampouco anunciou qual será o preço do modelo (Folha Online, 16 de março).

Parcelamento de multas pode ser autorizado
O Projeto de Lei 2690/03, do deputado Welinton Fagundes (PL-MT), que altera o Código de Trânsito Brasileiro para permitir o parcelamento de multas, aguarda distribuição às comissões técnicas da Câmara onde será analisado. De acordo com a proposta, o infrator perderá o direito ao parcelamento no caso de inadimplência no pagamento de uma das parcelas, devendo pagar o valor restante de uma única vez. O projeto prevê ainda a retirada do artigo da lei que obriga o infrator a pagar a multa quando quiser interpor recurso para anular a penalidade. O autor da matéria considera que o pagamento integral dos valores das multas de trânsito representa um grande sacrifício para a maioria dos condutores brasileiros autuados. De acordo com ele, o parcelamento do pagamento das multas, como proposto no projeto, "aumenta a possibilidade de elas serem pagas e facilita a renovação do licenciamento dos veículos cujos condutores foram multados". (Folha Online, 16 de março).

Ilhabela recebe Jeepraia 2004
O Jeepraia 2004, passeio para carros off-road e picapes 4x2, será realizado nos dias 27 e 28 de março, com destino à cidade de Ilhabela, no litoral norte do estado paulista. A largada ocorrerá em São Paulo. Organizado pelo Jeep Clube do Brasil e pela Mesa Quatro Comunicações, o evento reuniu no ano passado 150 veículos. A expectativa dos organizadores é que haja aumento de quase 50 veículos em 2004. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo valor de R$ 5 para sócios do Jeep Clube e R$ 15 para não sócios. Além da participação, a matrícula dá direito a uma camiseta do evento e a um luau que acontecerá na praia do Perequê, em Ilhabela. O Jeepraia inicia suas atividades às 8 horas de sábado (27/03), no posto BR do km 29 da rodovia Ayrton Senna. Até Ilhabela os participantes irão pegar a rodovia Mogi-Bertioga e a Rio-Santos. (Webventure Off-Road, 15 de março).

Polêmica: a avaliação da avaria em veículos e a documentação
O Brasil é fértil na discussão e criação de leis, mas um dos problemas reside na sua efetiva aplicação. Há seis anos o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou a extensão dos danos no caso de veículos envolvidos em acidentes. Estabeleceu três níveis de severidade: pequena monta, se não afeta estrutura ou sistema de segurança; média monta, quando obriga a substituição de componentes mecânicos e estruturais que, uma vez executados, liberam o veículo para circular depois de uma inspeção específica de segurança; grande monta, envolvendo a perda total. Nas duas últimas classificações, o documento do carro fica retido pela autoridade de trânsito, provisória (média monta) ou definitivamente (grande monta). (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de março). Leia mais sobre a polêmica.


EcoSport 4x4 dá salto técnico e evolui no acabamento
Houve um salto técnico visível na nova versão 4x4 do EcoSport. Pela primeira vez, um produto nacional usa tração total sob demanda: automaticamente transfere 28% de força às rodas traseiras e, se necessário pelas condições do terreno, até 100% com recurso ao bloqueio por botão no painel. Sistema simples e bom para fora de estrada de média dificuldade. Suspensão traseira independente de multibraços alia eficiência e conforto. O acabamento do EcoSport evoluiu nessa versão de R$ 63.600,00 com vários equipamentos de série como airbag duplo, ar-condicionado, trio elétrico e estribos laterais. Preço R$ 3.000,00 inferior ao concorrente mais próximo, Mitsubishi TR4. Este tem motor menos potente (131 x 143 cv), cerca de R$ 5.000,00 a menos em itens de série e preço ainda não majorado pelo IPI. Volante revestido em couro, de duas tonalidades, dá toque de refinamento (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de março).

Novo design encoraja e amedronta a Fiat
Atrás de Japão, França e Espanha, o Brasil é o quarto maior produtor mundial de carros compactos. Incluem-se aí os derivados dos hatchbacks, como as peruas, que venderam 35 mil unidades em 2003, e os sedãs, com suas 160 mil unidades comercializadas no ano passado. Pesquisas mostram que o design está entre os principais motivos de compra. Por isso, depois de cerca de três anos, a Fiat muda a Palio Weekend e o Siena, que chegam ao mercado em uma semana já como linha 2005. A frente é idêntica à do Palio, com direito a grade no estilo ralador de queijo e filete cromado nas versões topo de linha. A individualidade, claro, está na traseira. E haja personalidade! A própria Fiat parece temer a reação do público em relação às traseiras de seus novos modelos. Tanto que vai sortear um Siena, uma Palio Weekend e quatro viagens para as Olimpíadas de Atenas entre quem for à concessionária fazer ao menos um test-drive. A intenção do renomado estilista Giorgetto Giugiaro foi criar carros que parecem maiores do que realmente são. Os dois agora têm lanternas recortadas pela tampa do porta-malas (Folha de S. Paulo, 14 de março).

Projetos propõem pena menor para infrator
Se depender da Câmara dos Deputados, as multas de trânsito por excesso de velocidade vão mudar. Pelo menos três projetos em tramitação adiantada tratam do assunto. Todos eles propõem a criação de faixas intermediárias de punição, o que, em tese, beneficiaria os infratores. Pelo que está em vigor hoje, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o condutor que ultrapassar em até 20% o limite de velocidade nas estradas comete infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação) e paga multa de R$ 127,69. Com 20 pontos, o infrator tem a carteira suspensa. Se passar de 20%, a infração é considerada gravíssima (sete pontos), a multa é de R$ 574,61 e a carteira é apreendida, independentemente dos pontos. Os projetos de lei apresentados criam uma gradação intermediária das punições. Pela proposta do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), quem ultrapassasse o limite em até 20% cometeria apenas infração média (quatro pontos) e pagaria multa de R$ 85,13 (um terço a menos do que a penalidade atual). De 20% a 50% acima do permitido, a infração seria grave, e a multa, de R$ 127,69. A infração gravíssima e a apreensão da carteira aconteceriam somente se a velocidade estivesse 50% superior à estabelecida. O deputado diz que a idéia não é amenizar a punição, mas torná-la mais justa. "Um dos defeitos da lei está em fazer tratamentos desproporcionais à pena cometida. A pena educa quando ela é justa." O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e deve ser mandado nos próximos dias ao Senado, onde será examinado (não há prazo para a sua aprovação). Roberto Scaringella, consultor de trânsito, diz que mudanças desse tipo "são inspiradas na lógica do infrator, e não na lógica da segurança do trânsito. Prestam enorme desserviço à sociedade." Para Kasuo Sakamoto, 52, outro consultor de trânsito, as novidades podem "aperfeiçoar um pouquinho a lei", mas, diz, é preciso haver estudo antes de estabelecer percentuais intermediários de tolerância, para que isso não fique subjetivo e seja logo contestado (Folha de S. Paulo, 14 de março).

Jipe nacional da GM será inspirado no Cruze
O novo investimento – de US$ 240 milhões – que a General Motors irá fazer para ampliar sua fábrica de Gravataí (RS) deverá gerar dois frutos. Segundo informações que circulam no mercado, em 2005, a marca irá lançar uma versão sedã do Celta. Ela chega para aposentar o Corsa Classic (versão sedã com o visual antigo). Além disso, a GM vai produzir um utilitário esportivo compacto (4X2 e 4X4) que virá para competir com o Ford EcoSport. O visual do futuro utilitário-esporte terá como inspiração o do Chevrolet Cruze, produzido no Japão em parceria com a Suzuki e vendido em vários mercados (inclusive, nos Estados Unidos). O investimento em Gravataí – que irá ampliar a capacidade da fábrica gaúcha de 120 mil para 210 mil unidades – ainda prevê a produção de veículos desmontados (CKD) para exportação. O principal destino deverá ser o mercado chinês (Correio do Povo, 14 de março).

Scania planeja reforçar exportação para China em vez de abrir fábrica
A Scania decidiu não entrar na corrida pela construção de uma fábrica na China, país que tem atraído grandes investimentos do setor automobilístico. O grupo, no entanto, quer garantir presença no mercado que mais cresce no mundo por meio de exportações. A fábrica do Brasil é a candidata natural para fornecer veículos aos chineses. É a única unidade do grupo que produz caminhões com características apropriadas ao país asiático. Em visita ao Brasil nesta semana, o vice-presidente corporativo da Scania, Kaj Lindgren, afirmou que a marca pretende abocanhar parte do mercado de 15 mil caminhões importados anualmente pela China, volume que deve aumentar nos próximos anos com o processo de abertura daquele mercado. As fábricas da Scania na Europa produzem veículos mais sofisticados e com maior conteúdo tecnológico para atender às leis de emissão de poluentes. No Brasil, as normas estão atrasadas em comparação com os países europeus e há maior tolerância em relação às emissões, além de os veículos receberem reforço para enfrentar estradas em condições precárias. ‘‘São produtos mais compatíveis com as necessidades da China’’, disse Lindgren. A montadora optou por utilizar a capacidade ociosa de suas fábricas, em vez de construir novas unidades, como fez a concorrente Volvo, que inicia operações na China neste mês. (Diário do Grande ABC, 12 de março).

Fras-le comemora 50 anos de criação
Com o tema 'Passado, presente e futuro', a Fras-le está comemorando 50 anos de fundação. Ontem, a direção da empresa controlada pelo Grupo Randon recebeu centenas de convidados no complexo industrial e administrativo instalado em Forqueta, onde a Fras-le vai centralizar, até o fim deste ano, toda a produção, desativando as instalações que ainda funcionam no bairro Cristo Redentor, em Caxias do Sul. O governador Germano Rigotto também prestigiou a solenidade. Autoridades e diretores da holding Randon e da Fras-le inauguraram o novo restaurante e a Casa Florescer - projeto de responsabilidade social que atende a 140 crianças gratuitamente, em atividades multidisciplinares. No mercado nacional, a Fras-le detém participação de 95% em lonas pesadas e 40% em produtos para linhas leves. No mercado de reposição, sua participação é de 50%. As vendas para o exterior, onde a Fras-le está presente em 70 países, alcançaram 40 milhões de dólares em 2003 - 57% da produção das empresas Randon. A expectativa é faturar 50 milhões de dólares em 2004 (Correio do Povo, 12 de março).

Motoristas já pagam 10% menos pelo litro de álcool
O motorista que tem carro a álcool já paga 10% mais barato pelo litro do combustível do que em fevereiro. A Agência Nacional do Petróleo constatou que, no mês passado, o combustível custava, em média, R$ 0,908. No início de março, a média de preço caiu para R$ 0,813. Só em São Paulo, a frota de veículos movidos a álcool é estimada em 1,4 milhão. Dentre os fatores que influenciaram a queda do álcool está o excesso de oferta. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da USP, constatou que de janeiro de 2003 a janeiro de 2004, o preço pago aos usineiros pelo litro de álcool despencou: está 30,1% menor. “Essa queda, no entanto, não é repassada integralmente ao consumidor, porque há outros fatores que influenciam o valor da bomba: a concorrência entre as distribuidoras e os tributos”, explica a pesquisadora do Cepea, Míriam Bacchi. Na primeira semana de março, o Cepea constatou que o preço pago ao produtor continuou em queda de 1,76%. O consumidor poderá perceber uma nova redução nos preços de acordo com o comportamento dos usineiros em relação à nova safra de cana-de-açúcar, que se inicia em abril. “Os produtores podem atrasar o início da safra para igualarem a oferta e a procura e tentarem desovar seus estoques”, comenta (Diário de São Paulo, 11 de março).

Citroën apresenta a van C8 que os europeus já conhecem já dois anos
A Citroën apresentará a van C8 à imprensa no próximo dia 16. O carro chega ao mercado brasileiro com dois anos de atraso em relação ao europeu. Feito em parceria com a Fiat e o Grupo PSA, o novo modelo chega como substituto da Evasion. O desenho arrojado, que segue o estilo adotado nos demais modelos da nova geração da marca francesa, inclui novidades que devem agradar às famílias numerosas. Um exemplo são as portas laterais deslizantes que podem ser abertas por controle remoto. Outra é a presença de três tetos solares. Espaço é o que não falta nessa van francesa. Com 4,75 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,75 metro de altura, o carro tem oito bancos que podem ser rebatidos ou instalados em várias configurações. No centro do painel ficam os principais instrumentos, como na minivan Picasso, porém analógicos. E para entreter nas viagens longas, a tela de 7 polegadas serve para exibir filmes em DVD. Como a segurança é um dos pontos mais importantes para transportar a família, o C8 já sai de fábrica com seis air bags (inclusive nas janelas), controle eletrônico de estabilidade, monitoramento da pressão dos pneus e freios ABS com distribuidor da força de frenagem. Se chover, os limpadores são acionados automaticamente (Carsale, 11 de março).

Preço do GNV vai cair ainda mais, afirma Dilma
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, alertou os usineiros produtores de álcool combustível que se preparem, pois o preço do gás natural veicular (GNV) irá cair ainda mais no País com o aumento da oferta, após o início da extração da bacia descoberta em Santos no ano passado. Dilma afirmou que os empresários do setor terão de se acostumar com a concorrência do GNV com o álcool e que o governo não irá subsidiar o combustível. A ministra negou ainda que o governo dê subsídios para o GNV, que custa entre cinco e seis vezes mais barato que o gás de cozinha. Segundo ela, a extração e o processamento do GNV são diferentes das mesmas operações feitas para o gás de cozinha, por isso, segundo ela, há a diferença nos preços. Dilma está em Araçatuba para participar da Feira de Negócios da Agroindústria Sucroalcoleira (Estadão, 10 de março).

CSN sai do prejuízo e lucra R$ 1,031 bilhão em 2003
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou lucro líquido de R$ 1,031 bilhão em 2003, ante prejuízo de R$ 194,681 milhões no ano anterior. Segundo a empresa divulgou ontem, a receita líquida cresceu 35,1%, para R$ 6,977 bilhões. O lucro bruto avançou 29,8%, para R$ 3,139 bilhões. A melhora no resultado, segundo analistas, é reflexo direto da recuperação do setor no mercado internacional. "O mercado está bastante aquecido. O volume de vendas da CSN cresceu tanto para o Brasil como para o exterior. E a tendência é uma demanda ainda mais forte para 2004", disse Cristiane Viana, analista do BES Securities (Estadão, 10 de março).

Volkswagen ainda tem 1.200 funcionários excedentes

A Volkswagen do Brasil ainda não confirmou oficialmente se será incluída no processo de corte de 5 mil funcionários da montadora alemã, anunciado nesta terça-feira pela matriz, em Frankfurt. Deste total, 2,5 mil serão desligados na própria Alemanha, por meio de antecipação de aposentadoria e demissão voluntária. No ano passado, a Volkswagen do Brasil divulgou que havia na empresa 3.933 pessoas consideradas excedentes nas fábricas de Anchieta (no ABC paulista) e Taubaté (Vale do Paraíba, em SP). Programas de Demissões Voluntárias (PDV) nas duas fábricas fizeram com que este excedente fosse reduzido para 1.200 empregados, atualmente - sendo 935 na unidade de Taubaté e o restante na Anchieta. No ABC, os excedentes foram transferidos para um centro de treinamento. Os Sindicatos dos Metalúrgicos das duas bases informaram que não houve ameaças de corte nesta terça. A garantia de estabilidade firmada entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC impede demissões até 2006. Por outro lado, a garantia de estabilidade firmada entre a Volks e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté venceu em fevereiro. Não houve demissões até agora (Estadão, 10 de março).

Vendas de motocicletas têm queda em fevereiro
As vendas de motocicletas no mês de fevereiro caíram 11,8% em relação a janeiro. Segundo números da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas) foram comercializadas 60.140 unidades em fevereiro, contra 68.192 no mês de janeiro. De acordo o presidente da Abraciclo, Yuji Horie, a queda nas vendas foi causada em decorrência do feriado prolongado -- carnaval --, do menor número de dias no mês e da introdução de novos modelos no mercado. Isso também fez com que o volume de unidades produzidas em fevereiro no território nacional também foi menor do que em janeiro: 68.217 unidades ante 82.764. Comparando-se igual período em 2003, a retração foi de 7,8%. Segundo Horie, para os próximos meses a tendência é que as vendas voltem a crescer, confirmando a expectativa de comercializar 940 mil motocicletas no mercado interno e 110 mil para exportação (Folha Online, 10 de março).

Fiat e GM ampliam opções com motor bicombustível
A Fiat lança hoje as versões reestilizadas do Palio Weekend e do Siena, que incorporam as mudanças introduzidas no design do novo Palio em novembro. Os dois modelos também passam a ser equipados com motores flexíveis (que usam gasolina ou álcool), nas versões 1.3 e 1.8. Até agora, a tecnologia só estava disponível no Palio 1.3. Com os dois lançamentos, a montadora espera ampliar a participação de veículos bicombustíveis de 5% para 10% nas vendas de automóveis da marca. No fim do mês, a General Motors também apresenta a Zafira com motor flexível. A empresa já tem o produto no Corsa 1.8, na Montana e no Meriva, que respondem por 17% dos negócios do grupo. A Volkswagen, pioneira no uso do sistema, tem 27% de suas vendas ancoradas nessa motorização, que equipa Gol, Fox, Saveiro e Parati. A Ford vai entrar nesse mercado no segundo semestre, com o novo Fiesta. A Peugeot promete seu bicombustível para o início de 2005. Segundo os executivos das montadoras, no futuro todos os veículos terão essa tecnologia, que permite ao consumidor escolher com qual combustível abastecerá o carro, ou optar por uma mistura de ambos. Com o crescimento desse mercado – que, no primeiro bimestre, representou 16,6% das vendas, com 34.513 unidades –, produtos de apoio começam a chegar. Nesta terça, a ACDelco lançou o primeiro aditivo para motor bicombustível (Diário do Grande ABC, 10 de março).

Land Rover exportará Defender para a Argentina
O primeiro país da América Latina a importar o Defender brasileiro em 2004 é a Argentina. Neste mês de março, quatro veículos, na versão 90 e 110, serão exportados. Para abril, o número triplica e o volume exportado será de 12 veículos Defender. Atualmente, os argentinos estão preferindo o Defender produzido no Brasil, desde 1998, na fábrica instalada em São Bernardo do Campo (SP), ao inglês feito na matriz da Land Rover na Inglaterra. Segundo a Land Rover, o Defender fabricado no Brasil possui alguns diferenciais, como estribos laterais, conjunto de tapetes internos e sistema de acabamento de porta em relação ao modelo inglês (Folha Online, 10 de março).

Volks pretende reduzir 5 mil empregos no mundo
A Volkswagen apresentou um prognóstico mais conservador do que o esperado para 2004 e anunciou que enxugará o seu quadro mundial em 5 mil funcionários neste ano, como parte de um plano para reduzir custos, em resposta à demanda fraca. Em uma entrevista coletiva, o executivo-chefe da VW, Bernd Pischetsrieder, informou que entre 2 mil e 2,5 mil postos serão reduzidos na Alemanha por morte, pedido de demissão do funcionário, estímulo à demissão voluntária ou antecipação de aposentadorias. Segundo Pischetsrieder, as reduções do quadro de funcionários não serão feitas por demissões ou fechamentos de fábricas. Ao fazer um diagnóstico dos dois primeiros meses do ano, o executivo afirmou que as vendas fracas tornarão o lucro do primeiro trimestre "desprezível". As vendas de carros da empresa caíram 6%, para 689 mil, nos dois primeiros meses do ano. Segundo o comunicado, o alvo principal da empresa será atingir um fluxo de caixa equilibrado em 2004. A Volkswagen planeja vender 5 milhões de carros em 2004, ante os 5,02 milhões vendidos em 2003, quando o lucro líqüido da empresa caiu 58% para 1,1 bilhão de euros (Estadão, 9 de março).

Volkswagen já reduziu força de trabalho no Brasil
O plano global de eliminação de 5.000 postos de trabalho da Volkswagen não surpreende os funcionários da matriz brasileira. Só no ano passado, a subsidiária negociou a saída de cerca de 3.900 funcionários das unidades de São Bernardo (ABC Paulista) e Taubaté (130 km de SP). Pelas regras do programa mundial de reestruturação do quadro de funcionários, as vagas dos empregados que se aposentarem ou saírem espontaneamente da montadora serão fechadas. Ou seja, não haverá reposição da mão-de-obra. "Faz 15 anos que a empresa adota esta prática no Brasil. A fábrica de São Bernardo, por exemplo, já chegou a ter 40 mil funcionários. Hoje, são apenas 13,5 mil empregados", disse o vice-presidente do comitê mundial de funcionários da Volks, Wagner Santana (Folha Online, 9 de março).

Montadoras aceleram lançamento de bicombustíveis
As montadoras estão acelerando o lançamento das versões bicombustíveis de seus automóveis --modelos que podem ser abastecidos tanto com gasolina, álcool ou a mistura dos dois. A pressa por ser explicada pelo sucesso de venda dos bicombustíveis. Em fevereiro, por exemplo, foram vendidos 84.018 automóveis movidos a álcool ou bicombustíveis. Desse total, 13% eram bicombustíveis e só 3% correspondiam a modelos que funcionam apenas com álcool. A Fiat lançará nesta quarta-feira a versão bicombustível do Siena. O primeiro modelo nacional a adotar tecnologia que possibilita a utilização de dois combustíveis foi o Gol Total Flex, lançado no primeiro semestre de 2003. Logo em seguinda, a Fiat apresentou o Palio e depois a General Motors mostrou a Montana. A Ford deverá ser a última das maiores montadoras instaladas no país a entrar neste mercado. O bicombustível da Ford será apresentado no segundo semestre, junto com o Novo Fiesta. Apesar do atraso, o presidente da Ford do Brasil e da América do Sul, Antonio Maciel Neto, disse que deixará seus concorrentes para trás. "Não temos pressa, pois nosso bicombustível será melhor. Os concorrentes pegaram o motor a álcool e fizeram adaptações para o bicombustível. O nosso modelo será totalmente novo." (Folha Online, 9 de março).

Rogelio Goldfarb assumirá a presidência da Anfavea
O diretor de Assuntos Corporativos da Ford Brasil, Rogelio Goldfarb, será o novo presidente da Anfavea, assumirá o lugar de Ricardo Carvalho, que encerrará o seu terceiro ano de mandato. A posse está marcada para 19 de abril. Entre os desafios que Goldfarb deverá enfrentar está o reaquecimento das vendas de veículos para o mercado interno. Nos dois primeiros anos de 2004, a indústria automotiva vendeu 212.210 veículos, uma queda de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado. "Foi uma queda muito forte. Se considerarmos as condições econômicas do mesmo bimestre de 2003, como juros e risco elevados, veremos que a situação de 2004 está ainda mais complicada", disse Goldfarb (Fabiana Futema, Folha Online, 9 de março).

Célio Galvão será porta-voz da Ford
Com a eleição de Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford do Brasil, para presidir Anfavea e Sinfavea, respectivamente, associação e sindicato nacional dos fabricantes de veículos automotores, no triênio 2004-2007 a companhia indicou o gerente de imprensa Célio Galvão para assumir a função de porta-voz. Galvão deve ocupar o novo cargo a partir de 20 de abril, dia seguinte ao da posse das novas diretorias da entidade e do sindicato. (Vicente Alessi Filho, AutoData, 9 de março).

Argentina deve produzir a segunda geração do Mégane
A segunda geração do Mégane será mesmo fabricada na Argentina. Confirmação virá ainda este mês. Escolha recairá sobre versão sedã. Ainda bem. Hatch tem desenho da parte traseira indicustivelmente estranho, para não dizer feio mesmo. Risco que a Renault decidiu evitar na América do Sul (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de março).

A boa safra não faz cair o preço do álcool na bomba
Plena safra de álcool e preços ao consumidor não abaixaram na mesma proporção em que desabaram para o produtor no campo. Toda vez é assim. Combustível vegetal sobe na entressafra e logo já custa mais nas bombas. Quando cai, num ano muito bom para plantações, distribuidoras de derivados de petróleo embolsam gran