
MARÇO 2004
EcoSport,
Fiesta e C3: novo recall
A Ford convoca 900 proprietários dos modelos Fiesta e EcoSport
fabricados no período de 9 a 18 de março para a substituição
do fluído do freio e das peças que tiveram contato com o
produto. Segundo a montadora, ocorreu uma contaminação acidental
do fluído, provavelmente com algum tipo de óleo, que pode
afetar a eficiência do sistema de freio. Os chassis envolvidos são
48181295 a 48190395 (Fiesta) e 48559949 a 48566813 (EcoSport). A Citroën
também faz recall de 79 modelos C3 equipados com barras de bagagem
do teto. A montadora constatou uma não conformidade do produto,
que pode ocasionar o desprendimento das bagagens. Nos dois casos, os proprietários
devem procurar as concessionárias das respectivas marcas. Os serviços
são gratuitos. Esse é o terceiro recall envolvendo modelos
recém-lançados. Na sexta-feira, a Volkswagen iniciou a convocação
de proprietários de 10.436 modelos Fox para a substituição
do sistema de fechamento do capô dianteiro, que corre risco de se
abrir com o veículo em movimento (Estadão, 31 de março).
Venda
de carros reage em março
O mercado de veículos apresentou recuperação em março,
mesmo com o repasse dos 3 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), que voltou a ser cobrado integralmente, depois
de sete meses. Até segunda-feira, foram vendidos 118.691 automóveis
e comerciais leves, segmento beneficiado pelo corte temporário
do imposto. Se a média diária de vendas for mantida até
hoje, o resultado final do mês pode ficar próximo a 130 mil
unidades, cerca de 30% acima das vendas em igual período do ano
passado, sem contar caminhões e ônibus. A média diária
de vendas em março está em 5,6 mil unidades, ante 4,8 mil
em igual mês do passado, que teve o feriado do carnaval. Em fevereiro
deste ano, que teve apenas 19 dias úteis, a média diária
foi de 5,1 mil unidades. No acumulado do primeiro trimestre, as vendas
medidas pelo número de emplacamentos nos órgão de
trânsito estão muito próximas. Em 2003, a soma é
de 315 mil veículos, ante 318,2 mil unidades registradas entre
o início de janeiro e o dia 29 (Estadão, 31 de março).
O
efeito safra retarda entrega de caminhões
A safra recorde de grãos estende efeitos benéficos para
a chamada indústria de material de transporte. A Scania, vice-lider
em caminhões pesados, só está aceitando encomenda
se a entrega for feita no segundo semestre. Até recentemente, a
montadora estava pedindo 10% a título de sinal para disciplinar
a demanda. "Nota-se perfeitamente que onde há o agronegócio
o mercado está aquecido. Em regiões sem a influência
do campo, a situação está mais calma", diz Renato
Mottin, presidente da Assobrasc, associação que congrega
as revendas Scania. Líder no mercado nacional de semi-reboques,
a Randon projeta em 2004 prosseguir a trajetória de crescimento
verificada em 2003. "O cenário macroeconômico aponta
para a manutenção dos fundamentos que nos propiciaram um
bom ano em 2003. Temos crescimento do setor primário - não
só grãos, mas mineração, madeira e celulose,
cana-de-açúcar e álcool -, que são setores
com influência no ramo de transporte e um progressivo acesso ao
mercado internacional", diz Astor Schmitt, diretor corporativo da
empresa. "O Brasil vai crescer entre 3% e 3,5%, apesar da turbulência
política, mas nos negócios da cadeia automobilística
todos estão trabalhando com um crescimento entre 5% e 10%. Há
um astral positivo embutido na cadeia", avalia Schmitt (Gazeta Mercantil,
31 de março).
EcoSport
tem consórcio diferenciado
A Ford lançou um plano de consórcio diferenciado do restante
de sua linha exclusivo para o EcoSport. O plano permite a compra de todas
as versões do utilitário esportivo em 12 ou 24 meses e garantia
de entrega da fábrica. Criado pelo consórcio da marca, o
plano oferece dois tipos de grupos: de 12 meses, com 24 participantes,
ou de 24 meses, com 48 consorciados, ambos com duas contemplações
mensais, sendo uma por sorteio e outra por lance. No plano, o EcoSport
XL 1.0 L Supercharger com ar-condicionado, por exemplo, que tem preço
de R$38.270, pode ser adquirido em 24 parcelas de R$1.851,10, ou 12 de
R$3.650,91. Já o novo EcoSport 2.0 L 4WD, com tração
nas quatro rodas, tem preço de R$63.590 e é oferecido em
24 parcelas de R$3.075,81, ou 12 de R$6.066,40. A taxa de administração
do plano exclusivo de consórcio do EcoSport é de 13% nos
grupos de 24 meses e 13,5% no plano de 12 meses. Além disso, não
há cobrança de fundo de reserva (Folha Online, 31 de março).
Lula,
na GM, defende ajuda a montadoras – 1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem a adoção
de incentivos especiais para a indústria automobilística
por considerar ser um setor de ponta da economia, gerador de tecnologia,
empregos e mão-de-obra qualificada. Para ele, é importante,
em momentos de crise no setor, que o governo tenha capacidade de sentar
com trabalhadores e empresários e encontrar soluções.
“Não fiz nada mais, nada menos que qualquer cidadão
de bom senso fez ao longo da história da indústria automobilística
desse País”, disse Lula durante visita à fábrica
da GM em São Caetano, no ABC Paulista. Na quinta-feira, A Receita
Federal anunciou nova redução do IPI, mas dessa vez sem
repasse ao consumidor pois é uma medida para compensar a elevação
da Cofins (Cleide Silva, Estadão, 30 de março).
Lula,
na GM, defende ajuda a montadoras – 2
A direção da GM aproveitou a visita de Lula – que
participou da entrega de 305 veículos adquiridos pela Polícia
Rodoviária Federal – para defender a alíquota única
de IPI para todos os carros e apoio especial aos modelos bicombustíveis.
Com isso, reforçou seu isolamento em relação às
demais empresas da Anfavea contrárias a essas medidas. Segundo
o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, a uniformização
do IPI evitaria a distorção do mercado com contingenciamento
do consumidor, via benefícios fiscal, para modelos com motor 1.0.
“Quem tem de escolher o veículo livremente é o consumidor
e não o sistema fiscal em vigor”. Hoje, carros de luxo têm
alíquota de 25%, médios de 15% e populares, responsáveis
por mais de 60% das vendas, de 9%. Na visão de outros fabricantes,
uma aproximação das alíquotas elevaria o preço
dos populares, pois dificilmente o nivelamento seria pelo índice
menor. (Cleide Silva, Estadão, 30 de março).
Faltam
pneus para caminhões e máquinas agrícolas
Scania e Volvo e a fabricante de máquinas agrícolas Case
New Holland (CNH) dizem estar sofrendo com a falta de pneus no mercado
interno. A CNH chegou a ter tratores sem pneus saindo da linha de produção,
por causa da falta do produto. De acordo com Paulo Butori, presidente
do Sindipeças, não está havendo falta de pneus no
mercado interno, mas sim uma transferência da produção
para os mercados de reposição e exportação,
que pagam mais pelo produto (Estadão, 30 de março).
Preço
do aço vai subir 9% em abril, diz Sindipeças
O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, disse ontem que o preço
do aço plano vai aumentar 9% a partir de 4 de abril. Segundo ele,
a CSN já alertou o sindicato por carta, mas outras empresas fornecedoras
do aço deverão seguir o exemplo nos próximos dias.
De acordo com Butori, o preço do aço subiu 12% em fevereiro,
o que resulta em alta acumulada de 21% neste ano. Em 2003, segundo Butori,
o aço aumentou 25% em relação a 2002. Segundo ele,
as montadoras e as fabricantes de autopeças não verificaram
a falta do produto no mercado. “Existe oforta desde que se pague
o preço que as siderúrgicas querem.” Na opinião
de Butori, o setor automotivo está sendo fortemente castigado pela
elevação dos preços das matérias-primas, em
particular dos produtos siderúrgicos, pó causa da forte
demanda no mercado internacional. Ele acrescentou que países como
a Índia estão pagando US$ 650 pela tonelada do aço
não-plano, enquanto no Brasil o mesmo produto é vendido
por US$ 480. Segundo o presidente do Sindipeças, a ironia dessa
situação é que as empresas do setor automotivo de
países como a Coréia do Sul estão ganhando mercado
de exportação fabricando veículos com o aço
brasileiro. Isto é, as montadoras nacionais têm de competir
nas exportações com outros países que utilizam a
matéria-prima nacional. “O ideal seria que o governo brasileiro
tivesse uma política de desenvolvimento de exportação
de produtos de maior valor agregado, e não apenas matéria-prima”
(Renata Stuani, Estadão, 30 de março).
Lula
na GM: álcool, IPI e bicombustível em pauta
Na visita à fábrica da GM em São Caetano, SP, o presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou o apoio
da indústria automobilística para incentivar o consumo do
álcool no País com a produção do automóvel
bicombustível. O vice-presidente da General Motors do Brasil, José
Carlos Pinheiro Neto, disse que a montadora está apoiando o programa
do álcool, ao dizer que toda sua linha terá produção
com modelos bicombustível. "Com os carros flexíveis,
o Brasil dispõe hoje do único programa alternativo de combustível
do mundo", destacou. Em seu discurso, o vice-presidente da GM voltou
a manifestar-se a favor de uma alíquota única de IPI para
todos os automóveis. "Somos a favor de uma alíquota
de IPI igual ao que já acontece em todos os países do primeiro
mundo. Isso evitaria distorções de mercado". Já
o presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC, José
Lopez Feijóo, defende a manutenção diferenciada do
IPI, com privilégio maior para o carro popular. "O Brasil
não tem grande consumo de carros de luxo, mas sim de popular. Portanto,
é preciso se concentrar em volumes de vendas que ofereçam
ganhos de escala". O vice-presidente da GM disse que a empresa não
falou com o governo em vantagem fiscal para os automóveis com motor
flexível. "Qualquer tipo de incentivo ao álcool é
importante, mas não necessariamente pela via fiscal" (Gazeta
Mercantil, 30 de março).
Montadoras
e fornecedores: caminho é sentar e conversar
A relação montadora-fornecedor está muito desgastada,
com as partes trabalhando com rentabilidade muito baixa - e até
sem rentabilidade. Prova disso são as empresas tier 2 e 3 que estão
quebrando ou já quebraram. A análise é da presidente
da Booz-Allen Hamilton do Brasil, Letícia Costa, durante sua apresentação
no seminário Compras Automotivas: Hora do Reacerto, promovido pela
Autodata Editora na segunda-feira, 29, em São Paulo. Segundo ela
os próximos dois a três anos ainda serão difíceis
para a indústria automotiva, mesmo sem grandes mudanças
na economia do País. Caso não haja acordos, entendimentos
de montadora com fornecedor, a relação tende a piorar ainda
mais, ficando insustentável: "As pressões de curto
prazo pressionarão os preços e isso será terrível
para o setor, já que a situação começa a melhorar
somente no médio prazo. A necessidade de sentar e conversar é
cada vez mais premente". Com um forte trabalho de parceria, afirmou
Letícia Costa, a redução de custo por veículo
pode chegar a US$ 700, como conseguiu a Toyota com seu modelo de produção,
auxiliada de perto por seus fornecedores: "É preciso parar
com a discussão de preço e focar o problema, ou seja, a
redução dos custos. Enquanto não se criar ações
para evitar desperdícios a montadora empurrará o problema
para o fornecedor e vice-versa. (AutoData, 30 de março).
O
pós-venda como fonte alternativa de receita
Uma verdade incontestável é que está cada vez mais
difícil ter rentabilidade — fazer dinheiro numa linguagem
mais direta — no processo de venda de automóveis. O fenômeno
mundial parece irreversível. Excesso de capacidade instalada, mercados
próximos da saturação, nível de desemprego,
concorrência feroz, multiplicação de modelos e segmentos,
regulamentações severas de segurança e ambientais,
novas tecnologias e insegurança política e econômica
são alguns motivos apontados em uníssono. No Brasil, à
exceção da saturação da qual ainda passamos
ao largo, ainda se acrescenta àquela longa lista a renda em queda,
os impostos de alta potência, a taxa de juros e até a violência
que beira o terrorismo branco nas grandes cidades. (Fernando Calmon, Alta
Roda, 30 de março). Leia mais.
Indústria
automobilística cresce três vezes mais que a economia
O Sindipeças, agora com nova estrutura administrativa, confia na
recuperação do mercado interno. Grande parte dos associados
depende, em mais de 55%, de vendas às fábricas de veículos.
Presidente da entidade, Paulo Butori, acredita em produção
total de 2 milhões de unidades este ano, apesar de criticar a política
econômica. Ainda assim, em 2003 a indústria automobilística
cresceria três vezes mais que a economia em termos nominais (Fernando
Calmon, Alta Roda, 30 de março).
Ecosport
de tração total pode chegar ao mercado canadense
Subiu a possibilidade do EcoSport 4WD de tração total ser
exportado para o Canadá, além do México. Modelo melhorou
em acabamento, tem motor potente a gasolina, opção de diesel
em desenvolvimento e pode aproveitar certa afinidade com consumidores
canadenses. Anne Stevens, executiva para América do Sul e os dois
países do Norte, parece que gostou da idéia. Em setembro
começam as vendas do novo Fiesta sedã, descontinuando atual
versão mexicana. Modelo de entrada da marca, evoluído do
Ka, ficou para 2007 (Fernando Calmon, Alta Roda, 30 de março).
Cai
IPI dos carros, para compensar Cofins
O
governo vai atender mais um pleito da indústria automobilística
e reduzirá o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos
carros com motor até 2 mil cilindradas. Desta vez a medida será
adotada para compensar o aumento da alíquota da Cofins e não
terá reflexos nos preços ao consumidor. Como o setor recolhe
a contribuição pelo sistema monofásico (para toda
a cadeia produtiva), alegava estar sendo punido com uma carga superior
à de outros. “Vamos fazer as alterações para
evitar impactos no preço final cobrado do consumidor”, disse
o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, que ainda estuda
os novos índices a serem aplicados. “É uma redução
pequena, apenas para equilibrar o sistema e manter a carga tributária
neutra”, afirmou. Segundo as montadoras, se o sistema atual de cobrança
fosse mantido, os custo de cada automóvel subiriam entre 2% a 3%,
além do impacto provocado pela alteração do tributo
a partir de fevereiro (Estadão, 26 de março).
Montadoras negociam compensação para a Cofins
As montadoras querem compensar o aumento da carga tributária do
setor provocado pela elevação da alíquota da Cofins
--que subiu de 3% para 7,6% em 1º de fevereiro. As medidas compensatórias
estão sendo negociadas entre representantes da Anfavea e o Ministério
da Fazenda. Segundo a Anfavea, o setor automotivo já recolhia a
Cofins pelo sistema monofásico, ou seja, apenas em uma etapa da
produção. Nesse sistema, o tributo era pago apenas pelas
montadoras e valia para todas as etapas da cadeia: da produção
à distribuição. Com a criação da nova
Cofins --que acabou com a cumulatividade-- e deixou de incidir sobre todas
as etapas da produção, as montadoras acabaram sendo prejudicadas
em relação a outros setores produtivos. A Folha Online apurou
que o governo deve acatar o pedido da Anfavea de criar compensações
para o aumento da carga tributária. No entanto, estas compensações
estão condicionadas a um compromisso do setor automotivo de não
elevar preços nem cortar funcionários. Foram estas as condições
impostas pelo governo para prorrogar o acordo do IPI menor do carro zero,
que deveria acabar em novembro e foi prorrogado até fevereiro deste
ano (Folha Online, 25 de março).
Setor
deverá ter o melhor março desde 2001
As boas vendas de veículos registradas até a semana passada
apontam para um recorde de vendas no mercado interno. Mesmo fazendo uma
previsão conservadora o setor deverá registrar o melhor
março desde 2001. Com exceção de dezembro (quando
as principais montadoras desovaram estoque na tentativa de fechar o ano
na liderança) março deverá ser também o melhor
mês em volume de vendas desde outubro de 2002. A média diária
de vendas foi de 6.190 unidades nos 14 primeiros dias úteis do
mês. Nesse ritmo, as vendas devem fechar março com 142 mil
unidades comercializadas. No acumulado do trimestre as vendas de veículos
automotores devem apresentar um crescimento de 7%, justamente o crescimento
previsto pela Anfavea no ano. No acumulado das primeiras semanas de março
mais janeiro e fevereiro a Volks se solidifica na liderança (24,4%)
e a Fiat cai (20,7%) (Joel Leite, Diário do Grande ABC, 25 de março).
Gol
perde participação com a chegada do Fox
Às vésperas da chegada da segunda versão do Fox –
o quatro portas, que será apresentado à imprensa dia 1º
de abril – o balanço dos primeiros meses de venda mostra
que, ao contrário do que a empresa propaga, a versão duas
portas prejudicou as vendas do Gol. A participação do Gol
nas vendas de carros de passeio da montadora caiu de 78,9% para 68,5%
de agosto do ano passado (antes da chegada do Fox) a fevereiro deste ano.
As vendas do Polo, por sua vez, permaneceram inalteradas. O Polo deverá
absorver parte da canibalização provocada pelo Fox a partir
do mês que vem, quando chega a versão quatro portas, mais
cara e, portanto, com preço mais próximo do Polo. Depois
da chegada do Fox, o Gol não alcançou mais a participação
que tinha, ao redor de 80% e nos meses seguintes manteve-se sempre na
mesma faixa de 70%. (Diário do Grande ABC, 25 de março).
BR
Distribuidora lança programa de fidelização
A BR Distribuidora lançou a Central Avançada de Inspeção
e Serviços (Cais). É uma garagem compartilhada, onde as
transportadoras vinculadas podem usufruir de diversos benefícios.
A utilização é gratuita e só exige a fidelidade
no abastecimento. Entre os benefícios, estão o abastecimento
automatizado, segurança 24h, área de apoio aos motoristas
e até escritórios para as transportadoras. Os investimentos
no serviço chegam a R$ 15 milhões, que podem atingir R$
50 milhões em dois anos. Há cinco ‘Cais’ já
funcionando: Cubatão (SP), Suape (PE), Niquelândia (TO),
São José dos Campos (SP) e Uberaba (MG). O objetivo é
construir mais 40 até 2006. Além do Cais, a BR Distribuidora
tem outro programa que visa fidelização dos frotistas. Atende
mais de 1,3 mil frotas em empresas privadas, entidades de classe e empresas
públicas – o equivalente a mais de 50 mil veículos.
O programa oferece economia de escala no consumo de combustível,
que chega a 30% com a flexibilização das formas de pagamento
dos clientes. A Petrobras já investiu cerca de R$ 40 milhões
e a projeção é chegar aos R$ 200 milhões até
2006. Chamado de CTF (Controle Total da Frota), o sistema evita os desvios
de combustível e todos os dados do consumo da frota são
armazenados e analisados com objetivo de reduzir custos (Gazeta Mercantil,
25 de março).
As
montadoras pedem ajuda – 1
Ninguém
pode negar à indústria automobilística o direito
de pedir regime especial para enfrentar situações de emergência.
O que não dá é que, após o fim de um regime
de emergência, seja adotado imediatamente outro, depois outros e
assim indefinidamente, sem que o setor assuma sozinho os riscos que se
propôs a correr quando tomou as decisões que tomou nos últimos
dez anos. No mundo, a indústria automobilística amarga uma
ociosidade de aproximadamente 18 milhões de veículos, ou
de 24% de sua capacidade de produção. Este é um mercado
que cresce apenas vegetativamente, não mais que 2,5% ao ano. É
um dos setores mais pressionados, porque o automóvel polui o meio
ambiente e atravanca as cidades. Apesar disso, segue sendo objeto de desejo
do consumidor (Celso Ming, Estadão, 25 de março).
As
montadoras pedem ajuda – 2
São raras as oportunidades de expansão do mercado de veículos
ao redor do mundo. Em meados da década de 90, as mais importantes
montadoras do mundo acompanhadas de indústrias de autopeças
investiram pesadamente no Brasil. Despejaram aqui nada menos que US$ 27
bilhões. E isso foi uma fração das inversões
totais porque a guerra fiscal entre Estados, colocada em marcha para atrair
esses investimentos, proporcionou ao setor um enorme leilão de
facilidades, créditos favorecidos, serviços de infra-estrutura
e renúncias fiscais. Hoje, a indústria brasileira de veículos
é a 12ª do mundo, abrange 26 montadoras, vende 19 marcas,
administra 49 fábricas, fatura cerda de US$ 20 bilhões por
ano e proporciona 95 mil empregos diretos e cerca de 400 mil indiretos.
A decisão de investir nessas proporções pareceu correta
a uma análise caso a caso. Mas, vista coletivamente, foi um erro,
porque produziu uma capacidade ociosa em torno de 38%. O setor pode hoje
produzir no Brasil 3,2 milhões de veículos, mas não
consegue vender internamente mais do que 1,5 milhão. As exportações
de veículos, motores, autopeças e conjuntos atingiram no
ano passado US$ 5,5 bilhões. As vendas internas mais as exportações
ocupam hoje cerca de 62% da capacidade instalada (Celso Ming, Estadão,
25 de março).
As
montadoras pedem ajuda – 3
Em conseqüência disso, há anos o setor não sai
do vermelho. De qualquer maneira, este risco inerente a qualquer negócio.
No ano passado, a título de plano de emergência, as montadoras
foram beneficiadas pela redução de IPI para ajudar a empurrar
as vendas. Como sempre acontece nessas ocasiões, essa facilidade
acabou servindo mais para antecipar as compras do consumidor do que para
aumentar o mercado interno. Esgotado o prazo do favor fiscal, as montadoras
querem repeteco. Querem, outra vez, redução de impostos
mais desvalorização cambial e alguma providência que
seja capaz de neutralizar a esticada internacional dos preços das
matérias-primas, que vai onerando os custos de produção.
No entanto, a carga fiscal, os juros altos e esse câmbio aí
são como chuva em tempo das águas, que cai mais ou menos
homogeneamente sobre todos, e não apenas sobre a indústria
de veículos. Por que então apenas ela tem de receber essas
atenções? Por que emprega muita gente? Ora, a indústria
da construção civil emprega muito mais e também está
no sufoco; as pequenas e médias empresas garantem o ganha-pão
de pelo menos 6 milhões de pessoas no Brasil. Se fosse por esse
critério, os recursos públicos escassos deveriam atender
a outras prioridades (Celso Ming, Estadão, 25 de março).
Mercado
encolhe, montadoras se insurgem – 1
A
indústria automobilística dispara pesada artilharia contra
a política tributária e cambial do governo Lula, a alta
taxa de juros, falta de infra-estrutura portuária e a não
ingerência em casos de aumentos abusivos de preços de matérias-primas.
Esses fatores, na visão de executivos do setor, deixam o mercado
interno empacado na casa de 1,5 milhão de veículos ao ano.
As exportações, vistas como tábua de salvação
para a ociosidade que passa de 40% nas montadoras, também correm
o risco de perder fôlego pela falta de competitividade externa.
As críticas foram feitas ontem, quatro dias depois de o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva ter manifestado disposição
em discutir um novo acordo para aumentar vendas do setor. A General Motors,
segunda maior exportadora de carros do País, não conseguiu
nenhum contrato nos últimos quatro meses e já teme não
cumprir a previsão de exportar cerca de US$ 1,3 bilhão neste
ano. Estamos perdendo o mercado principalmente para os asiáticos,
como a Coréia, que também produz carros pequenos”,
diz o novo presidente da GM, Ray Young (Cleide Silva, Estadão,
24 de março).
Mercado
encolhe, montadoras se insurgem – 2
No País há apenas dois meses, o executivo, filho de chineses
e nascido no Canadá, já engrossou o coro de reclamações
contra impostos, volatilidade do câmbio e problemas nos portos,
como greves e falta de infra-estrutura para embarques. Também reforçou
a necessidade de redução dos juros. A estagnação
no mercado interno, segundo os executivos, impede também ganho
de escala, reduzindo a capacidade de competição com países
que recebem subsídios, como a Coréia. “Os coreanos
conseguem colocar produtos no Chile, por exemplo, com preços de
frete menores que os brasileiros”, diz Young (Cleide Silva, Estadão,
24 de março).
Mercado
encolhe, montadoras se insurgem – 3
O presidente da Ford América do Sul, Antonio Maciel Neto, confirma
a perda de competitividade. Segundo ele, a Ford está conseguindo
novos contratos por causa de lançamentos de sucesso, como o EcoSport,
mas modelos tradicionais, como o Ka, perderam espaço para os nossos
asiáticos. “O México, nosso maior cliente, está
sob forte ataque dos coreanos.” Os preços dos carros exportados
para aquele país subiram 13% nos últimos meses com a desvalorização
do peso e o aumento de insumos. Só o aço subiu cerca de
15% em janeiro e a ação das siderúrgicas, que ele
considerava um cartel, não é atacada pelo governo. Embora
defenda o esforço do governo Lula em manter a inflação
sob controle, Maciel reclama da indisponibilidade de financiamentos de
longo prazo e da elevada carga tributária. Ele tem dito que o aumento
da Cofins, por exemplo, foi a maior paulada fiscal dos seus 24 anos no
setor industrial. Para Leonardo Soloaga, gerente de Exportações
da Volkswagen, maior exportadora do setor, o custo dos insumos, o câmbio
e os impostos sobre a cadeia produtiva atrapalham os negócios.
Mas a empresa busca alternativas em países antes abastecidos pela
Europa, prejudicados pela alta do euro. Nesta semana, iniciou embarques
de Gol e Polo para o Marrocos (Cleide Silva, Estadão, 24 de março).
GM
é contra acordo apenas para carro popular
A General Motors não vai apoiar um acordo automotivo que privilegie
apenas o carro popular. Para a montadora, qualquer política tributária
deve incluir também veículos maiores, que dão mais
lucros para as operações. “Não se pode fazer
dinheiro com carro popular; produzi-los é quase um hobby”,
diz o novo presidente da empresa, Ray Young, que assumiu o cargo em janeiro.
A empresa também é contra medidas de longo prazo que possam
engessar o mercado. Para o executivo, são necessárias medidas
flexíveis, como na Coréia, onde o mercado automobilístico
vem crescendo ano a ano, assim como as exportações. Homem
de finanças, Young está preocupado com o congelamento de
novos investimentos no País caso o mercado se mantenha estagnado
e a empresa não saia de uma situação de prejuízos
de cinco anos seguidos. “Precisamos ganhar dinheiro, do contrário
a matriz vai escolher outros mercados em crescimento.” Segundo ele,
a indústria brasileira compete contra a Ásia, para onde
as grandes empresas estão voltando suas atenções
a novos projetos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC, José Lopez Feijóo – que defende incentivos para
carros populares por acreditar na maior capacidade de geração
de empregos – afirmou que o consumidor de carro grande não
precisa de incentivo. Ontem, o vice-presidente da GM, José Carlos
Pinheiro Neto, rebateu: “Quem precisa do incentivo é o operário,
que também fabrica carros grandes” (Cleide Silva, Estadão,
24 de março).
Redução
de impostos para carro flexível provoca racha na Anfavea
O carro flexível provocou um “racha” entre a GM e as
demais montadoras na Associação Nacional dos Fabricantes
de Veículos Automotores (Anfavea). A GM defende a redução
de impostos para esses modelos como forma de incentivar o uso do álcool
e a tecnologia nacional. A Anfavea é contra. “O programa
do álcool é o único programa de combustível
alternativo sério no mundo, e desprezá-lo fere a cidadania
brasileira”, afirma o vice-presidente da GM, José Carlos
Pinheiro Neto (Estadão, 24 de março).
Vendas
crescem mesmo após a retirada do incentivo do IPI - 1
O
mercado de veículos apresentou desempenho positivo na primeira
quinzena deste mês. Mesmo sem o incentivo do IPI reduzido - subsídio
que terminou em 28 de fevereiro - as vendas de automóveis cresceram
32,51% em relação a igual período de fevereiro, segundo
dados divulgados ontem pela Fenabrave, com base no total de emplacamentos
realizados no País. Os veículos comerciais tiveram suas
vendas elevadas em 45,83%, de 7.500 unidades nos primeiros quinze dias
de fevereiro para 10.937 em igual período deste mês. Já
o mercado de caminhões aumentou suas vendas em 36,87%, em relação
à primeira quinzena de fevereiro. O volume subiu de 2.840 unidades
para 3.887 unidades. Segundo Antonio Roberto Cortes, vice-presidente mundial
da Volkswagen Caminhões e Ônibus, o primeiro bimestre de
2004 foi o melhor dos últimos 18 anos para a indústria de
caminhões, que vendeu 10.027 unidades no País. O bom resultado
foi puxado principalmente pelo desempenho positivo do setor agrícola.
No primeiro bimestre de 1986 as vendas de caminhões atingiram 10.876
unidades. Para a Volkswagen, o primeiro bimestre do ano foi o melhor de
toda a história da empresa, com vendas de 3.434 unidades de veículos.
Em igual período de 2003, o volume foi de 3.275 unidades (Sonia
Moraes, Gazeta Mercantil, 23 de março).
Vendas
crescem mesmo após a retirada do incentivo do IPI - 2
O segmento de ônibus também registrou resultado positivo
na primeira quinzena deste mês, com 925 unidades emplacadas, uma
alta de 65,47% em relação a igual período de fevereiro.
O executivo da Volkswagen creditou a retomada nas vendas de ônibus
à renovação da frota que vem sendo realizada pelas
empresas de transportes. Na comparação entre as primeiras
quinzenas do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de
2003, o segmento de caminhões lidera o ranking de crescimento com
53,36%. O volume de vendas subiu de 6.227 unidades para 9.550 unidades.
O setor de ônibus cresceu 21,26%, ao elevar as vendas de vendas
de 1.566 unidades nas primeiras quinzenas de 2003, para 1.899 no período
deste ano. Na mesma comparação as vendas de automóveis
cresceram 14,76%, de 129.450 unidades para 148.558. Já os comerciais
leves aumentaram as vendas em 10,13%, de 23.247 unidades para 25.603 unidades
(Sonia Moraes, Gazeta Mercantil, 23 de março).
Ford
estuda fabricar no Grande ABC um novo carro popular
A Ford estuda a fabricação de um novo modelo de carro compacto
na fábrica de São Bernardo, para reforçar sua atuação
no mercado de veículos populares, com preço abaixo de R$
20 mil. O projeto ainda depende da aprovação de um plano
de negócios por parte da matriz mundial, nos Estados Unidos, decisão
por enquanto sem prazo para ocorrer. O problema é o equacionamento
de questões como custos, volume e preços competitivos para
que a companhia tenha condições de ter um produto com boas
condições de brigar de igual para igual no Brasil com os
modelos de suas principais concorrentes na categoria - Fiat Uno, GM Celta
e VW Gol Special. Em recente visita ao Brasil, a vice-presidente do grupo
Ford Corporation para América Latina e Canadá, Anne Stevens,
confirmou que a companhia estuda as alternativas em relação
a um projeto para a planta de São Bernardo, mas que ainda não
havia um plano de negócios viável. Segundo o coordenador
do comitê sindical na fábrica, Rafael Marques Júnior,
na última reunião com a direção da montadora,
com a participação da representante da companhia mundial,
houve a confirmação de que a empresa precisa de um carro
nesse segmento (Diário do Grande ABC, 23 de março).
Grupo
Ruas agrega 30 biarticulados à maior frota paulistana
Trinta ônibus biarticulados, com duas sanfonas, portas de ambos
os lados, capacidade para transportar 400 pessoas, foram encomendados
pelo grupo Ruas, que controla uma frota de 4 mil ônibus em São
Paulo. Os biarticulados, de 26 metros de comprimento, custam cada em torno
de R$ 800 mil. O negócio, no total, somará cerca de R$ 25
milhões, 90% financiados em programa especial com recursos do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O chassi
do biarticulado é fabricado pela Volvo, de Curitiba (PR), que estréia
o fornecimento do modelo B12M, com motor, de 12 litros, tem torque 30%
superior à versão anterior, o B10M. A carroceria será
fornecida pela Induscar/Caio, de Botucatu (SP), que nesse momento prepara
o protótipo. A Induscar opera desde 2001, quando o grupo Ruas arrendou
a massa falida e a marca Caio (Gazeta Mercantil, 23 de março).
Luc
sai e Luso assume direção da Caoa/Hyundai
Luc
de Ferran, ex-engenheiro-chefe da Ford e conhecedor de inúmeros
segredos da companhia, foi contratado pelo empresário Carlos Alberto
de Oliveira Andrade na primeira quinzena de dezembro de 2003 para comandar
o projeto de instalação de uma fábrica que produzirá
veículos da coreana Hyundai no Brasil. Acontece que três
meses se passaram e o "casamento" de Luc e Andrade chegou ao
fim. A posição tanto de Luc como do empresário é
que o projeto industrial havia sido concluído e por isso o trabalho
tinha chegado ao fim. "Fiz o projeto básico para a Hyundai-Caoa.
Foram alguns meses de trabalho. Agora, estou me dedicando a outras tarefas,
inclusive vários projetos para a Ford", disse o engenheiro.
A Caoa - empresa de Andrade - por meio de sua assessoria de imprensa confirma
que o plano inicial era contar com a participação do engenheiro
por mais tempo, se não houvesse um impedimento contratual por parte
da Ford Motor Company. A montadora não quis comentar o assunto.
A modalidade de "quarentena" é usual nos contratos entre
grandes empresas e seus executivos mais influentes. O motivo é
preservar segredos industriais. Tanto para a montadora como para Andrade,
o assunto é delicado. Fácil de entender: ele controla a
maior rede Ford, a Caoa, dona de 15 concessionárias da bandeira,
com uma participação de 10% no total das vendas da marca.
A Caoa/Hyundai, porém, já contratou um novo diretor industrial,
desta vez originário da marca Mercedes-Benz. Trata-se do engenheiro
Luso Ventura, atual presidente da SAE Brasil (Renato Acciarto, Gazeta
Mercantil, 22 de março).
Clone
uruguaio do Niva quer conquistar o país
De olho nos consumidores apaixonados por jipes 4X4, uma empresa importadora
brasileira começa a vender no país, a partir de abril, um
verdadeiro "clone" do Lada Niva, sucesso nos anos 90 e que conquistou
uma legião de fãs devido a sua robustez e mecânica
simples. A novidade é o Diva, um veículo produzido pela
montadora uruguaia Bognor em regime CKD: as peças maiores –
fornecidas pela AutoVaz, fabricante do Niva na Rússia – chegam
desmontadas ao Uruguai. Por fora e por dentro, já que o Diva herdou
do Niva a carroceria, painel, câmbio e sistema de tração,
um é a cara do outro. Inclusive, como o "primo" russo,
o Diva é bastante rústico, não trazendo nem direção
hidráulica de série. Mas o jipe uruguaio tem duas particularidades.
Sob o capô, traz um motor Peugeot 1.9 diesel aspirado de 72 cv,
além do estepe estar do lado de fora, no porta-malas. No Niva,
o estepe fica dentro. Segundo Sílvio Lourenço, gerente da
Diva do Brasil, empresa importadora do veículo, para que o jipe
pudesse ser importado para o país, 40% dos componentes precisaram
ser de países do Mercosul. Por conta disso, os pneus e tinta são
brasileiros, os bancos e radiador são uruguaios e os vidros e a
parte elétrica são da Argentina. Já propulsor DW8/Peugeot
é francês e foi desenvolvido e adaptado especialmente para
o jipe. Apesar da Diva do Brasil anunciar que começará a
importar o modelo uruguaio no próximo mês, a empresa ainda
está em fase de estruturação no país. Até
a semana passada, o importador não tinha credenciado nenhum revendedor
ou oficina autorizada. A primeira loja, de acordo com Lourenço,
será aberta em São Paulo e a ampliação da
rede, inclusive no Paraná, só deve ocorrer no segundo semestre
deste ano. Quanto a reposição de peças, um dos maiores
temores dos consumidores em relação às marcas menores,
a Diva do Brasil garante que irá manter um bom estoque no país.
A importação dos componentes já foi iniciada, mas
os primeiros contêineres ainda não chegaram (Gazeta do Povo,
22 de março).
Fiat
investe em sofisticação com preços competitivos
A Fiat continua investindo em sofisticar seus modelos compactos e ao mesmo
tempo manter preços bastante competitivos. Novo Siena, reestilizado
pelo italiano Giugiaro, passa sensação intencional de carro
maior, sendo o mais harmônico da família Palio. Agora pode
vir equipado até com sensores de estacionamento no pára-choque
entre equipamentos inéditos no segmento. Já na Weekend o
estilista exagerou no tamanho das lanternas traseiras. Parecem enxertadas
(Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).
Os
novos avanços da versão Adventure da Weekend
A versão Adventure da station Weekend apresenta soluções
menos discutíveis. Além de eliminar o feio e perigoso quebra-mato,
há integração entre estilo da dianteira e da traseira,
disfarçando o deslize cometido. Motor flex 1.800 finalmente chegou
para Palio/Siena/Weekend. É melhor opção para a Adventure
que, por seu peso maior, sofre um pouco com motor de 1.240 cm³. Fiat
estima que 50% dos compradores vão escolher a Adventure, a partir
de R$ 41 mil (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).
Mercado
de monovolumes ganha a sofisticação do C8
O mercado de monovolumes importados de gama alta (R$ 135 mil) recebe concorrente
de peso. Bem-equipado, Citroën C8 pode levar até oito passageiros
(no Brasil, sete). Exibe generoso espaço interno, arranjo flexível
de bancos, 60 porta-objetos e até vidros com fechamento automático
se chover. Motor de quatro cilindros, sofre para deslocar mais de 1.600
kg do veículo, mesmo vazio. Deve-se utilizar, sem parcimônia,
recurso seqüencial do câmbio automático de série
(Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).
Fórmulas
generosas para acomodar na liderança
Depois de Peugeot, Citroën, Chevrolet, Fiat e Toyota anunciarem números
mágicos para algum tipo de liderança alcançada por
um determinado modelo, a Volkswagen também entrou na onda. Também
sem cerimônia aponta o Fox como “líder dos compactos,
de duas portas, com preço superior a R$ 20 mil”. O carro
até está indo bem (quatro-portas chega em abril), mas três
condicionantes para um resultado é demais. Celta foi recordista
com cinco condicionantes (Fernando Calmon, Alta Roda, 22 de março).
Exportações
ajudam autopeças a vender 10% mais
Empresários
do setor de autopeças estão estimando que o crescimento
nas vendas de seus produtos em 2004 deverá alcançar a 10%
no primeiro trimestre do ano, contra igual período do ano passado,
sendo que mais de 90% deste crescimento se devem as exportações
de componentes para mais de 100 países do mundo, entre os quais
os mais desenvolvidos como os europeus e os Estados Unidos. O mercado
interno praticamente mantém o mesmo comportamento de compras do
ano passado, confirmam os empresários, mas as exportações
estão se ampliando e isto significa ganhos em dólares e
também o surgimento de novos mercados, porque os preços
dos componentes brasileiros são mais baratos em relação
aos fabricados em outros países, principalmente desenvolvidos.
Grandes montadoras americanas adquirem no Brasil boa parte de autopeças
para seus veículos e até partes de automóveis, inteiramente
montadas aqui. Como a indústria tem condições de
alimentar uma produção local de quase dois milhões
de veículos anuais, há espaço para se manter um bom
volume de exportações e ainda sustentar o mercado interno
de forma normal. As indústrias de autopeças brasileiras
têm ganho nos países desenvolvidos uma atração
extra com os seus produtos sendo considerados de alta qualidade, e até
sendo premiados, como ocorreu com autopeças da Arteb que a Toyota
utiliza, e que ganhou no Japão um prêmio de qualidade, entre
os vários fabricantes locais (Milton Rocha Filho, Estadão,
19 de março).
Banco
VW oferece financiamento do veículo e também do seguro
O Banco Volkswagen oferece, desde 2002 e em todo o País, o financiamento
do seguro embutido no mesmo contrato do financiamento do veículo
automóveis e caminhões). Essa vantagem, além de prática,
possibilita uma cobertura anual ou plurianual do seguro, conforme a necessidade
do cliente. Esse diferencial de mercado foi conseguido devido à
integração da VVD Corretora de Seguros -- empresa com 50
anos de experiência mundial -- ao Grupo Volkswagen, no Brasil, em
2001. Atualmente, o Banco Volkswagen financia o seguro e o veículo
em até 36 meses. Há, ainda, a possibilidade de financiar
apenas o seguro. Nesse caso, em planos de até 24 prestações
(Folha Online, 19 de março).
Fiat
mostra linha de veículos para deficientes físicos
Os novos Palio Weekend e Siena, lançados esta semana, e o novo
Palio, especialmente preparados para os portadores de necessidades especiais,
serão as grandes estrelas da Fiat na III Feira Internacional de
Tecnologias em Reabilitação e Inclusão, a Reatech
2004. O evento acontecerá entre os dias 25 e 28 de março
no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
Os modelos estarão expostos no estande da marca, todos equipados
com freio e acelerador manuais e embreagem automática. O visitante
da Reatech 2004 também encontrará todas as informações
sobre o programa Autonomy da Fiat, que, além de agilizar a venda
de veículos, também oferece uma série de serviços
aos deficientes físicos. Na parte externa do pavilhão de
exposições, onde a montadora colocará à disposição
do público três carros para test drive. Um doblò,
preparado pela Cavenaghi, traz um equipamento que está sendo apresentado
ao público pela primeira vez na Reatech: um elevador portátil
chamado Mult-Lift, que transfere o portador de deficiência da cadeira
de rodas para o interior do veículo. O programa da marca italiana
foi criado em 1996 para facilitar o acesso dos portadores de deficiência
a um carro adequado às suas necessidades. São 101 concessionárias
preparadas para atender esse público, com benefícios que
vão desde instalações adequadas (com rampas e banheiros
específicos, por exemplo) a funcionários treinados. Nas
concessionárias Autonomy, além de se informar sobre as isenções
fiscais a que tem direito na compra do veículo, o portador de deficiência
encontra a indicação de despachantes especializados no assunto.
Os participantes ainda contam com um número exclusivo para tirar
dúvidas e dar sugestões: 0800 7018010. (Folha Online, 19
de março).
Fiat
anuncia investimento de R$ 3,3 bi até 2006
O superintendente mundial do Grupo Fiat, Giuseppe Morchio, confirmou nesta
quinta investimentos de R$ 3,3 bilhões para a empresa no Brasil
no período 2003/2006, dinheiro que será gasto principalmente
em novos produtos para ampliar a linha de automóveis da marca.
A renovação da linha Palio está incluída nesse
montante a ser investido. A empresa de origem italiana trabalha agora
na adaptação do Idea, automóvel monovolume recém-lançado
na Europa e que começará a ser fabricado em Betim (MG) no
fim de 2005. Essa é a primeira visita de Morchio ao Brasil desde
que assumiu o comando da holding mundial de empresas Fiat, em fevereiro
de 2003. Nesta sexta ele acompanhará o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva em visita à fábrica de automóveis.
A montadora aproveitará a cerimônia para lançar projetos
sociais em áreas carentes do Estado. O executivo, responsável
pelo plano de relançamento da Fiat, que passa por grave crise na
Europa, disse ainda que o Brasil continua na lista de prioridades do grupo.
O mercado brasileiro é o maior para a Fiat fora da Europa. O programa
de reestruturação prevê o fechamento de 12 fábricas
no mundo, das quais quatro já deixaram de operar e outras quatro
estão em processo de suspensão de atividades. ‘‘Não
posso informar ainda quais são as quatro restantes, mas nenhuma
é no Brasil’’, disse. (Diário do Grande ABC,
19 de março).
Custos
pressionam o segmento de autopeças - 1
A indústria brasileira de autopeças registra nos últimos
anos uma dificuldade crescente de repassar aumentos de custos no fornecimento
de itens para os fabricantes de veículos, de acordo com levantamento
do Sindipeças. Os dados do sindicato indicaram que em 2003 houve
uma defasagem (diferença entre repasse de preço e custo
total) de -21,36%. Em 2002, a defasagem foi -17,74% e em 2002, -7,18%.
“Quem fornece 100% para as montadoras está com um problema
seríssimo”, afirmou o presidente do Sindipeças, Paulo
Butori. Isso porque a absorção dessa diferença significa
o achatamento das margens de lucro. Além de dificuldades de repasse,
o dirigente acrescenta que as despesas com a aquisição de
matérias-primas, que representavam 49,79% da fatia dos custos totais
do segmento em 2000, passaram a 58,23% do total no ano passado. Um dos
fatores foi a disparada de preços de commodities como o aço
no mercado interno, segundo ele. Um levantamento da Anfavea apontou que
nos últimos 24 meses esse insumo teve elevação de
75% no país. Butori considera que uma das razões dessa grande
alta é que o mercado internacional se tornou muito comprador. “A
China cresceu (em aquisições de aço) um Brasil por
ano nos últimos cinco anos”, afirmou, explicando que a produção
brasileira de aço, de 30 mil toneladas anuais, corresponde às
compras chinesas. Mas o setor tem expectativa de recuperar rentabilidade
das vendas neste ano, passando a 1% de rendimento ante -1% em 2003, mesma
variação negativa de 2002 (Diário do Grande ABC,
19 de março).
Custos
pressionam o segmento de autopeças - 2
O Sindipeças estima para 2004 o crescimento de 14,5% no faturamento
nominal dessa indústria, que passaria de US$ 12,4 bilhões
em 2003 para US$ 14,2 bilhões neste ano. O ano passado registrou
a expansão de 12,4%. Uma importante contribuição
viria do crescimento de 9,4% na produção do setor automobilístico
no país (2 milhões de unidades em 2004) estimado pelo sindicato
para este ano. Outra viria das exportações (excluindo veículos),
que podem somar US$ 5,3 bilhões – alta de 11% – e gerar
o saldo comercial positivo de US$ 700 milhões na balança
setorial. Mas empresas de autopeças devem manter em 2004 a mesma
composição de vendas de 2003, em grande parte (56%) formada
por montadoras, seguida por exportação (22%), varejo de
reposição (16%) e vendas intersetoriais (6%). Com produção
e vendas mais elevadas, a expectativa é reduzir a ociosidade média
da capacidade das fábricas de 36% em 2003 para 34% neste ano. Reeleito
em março para mais um mandato (de três anos) à frente
do Sindipeças, Paulo Butori afirmou que tem um projeto de gestão
apoiado em três pilares: estímulo ao crescimento do mercado
doméstico de forma sustentável, com planos como o de renovação
da frota; exportações, com foco em questões como
venda de veículos compactos e do segmento de pesados, assinatura
de acordos bilaterais e conquista de fatia de mercados de reposição
em países que importam carros fabricados no Brasil; e esforço
para acelerar a retirada de barreiras à competitividade (Diário
do Grande ABC, 19 de março).
Mercado
de luxo encolhe, mas é atrativo
O mercado de carros de luxo no Brasil encolheu quase dois terços
em cinco anos. Em 1999, o segmento vendeu 18.140 unidades, volume que
neste ano não deve passar de 6,2 mil, o equivalente a 0,4% das
vendas totais de automóveis e comerciais leves previstas para até
dezembro. Apesar de nanico, esse mercado agrega imagem às marcas,
além de lucros razoáveis. Por isso continua atraindo investimentos
das montadoras na importação de modelos a que poucos consumidores
terão acesso. A Citroën lançou ontem, em São
Paulo, a van C8, importada da França, que será vendida por
R$ 135 mil. A previsão é trazer 300 unidades ao ano. "O
volume é pequeno, mas a vantagem é que agrega imagem à
marca", diz o presidente da empresa, Sérgio Habib. Foram agendados
para este ano pelo menos 18 lançamentos nessa categoria, alguns
de versões novas e outras reestilizadas (Cleide Silva, Estadão,
17 de março).
Motores
bi combustível já representam 13 % das vendas
Com o lançamento da linha Fiat 2005, mais cinco carros com motor
bi combustível amplia para 22 ofertas desse tipo de tecnologia
existente no mercado (veja relação). A tendência é
irreversível e não há dúvidas de que é
uma ótima opção para o consumidor que, a rigor, tem
na mão um carro a álcool, e um carro a gasolina. Usado em
apenas 22 (8%) dos 278 carros nacionais oferecidos no mercado interno,
o motor flex full já representa 13% das vendas no Brasil. No bimestre
já foram vendidas 28.469 unidades de carros com motor flex full
e apenas 6.044 de álcool. Somente três montadoras possuem
a tecnologia, mas todas as outras afirmam estar desenvolvendo tal sistema.
Isso significa que em breve teremos um aumento muito grande de ofertas.
Dentro de dias a GM começa a vender o primeiro carro médio
com motor bi combustível, a minivan Zafira, equipada com motor
2.0 a álcool e gasolina. A nova perua Palio, lançada na
semana passada, é o segundo carro nacional a oferecer somente a
opção flex. O primeiro foi a Meriva, da GM. A VW, pioneira
com o Gol, já oferece o sistema no Fox e na Saveiro, totalizando
dez diferentes versões com motor bi combustível. Agora a
marca se prepara para colocar no mercado a versão quatro portas
do Fox com mais três opções de motor híbrido.
Hoje, 31% das vendas da empresa são com esse tipo de motor. Sozinha,
a marca vende 55% dos carros com o sistema de dupla queima no mercado
brasileiro, a GM 28% e a Fiat 5% das vendas (Joel Leite, Agência
AutoInforme, 17 de março).
Volks
Caminhões quer trabalhar até aos sábados
Embalada pelo melhor bimestre desde o início de suas operações,
a Volkswagen Veículos Comerciais, responsável pela produção
de caminhões e ônibus da marca, pretende estender a semana
de trabalho na fábrica de Resende, RJ, para seis dias, com o início
de expediente aos sábados. A medida está sendo negociada
com os funcionários, assim como a realização de horas
extras para atender ao aumento da produção. A fábrica
opera hoje em capacidade plena de 124 veículos ao dia e pretende
ampliar esse volume em 13%. Em janeiro e fevereiro, a marca vendeu 3.434
caminhões, seu melhor resultado para o período em sete anos.
A indústria total igualmente teve seu melhor bimestre no varejo
em 18 anos, com 10.027 unidades vendidas, das categorias acima de 7 toneladas
de carga. As exportações da volks também estão
em ritmo acelerado. Para o ano todo, o crescimento esperado é de
44,5% ante 2003, para 3,9 mil unidades. O maior cliente é a Argentina,
mas a montadora participa de concorrência para um grande contrato
com o Chile, que pretende adquirir nos próximos três anos
cerca de 2 mil ônibus (Cleide Silva, Estadão, 16 de março).
Pneus Continental quer aumentar produção
no Brasil
A fabricante alemã de pneus Continental irá investir US$
309 milhões de dólares para impulsionar a produção
no Brasil e na Malásia nos próximos anos, informou a empresa
nesta terça-feira. A companhia planeja produzir um adicional de
sete milhões de pneus para carros e 700 mil pneus para caminhões
até 2008. A Continental informou que irá criar uma nova
fábrica em Camaçari, na Bahia, e irá expandir sua
produção existente na Malásia, em Kuala Lumpur e
Alor Star, em conjunto com a parceira Sime Darby. A produção
no Brasil deve começar no final de 2005 ou começo de 2006.
A maior parte dos pneus adicionais será exportada para a região
do Acordo de Livre Comércio da América do Norte. (UOL, 16
de março).
Grupo
Izzo representa marca Mitsubishi em São Paulo
A concessionária Mitsubishi Koala, localizada na zona Oeste da
capital paulista, acaba de ser incorporada ao Grupo Izzo, que já
possui as concessionárias das marcas Toyota e Chrysler. A revenda,
que responde por cerca de 18% das vendas de veículos da marca no
estado de São Paulo, passa a se chamar Izzo Mitsubishi. Com 8 mil
m2 de área e cerca de 50 funcionários, a concessionária
Izzo Mitsubishi tem capacidade para atender até mil automóveis
por mês em sua oficina e comercializa cerca de 70 carros novos e
60 automóveis usados por mês. O Grupo Izzo obteve um faturamento
de aproximadamente R$ 110 milhões no ano passado. O Grupo também
é o representante oficial das marcas de motocicletas Harley-Davidson
e Triumph (Folha Online, 16 de março).
Citroën
lança a van C8 hoje em São Paulo
A marca francesa Citröen apresenta hoje em São Paulo o C8.
O modelo, uma van de 8 lugares, foi apresentado pela primeira vez no Salão
de Genebra de 2002. Produzida em parceria com a Fiat e o Grupo PSA, o
novo modelo tem desenho arrojado, que segue o estilo adotado nos demais
modelos da nova geração da marca francesa, inclui novidades
que devem agradar às famílias numerosas. Na Europa, o modelo
comercializado tem as portas laterais deslizantes que podem ser abertas
por controle remoto. Outra é a presença de três tetos
solares. Espaço é o que não falta nessa van francesa.
Com 4,75 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,75 metro de
altura, o carro tem oito bancos que podem ser rebatidos ou instalados
em várias configurações. No centro do painel ficam
os principais instrumentos, como na minivan Picasso, porém analógicos.
O C8 vendido na Europa tem a opcional de quatro motorizações
diferentes. A Citröen ainda não revelou qual motor trará
para o modelo que será vendo no país, tampouco anunciou
qual será o preço do modelo (Folha Online, 16 de março).
Parcelamento
de multas pode ser autorizado
O Projeto de Lei 2690/03, do deputado Welinton Fagundes (PL-MT), que altera
o Código de Trânsito Brasileiro para permitir o parcelamento
de multas, aguarda distribuição às comissões
técnicas da Câmara onde será analisado. De acordo
com a proposta, o infrator perderá o direito ao parcelamento no
caso de inadimplência no pagamento de uma das parcelas, devendo
pagar o valor restante de uma única vez. O projeto prevê
ainda a retirada do artigo da lei que obriga o infrator a pagar a multa
quando quiser interpor recurso para anular a penalidade. O autor da matéria
considera que o pagamento integral dos valores das multas de trânsito
representa um grande sacrifício para a maioria dos condutores brasileiros
autuados. De acordo com ele, o parcelamento do pagamento das multas, como
proposto no projeto, "aumenta a possibilidade de elas serem pagas
e facilita a renovação do licenciamento dos veículos
cujos condutores foram multados". (Folha Online, 16 de março).
Ilhabela
recebe Jeepraia 2004
O Jeepraia 2004, passeio para carros off-road e picapes 4x2, será
realizado nos dias 27 e 28 de março, com destino à cidade
de Ilhabela, no litoral norte do estado paulista. A largada ocorrerá
em São Paulo. Organizado pelo Jeep Clube do Brasil e pela Mesa
Quatro Comunicações, o evento reuniu no ano passado 150
veículos. A expectativa dos organizadores é que haja aumento
de quase 50 veículos em 2004. As inscrições já
estão abertas e podem ser feitas pelo valor de R$ 5 para sócios
do Jeep Clube e R$ 15 para não sócios. Além da participação,
a matrícula dá direito a uma camiseta do evento e a um luau
que acontecerá na praia do Perequê, em Ilhabela. O Jeepraia
inicia suas atividades às 8 horas de sábado (27/03), no
posto BR do km 29 da rodovia Ayrton Senna. Até Ilhabela os participantes
irão pegar a rodovia Mogi-Bertioga e a Rio-Santos. (Webventure
Off-Road, 15 de março).
Polêmica:
a avaliação da avaria em veículos e a documentação
O Brasil é fértil na discussão e criação
de leis, mas um dos problemas reside na sua efetiva aplicação.
Há seis anos o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou
a extensão dos danos no caso de veículos envolvidos em acidentes.
Estabeleceu três níveis de severidade: pequena monta, se
não afeta estrutura ou sistema de segurança; média
monta, quando obriga a substituição de componentes mecânicos
e estruturais que, uma vez executados, liberam o veículo para circular
depois de uma inspeção específica de segurança;
grande monta, envolvendo a perda total. Nas duas últimas classificações,
o documento do carro fica retido pela autoridade de trânsito, provisória
(média monta) ou definitivamente (grande monta). (Fernando Calmon,
Alta Roda, 15 de março). Leia mais sobre
a polêmica.
EcoSport
4x4 dá salto técnico e evolui no acabamento
Houve um salto técnico visível na nova versão 4x4
do EcoSport. Pela primeira vez, um produto nacional usa tração
total sob demanda: automaticamente transfere 28% de força às
rodas traseiras e, se necessário pelas condições
do terreno, até 100% com recurso ao bloqueio por botão no
painel. Sistema simples e bom para fora de estrada de média dificuldade.
Suspensão traseira independente de multibraços alia eficiência
e conforto. O acabamento do EcoSport evoluiu nessa versão de R$
63.600,00 com vários equipamentos de série como airbag duplo,
ar-condicionado, trio elétrico e estribos laterais. Preço
R$ 3.000,00 inferior ao concorrente mais próximo, Mitsubishi TR4.
Este tem motor menos potente (131 x 143 cv), cerca de R$ 5.000,00 a menos
em itens de série e preço ainda não majorado pelo
IPI. Volante revestido em couro, de duas tonalidades, dá toque
de refinamento (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de março).
Novo
design encoraja e amedronta a Fiat
Atrás de Japão, França e Espanha, o Brasil é
o quarto maior produtor mundial de carros compactos. Incluem-se aí
os derivados dos hatchbacks, como as peruas, que venderam 35 mil unidades
em 2003, e os sedãs, com suas 160 mil unidades comercializadas
no ano passado. Pesquisas mostram que o design está entre os principais
motivos de compra. Por isso, depois de cerca de três anos, a Fiat
muda a Palio Weekend e o Siena, que chegam ao mercado em uma semana já
como linha 2005. A frente é idêntica à do Palio, com
direito a grade no estilo ralador de queijo e filete cromado nas versões
topo de linha. A individualidade, claro, está na traseira. E haja
personalidade! A própria Fiat parece temer a reação
do público em relação às traseiras de seus
novos modelos. Tanto que vai sortear um Siena, uma Palio Weekend e quatro
viagens para as Olimpíadas de Atenas entre quem for à concessionária
fazer ao menos um test-drive. A intenção do renomado estilista
Giorgetto Giugiaro foi criar carros que parecem maiores do que realmente
são. Os dois agora têm lanternas recortadas pela tampa do
porta-malas (Folha de S. Paulo, 14 de março).
Projetos
propõem pena menor para infrator
Se depender da Câmara dos Deputados, as multas de trânsito
por excesso de velocidade vão mudar. Pelo menos três projetos
em tramitação adiantada tratam do assunto. Todos eles propõem
a criação de faixas intermediárias de punição,
o que, em tese, beneficiaria os infratores. Pelo que está em vigor
hoje, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o condutor
que ultrapassar em até 20% o limite de velocidade nas estradas
comete infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação)
e paga multa de R$ 127,69. Com 20 pontos, o infrator tem a carteira suspensa.
Se passar de 20%, a infração é considerada gravíssima
(sete pontos), a multa é de R$ 574,61 e a carteira é apreendida,
independentemente dos pontos. Os projetos de lei apresentados criam uma
gradação intermediária das punições.
Pela proposta do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), quem ultrapassasse
o limite em até 20% cometeria apenas infração média
(quatro pontos) e pagaria multa de R$ 85,13 (um terço a menos do
que a penalidade atual). De 20% a 50% acima do permitido, a infração
seria grave, e a multa, de R$ 127,69. A infração gravíssima
e a apreensão da carteira aconteceriam somente se a velocidade
estivesse 50% superior à estabelecida. O deputado diz que a idéia
não é amenizar a punição, mas torná-la
mais justa. "Um dos defeitos da lei está em fazer tratamentos
desproporcionais à pena cometida. A pena educa quando ela é
justa." O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara e deve ser mandado nos próximos
dias ao Senado, onde será examinado (não há prazo
para a sua aprovação). Roberto Scaringella, consultor de
trânsito, diz que mudanças desse tipo "são inspiradas
na lógica do infrator, e não na lógica da segurança
do trânsito. Prestam enorme desserviço à sociedade."
Para Kasuo Sakamoto, 52, outro consultor de trânsito, as novidades
podem "aperfeiçoar um pouquinho a lei", mas, diz, é
preciso haver estudo antes de estabelecer percentuais intermediários
de tolerância, para que isso não fique subjetivo e seja logo
contestado (Folha de S. Paulo, 14 de março).
Jipe
nacional da GM será inspirado no Cruze
O novo investimento – de US$ 240 milhões – que a General
Motors irá fazer para ampliar sua fábrica de Gravataí
(RS) deverá gerar dois frutos. Segundo informações
que circulam no mercado, em 2005, a marca irá lançar uma
versão sedã do Celta. Ela chega para aposentar o Corsa Classic
(versão sedã com o visual antigo). Além disso, a
GM vai produzir um utilitário esportivo compacto (4X2 e 4X4) que
virá para competir com o Ford EcoSport. O visual do futuro utilitário-esporte
terá como inspiração o do Chevrolet Cruze, produzido
no Japão em parceria com a Suzuki e vendido em vários mercados
(inclusive, nos Estados Unidos). O investimento em Gravataí –
que irá ampliar a capacidade da fábrica gaúcha de
120 mil para 210 mil unidades – ainda prevê a produção
de veículos desmontados (CKD) para exportação. O
principal destino deverá ser o mercado chinês (Correio do
Povo, 14 de março).
Scania
planeja reforçar exportação para China em vez de
abrir fábrica
A Scania decidiu não entrar na corrida pela construção
de uma fábrica na China, país que tem atraído grandes
investimentos do setor automobilístico. O grupo, no entanto, quer
garantir presença no mercado que mais cresce no mundo por meio
de exportações. A fábrica do Brasil é a candidata
natural para fornecer veículos aos chineses. É a única
unidade do grupo que produz caminhões com características
apropriadas ao país asiático. Em visita ao Brasil nesta
semana, o vice-presidente corporativo da Scania, Kaj Lindgren, afirmou
que a marca pretende abocanhar parte do mercado de 15 mil caminhões
importados anualmente pela China, volume que deve aumentar nos próximos
anos com o processo de abertura daquele mercado. As fábricas da
Scania na Europa produzem veículos mais sofisticados e com maior
conteúdo tecnológico para atender às leis de emissão
de poluentes. No Brasil, as normas estão atrasadas em comparação
com os países europeus e há maior tolerância em relação
às emissões, além de os veículos receberem
reforço para enfrentar estradas em condições precárias.
‘‘São produtos mais compatíveis com as necessidades
da China’’, disse Lindgren. A montadora optou por utilizar
a capacidade ociosa de suas fábricas, em vez de construir novas
unidades, como fez a concorrente Volvo, que inicia operações
na China neste mês. (Diário do Grande ABC, 12 de março).
Fras-le
comemora 50 anos de criação
Com o tema 'Passado, presente e futuro', a Fras-le está comemorando
50 anos de fundação. Ontem, a direção da empresa
controlada pelo Grupo Randon recebeu centenas de convidados no complexo
industrial e administrativo instalado em Forqueta, onde a Fras-le vai
centralizar, até o fim deste ano, toda a produção,
desativando as instalações que ainda funcionam no bairro
Cristo Redentor, em Caxias do Sul. O governador Germano Rigotto também
prestigiou a solenidade. Autoridades e diretores da holding Randon e da
Fras-le inauguraram o novo restaurante e a Casa Florescer - projeto de
responsabilidade social que atende a 140 crianças gratuitamente,
em atividades multidisciplinares. No mercado nacional, a Fras-le detém
participação de 95% em lonas pesadas e 40% em produtos para
linhas leves. No mercado de reposição, sua participação
é de 50%. As vendas para o exterior, onde a Fras-le está
presente em 70 países, alcançaram 40 milhões de dólares
em 2003 - 57% da produção das empresas Randon. A expectativa
é faturar 50 milhões de dólares em 2004 (Correio
do Povo, 12 de março).
Motoristas
já pagam 10% menos pelo litro de álcool
O motorista que tem carro a álcool já paga 10% mais barato
pelo litro do combustível do que em fevereiro. A Agência
Nacional do Petróleo constatou que, no mês passado, o combustível
custava, em média, R$ 0,908. No início de março,
a média de preço caiu para R$ 0,813. Só em São
Paulo, a frota de veículos movidos a álcool é estimada
em 1,4 milhão. Dentre os fatores que influenciaram a queda do álcool
está o excesso de oferta. Uma pesquisa realizada pelo Centro de
Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da USP, constatou que de janeiro
de 2003 a janeiro de 2004, o preço pago aos usineiros pelo litro
de álcool despencou: está 30,1% menor. “Essa queda,
no entanto, não é repassada integralmente ao consumidor,
porque há outros fatores que influenciam o valor da bomba: a concorrência
entre as distribuidoras e os tributos”, explica a pesquisadora do
Cepea, Míriam Bacchi. Na primeira semana de março, o Cepea
constatou que o preço pago ao produtor continuou em queda de 1,76%.
O consumidor poderá perceber uma nova redução nos
preços de acordo com o comportamento dos usineiros em relação
à nova safra de cana-de-açúcar, que se inicia em
abril. “Os produtores podem atrasar o início da safra para
igualarem a oferta e a procura e tentarem desovar seus estoques”,
comenta (Diário de São Paulo, 11 de março).
Citroën
apresenta a van C8 que os europeus já conhecem já dois anos
A Citroën apresentará a van C8 à imprensa no próximo
dia 16. O carro chega ao mercado brasileiro com dois anos de atraso em
relação ao europeu. Feito em parceria com a Fiat e o Grupo
PSA, o novo modelo chega como substituto da Evasion. O desenho arrojado,
que segue o estilo adotado nos demais modelos da nova geração
da marca francesa, inclui novidades que devem agradar às famílias
numerosas. Um exemplo são as portas laterais deslizantes que podem
ser abertas por controle remoto. Outra é a presença de três
tetos solares. Espaço é o que não falta nessa van
francesa. Com 4,75 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,75
metro de altura, o carro tem oito bancos que podem ser rebatidos ou instalados
em várias configurações. No centro do painel ficam
os principais instrumentos, como na minivan Picasso, porém analógicos.
E para entreter nas viagens longas, a tela de 7 polegadas serve para exibir
filmes em DVD. Como a segurança é um dos pontos mais importantes
para transportar a família, o C8 já sai de fábrica
com seis air bags (inclusive nas janelas), controle eletrônico de
estabilidade, monitoramento da pressão dos pneus e freios ABS com
distribuidor da força de frenagem. Se chover, os limpadores são
acionados automaticamente (Carsale, 11 de março).
Preço
do GNV vai cair ainda mais, afirma Dilma
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, alertou os usineiros produtores
de álcool combustível que se preparem, pois o preço
do gás natural veicular (GNV) irá cair ainda mais no País
com o aumento da oferta, após o início da extração
da bacia descoberta em Santos no ano passado. Dilma afirmou que os empresários
do setor terão de se acostumar com a concorrência do GNV
com o álcool e que o governo não irá subsidiar o
combustível. A ministra negou ainda que o governo dê subsídios
para o GNV, que custa entre cinco e seis vezes mais barato que o gás
de cozinha. Segundo ela, a extração e o processamento do
GNV são diferentes das mesmas operações feitas para
o gás de cozinha, por isso, segundo ela, há a diferença
nos preços. Dilma está em Araçatuba para participar
da Feira de Negócios da Agroindústria Sucroalcoleira (Estadão,
10 de março).
CSN
sai do prejuízo e lucra R$ 1,031 bilhão em 2003
A Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN) registrou lucro líquido de R$ 1,031 bilhão em 2003,
ante prejuízo de R$ 194,681 milhões no ano anterior. Segundo
a empresa divulgou ontem, a receita líquida cresceu 35,1%, para
R$ 6,977 bilhões. O lucro bruto avançou 29,8%, para R$ 3,139
bilhões. A melhora no resultado, segundo analistas, é reflexo
direto da recuperação do setor no mercado internacional.
"O mercado está bastante aquecido. O volume de vendas da CSN
cresceu tanto para o Brasil como para o exterior. E a tendência
é uma demanda ainda mais forte para 2004", disse Cristiane
Viana, analista do BES Securities (Estadão, 10 de março).
Volkswagen ainda tem 1.200 funcionários excedentes
A Volkswagen do Brasil ainda não confirmou oficialmente se será
incluída no processo de corte de 5 mil funcionários da montadora
alemã, anunciado nesta terça-feira pela matriz, em Frankfurt.
Deste total, 2,5 mil serão desligados na própria Alemanha,
por meio de antecipação de aposentadoria e demissão
voluntária. No ano passado, a Volkswagen do Brasil divulgou que
havia na empresa 3.933 pessoas consideradas excedentes nas fábricas
de Anchieta (no ABC paulista) e Taubaté (Vale do Paraíba,
em SP). Programas de Demissões Voluntárias (PDV) nas duas
fábricas fizeram com que este excedente fosse reduzido para 1.200
empregados, atualmente - sendo 935 na unidade de Taubaté e o restante
na Anchieta. No ABC, os excedentes foram transferidos para um centro de
treinamento. Os Sindicatos dos Metalúrgicos das duas bases informaram
que não houve ameaças de corte nesta terça. A garantia
de estabilidade firmada entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC impede demissões até 2006. Por outro lado, a garantia
de estabilidade firmada entre a Volks e o Sindicato dos Metalúrgicos
de Taubaté venceu em fevereiro. Não houve demissões
até agora (Estadão, 10 de março).
Vendas
de motocicletas têm queda em fevereiro
As vendas de motocicletas no mês de fevereiro caíram 11,8%
em relação a janeiro. Segundo números da Abraciclo
(Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas,
Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas) foram comercializadas 60.140 unidades
em fevereiro, contra 68.192 no mês de janeiro. De acordo o presidente
da Abraciclo, Yuji Horie, a queda nas vendas foi causada em decorrência
do feriado prolongado -- carnaval --, do menor número de dias no
mês e da introdução de novos modelos no mercado. Isso
também fez com que o volume de unidades produzidas em fevereiro
no território nacional também foi menor do que em janeiro:
68.217 unidades ante 82.764. Comparando-se igual período em 2003,
a retração foi de 7,8%. Segundo Horie, para os próximos
meses a tendência é que as vendas voltem a crescer, confirmando
a expectativa de comercializar 940 mil motocicletas no mercado interno
e 110 mil para exportação (Folha Online, 10 de março).
Fiat
e GM ampliam opções com motor bicombustível
A Fiat lança hoje as versões reestilizadas do Palio Weekend
e do Siena, que incorporam as mudanças introduzidas no design do
novo Palio em novembro. Os dois modelos também passam a ser equipados
com motores flexíveis (que usam gasolina ou álcool), nas
versões 1.3 e 1.8. Até agora, a tecnologia só estava
disponível no Palio 1.3. Com os dois lançamentos, a montadora
espera ampliar a participação de veículos bicombustíveis
de 5% para 10% nas vendas de automóveis da marca. No fim do mês,
a General Motors também apresenta a Zafira com motor flexível.
A empresa já tem o produto no Corsa 1.8, na Montana e no Meriva,
que respondem por 17% dos negócios do grupo. A Volkswagen, pioneira
no uso do sistema, tem 27% de suas vendas ancoradas nessa motorização,
que equipa Gol, Fox, Saveiro e Parati. A Ford vai entrar nesse mercado
no segundo semestre, com o novo Fiesta. A Peugeot promete seu bicombustível
para o início de 2005. Segundo os executivos das montadoras, no
futuro todos os veículos terão essa tecnologia, que permite
ao consumidor escolher com qual combustível abastecerá o
carro, ou optar por uma mistura de ambos. Com o crescimento desse mercado
– que, no primeiro bimestre, representou 16,6% das vendas, com 34.513
unidades –, produtos de apoio começam a chegar. Nesta terça,
a ACDelco lançou o primeiro aditivo para motor bicombustível
(Diário do Grande ABC, 10 de março).
Land
Rover exportará Defender para a Argentina
O primeiro país da América Latina a importar o Defender
brasileiro em 2004 é a Argentina. Neste mês de março,
quatro veículos, na versão 90 e 110, serão exportados.
Para abril, o número triplica e o volume exportado será
de 12 veículos Defender. Atualmente, os argentinos estão
preferindo o Defender produzido no Brasil, desde 1998, na fábrica
instalada em São Bernardo do Campo (SP), ao inglês feito
na matriz da Land Rover na Inglaterra. Segundo a Land Rover, o Defender
fabricado no Brasil possui alguns diferenciais, como estribos laterais,
conjunto de tapetes internos e sistema de acabamento de porta em relação
ao modelo inglês (Folha Online, 10 de março).
Volks
pretende reduzir 5 mil empregos no mundo
A Volkswagen apresentou um prognóstico mais conservador do que
o esperado para 2004 e anunciou que enxugará o seu quadro mundial
em 5 mil funcionários neste ano, como parte de um plano para reduzir
custos, em resposta à demanda fraca. Em uma entrevista coletiva,
o executivo-chefe da VW, Bernd Pischetsrieder, informou que entre 2 mil
e 2,5 mil postos serão reduzidos na Alemanha por morte, pedido
de demissão do funcionário, estímulo à demissão
voluntária ou antecipação de aposentadorias. Segundo
Pischetsrieder, as reduções do quadro de funcionários
não serão feitas por demissões ou fechamentos de
fábricas. Ao fazer um diagnóstico dos dois primeiros meses
do ano, o executivo afirmou que as vendas fracas tornarão o lucro
do primeiro trimestre "desprezível". As vendas de carros
da empresa caíram 6%, para 689 mil, nos dois primeiros meses do
ano. Segundo o comunicado, o alvo principal da empresa será atingir
um fluxo de caixa equilibrado em 2004. A Volkswagen planeja vender 5 milhões
de carros em 2004, ante os 5,02 milhões vendidos em 2003, quando
o lucro líqüido da empresa caiu 58% para 1,1 bilhão
de euros (Estadão, 9 de março).
Volkswagen
já reduziu força de trabalho no Brasil
O plano global de eliminação de 5.000 postos de trabalho
da Volkswagen não surpreende os funcionários da matriz brasileira.
Só no ano passado, a subsidiária negociou a saída
de cerca de 3.900 funcionários das unidades de São Bernardo
(ABC Paulista) e Taubaté (130 km de SP). Pelas regras do programa
mundial de reestruturação do quadro de funcionários,
as vagas dos empregados que se aposentarem ou saírem espontaneamente
da montadora serão fechadas. Ou seja, não haverá
reposição da mão-de-obra. "Faz 15 anos que a
empresa adota esta prática no Brasil. A fábrica de São
Bernardo, por exemplo, já chegou a ter 40 mil funcionários.
Hoje, são apenas 13,5 mil empregados", disse o vice-presidente
do comitê mundial de funcionários da Volks, Wagner Santana
(Folha Online, 9 de março).
Montadoras
aceleram lançamento de bicombustíveis
As montadoras estão acelerando o lançamento das versões
bicombustíveis de seus automóveis --modelos que podem ser
abastecidos tanto com gasolina, álcool ou a mistura dos dois. A
pressa por ser explicada pelo sucesso de venda dos bicombustíveis.
Em fevereiro, por exemplo, foram vendidos 84.018 automóveis movidos
a álcool ou bicombustíveis. Desse total, 13% eram bicombustíveis
e só 3% correspondiam a modelos que funcionam apenas com álcool.
A Fiat lançará nesta quarta-feira a versão bicombustível
do Siena. O primeiro modelo nacional a adotar tecnologia que possibilita
a utilização de dois combustíveis foi o Gol Total
Flex, lançado no primeiro semestre de 2003. Logo em seguinda, a
Fiat apresentou o Palio e depois a General Motors mostrou a Montana. A
Ford deverá ser a última das maiores montadoras instaladas
no país a entrar neste mercado. O bicombustível da Ford
será apresentado no segundo semestre, junto com o Novo Fiesta.
Apesar do atraso, o presidente da Ford do Brasil e da América do
Sul, Antonio Maciel Neto, disse que deixará seus concorrentes para
trás. "Não temos pressa, pois nosso bicombustível
será melhor. Os concorrentes pegaram o motor a álcool e
fizeram adaptações para o bicombustível. O nosso
modelo será totalmente novo." (Folha Online, 9 de março).
Rogelio
Goldfarb assumirá a presidência da Anfavea
O diretor de Assuntos Corporativos da Ford Brasil, Rogelio Goldfarb, será
o novo presidente da Anfavea, assumirá o lugar de Ricardo Carvalho,
que encerrará o seu terceiro ano de mandato. A posse está
marcada para 19 de abril. Entre os desafios que Goldfarb deverá
enfrentar está o reaquecimento das vendas de veículos para
o mercado interno. Nos dois primeiros anos de 2004, a indústria
automotiva vendeu 212.210 veículos, uma queda de 7,9% em relação
ao mesmo período do ano passado. "Foi uma queda muito forte.
Se considerarmos as condições econômicas do mesmo
bimestre de 2003, como juros e risco elevados, veremos que a situação
de 2004 está ainda mais complicada", disse Goldfarb (Fabiana
Futema, Folha Online, 9 de março).
Célio
Galvão será porta-voz da Ford
Com a eleição de Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos
da Ford do Brasil, para presidir Anfavea e Sinfavea, respectivamente,
associação e sindicato nacional dos fabricantes de veículos
automotores, no triênio 2004-2007 a companhia indicou o gerente
de imprensa Célio Galvão para assumir a função
de porta-voz. Galvão deve ocupar o novo cargo a partir de 20 de
abril, dia seguinte ao da posse das novas diretorias da entidade e do
sindicato. (Vicente Alessi Filho, AutoData, 9 de março).
Argentina
deve produzir a segunda geração do Mégane
A segunda geração do Mégane será mesmo fabricada
na Argentina. Confirmação virá ainda este mês.
Escolha recairá sobre versão sedã. Ainda bem. Hatch
tem desenho da parte traseira indicustivelmente estranho, para não
dizer feio mesmo. Risco que a Renault decidiu evitar na América
do Sul (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de março).
A
boa safra não faz cair o preço do álcool na bomba
Plena safra de álcool e preços ao consumidor não
abaixaram na mesma proporção em que desabaram para o produtor
no campo. Toda vez é assim. Combustível vegetal sobe na
entressafra e logo já custa mais nas bombas. Quando cai, num ano
muito bom para plantações, distribuidoras de derivados de
petróleo embolsam gran |