Toyota aposta na Fieldar, apesar da queda das stations

Matrix e Verso são monovolumes derivados do Corolla que fazem sucesso em vários mercados, porém mais caros para produzir aqui. Além disso, há compradores que não se adaptaram bem ao volante e a certas limitações técnicas dos monovolumes. Gostariam de mudar. A previsão é de vender 600 unidades/mês, ou seis vezes mais que os dois concorrentes juntos. Dificilmente vão errar. Mas uma parte pequena dos compradores pode migrar do Corolla sedã.

No primeiro contato, o Fielder deixa uma bela impressão. A traseira mais curta que o sedã ficou bastante equilibrada, embora limite o espaço do porta-malas em relação às concorrentes. A inclinação de 20 graus dos encostos bipartidos do banco traseiro proporciona um inédito grau de conforto. Em destaque, o acerto de suspensões e o comportamento em curvas nitidamente superior aos monovolumes. O motor 1.800/136 cv (único disponível) é um pouco áspero, porém dá conta dos 50 kg extras de peso total.

Com câmbio automático, responsável por 70% das vendas, o motor torna-se mais ruidoso. Continua em falta o sistema que permite reter uma marcha em subidas e descidas, sem necessidade de apelar à alavanca do câmbio. Alguns automáticos, como o Civic, detêm a tecnologia conhecida como “lógica humana”. Freios ABS com controle adicional EBD e airbags são de série. É um carro completo e sem opcionais por R$ 56.000,00 a R$ 60.000,00 (automático). Seriam desejáveis computador de bordo e o controlador de velocidade, vulgo “piloto automático”.

Os próximos passos serão decisivos para a marca que almeja 10% do mercado nacional em 2010. Dentro de exatamente um ano chega a nova pickup média com carroceria monobloco. Um modelo que só será produzido fora da matriz: Argentina, Tailândia, Índia, África do Sul e Turquia para uso típico em países emergentes. Três meses depois vem o utilitário esporte derivado. O investimento pesado no Brasil e a escolha do modelo compacto, decididos no máximo até 2006, interagem com a início da Alca (bloco econômico das Américas) no qual a empresa aposta suas fichas. A nova versão do Yaris (setembro, Salão de Paris) continua forte candidato e sua fábrica não deverá se situar em Indaiatuba, SP, onde já está o Corolla. A Toyota quer, no Brasil, a mesma cota de mercado que tem no mundo. Uma aposta firme (Fernando Calmon, Alta Roda, 9 de maio).


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