NOVEMBRO 2004

Volvo vende 1.600 caminhões à China
A Volvo do Brasil programou para 2005 a exportação de 1,6 mil caminhões para a China em regime CBU, montado, e CKD, completamente desmontado. Os modelos, saídos da fábrica de Curitiba, são FM e FH, ambos de cara-chata. É o segundo ano que a subsidiária brasileira exporta para a China - em 2004 enviou 600 caminhões. A previsão era acima de 1,5 mil unidades, mas as remessas, que começaram no início do ano, foram interrompidas em outubro quando os chineses passaram a solicitar freios com ABS, componente que será incorporado aos veículos embarcados no próximo ano. A Volvo encerrará o ano de 2004 com mais de 6 mil caminhões vendidos no mercado doméstico, número que confere à marca, no País, dois recordes: o maior volume doméstico em 25 anos de Brasil, e inédito terceiro lugar no ranking mundial da marca, superando pela primeira vez o Reino Unido. A unidade brasileira ficará atrás da operação Volvo dos EUA, com 25 mil unidades, e do Irã, que responderá por 13 mil caminhões. Afora os mais de 6 mil caminhões para o mercado interno, a fábrica da Volvo brasileira exportará cerca de 1 mil caminhões para países da América Latina. Somando-se interno e externo - e incluindo os 600 caminhões para a China - chega-se à produção em torno de 8 mil unidades, superando, de longe, o recorde de produção anterior, de 5.852 unidades, registrado em 2003. (Gazeta Mercantil, 30 de novembro).

Volkswagen estimula motor diesel
A Volkswagen AG, maior montadora européia, venderá uma versão diesel de seu comercial leve Eurovan no México como parte de uma estratégia para impulsionar as vendas de veículos de passageiros na América Latina. Os veículos serão trazidos da Volkswagen alemã, disse Thomas Karig, diretor da Volkswagen mexicana. Dependendo da demanda da Eurovan diesel, a Volkswagen poderia aumentar a produção mexicana de automóveis a diesel como o modelo Jetta e o novo Beetle para vender no próprio país. Os dois modelos são produzidos no México para exportação aos Estados Unidos e Canadá. Quase metade dos carros vendidos na Europa funciona com motor diesel (Gazeta Mercantil, 30 de novembro).

Shoppings de automóveis ganham espaço em São Paulo
Nas últimas décadas, os shopping centers invadiram o Brasil. Desde a inauguração do Iguatemi, o primeiro do Brasil a surgir nos anos 60, a idéia de concentrar diversos tipos de loja em um espaço fechado, com segurança e limpeza, caiu no gosto do brasileiro -- e línguas maldosas dizem que eles são a praia do paulistano. Em 1998, foi a vez de as lojas de roupas, eletrodomésticos e sapatos serem substituídas pelas de automóveis. Naquele ano surgiu, na zona leste de São Paulo, o primeiro shopping de carros do país. Desde lá, mais cinco centros foram abertos nos quatro cantos da região metropolitana. De olho nesse mercado, o grupo Silvio Santos inaugurou o seu centro na zona norte de São Paulo. O mais novo deles, o Auto Shopping Cristal SP Market, foi inaugurado em outubro na zona sul. Confiante no sucesso da fórmula, seus proprietários pretendem, nos próximos dois anos, investir US$ 6 milhões em quatro novos empreendimentos, dois deles fora do Estado de São Paulo. Apesar de o conceito ser o mesmo, os shoppings de carros se diferenciam pelo tamanho e pela proposta. Alguns, como o Cristal e o Vimave, especializaram-se em modelos usados. Outros, caso do Auto Shopping São Paulo, preferiram investir nos novos (Folha Online, 30 de novembro).

GM quer trazer picape Avalanche para o Brasil
A Ford F-250 reina sozinha no segmento de picapes grandes no Brasil. Com o fim da produção da Chevrolet Silverado, ela não tem com quem brigar. Mas o monopólio está prestes a acabar. A Dodge anunciou que começa a vender a Ram em 2005. E a briga promete esquentar se a General Motors importar a Avalanche. Tanto a Ram como a Avalanche são feitas no México e se beneficiam do acordo entre os dois países, que acabou com a alíquota de importação para veículos. A GM estuda a viabilidade econômica de trazer a Avalanche, num processo que deve demorar um ano. Bem-aceita no último Salão de São Paulo, a picape tem como público-alvo ricos fazendeiros que procuram um carro robusto, mas, ao mesmo tempo, confortável. A boa fase da agricultura e a falta de um modelo para competir com a F-250 colaboram para a vinda da Avalanche. Na Argentina, o martelo já foi batido, e as vendas começam em 2005 (Folha Online, 30 de novembro).

Planos para lançar o Smart Forfour na China
A DaimlerChrysler está fazendo estudos de mercado para lançar o Smart Forfour na China. Segundo fontes ligadas à empresa, a decisão ainda não foi tomada porque os executivos da marca conhecem a preferência do público chinês pelos grandes sedãs. A DaimlerChrysler afirma que terá até o fim do ano um estudo de viabilidade sobre o projeto e garante que tem esperanças sobre as mudanças neste mercado: “A moda dos carros pequenos também chegará à China”, afirmou Thomas Weber, responsável pela divisão de pesquisa e tecnologia da montadora. O mesmo executivo disse também que uma grande aposta seria lançar o Mercedes-Benz Classe A naquele mercado, apesar de não haver qualquer estudo nesse sentido (Carsale, 30 de novembro).

VW São Carlos completa oito anos
Ultrapassando a marca de 2 milhões de motores produzidos, a fábrica de motores Volkswagen de São Carlos (SP) completa 8 anos de operação. No início, a unidade produzia somente os 1.0 litro da marca. Com a inauguração de uma segunda linha de produção, em 1998, iniciou a diversificação de sua produção e hoje fabrica motores de 1.0 a 2.0 litros, passando por 1.4, 1.6, 1.8 e ainda 1.9 litro diesel. Os carros equipados com os motores produzidos em São Carlos são Gol, Parati, Saveiro, Golf, Fox, Polo e Audi A3, montados nas plantas localizadas no estado de São Paulo (São Bernardo do Campo e Taubaté) e no Paraná (São José dos Pinhais). Além de abastecer as unidades brasileiras, ainda exporta motores para África do Sul e Espanha (Carsale, 29 de novembro).

A Soul adapta ônibus para gás
A Soul, sigla de Sociedade União de Transporte Ltda., empresa cinquentenária com sede em Alvorada, na Grande Porto Alegre, começou a operar o primeiro ônibus movido a gás natural "ottolizado" do País. O ônibus, de propriedade da Soul, utiliza motor Mercedes-Benz OM 366 LA do Ciclo Diesel convertido para o Ciclo Otto. O veículo fará o transporte de passageiros entre as cidades de Alvorada e Porto Alegre. O projeto executado pela Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul (com apoio técnico da Tomasetto Achille, Dynetek/Bee Engenharia e Soul) tem como diferencial a tecnologia de "ottolização" que permite reversibilidade, ou seja, o veículo pode ser novamente convertido para utilizar diesel. Outro ponto positivo é o uso de cilindros (cinco, totalizando 225 m3) de fibra de carbono, de menor peso. O protótipo a gás da Soul (que tem frota total de 247 veículos) foi lançado em evento realizado sexta-feira na capital gaúcha (Gazeta Mercantil, 29 de novembro).

Toyota traz aço chinês e sul-coreano
Uma séria falta de aço que afetou as maiores fabricantes de automóveis do Japão deve beneficiar fornecedores sul-coreanos e chineses, ao mesmo tempo em que sinaliza maior poder de barganha de preços para a indústria siderúrgica em negociações com grandes clientes. A indústria automobilística tem sido afetada pela escassez de aço há mais de um ano, mas a crise atingiu o auge após a empresa japonesa Nissan Motor declarar, na quinta-feira, que suspenderia sua produção em diversas fábricas domésticas por não possuir metal suficiente. A Toyota Motor informou na sexta-feira que planeja comprar aço da China e da Coréia do Sul por causa das expectativas de que a oferta escassa do produto no Japão continue por um longo tempo, destacou o jornal econômico Nihon Keizai Shimbun. "Quando o Japão tinha cinco grandes siderúrgicas, sua indústria automobilística contava vantagem pela competição", disse o analista da Samsung Securities, Kim Gyung-jung. "Agora as fabricantes de aço possuem muita influência nos preços, já que há apenas duas, o que significa que era apenas uma questão de tempo antes dos fabricantes de automóveis japoneses aumentarem suas aquisições de aço com a Posco, num esforço de manter o controle em empresas de aço (japonesas)", acrescentou (Gazeta Mercantil, 29 de novembro).

Congresso SAE: um mergulho no futuro
Após três dias de muita movimentação, o XIII Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade SAE Brasil, realizado de 16 a 18 de outubro em São Paulo, SP, demonstrou que o País, apesar de todos os percalços, ainda é uma referência entre os emergentes na área de engenharia, novos processos, desenvolvimento de produtos e logística. A cada ano, o interesse aumenta. Da indústria à universidade, foram apresentados 260 trabalhos técnicos (10% a mais que em 2003) em 45 fóruns e painéis. A SAE International, entidade de origem americana sem fins lucrativos, congrega engenheiros em todo o mundo e completará 100 anos de fundação em 2005. O Brasil já vinha se firmando na área de estilo, quando técnica, talento e criatividade têm que rodar em constante harmonia. Estão aí os exemplos de veículos inteiramente novos (Meriva, Fox e EcoSport, os mais recentes), as pickups leves que só existem aqui e até conceitos ampliados do visual fora-de-estrada. Luiz Veiga, da Volkswagen, por exemplo, acaba de ser promovido para cuidar, na Alemanha, dos modelos pequenos da companhia em nível mundial (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de novembro). Leia mais...

Renault arma ofensiva para 2005
A Renault prepara ofensiva de lançamentos em 2005. Motor de 1.000 cm³ a gasolina com potência aumentada em 4 cv, batizado de Hi-Power; nova série chamada Scénic Campus 1.6; motores flex 1.600 também no Scénic e 1.000 multiválvulas no Clio, que sofrerá revitalização de linhas. Mégane II sedã pode ser lançado ainda no ano que vem, mas vendas só em 2006 (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de novembro).

Novidades e segredos da Citroën
A Citroën não fica para trás. Confirmado C3 XTR, de visual aventureiro, aprovado no último Salão, em meados de 2005. Da França, em maio, C4 de quatro portas, mais bonito do que o 2-portas, este três meses depois. Versão esportiva, também exibida no Salão, ficou para 2006. C4 argentino, mais competitivo, só em 2006. Motor flex 1.600 para o C3, no primeiro semestre de 2005, e 1.400 nacional, no segundo, primeiro a gasolina e depois flex. Há segredos em marcha (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de novembro).

Argentina pode resolver gargalos no Brasil
Aproveitar a ociosidade do parque de autopeças da Argentina pode ser solução viável para dar suporte ao aumento de produção brasileira de veículos nos próximos anos. Resolveria ainda a escassez de alguns itens, conhecidos como gargalos. Entendimentos já começaram (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de novembro).

Indústria a todo vapor garante pneus
Pneus não devem faltar em 2005, apesar das fábricas produzirem em três turnos. Prova de compromisso deu a Goodyear: inaugurou ampliação de seu campo de testes em Americana, SP. São 50.000 m² de asfalto, com controle de altura de filme d’água, específicos para desenvolver pneus de melhor desempenho em pista molhada (Fernando Calmon, Alta Roda, 29 de novembro).

Ford Caminhões reúne frotistas no ABC paulista
A Ford Caminhões realiza pela primeira vez um evento exclusivo para frotistas no pátio da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a partir de hoje até domingo. "O objetivo é comemorar o ano positivo e aumentar a interação com os clientes", disse Cláudio Terciano, gerente nacional de vendas. A Ford espera receber mais de 400 clientes por dia, o que totalizará 1,3 mil atendimentos com as ações de venda e pós-venda. O evento terá a participação de quatro distribuidores da Grande São Paulo e vários fornecedores de peças e componentes, entre eles, a Cummins, Texaco, Fleetguard, Master, Dana, Wabco, Valeo, TRW, Pirelli, ZF, Eaton e ArvinMeritor (Gazeta Mercantil, 26 de novembro).

Com investimentos, logística terá bom 2005
O setor de logística poderá apresentar bom desempenho no próximo ano. Isso por conta de as previsões de investimentos para o setor, inclusive para dragagens e portos, serem maiores em 2005. Este ano, os investimentos em portos atingirão cerca de R$ 150 milhões. "Isso está na agenda dos porto", disse o diretor do Programa de Transportes Aquaviários do Ministério dos Transportes, Paulo de Tarso Carneiro, que esteve reunido na Câmara de Comércio Exterior (Camex) para discutir o ISPS Code (plano de segurança internacional para os portos e navios) (Gazeta Mercantil, 26 de novembro).

Iveco prevê crescer 15% no "ano da sedimentação"
A Iveco South & Central America, que neste ano produzirá 9,5 mil veículos comerciais (5,3% dos 180 mil caminhões e ônibus que fará mundialmente a Iveco) anunciou ontem o sétimo lançamento em 2004, o modelo Daily cabine dupla, destinado a aplicações que conjugam transporte de pessoas e cargas. "Estamos cumprindo o que prometemos", disse Salvatore Danilo Martelli, diretor de operações comerciais da empresa. Segundo ele, 2003 foi de restruturação, 2004 o da transição e 2005 será o ano da sedimentação da marca na região. A produção da Iveco na América do Sul em 2005 está estimada em 11 mil unidades, 15,8% sobre 2004, de 9,5 mil unidades (Gazeta Mercantil, 26 de novembro).

Ônibus: decisão tomada para produção de chassis
A Iveco, que pertence ao grupo Fiat, também é forte, mundialmente, em ônibus. Já está decidido que fará chassi de ônibus no Brasil - chassi de 12 a 13 m, urbano, para 90 passageiros ou na versão fretamento, para 45 passageiros. Mas, Vicente Goduto, diretor comercial da marca no Brasil, sabe que a cautela em ônibus é fundamental. "Temos aqui o maior mercado mundial. Mas, vamos andar com prudência". Nesse aspecto, a experiência da Autolatina (quando lançou os ônibus Ford e VW, em 1993) será utilizada. A Iveco está criando um conselho de usuários recrutados entre empresários do setor com o objetivo de obter informações que permitam o menor número possível de erros (Gazeta Mercantil, 26 de novembro).

Museu paulistano tem quatro novidades
O Museu Vilarejo São Paulo (Rua Curupacê, 420, Mooca, tel. 11 6601-5281) acaba de substituir quatro modelos de seu acervo de carros antigos. Uma das novidades é o Packard 1940, que substitui o Packard Super Eight 1934, importado pelo Conde Francisco Matarazzo, que foi o primeiro veículo a ser registrado no país. Já o Packard 1931 dá lugar a um modelo 1929. Outras duas novidades ficam por conta do Buick 1929, que substitui o Chrysler 1928, e o Alfa Romeo 1957, que chega para assumir o lugar antes ocupado pelo Fórmula. Inaugurado em julho deste ano, o Vilarejo São Paulo conta com um acervo de 62 veículos, expostos em sistema rotativo. O museu funciona de terça a domingo, das 11 às 23 horas, e não cobra ingresso (Carsale, 26 de novembro).

Audi A3 brasileiro ganha mais um ano de sobrevida
A Audi do Brasil anunciou que pretende prorrogar por mais um ano a produção do compacto A3 na sua fábrica de São José dos Pinhais (PR). A montagem do modelo, que estava programada para ser encerrada no final de 2005, foi estendida até o segundo semestre de 2006. O Brasil perdeu para a matriz na Alemanha o projeto de produção da nova versão do veículo, que começou a ser fabricada nesse ano em Ingolstadt. Com o fim da produção do atual A3, o novo modelo vendido no Brasil será importado. A decisão de não produzir mais o A3 no país foi tomada em função dos baixos volumes de vendas no mercado nacional e da necessidade de fazer investimentos pesados para adaptar a atual linha de produção, segundo Denise Cecatto, gerente de comunicação corporativa da Audi do Brasil. A fabricação local do modelo, que no ano passado chegou a 8,3 mil unidades, deve encerrar 2004 em 7 mil unidades. A Audi iniciou produção no Brasil em 1999 por meio de uma joint venture com a Volkswagen na fábrica de São José dos Pinhais. Fruto de investimentos de R$ 1,2 bilhão - dos quais 80% aplicados pela Volks e 20% pela Audi - a unidade produz hoje 650 unidades/dia dos modelos A3, Golf e Fox. O A3 compartilha a mesma plataforma do Golf, cuja nova versão também não será produzida no Brasil (Gazeta Mercantil, 25 de novembro).

Sundown investe em Manaus para dobrar produção já em 2005
A Companhia Brasileira de Bicicletas (CBB), que comercializa no País produtos da marca Sundown, vai investir US$ 2 milhões na fábrica de Manaus (AM). "Vamos dobrar a capacidade de motocicletas, de 30 mil para 60 mil unidades por ano para atender a demanda do setor em 2005", disse o presidente da empresa, Antônio Carlos Romanoski. Desde que ingressou no segmento de motocicletas em fevereiro de 2002, a CBB vem mantendo o desempenho crescente em um mercado liderado pela Honda, que tem 85% de participação, com a venda de 653.393 unidades no acumulado do ano. De janeiro a outubro a CBB aumentou em 363,9% suas vendas em relação a igual período de 2003, para 8.267 unidades, se posicionando em terceiro lugar no mercado brasileiro de motos, atrás da Yamaha, que vendeu 99.818 unidades, 7,6% a mais em relação ao mesmo período de 2003, segundo a Abraciclo, associação que reúne os fabricantes. "Em 2004 consolidamos o nosso foco com o lançamento de motocicletas de 125 cilindradas - modelo mais vendido no Brasil", disse Romanoski. De 800 mil motos vendidas por ano, 60% são de modelos de 125 cilindradas (Gazeta Mercantil, 25 de novembro).

Feirão reúne concessionárias GM, Fiat, Ford e Volkswagen
O consumidor poderá encontrar em um mesmo espaço ofertas especiais de veículos das marcas General Motors, Fiat, Ford e Volkswagen. É que as concessionárias Viamar (GM), Itavema (Fiat), Sandrecar (Ford) e Avel (Volks) vão participar da Briga de Gigantes, megafeirão que será realizado nos próximos sábado e domingo, das 9h às 20h, no estacionamento do supermercado Carrefour de São Bernardo, no ABC paulista. Além da comodidade de poder comparar preços de várias marcas num único local, o consumidor encontrará ofertas especiais. Exemplo disso são os carros que serão vendidos a partir de R$ 18.990 (frente não-incluso): para os modelos populares básicos do Chevrolet Celta Life, Ford Ka, Volkswagen Gol GII e Fiat Palio (Folha Online, 25 de novembro).

Santa Catarina no mapa da produção automotiva
A Federação das Industrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) apresentou o projeto A4, que se trata de um modelo fora-de-estrada com tração nas quatro rodas a ser produzido no Estado. O projeto de desenvolvimento do carro – que contará com tecnologia, insumos e peças fabricadas por empresas da região – foi bancado inicialmente por empresários da região. Ao todo foram investidos R$ 12 milhões e para a finalização do projeto serão necessários mais R$ 3 milhões. A expectativa do grupo de empresários é de que este valor seja captado em curto prazo, após a apresentação do protótipo. De acordo com o grupo, a previsão é de que o modelo passe a ser comercializado 24 meses após a reunião para captação de recursos. Com a instalação de uma montadora em Santa Catarina, o estado deixará de ser o único, entre os cinco maiores exportadores nacionais, a não contar com um fabricante local (Carsale, 25 de novembro).

A hora na verdade no preço dos combustíveis
Passado o segundo turno das eleições municipais, está chegando a hora da verdade em relação ao preço dos derivados de petróleo. O Governo Federal até tentou disfarçar autorizando um aumento quase simbólico entre os dois turnos das eleições. Ganhou tempo, porque nas últimas semanas a forte pressão sobre os preços internacionais perdeu força. Foi o suficiente para que a Petrobrás passasse um pito público no Banco Central sobre projeções de preço que a autoridade monetária tem por obrigação estimar. Só mesmo no Brasil uma estatal tem ousadia de criticar, de modo inconseqüente e nada cortês, a política do guardião da moeda, o bem material de maior importância de qualquer nação. Pelo jeito, 20 anos de superinflação já foram esquecidos (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de novembro). Leia mais...

Uma nova contabilidade para o setor automotivo

Finalmente, “vazou” o plano que a Anfavea estuda com o governo para crescimento sustentável do mercado interno. Conceito é financiar, à parte, a brutal carga de impostos sobre automóveis. Em linguagem contábil, espécie de diferimento. Boa idéia, mas depende também de convencer 27 governadores. Fora a ciumeira de outros setores industriais... (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de novembro).

Vendas de comerciais leves usados sobem 37%
Outro sinal positivo de bons ventos, que sopram no momento, é a reação na comercialização de veículos leves usados, um termômetro bem útil. Segundo a Assovesp, associação paulista de comerciantes do setor, vendas subiram 37% em relação a outubro de 2003. Recuperação deste mercado é indicador de confiança com reflexos nos carros zero-km (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de novembro).

PSA promove a ocupação em Porto Real
Tudo ocorrendo dentro do previsto, fábrica da Peugeot-Citroën em Porto Real, RJ deve atingir 80% de sua capacidade instalada, em dois turnos, já em 2005. Quando partir para o terceiro turno significará números azuis definitivos no balanço. Em visita ao Brasil, presidente do grupo, Jean-Martin Folz, reafirmou seu apoio à consolidação automobilística do Mercosul. Alguns de seus pares são mais frios (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de novembro).

Os avanços na área de nanotecnologia
A nanotecnologia começa a despertar interesse na comunidade acadêmica nacional. Haverá um seminário em maio de 2005 sobre as maravilhas da ciência do bilionésimo do metro. Entre conquistas por vir, o pára-brisa totalmente repelente a água. No futuro, aposentará palhetas e limpadores (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de novembro).

Depois do Simca do Vigilante, a recuperação do Copersucar
A restauração completa do Copersucar FD01, primeiro Fórmula 1 brasileiro que estreou há 30 anos, fez parte das comemorações no Brasil do centenário da Dana no mundo. Empresa já havia demonstrado respeito à memória automobilística, quando patrocinou a recuperação do Simca Chambord utilizado no venerável seriado da TV Tupi, Vigilante Rodoviário (Fernando Calmon, Alta Roda, 25 de novembro).

Fábrica da VW de São Carlos acelera produção
A fábrica da Volkswagen de São Carlos (SP) que comemora oito anos de operação neste mês prevê um aumento de 5% a 10% na produção de motores em 2005. "Este ano vamos fechar com volume recorde de 355 mil unidades fabricadas, das quais 70 mil serão de motores bicombustíveis", disse Hans Lorenzen, supervisor de produção. O total representará um crescimento de 51% sobre as 235 mil unidades fabricados em 2003. De janeiro a setembro foram produzidos 267 mil motores. (Gazeta Mercantil, 24 de novembro).

Europa terá destaque nas vendas do Brasil em 2005
A Europa promete ser o grande destaque das exportações do setor automotivo brasileiro em 2005, segundo Elizabeth Carvalhaes, vice-presidente da Anfavea para área de comércio internacional. Apesar de adiado para 2005, o acordo com a União Européia promete aumentar "significativamente" as vendas para o bloco, de acordo com a executiva, que também é diretora adjunta de relações governamentais da Volkswagen do Brasil. Hoje a Europa é destino de apenas 4,9% das exportações do setor automotivo no Brasil. As vendas brasileiras concentram-se atualmente na América do Norte, com 35,8%, América do Sul, com 35,6%, Ásia, com 15,3%, e África, com 7,4%. (Gazeta Mercantil, 24 de novembro).

Perkins programa volume de fabricação até 2010
A Perkins Motores do Brasil, fabricante de motores diesel e a gás, pertencente ao grupo norte-americano Caterpillar, prepara-se para dar um salto na sua operação no Brasil. A companhia vai dobrar sua produção em 2005, quando deve chegar à marca de 19 mil unidades, e prepara um novo pacote de investimentos, de US$ 5 milhões, que lhe permitirão alcançar uma produção de 50 mil motores entre 2006 e 2010. Desse volume, entre 30% e 35% devem ser exportados, afirmou o gerente técnico, Wilson Lotério. A empresa, que até agora só atuava no mercado interno, fechou acordos de exportação com a Caterpillar e a Nacco, fabricante de empilhadeiras, nos Estados Unidos, que devem começar em 2005. Também no próximo ano, a Perkins inicia a produção de uma nova linha de motores de quatro cilindros não emissionados e de uma família de motores para grupo gerador, de quatro e seis cilindros, segundo Lotério. (Gazeta Mercantil, 24 de novembro).


John Deere recebe "Homem do Aço 2004''
No ano do seu 167º aniversário, a fabricante de máquinas e implementos agrícolas, John Deere, foi homenageada pela Associação do Aço do Rio Grande do Sul (AARS) ontem à noite, na sede da Fiergs, com o troféu 'Homem de Aço 2004'. A distinção instituida em 1975 destaca as empresas que contribuíram para o desenvolvimento do setor sídero-metalúrgico. O vice-presidente mundial da Deere & Company e presidente da John Deere do Brasil, Jim Martinez, ressaltou que o grupo aposta na economia do RS e do Brasil. Lembrou que o investimento de 250 milhões de dólares, dos quais 80 milhões na implantação de uma fábrica de tratores em Montenegro, 30 milhões na planta industrial de Horizontina e 140 milhões em capital de giro reforça esta confiança. O presidente da AARS, José Antônio Fernandes Martins, elogiou a John Deere, definindo a empresa como 'ícone gaúcho e nacional, mas manifestou-se preocupado com o sucateamento da infra-estrutura - 80% da malha rodoviária federal estão comprometidos. O governador Germano Rigotto disse que o troféu é justo, pois o compromisso de trabalho da John Deere envolve filhos e netos do RS. (Correio do Povo, 24 de novembro).

Mischke deixa a Lamborghini
O grupo alemão Audi nomeou Stephan Winkelmann para ser o novo presidente de sua filial italiana de automóveis esportivos Lamborghini a partir do início de 2005, informou ontem a empresa. Winkelmann, até agora presidente da marca italiana Fiat na Alemanha, substituirá Werner Mischke, até agora responsável pela Lamborghini, que deixará o cargo "por acordo mútuo e por razões pessoais", disse a Audi em um comunicado. O novo chefe tinha sido nomeado chefe da Fiat na Alemanha há apenas 10 meses. A mudança de diretores nas marcas do grupo Volkswagen faz parte, segundo fontes do setor, da reestruturação empreendida por seu presidente, Bernd Pischetsrieder. (Gazeta Mercantil, 23 de novembro)

Banco Daimler aumenta vendas
O Banco DaimlerChrysler, que atende a marca Mercedes-Benz no Brasil, obteve alta de 69,5% no volume de novos negócios em outubro em relação ao mesmo mês de 2003. No período a instituição movimentou R$ 143 milhões com o financiamento de 1.712 veículos. Em comparação ao acumulado de janeiro a outubro, o banco movimentou R$ 1,21 bilhão a partir das operações de 16.504 veículos, alta de 92,4% em igual período de 2003. "Nossa meta inicial para este ano, que era de atingir a marca de R$ 1 bilhão, foi ultrapassada em setembro. Por isso, elevamos nossa previsão para fechar 2004 com R$ 1,4 bilhão ", disse Xavier Accariès, diretor Comercial e de Marketing do Banco DaimlerChrysler. (Gazeta Mercantil, 23 de novembro)

Produção da China pode superar a alemã
A produção de veículos da China, incluindo automóveis, comerciais-leves, caminhões, ônibus, entre outros modelos, deve fechar o ano de 2004 como a terceira maior do mundo, superando a da Alemanha, segundo pesquisa do semanário alemão Welt am Sonntag. Segundo a publicação, o mercado chinês deve ficar com 5,73 milhões de veículos produzidos esse ano. Como base de comparação, o jornal alemão cita que a Alemanha produziu 5,15 milhões de veículos em 2003 e que esse volume não deve aumentar o suficiente até o final de 2004 para ultrapassar a produção chinesa. (Carsale, 23 de novembro).

Salão de Bolonha começa no próximo dia 4
O Salão de Bolonha (Itália), começa no próximo dia 4 dezembro com provas demonstrativas de rali, alguns lançamentos e vários protótipos. As corridas na lama contarão com as equipes Ford, Mitsubishi e Subaru e vão ter pilotos de primeira categoria, como Colin McRae, campeão mundial de 1996 e Brands Gronholm, que detentor os título de 2000 e 2002. Entre as novidades, serão destaque os modelos mostrados em Paris (França), em setembro, como a Ferrari F430 e a nova geração do Porsche 911. (Carsale, 23 de novembro).

A indústria de motores acelera
A indústria de motores – equipamentos considerados o coração dos automóveis - , vai ficar com parcela significativa dos cerca de US$ 1,5 bilhão em investimentos inicialmente programados pelas montadoras e fornecedores de autopeças para 2005. O setor é dominado pelas próprias fabricantes de veículos e empresas independentes que desenvolvem tecnologia própria para o carro nacional e também se consolidam como plataforma de exportação de motores de baixa cilindrada. No rastro das montadoras, o setor vai produzir este ano volume recorde de 2,4 milhões de motores, dos quais 14% para exportação. A perspectiva para 2005, que será dominado pelos motores multicombustíveis, é de crescimento de 10%. As vendas externas devem totalizar 400 mil unidades. “O Brasil tem custos competitivos, mão-de-obra qualificada e tecnologia”, justifica o coordenador do grupo de motores do Sindicato Nacional dos Fabricantes de Autopeças (Sindipeças), Rodrigo de Castro Pereira Nunes. O País, diz ele, especializou-se principalmente no desenvolvimento dos equipamentos de baixa cilindrada, como as versões 1.4 e 1.6. (Estadão, 22 de novembro).

BorgWarner eleva nível de nacionalização dos produtos
A subsidiária brasileira da BorgWarner Turbo Systems já iniciou o processo de nacionalização do conjunto de embreagens para ventiladores de refrigeração de motor que equipa o caminhão Titan da Volkswagen. Segundo Sérgio Castioni Veirnet, gerente geral da empresa, esse componente - da série 710 - é todo importado da Alemanha e a meta da empresa é elevar o conteúdo de peças brasileiras para 75% em 2005. "É o índice máximo de itens nacionais que esse produto pode conter, porque o silicone que se utiliza nas embreagens não tem fabricante no Brasil", explica Veirnet. (Gazeta Mercantil, 22 de novembro).

Delphi prevê 2,4 milhões de veículos
Preocupada em atender à crescente demanda do setor automotivo nacional, a Delphi Automotive Systems líder mundial em autopeças, montou uma equipe de engenheiros e técnicos para trabalhar especialmente junto aos fornecedores do nível dois no País com o objetivo de melhorar seu desempenho. "Temos alguma dificuldade de fornecimento, principalmente de fundidos e forjados. Por isso, queremos reduzir os custos e aumentar a produtividade dos nossos fornecedores", disse Gábor Deák, presidente da Delphi para a América do Sul. Eleito ontem em São Paulo presidente da SAE Brasil - Sociedade de Engenheiros da Mobilidade -, durante o congresso anual da entidade, Deák espera que a produção nacional de veículos atinja 2,4 milhões de unidades em 2005. Neste ano, segundo Deák, a receita da Delphi na América do Sul deverá chegar a US$ 658,8 milhões, o que representará um crescimento de 35% em relação aos US$ 488 milhões do ano passado. As exportações representam 25% do faturamento, informou o dirigente (Gazeta Mercantil, 19 de novembro).

Setor propõe novo ciclo de expansão
As montadoras reivindicam plano setorial para criar condições de crescimento sustentado. As montadoras instaladas no Brasil querem recriar um novo ciclo de crescimento da produção de veículos como o registrado entre 1990 e 1997, que passou de 914 mil unidades para 2,07 milhão de unidades. "Nesse período crescemos 12,4% ao ano, impulsionados pela estabilidade econômica e outros fatores positivos", disse ontem o presidente da Anfavea. Depois do circulo virtuoso, vieram as condições desfavoráveis - a indústria automobilística espelhou essa situação e só agora, em 2004, retomará a produção acima de 2 milhões de veículos. As medidas de incentivos para acelerar a venda de carros, sinalizadas nos últimos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, claro, foram bem recebidas pelas montadoras. Mas, Anfavea quer ampliar o debate sobre o setor. "Descartamos ações pontuais, imediatistas e de curto prazo. Nossa visão é estrutural. Precisamos de medidas que tragam crescimento sustentável", afirmou Golfarb. O dirigente disse que a Anfavea levou a vários setores do governo um esboço de política setorial com pontos que pretende colocar em discussão. "Quando assumimos consensualmente essa tarefa, não imaginamos que uma decisão possa vir em seis meses, até porque a complexidade não permite imediatismo" (Gazeta Mercantil, 19 de novembro).

Montadoras querem vender 2 mi de veículos por ano até 2006
As montadoras querem elevar as vendas internas de veículos para 2 milhões de unidades por ano. A meta é alcançar esse volume até 2006. Pelas previsões da Anfavea, as vendas deverão chegar a 1,540 milhão de unidades neste ano. Para incrementar as vendas em cerca de 500 mil unidades, a Anfavea conta com a criação de um plano de política setorial para a indústria automotiva. Esse plano deve prever incentivos para os investimentos, produção, vendas e utilização dos veículos. Se esse plano não for criado, a Anfavea estima que a indústria brasileira perderá investimentos para outros mercados, como Leste Europeu, China e Índia. Como conseqüência, a indústria nacional perderá competitividade, já que os investimentos serão destinados para outros parques, que também concorrem com o Brasil no mercado mundial. Além de perder lugar no comércio internacional, a Anfavea também se preocupa com a posição da indústria brasileira dentro do mercado interno. Alguns acordos bilaterais, como com o México, serão ampliados a partir de 2005 para 210 mil unidades anuais. "Os acordos são vias de mão dupla. Do mesmo jeito que outros mercados se abrem para nós, outros países também vão querer vender seus produtos aqui", afirmou Golfarb. Segundo ele, a indústria precisa estar preparada para esse movimento de mercado. "Ninguém compra carro por conta da bandeira de nacionalidade. As pessoas compram pelo preço, pela qualidade e por outros fatores." (Folha de S.Paulo, 19 de novembro).

Celulares poderão abrir as portas do carro
Os telefones celulares adquirem cada vez mais funções, como câmera fotográfica, gravador, calculadora, entre outras finalidades. Em breve, o aparelho telefônico também poderá ser usado como controle remoto para abrir as portas do carro. Esse novo recurso ainda está em estudo, já que envolve questões de segurança, que poderão ser resolvidas por códigos a serem digitados pelos usuários, por exemplo. Já existem protótipos de celulares capazes de destravar as portas do carro que poderão ser lançados no mercado em breve. Mas, por enquanto, os telefones móveis agem apenas nos sistemas de navegação por satélite e como integrantes dos equipamentos de telefonia dos carros. Apenas a título de curiosidade, no filme do agente secreto 007, "Amanhã Nunca Morre", havia um telefone celular capaz de controlar o carro, inflar pneus e dar choques de 20 mil (Carsale, 19 de novembro).

Vendas de populares caem na 1ª quinzena
As vendas de modelos populares caíram na primeira quinzena de novembro em relação ao mesmo período do mês passado. Nos primeiros 15 dias desse mês foram vendidas 24.980 unidades, 0,68% a menos do que o registrado nas duas primeiras semanas de outubro, quando a indústria automobilística vendeu 25.152 unidades. Na comparação com a primeira quinzena de novembro de 2003 (27.503 unidades vendidas) a queda foi de 9,1%. A participação dos populares nas vendas da primeira quinzena de novembro ficou em 46,6%, 0,9 ponto percentual a menos do que mesmo período do mês passado (47,5%). Na comparação com a primeira quinzena de novembro de 2003, quando a participação dos populares foi de 55,8%, a queda foi de 9,2 pontos percentuais. No acumulado de 2004, os modelos do segmento representam 47,5% do total das 1.236.351 unidades vendidas (Carsale, 19 de novembro).

Receita da Embraer é 80% maior que a de 2003
A crise financeira que afeta as principais companhias aéreas dos Estados Unidos obrigou a Embraer a refazer suas previsões de entrega de aeronaves em 2004. Mesmo assim a empresa continua superando os números de 2003. No período de janeiro a outubro deste ano as exportações da Embraer somaram US$ 2,7 bilhões, volume 80% superior se comparado ao mesmo período de 2003. As entregas de aeronaves, este ano, apesar da redução de 15 jatos, provocada pela situação de concordata da US Airways, ainda serão 43% maiores que no ano passado. Em outubro, no entanto, as exportações da Embraer atingiram US$ 242 milhões, 21% menor que em setembro, quando a empresa exportou US$ 309 milhões. A receita líquida da empresa no acumulado de janeiro a setembro atingiu R$ 7,5 bilhões (Gazeta Mercantil, 18 de novembro).

Banco Volks faz 60% das vendas de 0 km
O Banco Volkswagen é responsável por mais de 60% das vendas de carros zero-quilômetro da Volks do Brasil. 'Conseguimos isso por meio da parceria com nossos revendedores. Eles analisam o histórico e facilitam a aprovação dos cadastros com a central do Banco Volkswagen, em São Paulo. Também implantamos um sistema denominado Controle de Crédito On-Line (CCO), que atua como um facilitador de negócios, pois os cadastros são aprovados em 15 minutos', explica o supervisor do Banco Volkswagen para a região Sul, Dalmo Bestetti (Correio do Povo, 18 de novembro).

Portas de veículos devem ficar mais seguras em 2008
Os Estados Undos e mais 21 países devem entrar com processo para tornar mais rigorosos os padrões de segurança das portas. Depois que as novas normas forem adotadas, os fabricantes de todas as marcas terão que seguí-las. As mudanças que deverão ser adotadas devem incluir reforços e dispositivos que impeçam que as portas sejam abertas em caso de acidente. Segundo o departamento norte-americano responsável pela segurança no trânsito, se tudo der certo, os novos padrões devem entrar em vigor a partir de 2008. Segundo o supervisor do departamento de segurança no trânsito dos Estados Unidos, Steave Kratzke, estima-se que 11 pessoas morrem no país ianque todos os anos porque as portas de seus carros foram abertas em acidentes. Kratzke diz também que mantendo as portas fechadas em colisões também será possível estabelecer um funcionamento mais eficaz de itens como air bags laterais e barras de proteção contra capotamento (Carsale, 18 de novembro).

Para direção da SAE produção atingirá 2,2 milhões neste ano
A produção de veículos brasileiros em 2004 deve ultrapassar o volume de 2,1 milhões de unidades projetados pela Anfavea e chegar a 2,2 milhões, com 1,6 milhão absorvidos pelo mercado interno. A revisão da meta, resultado da expectativa de aquecimento da economia nos últimos dois meses do ano, foi apresentada na terça-feira, 16, pela diretoria da SAE Brasil, durante abertura do 13º Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade, em São Paulo. E os recordes não param por aí. De acordo com Hugo Ferreira, presidente do congresso e da Dana South America, as exportações da indústria devem alcançar US$ 13 bilhões, somados todos os elos da cadeia automotiva, do total de US$ 100 bilhões esperados para a balança comercial brasileira: “Nunca antes tivemos desempenho tão significativo. Até este ano nosso melhor resultado girava em torno de US$ 9 bilhões”. Para 2005 a expectativa de Ferreira é que a participação do setor de autopeças nos embarques ao Exterior pa sse de US$ 5 bilhões para US$ 6 bilhões. (AutoData, 17 de novembro).

Pacote fiscal para vender mais carros - 1
O ministro da Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, confirmou ontem, na fábrica da Fiat Automóveis, em Betim (MG) que governo federal irá lançar um pacote fiscal em 2005, para aumentar a venda de veículos no mercado interno. A meta, conforme o ministro, é comercializar 500 mil carros a mais em 2006, chegando a dois milhões de automóveis por ano. "Uma das maneiras de se alcançar este volume de comercialização é postergar uma parte da tributação retirando do carro novo o imposto que tem hoje. Esse imposto será recolhido à medida que o carro vai sendo utilizado", disse. Entretanto, Furlan admitiu que as negociações passam também pelos governos estaduais, já que boa parte dos impostos embutidos nos valores dos veículos são recolhidos pelos tesouros estaduais. "A proposta que a Anfavea colocou já prevê que não haverá queda de arrecadação do Tesouro Nacional, porque o aumento da produção compensaria uma eventual perda de impostos. Mas isso depende principalmente dos governos estaduais", acrescentou o ministro (Gazeta Mercantil, 17 de novembro).

Pacote fiscal para vender mais carros - 2
O presidente da Fiat do Brasil, Roberto Vedovato, disse que a montadora já estuda a hipótese de redução de preços, se a demanda no mercado interno for incentivada. "Dessa forma não se perde em arrecadação. Mas o governo deve elaborar agora sua proposta". Segundo o executivo, para o mercado automobilístico alcançar o crescimento esperado pelo governo federal há a necessidade de incentivos para favorecer a camada da população com menor poder aquisitivo. "A renda no Brasil ainda é muito baixa e para permitir que o consumidor compre um carro novo tem que haver a possibilidade de pagamentos com prazos mais longos e acho que o governo vai trabalhar nesse sentido", acrescentou. A expectativa da montadora é fechar este ano com uma elevação da ordem de 11% nas vendas de veículos e em 2005 este número seja acrescido de 4% a 5% (Gazeta Mercantil, 17 de novembro).

Elring Klinger fará peça de motor em plástico
A Elring Klinger, fabricante alemã de autopeças, vai instalar uma linha de produção de injeção de plásticos para tampa de válvulas de motor na sua unidade de Piracicaba, no interior de São de Paulo. Segundo Hans Eckert, diretor da Elring Klinger do Brasil, a companhia vai aproveitar o know how que possui para explorar a oportunidade de crescimento deste segmento de negócio no mercado brasileiro. "Vamos oferecer componentes plásticos para as montadoras que ainda importam essa peça da Europa", disse Eckert, durante o Congresso Society Automotive Engineers (SAE) que acontece até amanhã no Transamérica Expo Center, em São Paulo (Gazeta Mercantil, 17 de novembro).

Advantage, a série especial do Astra
A General Motors está lançando a série especial Advantage para o hatch Astra, de duas portas. O modelo custa R$ 38.990 e traz ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico (vidros, retrovisores e travas) e rodas de alumínio. O motor é o mesmo 2.0 bicombustível das outras versões, que rende 127 cv com álcool e 121 cv com gasolina. Por fora, a única diferença fica por conta da inscrição Advantage (Diário de São Paulo, 17 de novembro).

John Deere operará em Montenegro em 2006
A John Deere lançou a pedra fundamental da fábrica de tratores que implantará em Montenegro, com produção prevista a partir de 2006. Dois integrantes da diretoria mundial da empresa participaram do evento, quando foi anunciada a transferência do vice-presidente sênior de Manufatura e Engenharia da Deere & Company, Max Guinn, para Porto Alegre e a promoção do presidente da John Deere do Brasil, Jim Martinez, para a vice-presidência mundial para a América do Sul. 'O investimento em Montenegro eleva o compromisso da John Deere com o RS a um novo patamar', afirmou o presidente da Divisão Agrícola para Europa, África e América do Sul, David Everitt. 'O investimento é muito importante para o RS, que passará a fabricar 70% das máquinas agrícolas produzidas no Brasil', ressaltou o governador Germano Rigotto (Correio do Povo, 17 de novembro).

Ford vendeu a fábrica de motores Cosworth
A Ford vendeu este final de semana o fabricante de motores Cosworth, que equipa modelos de diversas categorias do automobilismo mundial. Os novos proprietários da marca são Kevin Kalkhoven e Gerald Forsythe, da OWRS, organizadora da Champ Car, correspondente à Fórmula Mundial. Todos os monopostos da competição usam motores Cosworth. A Cosworth foi fundada em 1958 e hoje conta com uma planta - localizada em Northampton (Inglaterra) - que emprega 600 pessoas. Os motores da marca já deram o título para grandes ídolos da Fórmula 1, como os brasileiros Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi. Além da Cosworth, a Ford anuncia também a venda da equipe Jaguar de F-1 para o fabricante de bebidas Red Bull (Carsale, 17 de novembro).

Crescimento do setor automotivo em pauta
O crescimento de 8% do mercado brasileiro de veículos em 2004 prepara o terreno para uma firme tendência de recuperação ao longo dos próximos anos. Falta, porém, um consenso de qual será o ritmo dessa reação de vendas e isso depende também da situação da economia como um todo. Este ano o Brasil vai bem. Vamos crescer 4,2%, mas sobre uma base comparativa muito baixa, a de 2003. Repetir esses números positivos em 2005 já não será tão fácil (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de novembro) Leia mais...

Batendo o nível dos 100 mil empregos
Depois de seis anos, a indústria voltou a empregar diretamente mais de 100.000 pessoas em outubro. Foram 10.000 novos postos desde janeiro e remunerados acima da média da indústria geral. Com a tendência mundial de terceirização e de robotização, é um bom número. Na cadeia produtiva, pelo menos mais 30.000 empregos (autopeças e concessionárias). (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de novembro)

Falta espaço para pickup Fiesta em Camaçari?
Pickup Fiesta está mesmo “encantada”. Prevista nos planos iniciais para a fábrica de Camaçari, BA, ainda carece de definições. Para complicar, é provável que a capacidade instalada esteja totalmente coberta dentro de 18 meses só com hatch, sedã e EcoSport, se os mercados interno e externo continuarem no ritmo atual. Fora da Bahia os custos são mais altos (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de novembro)

O flex da Saab com tecnologia da Ford
Mesmo no mundo globalizado, há falhas de comunicação que prejudicam cooperação técnica e aumentam custos. No recente Salão de Paris, a Saab, do Grupo GM, mostrou um motor flex com tecnologia da Ford americana. Engenharia da GM do Brasil garante que isso não se repetirá, pois a marca sueca se integrará mais daqui em diante (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de novembro)

Prensagem radical contra desmanches clandestinos
Entre as sugestões para acabar com desmanches clandestinos, que receptam produtos roubados, há uma bem radical: compactar em grandes prensas veículos acidentados com perda total. A baixa dos documentos seria automática para evitar as clonagens. Melhor, porém, seria uma fiscalização dos ferros-velhos atuais. Eles estão por toda a parte, desmontando ilegalmente (Fernando Calmon, Alta Roda, 15 de novembro).

RS exporta ônibus para Arábia
Cem ônibus do modelo rodoviário serão embarcados no próximo dia 19, no Porto de Rio Grande, a bordo do navio Carmem B. A carga faz parte de um lote de 273 unidades produzido pela empresa Comil Carrocerias e Ônibus, de Erechim, que terá como destino a Arábia Saudita. O lote é composto por 200 veículos do modelo rodoviário e 73 do urbano e está avaliado em 20 milhões de dólares. Será a maior exportação já feita pela Comil para um único cliente. Os ônibus foram compradas pela Taseco, operadora de ônibus com sede em Jeddah. Os modelos urbanos vão circular pelas ruas da cidade de Meca, e os rodoviários farão o transporte de fiéis muçulmanos durante o Hajj, época de peregrinação à cidade sagrada. As unidades foram adaptadas para atender ao mercado árabe. Na parte interna do ônibus foi instalado, por exemplo, um reservatório de água para que os peregrinos, como prescreve o ritual, lavem o rosto e as mãos antes das orações (Correio do Povo, 15 de novembro).

Volkswagen corta investimentos em 6%
A Volkswagen disse que cortará em 5% o investimentos em operações automobilísticas nos próximos dois anos, além de reduzir os investimentos em suas joint ventures na China, para estancar as quedas sucessivas no lucro desde 2002 (Dow Jones/Estadão, 15 de novembro).

Lula quer reduzir impostos de carros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem que quer intermediar em 2005 um amplo acordo do governo federal e dos governos estaduais com a indústria automobilística para redução de impostos sobre veículos. O anúncio foi feito durante a solenidade que marcou o início da produção no País do modelo Peugeot 206 SW, no Centro de Produção de Porto Real (CPPR) da Peugeot Citroën, no sul fluminense. O presidente não deu detalhes sobre a proposta, mas foi aplaudido ao mencionar que, na véspera, assinara medida isentando a produção de livros de tributos federais. “Queremos ver se no próximo ano a gente pode fazer um acordo com a indústria automobilística para que haja redução daqueles impostos que entendemos que o Estado e o governo federal possam abrir mão, para que esses impostos possam significar também mais crescimento da produção de automóveis, mais consumo interno e mais emprego”, discursou Lula. (Estadão, 12 de novembro).

Fras-le consolida receita recorde e sobe ao Nível 1
A gaúcha Fras-le, integrante da holding Randon S.A. e maior fabricante latino-americana de materiais de fricção, ingressou ontem no Nível 1 da Bovespa, tornando-se a 32 empresa listada neste segmento das que seguem as práticas de governança corporativa. O Nível 1 é uma espécie de entry level para o conjunto de companhias com ações na Bovespa que seguem preceitos de boa governança. Além das 32 do Nível 1, há cinco outras alinhadas no Nível 2, com regras mais rigorosas, e apenas três no chamado Novo Mercado, absolutamente exigente de informações e transparência na relação com o mercado e os acionistas (Gazeta Mercantil, 12 de novembro).

ALL controla custos e eleva o lucro
A América Latina Logistica (ALL) obteve um lucro líquido de R$ 47,6 milhões no terceiro trimestre de 2004, indicando um crescimento de 102,7% em relação ao desempenho de igual período. O lucro líquido acumulado de nove meses ficou em R$ 99,3 milhões , um evolução de 1.847,1% sobre o apurado em setembro de 2003. "Apesar das adversidade que tivemos de conviver, no último trimestre, o resultado da empresa foi muito bom", disse o diretor operacional e de relações com o mercado, Sérgio Pedreiro, da ALL. (Gazeta Mercantil, 12 de novembro).

Planos ambiciosos da PSA na América do Sul
O presidente do grupo PSA Peugeot Citroën, Jean-Martin Folz, disse ontem durante a inauguração da linha da produção do modelo 206 station wagon da Peugeot, na fábrica de Porto Real (RJ), que a contribuição da América do Sul aos resultados consolidados do grupo mundial continuará negativa em 2004, porém menor que em 2003, sem citar valores. "Esperamos obter uma melhora em 2005, mas não podemos prever se atingiremos o equilíbrio financeiro", destacou Folz. Ele atribuiu a participação negativa das operações da América do Sul nos resultados mundiais, em parte, ao alto conteúdo importado dos veículos fabricados em Porto Real de 29%. Além de aumentar o volume de produção na região Folz disse que o objetivo do grupo PSA é com a integração local, ou seja, atrair mais fornecedores brasileiros, o que aumentará o índice de nacionalização dos produtos. Com 3,286 milhões de veículos vendidos no mundo em 2003, o que lhe garantiu 5,8% de participação, o grupo PSA é rentável mundialmente. Segundo Folz, de 1998 a 2003 o faturamento cresceu mais de 90%, de € 28,5 bilhões para € 54,2 bilhões. O resultado líquido, que estava negativo em € 420 milhões, saltou para € 1,5 bilhão positivos.
Folz disse que o grupo PSA tem estratégias ambiciosas para a América do Sul, onde mantém quatro fábricas - duas na Argentina, onde faz carros médios e motores, e duas no Brasil, onde produz carros pequenos e também motores. No Brasil, o grupo investiu desde 2001 cerca de US$ 725 milhões e, para a produção da perua 206 - quarto modelo do grupo no País - foram gastos mais US$ 30 milhões, segundo Folz (Gazeta Mercantil, 12 de novembro).

Volks bate recorde em exportações
A Volkswagen do Brasil exportou 176.723 veículos até outubro. Com isso, a empresa já superou em dez meses o total de vendas para o exterior de todo o ano de 2003. No ano passado, a Volks também havia batido recorde nas exportações, com 166.648 unidades vendidas para o exterior. Para 2004, a meta da empresa é atingir 200 mil unidades enviadas para 50 mercados no exterior, com faturamento de US$ 1,5 bilhão e um saldo na balança comercial de US$ 1 bilhão. O modelo mais exportado da indústria brasileira neste ano foi o Gol, com 91.863 unidades comercializadas para mais de 20 mercados. Em seguida aparecem Golf (25.305 unidades), Fox (18.049), Polo (16.780), Parati (13.704) e Saveiro (5.028). Neste ano, a Volks passou a vender para dez novos mercados: Marrocos, Argélia, Nigéria, Bulgária, Abu Dhabi, Cazaquistão, Gabão, Gâmbia, Rússia e Ucrânia. O maior mercado externo para a empresa é o México, que recebeu 43% do total exportado pela marca, seguido pela Argentina e Estados Unidos (Folha Online, 12 de novembro).

Montadoras cortam férias para atender produção
A produção de veículos está em ritmo acelerado. A expectativa das montadoras é fechar o ano com uma produção de 2,1 milhões de unidades. Se confirmada a previsão, será a maior produção da história da indústria automotiva no país. Para dar conta desse incremento de produção, as montadoras estão sendo obrigadas a cortar as tradicionais férias de final de ano. Na Ford, por exemplo, os trabalhadores da fábrica de motores de Taubaté (130 km de SP) não terão descanso. A montadora ainda não definiu a programação de trabalho das plantas de São Bernardo, no ABC paulista, e em Camaçari (BA). Mas o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que tudo indica que somente parte dos funcionários da fábrica de veículos de São Bernardo entrará em férias. Os trabalhadores das fábricas de caminhões e da estamparia não terão o descanso de final de ano. Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques da Silva, o trabalho também será contínuo em Camaçari (BA). "As fábricas vão trabalhar direto, sem parada para as férias." Na Scania, a produção em alta vai acabar com as férias coletivas. Em vez de folga generalizada, a empresa deve conceder férias seletivas para os funcionários de São Bernardo. Já a General Motors adiou as férias de dezembro para janeiro de 2005. A medida vale para as unidades de São Caetano (ABC paulista), São José dos Campos (91 km a nordeste de SP) e Gravataí (RS). O período de férias ainda não foi marcado. Na DaimlerChrysler de São Bernardo, no ABC paulista, os funcionários ficarão sem as tradicionais férias de final de ano. Em vez disso, poderão folgar de 23 de dezembro a 3 de janeiro (Folha Online, 12 de novembro).

ALL lucra R$ 47,6 milhões com expansão de 102,7%
A América Latina Logística (ALL), maior operadora logística com base ferroviária da América Latina, obteve lucro líquido de R$ 47,6 milhões no terceiro trimestre de 2004 - crescimento de 102,7% em relação ao lucro de R$ 23,5 milhões do mesmo período de 2003. No acumulado de nove meses, a empresa apresentou lucro líquido cerca de 20 vezes maior do que o do ano anterior, com crescimento de 1.847,1% - de R$ 5,1 milhões para R$ 99,3 milhões (Correio do Povo, 12 de novembro).

Biodiesel poderá ficar isento de PIS e Cofins
A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o programa nacional de biodiesel - que prevê a adição de 2% de óleos vegetais ao diesel mineral - deverá contar com isenção ou redução das alíquotas de PIS e Cofins. Depois de encontro com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ela explicou que a idéia do governo é utilizar itens produzidos pela agricultura familiar, como mamona e dendê. 'O programa terá forte ênfase na desoneração fiscal para que agricultores do semi-árido do país queiram produzir biodiesel. A alíquota de PIS/Cofins pode ser suavizada, mas a tendência é que em certos casos seja zero', disse ela. Para a ministra, o programa de biodiesel é importante para que o Brasil consiga reduzir a dependência da importação de diesel mineral e para ajudar a preservar o ambiente (Correio do Povo, 12 de novembro).

Importadores de veículos têm bom resultado em outubro
As empresas filiadas à Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores repetiram em outubro o resultado do mês de julho, representando ambos o melhor resultado de vendas no atacado em 2004. Com 319 unidades comercializadas, os importadores anotaram crescimento de 17,3% em relação ao mês anterior, quando foram vendidas 272 unidades. Em relação a outubro de 2003, cujo volume foi de 305 veículos, o crescimento foi de 4,6%. No acumulado de 10 meses, as atuais associadas da Abeiva também tiveram aumento nas vendas, agora de 8,8%. Foram 2.937 unidades ante 2.699 em igual período de 2003, sugerindo, assim, uma tendência de alta, embora ainda incipiente. A participação da Abeiva sobre o mercado total foi de 0,23%, enquanto em setembro essa marca foi de 0,19% (Carsale, 12 de novembro).

O lucro da Randon aumenta 145%
A Randon S.A. Implementos e Participações e suas controladas encerraram o terceiro trimestre de 2004 com um lucro líquido de R$ 91,9 milhões, resultado 145% superior ao mesmo período do ano passado. A receita líquida consolidada do grupo de Caxias do Sul alcançou R$ 1,19 bilhão, uma elevação de 44% sobre intervalo entre janeiro e setembro do exercício anterior. Já o faturamento bruto nos nove primeiros meses de 2004 foi de R$ 1,70 bilhão, o equivalente a um crescimento de 50% sobre o resultado nos três primeiros trimestres de 2003. A margem bruta consolidada acumulada subiu de 29% para 33% (Gazeta Mercantil, 11 de novembro).

Agrale lança versão "off road" do jipe Marruá
A Agrale S.A., de Caxias do Sul (RS), apresentou ontem, em Gramado, na Serra Gaúcha, a versão "civil" do jipe Marruá, desenvolvida para as Forças Armadas, e que terá só 100 unidades produzidas para atender ao público praticante de "off road". A empresa também lançou o chassi Midbus, que abre mercado para ônibus intermediários com aplicações urbanas e intermunicipais, e a linha 2005 de caminhões e chassis com motorização eletrônica (Gazeta Mercantil, 11 de novembro).

Braskem investe na excelência operacional
A Braskem anunciou ontem o programa "Braskem +", que engloba um conjunto de iniciativas e projetos que visam melhorar a competitividade e ampliar os ganhos da empresa, gerando maior excelência operacional. O projeto consiste em 218 iniciativas específicas, entre melhorias de processos industriais, ampliação da capacidade produtiva, construção de novas fábricas e corte de custos fixos e variáveis. "Muitos processos da Braskem estão em um nível ‘estado da arte mundial’, mas alguns ainda não estão. Queremos chegar a um novo patamar de competitividade através de melhorias operacionais, o que vai reforçar o nosso posicionamento como uma petroquímica de classe mundial", disse o diretor de relações externas da Braskem, Alexandrino de Alencar. Com o programa, iniciado em meados deste ano, a Braskem espera conseguir economias de R$ 420 milhões até 2007, em bases anualizadas e recorrentes (Gazeta Mercantil, 11 de novembro).

Chevrolet apresenta sua nova campanha
A Chevrolet lança na América Latina uma nova campanha institucional para reforçar o compromisso da marca com os clientes. Na ação de marketing denominada 'Ícone', a gravata borboleta dourada, símbolo da Chevrolet, contará uma história sobre tecnologia, qualidade, produtos e serviços. Segundo o diretor de Publicidade e Marketing da General Motors para a América Latina, África e Oriente Médio, Wayne Brannon, o objetivo da nova campanha é ajudar a vender mais carros e picapes (Correio do Povo, 11 de novembro).

Exército dos Estados Unidos terá novo veículo

O gigantesco Humvee usado pelo exército norte-americano vai ser substituído por um modelo ainda maior. Trata-se do Smart Truck 3, fabricado pela empresa sediada em Chicago (EUA), Internacional Truck and Engine, especializada em produzir caminhões, pequenos ônibus e motores a diesel. O verdadeiro monstro sobre quatro rodas pesa 3.628 kg, ante 2.267 kg do Humvee. Além de mais pesado, o novo carro é um metro mais alto e 1,22 m mais longo que o Humvee, ou seja, são 2,93 m de altura e 6 m de comprimento. O motor V6 4.5 turbodiesel gera 240 cavalos e brutais 60,9 kgfm de torque a apenas 2.000 rpm, o que é suficiente para atingir 137 km/h, segundo o fabricante. No Humvee que será substituído, o motor é 6.5, mas o rendimento é menor (195 cv e 52,5 kgfm a 1.800 rpm). Entre os recursos que estarão disponíveis para os soldados destacam-se detector da substância antrax, blindagem com reforço de Kevlar, câmeras capazes de visualizar o inimigo à noite e monitores de 25 polegadas ligados a computadores controlados por toques na tela. Além disso haverá sistema de navegação por satélite e sistema que permite detectar defeitos à distância. Mas o que mais surpreende é que existem planos de lançar uma versão para departamentos de segurança e até para cidadãos comuns. Assim, o Smart Truck 3 passa a ser candidato a entrar no lugar do Hummer como carro preferido de jogadores de basquete famosos e celebridades norte-americanas (Carsale, 11 de novembro).

Vendas de usados tiveram alta de 36,8%
As vendas de veículos usados pelas revendas independentes no Estado de São Paulo, em outubro, totalizaram 49.916 unidades, volume 36,8% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado, apontam os dados divulgados hoje (10) pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado de São Paulo (Assovesp). Com relação a setembro, quando foram comercializadas 48.573 unidades, houve alta de 2,8%. No acumulado do ano o mercado absorveu 444.527 veículos usados, 14% a mais que o consolidado em igual período de 2003 (389.978 unidades) (Carsale, 11 de novembro).

Setor siderúrgico tem lucro de 218%
O ganho operacional consolidado de cinco siderúrgicas de capital aberto ilustra o desempenho do setor neste ano: aumento de 278% no terceiro trimestre em relação a igual período de 2003, para R$ 3,7 bilhões. O lucro líquido total cresceu 218% e somou R$ 2,7 bilhões. A explicação para números tão expressivos vem de uma combinação de fatores, segundo analistas. O preço do aço continua alto, a demanda internacional manteve-se aquecida e a queda do dólar de junho a setembro (8,6%) reduziu as despesas financeiras. “As vendas para o mercado doméstico também melhoraram, o que diminuiu os custos com vendas (frete, ect.)”, destacoua analista Catarina Pedrosa, do Banif Investment Banking. Como resultado, a receita líquida global somou R$ 12,3 bilhões no trimestre, com alta de 58%. A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda, avançou 123%, para R$ 4,9 bilhões. (Estadão, 11 de novembro).

Peugeot lança hoje no Rio seu segundo carro nacional
Montadora instalada no País há três anos, a PSA Peugeot-Citroën lança hoje, na fábrica de Porto Real, município do sul fluminense, seu segundo modelo de carro de fabricação nacional, em solenidade que terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Peugeot 206 SW, versão perua do modelo hatch, deve estar à venda a partir de março, como motores 1.6 e 1.4 a gasolina. Até o fim de 2005, estará disponível o modelo bicombustível (a álcool e a gasolina) com motor 1.6. Para produzir a nova perua, a montadora investiu em torno de US$ 30 milhões. A estimativa é que, das 15 mil unidades que serão produzidas anualmente, 4 mil sejam exportadas. (Estadão, 11 de novembro).

Teste: 60% adulteram gasolina
A situação do mercado de combustíveis de São Paulo é muito pior do que se imaginava. Levantamento feio em 10% dos postos da Grande São Paulo pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Estado, com a Secretaria da Fazenda, mostrou que 60,9% vende gasolina adulterada. A fraude por mistura de álcool – que em alguns casos supera 70% - e de solventes ao combustível. Dos 238 postos analisados, em 153 havia adulteração. A mistura, além de provocar danos nos automóveis, corrói também os cofres do Estado. A Secretaria da Fazenda estima perdas de R$ 500 milhões por ano. No País, pode chegar a R$ 5 bilhões. A situação é definida como aberração por Hélio Pirani Fiorin, diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sincopetro). “Há postos que vendem 1 litro de gasolina por R$ 1,79; o preço de custo é R$ 1,81. Apesar das evidências, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) não faz nada.”. (Estadão, 11 de novembro).

GM economiza R$ 300 mil ao exporta por São Sebastião
Por causa da saturação do Porto de Santos, a General Motors, com mais de 20% da sua produção voltada ao mercado externo, recorreu ao Porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, para enviar veículos ao México, um dos seus principais clientes. Essa mudança mostrou-se econômica. O envio dos carros fabricados em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, e em São Caetano do Sul, no ABC paulista, via São Sebastião resultou em economia de R$ 300 mil para a montadora em relação a Santos, tradicional ponto de escoamento de veículos brasileiros. Ontem, a montadora realizou seu primeiro embarque de 4,540 modelos Corsa. Astra, Meriva e Montana por essa rota, uma alternativa ao Porto de Santos, que opera no limite. "É um embarque piloto, mas se tudo funcionar bem vamos usar esse porto com mais freqüência", disse o presidente da GM, Ray Young. (Estadão, 10 de novembro).

Petrobras acelera projetos na área de petroquímica
A Petrobras está acelerando os novos projetos na área petroquímica desde que a diretoria de Abastecimento foi assumida por Paulo Roberto Costa, em maio. Segundo ele, três projetos, a serem tocados pela Petroquisa (Petrobras Química), são prioritários: o pólo gás-químico integrado de propeno e polipropileno (PP), em Paulínia, SP; o complexo de ácido acrílico (acrilatos) e SAP (polímeros superabsorventes), em Betim, MG, e a refinaria de óleo pesado, em que um dos parceiros será o Grupo Ultra, sem local definido. (Estadão, 10 de novembro).

Mercedes-Benz participa da Fetransrio

A Mercedes-Benz mostra durante a Fetransrio - que começa amanhã e vai até dia 12 na Marina da Glória, no Rio, cinco chassis para os transportadores locais - um é o chassi urbano OF 1722 M, em vendas há apenas quatro meses, e indicado para uso urbano e intermunicipal. Tem motor eletrônico Mercedes-Benz e freio motor auxiliar Top Brake, equipamentos que segundo a marca "garantem ao frotista ganhos significativos nos custos operacionais, em especial na economia de combustível". Outros chassis exibidos - O 500 RS e RSD, recém-lançados no mercado - atendem serviços rodoviárias nas médias e longas distâncias. A Mercedes destaca que no item manutenção, o principal destaque desses ônibus é o sistema "diagnose on board" que permite ao condutor verificar de imediato itens relacionados ao funcionamento do motor, temperatura, código de falhas entre outros. Também na Fetransrio a Mercedes mostra o chassi OH 1623 LG movido a gás natural e o OH 1623 LAG, específico para aplicações urbanas que atende tanto corredores quanto linhas troncais 10 de novembro).

PAG concorre para melhorar a rentabilidade
O Premier Automotive Group (PAG), que reúne as marcas de luxo pertencentes ao leque da Ford Motor Company, se prepara para dar um passo importante no Brasil: o de criar concessionárias multimarcas, unindo "irmãos" sob um mesmo teto, aumentando o número de pontos-de-venda e a rentabilidade para os distribuidores, graças a um menor custo da operação. Diferentemente dos Estados Unidos e Europa, regiões onde o PAG congrega cinco marcas – incluindo Lincoln e Aston Martin-, aqui, o grupo conta com apenas três: a sueca Volvo e os ingleses Land Rover e Jaguar. O Premier Automotive Group foi criado para racionalizar tudo o que não envolve as marcas. No Brasil, por exemplo, Volvo, Jaguar e Land Rover compartilham as áreas administrativas, de logística, de importação, o que representa um corte de custos expressivo. Já os setores de vendas, marketing são individuais para cada bandeira (Gazeta Mercantil, 10 de novembro).

Viamar lança serviço de proteção automotiva
O Grupo Viamar, revendedor Chevrolet, passou a oferecer aos consumidores de veículos novos e seminovos o Protemax, um novo serviço de proteção de pintura, estofamento, restauração interna e limpeza de ar-condicionado, feito em parceria com a Ziebart. Para veículos novos, o pacote super — proteção máxima na pintura e no estofamento — custa a partir de R$ 660, dependendo do tamanho do carro. E o preço do pacote econômico começa em R$ 530. Já para os modelos seminovos Usamax, o pacote prata sai por R$ 299 (Diário de São Paulo, 10 de novembro)

Pneu Pilot Preceda da Michelin chega em 2005
A Michelin apresentou ao mercado nacional seu novo pneu. Batizado de Pilot Preceda, o componente será lançado no país em fevereiro do ano que vem em substituição à gama Pilot Exalto. Fabricado na Ásia, o produto foi desenvolvido para atender veículos esportivos de alta performance. Segundo a fabricante, a aderência, durabilidade e esportividade são algumas das principais características do novo pneu, que estará disponível em 16 dimensões, para aplicação em aros de 14 a 17 polegadas (Diário de São Paulo, 10 de novembro).

O alerta da Booz Allen para o curto prazo
O consultor da Booz Allen Hamilton, David Wong, não está tão otimista com relação à evolução do setor automotivo brasileiro no curtíssimo prazo como boa parte dos executivos que respondem pelas operações locais. O Brasil, segundo ele, terá que driblar dificuldades se quiser concretizar aumento de produção de veículos no ano que vem, até mesmo de 10%. As grandes encrencas apontadas por Wong seriam os gargalos nos insumos e nas autopeças: "Entendo por gargalo nas autopeças não somente capacidade produtiva reduzida, mas também falta de sincronia na cadeia. E não é fácil corrigir isso tudo em um ano". Ele não vê outras alternativas além de investimento da ordem de US$ 1 bilhão nos fornecedores e entende que até as montadoras poderiam auxiliar a convencer as matrizes dos fornecedores disso. "E nem tudo seria dinheiro de fora, é bom lembrar." Wong será um dos apresentadores no seminário Paraná Automotivo: Perspectivas 2005, dia 23 de novembro em Curitiba, PR.

Prejuízo da Mitsubishi cresceu 82%
A Mitsubishi Motors Corp., a única montadora não lucrativa do Japão, informou que seu prejuízo líquido aumentou 82 % no primeiro semestre fiscal e que será maior do que a empresa havia previsto para o ano como um todo devido à queda repentina das vendas no Japão e nos EUA. O prejuízo líquido do grupo ficou em 146,2 bilhões de ienes (US$ 1,4 bilhão) nos seis meses encerrados em 30 de setembro comparativamente ao prejuízo de 80,2 bilhões de ienes do mesmo período do ano passado, comunicou na empresa. A empresa calcula que terá um prejuízo de 240 bilhões de ienes neste ano fiscal, 4,3% superior à prevista em maio passado (Gazeta Mercantil, 9 de novembro).

Carros personalizados chegam às linhas de montagem
Alguns os acham cafonas. Outros acreditam que sejam o máximo. Mas não importa: o sucesso dos carros que passaram por "tuning" (personalização com acessórios) vai além dos semáforos. No próximo ano, a moda chega à TV e às linhas de montagem. Relativamente nova no Brasil, a tendência surgiu nos anos 50, na Califórnia (EUA). À época, o alvo eram os modelos com motor V8 (oito cilindros em "V"), que recebiam rodas largas, peças cromadas, pinturas extravagantes e suspensão rebaixada. Mas foi com o lançamento do filme "Velozes e Furiosos", em 2001, que a febre se espalhou mundo afora. Nesses três anos, o "tuning" se profissionalizou por aqui. Deixou de ser um serviço artesanal, oferecido por oficinas independentes, para ser feito por profissionais nos mais diversos graus de modificação. Despertou até mesmo o interesse das montadoras. Em 2005, a Chevrolet terá a linha SS para o Astra, o Corsa e a Meriva, com rodas cromadas, faróis e lanternas com máscara negra, grades com telas perfuradas, "spoiler" dianteiro e saias laterais. A montadora lançou com o Celta, em 2000, sua linha de personalização. Atualmente são mais de 40 itens, inclusive para a Meriva e a Zafira. A Volkswagen e a Toyota também têm acessórios (Folha Online, 9 de novembro).

VW desenvolve troca de informações entre veículos
A Volkswagen alemã desenvolve um sistema de comunicação que deve fazer parte da lista de equipamentos de alguns modelos num futuro próximo. A novidade deve facilitar a vida no dia-a-dia no trânsito pesado nas grandes cidades pela troca de informações entre vários veículos, o que além de ampliar o volume de dados sobre congestionamentos e caminhos alternativos, vai tornar mais seguro o ato de dirigir. A marca alemã trabalha em conjunto com empresas como Bosch e Siemens no desenvolvimento do novo sistema de troca de informações sem fio. O sucesso da implantação do novo equipamento depende também de infra-estrutura inteligente, como sinais de trânsito interligados. Por enquanto, os testes estão sendo feitos apenas na Alemanha (Carsale, 9 de novembro).

Menor carro do Brasil chegará em 2005
O 828/2, carro do fabricante brasileiro Obvio!, será lançado em 2005. O modelo está em fase final de testes no Rio de Janeiro (RJ). Segundo o diretor da empresa, Ricardo Machado, a definição da data correta de lançamento do carro acontecerá dentro de 40 dias, quando terminam os testes. "Só então saberemos se o 828/2 chega no primeiro ou no segundo semestre do ano que vem", diz o executivo. O 828/2 terá 2,65 metros de comprimento e, com esta medida, será o menor carro do Brasil. O fabricante adianta que o pequeno modelo acomodará três pessoas e estará disponível em uma cor marcante, combinação de verde com tangerina. O motor escolhido pela Obvio! para equipar o 828/2 é o Tritec 1.6 16V, produzido pela DaimlerChrysler exclusivamente para exportação. A motorização rende 116 cavalos. Segundo a marca, o carrinho custará cerca de R$ 30 mil (Carsale, 9 de novembro).

Governo prepara produção de biodiesel
A consultora do Programa de Biodiesel do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Edna Carmélio, afirmou hoje (8), em entrevista a Rádio Nacional, que o governo lançará, ainda este mês, toda a base legal para que a produção de biodiesel se inicie em 2005, informa a Agência Brasil. Para a consultora, a ação do governo vem em excelente momento, pois permitirá a criação de empregos - principalmente no Nordeste -, além da melhora do cenário ambiental. Segundo Edna Carmélio, com o biodiesel o Brasil tem todo o potencial para marcar novamente a sua história, como marcou no caso do álcool. A consultora ainda lembra que o biodiesel apresenta um grande diferencial em relação ao álcool: não precisa ser adaptado aos motores. Além disso, ela fez questão de mencionar que, apesar modelo tributário para o biodiesel ser igual ao estabelecido para o diesel de petróleo, os projetos e empreendimentos que trabalhem com a agricultura familiar, ou seja, que promovam a inclusão social, terão isenção total dos tributos federais (Carsale, 9 de novembro).

GM inicia exportação de carros pelo Porto de São Sebastião

A General Motors embarca hoje seu primeiro lote de veículos pelo Porto de São Sebastião, no litoral norte do Estado, com destino ao México. A rota é uma alternativa ao saturado Porto de Santos, principal escoadouro de veículos exportados pelas montadoras brasileiras. Serão 4.40 modelos Astra, Corsa, Meriva e Montana que seguirão para o mercado mexicano, um dos principais clientes da marca. A GM é a segunda montadora a utilizar o Porto de São Sebastião. Desde abril, a Volkswagen despacha mensalmente cerca de 2 mil veículos para a Argentina, também para escapar do porto santista. O lote que segue hoje foi fabricado nas unidades da GM em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, e em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Os automóveis são transportados em cegonhas (caminhões especiais) até o porto e depois são embarcados no navio. (Estadão, 9 de novembro).

Exportação do Fox começa por Paranaguá
A Volks pretende ampliar o uso de São Sebastião, mas depende do interesse de outras empresas em utilizar a rota. Normalmente, os grandes armadores só aceitam atracar quando há grandes cargas. O Porto de Santos, que no início de 2005 ganha novo terminal de estoque de veículos, o Tecom 2, ainda permanecerá com elevado uso de capacidade. A construção do Tecom 2 foi uma condição para que a Volks recebesse aval da matriz alemã para produzir, em São Bernardo, o Fox que será exportado para Europa. O início das exportações pelo porto santista, segundo a montadora, está previsto para meados de 2005. Até lá, o modelo será exportado, a partir de janeiro, pelo Porto de Paranaguá, PR. Por conta disso, a Volks inicialmente produzirá a versão exportação do Fox no Paraná, onde é feita versão para o mercado nacional. A decisão de postergar o início da produção do Fox no ABC, conforme previsto nas negociações do projeto, provocou descontentamento entre os trabalhadores, que já fizeram paralisações de protesto. (Estadão, 9 de novembro).

Mercado interno vai crescer de 5% a 8% em 2005, prevê Anfavea
A Anfavea estima que as vendas no mercado interno tenham um crescimento de 5% a 8% em 2005, se não houver "mudança" no cenário atual do País. Mesmo índice de expansão é projetado pelas fabricantes de autopeças. Para 2006 a expectativa da Anfavea é que as vendas internas atinjam 2 milhões de veículos. A entidade aguarda uma política industrial para chegar às suas projeções. Para 2004 a previsão é que o volume no mercado doméstico seja de 1,54 milhão de unidades (Gazeta Mercantil, 8 de novembro).

Modelos flex fluel conquistam 24,5% do mercado
No acumulado do ano as vendas totalizaram 1,262 milhão de unidades, crescimento de 11,7% em relação a igual período de 2003, com 1,129 milhão de veículos. Em outubro, os 136,9 mil veículos vendidos - embora sejam 2,8% menores que mesmo mês de 2003 - estão dentro da meta da Anfavea. De todo o volume vendido nos 10 meses, os modelos flex fuel - que rodam com álcool e gasolina - garantiram 24,5% de participação, com a venda de 289.759 unidades. Em 2003 os modelos a álcool tiveram participação de 6,9%, com a venda de 84.558 unidades. A produção de veículos no acumulado do ano já soma 1,82 milhão de unidades, 21% maior que o mesmo período de 2003, quando o volume foi de 1,54 milhão de unidades. Em outubro o total fabricado ficou 6% abaixo de setembro, com 191 mil unidades. Em relação a outubro de 2003, o resultado foi 13,8% maior. Já as exportações nos 10 meses do ano totalizaram US$ 5,33 bilhões, 41,3% superior a igual período de 2003, quando os embarques renderam US$ 3,717 bilhões. Em volume as montadoras exportaram 528.157 unidades no acumulado do ano (Gazeta Mercantil, 8 de novembro).

Política de longo prazo para o setor automotivo
O presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, considera de extrema importância uma política para o setor automotivo, e que não seja apenas temporária. "Nossa visão continua forte. Gostaríamos de uma política de longo prazo que desse sustentação para a indústria. Precisamos aumentar substancialmente o mercado interno, voltar aos 2 milhões de veículos o mais rápido possível", disse, destacando que o crescimento das vendas internas atrairá mais investimentos para o País e aumentará a competitividade com os mercados do Leste da Europa, Ásia e até Rússia. Embora não esteja ainda em processo de negociação com o governo, Golfarb destacou alguns aspectos referentes a uma política para o setor, como carga tributária e financiamento, já que atualmente 70% das vendas são financiadas. O presidente da Anfavea ressaltou que medidas de longo prazo também são importantes para as autopeças, já que precisam de motivação para investir (Gazeta Mercantil, 8 de novembro).

A parte de cada um contra os acidentes de trânsito
O tema segurança no trânsito vem crescendo em importância no mundo. Afinal, 1,2 milhão de motoristas, passageiros e pedestres por ano perdem a vida em ruas e estradas, além de mais de 50 milhões de feridos. Se nada for feito, esse balanço pode aumentar 60% até 2020. No Brasil os números são ainda piores. Estimam-se 40.000 mortes/ano, segundo o critério da Organização Mundial da Saúde de óbitos ocorridos até 30 dias após o acidente. Estamos no mesmo nível absoluto dos EUA, mas sua frota é dez vezes maior que a brasileira. Considerando a relação entre mortos e distância anual percorrida — critério mais técnico — as estatísticas negativas do Brasil assombram de verdade. Leia mais... (Fernando Calmon, Alta Roda, 8 de novembro).

Avanço dos motores flex de mil cilindradas
2005 será o ano dos motores flex de 1.000 cm³. Fiat, que disseminou estes motores no B