
OUTUBRO/2002
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Redução
do IPI ainda não anima
As
concessionárias não se animaram com a redução
do IPI e alegaram que o comércio de veículos somente sentirá
algum efeito da medida a partir de novembro, quando forem definidos os aumentos
das montadoras. O governo decidiu manter em 9% o IPI para os automóveis
com motor 1.0. Os carros com motor até 2.0 a gasolina, o IPI baixou
de 16% para 15% e, para os veículos que usam álcool, o IPI
foi de 14% para 13%. Essa queda no IPI dos veículos mais potentes
deve aumentar as vendas desses carros. Foi o que aconteceu no mês
de julho, quando o governo abaixou o IPI dos veículos com motor 2.0
(DCI Online, 31 de outubro).
Ford
não abandonará o Brasil
O presidente da Abradif, a associação que reúne os
distribuidores da Ford no País, João Carlos Felix Teixeira,
disse ontem que não há a menor hipótese de a montadora
Ford abandonar o mercado brasileiro. Ele referia-se às declarações
feitas pelo presidente da montadora americana Bill Ford, que na última
sexta-feira anunciou o que chamou de "plano final" para as unidades
da companhia na América Latina (DCI).
Finalizadas as negociações GM-Daewoo
A negociação entre a GM e a Daewoo finalmente foi concluída.
A GM investiu US$ 251 milhões em uma nova joint-venture que engloba
três fábricas da Daewoo e algumas unidades de venda em todo
o mundo. A companhia passará a se chamar GM Daewoo Auto & Technology.
A GM tem como parceiros na transação a Suzuki, que investiu
US$ 90 milhões para ingressar no grupo, e a empresa Shanghai Automotive,
que terá 10% da companhia. (WebMotors)
Feira
de aventura em São Paulo
A Adventure Sports Fair 2002, evento de esportes e turismo de aventura,
acontece entre 30 de outubro e 3 de novembro na Bienal do Parque do Ibirapuera,
em São Paulo, reunindo novidades para o segmento (Carsale, 31 de
outubro).
Comgás investe na expansão do GNV
A Comgás está investindo neste ano R$ 856 milhões
em infra-estrutura para impulsionar o crescimento do mercado de gás
natural veicular no Brasil. Para 2003, a mesma quantia será desembolsada.
Os investimentos vão desde a construção de gasodutos
até a instalação de postos de atendimento. A companhia
está expandindo seus negócios pelo interior de São
Paulo e já atende 20 cidades. "São Paulo e interior
são o filé mignon do Brasil, responsáveis por 36%
do PIB nacional", comentou Oscar Prieto, presidente da Comgás
(Gazeta Mercantil, 31 de outubro).
Toyota
e Nissan juntas na célula de combustível
O presidente da Toyota Motor Corp., Fujio Cho, surpreendeu a todos quando
revelou que, em vista dos custos proibitivos de desenvolvimento do "carro
verde", movido a célula de combustível, estava fazendo
uma parceria com a arquirrival Nissan Motor Co. para desenvolver o projeto
do carro, menos poluente e mais econômico que qualquer veículo
viável já apresentado ao mercado. Através da venda
à Nissan da tecnologia do carro híbrido, movido a gasolina
e eletricidade, ela vai permitir à concorrente lançar o
seu próprio projeto, que com o da Toyota criará um nicho
mundial de produto, até 2006. (Gazeta Mercantil).
Fiat
quer estado de crise para demitir
A Fiat SpA apresentou formalmente pedido para que seja declarado "estado
de crise" de suas operações, um passo necessário
para que a empresa dê andamento às demissões, anunciadas
em 9 de outubro, na Fiat Auto e em outras unidades. O período de
"estado de crise" vai começar em 2 de dezembro com a
demissão de 5.551 trabalhadores, dos quais 4.941 na Fiat Auto,
290 na Comau e 320 na Magneti Marelli. A Fiat informou que mais 2.057
trabalhadores serão demitidos até 30 de junho de 2003. O
grupo industrial italiano informou nesta quinta-feira prever que seu prejuízo
em 2002 fique entre 500 e 600 milhões de euros, um número
pior do que muitos analistas e a própria Fiat haviam estimado anteriormente
(Estadão e Folha de S. Paulo, 31 de outubro).
Incentivo
para DaimlerChrysler produzir em Minas
A DaimlerChrysler poderá anunciar nos próximos
dias investimentos para a revitalização da fábrica da Mercedes-Benz,
em Juiz de Fora, MG. O anúncio foi feito pelo governador eleito de Minas
Gerais, Aécio Neves, que esteve reunido com o diretor de relações
governamentais da montadora, Marcos Madureira, e o governador Itamar Franco. A
diretoria da montadora ainda negocia a continuidade de incentivos estaduais. (Estadão,
31 de outubro).
Indenização
para concessionários International
Assis Augusto Pires, presidente do conselho deliberativo da Fenabrave - entidade
que congrega revendedores de veículos no país - recebeu com surpresa
a notícia de que a International encerrara suas operações.
Segundo Pires, as concessionárias, por força da Lei Renato Ferrari,
devem receber indenização que inclui a média do faturamento
da empresa nos últimos dois anos, o ressarcimento do investimento feito
pelo concessionário para atender especificamente a marca, um valor do lucro
projetado para os próximos anos e ainda o pagamento do valor gasto pelo
concessionário para estoque de peças e veículos (AutoData,
30 de outubro).
Gessner:
mais um pioneiro que se vai
Mais um pioneiro da indústria automobilística brasileira se vai:
amolestado já há algum tempo, Harald Uller Gessner faleceu na noite
da quarta-feira, 29, em São Paulo. Sua última posição,
até o início de 1997, foi a presidência da Karmann-Ghia. Durante
28 anos, desde 1974, ocupou uma das vice-presidências da Anfavea. Era o
procurador e conselheiro da família Karmann no Brasil. Deixou alguns exemplos
aos mais novos e afoitos e, também, aos mais velhos e pouco sensíveis:
perspectiva de futuro, senso de justiça, dedicação ao trabalho,
lealdade aos amigos, paixão por automóvel (AutoData, 30 de outubro).
Banco
Fiat pode ir à venda por US$ 97 milhões
O
Banco Fiat, braço financeiro da montadora italiana no Brasil, está
entre as prováveis empresas do grupo que serão vendidas para gerar
ativos no valor de US$ 1,12 bilhão até o fim do ano, com vistas
a reduzir a dívida da matriz em US$ 3,5 bilhões e cumprir acordo
firmado com bancos credores. A instituição está avaliada
em US$ 97,4 milhões, segundo agências internacionais que tiveram
acesso à documentos entregues pela montadora aos seus credores. Entre os
ativos previstos para serem negociados também estão a instituição
financeira Fidis, que seria vendida por US$ 341 milhões e a unidade de
robótica Comau, por US$ 682 milhões. A Comau também tem unidades
no Brasil, onde fatura cerca de US$ 200 milhões ao ano. Quatro bancos estariam
interessados na carteira de financiamento do Banco Fiat, calculada em R$ 3 bilhões:
Bradesco, Itaú, ABN-Amro Bank e Unibanco. Em 2001, a instituição
registrou lucro de R$ 132 milhões, 52% do ganho obtido pela montadora.
(Estadão, 30 de outubro).
Fecha
a fábrica da International
A
Navistar anunciou nos Estados Unidos que fechará a fábrica da International
Caminhões do Brasil, de Caxias do Sul, RS. A empresa fez provisão
de US$ 70 milhões para cobrir os prejuízos da operação
brasileira. É a segunda vez que a Navistar sai do Brasil. No passado manteve
uma linha de produção de caminhões a gasolina no ABC paulista
até o início dos anos 60. Retornou em 1998 com uma linha de montagem
em Caxias do Sul, RS. A decisão agora é resultante da desvalorização
do real que, segundo a empresa, tornou inviável a rentabilidade da operação
a curto prazo. Segundo nota oficial, a International Caminhões do Brasil
continuará assegurando assistência técnica à frota
de caminhões International que circula pelo Brasil, através de seu
centro de peças e mantendo sua rede de postos de serviço no país,
bem como toda sua equipe de assistência técnica. A decisão
não afeta as operações da International Engines South Amércia,
de Canoas, RS. Os fornecedores da International Caminhões passarão
a suprir a subsidiária da companhia americana na África do Sul,
que faz a montagem de caminhões (Gazeta Mercantil, 30 de outubro).
Toyota
tem lucro de US$ 4,50 bilhões
A Toyota Motor Corp. registrou vendas e lucros recordes no primeiro semestre fiscal
até 30 de setembro de 2002, creditando o resultado às crescentes
vendas no exterior e a redução de custos. A Toyota teve um lucro
líquido de 553,80 bilhões de ienes (US$ 4,50 bilhões) no
primeiro semestre fiscal, uma alta de 90,2% em relação aos 291,11
bilhões de ienes em igual período do ano passado. As vendas no período
subiram 15,4% para 7,88 trilhões de ienes (US$ 64,1 bilhões), de
6,83 trilhões de ienes em 2001(Estadão, 30 de outubro).
Lucro
da Volkswagen cai 51%
A Volkswagen AG, maior fabricante de veículos da Europa, registrou uma
queda de 51% em seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2002 para 439
milhões de euros (US$ 431,7 milhões), ante os 903 milhões
de euros em igual período do ano passado. As vendas no trimestre aumentaram
2,2% para 21,21 bilhões de euros (US$ 20,85 bilhões), de 20,76 bilhões
de euros em 2001. O lucro excluindo impostos caiu 48% para 711 milhões
de euros (US$ 699,1 milhões), de 1,36 bilhão de euros em 2001 (Estadão,
30 de outubro).
Ociosidade
de 36% em 2003
Nos últimos seis anos, a indústria automobilística construiu
22 novas fábricas de veículos e de motores no Brasil. Mas o número
de empregos nas montadoras é o menor dos últimos 30 anos e o setor
entrará no ano novo operando com ociosidade de 36%. 2003 será, portanto,
o ano de frustração das companhias com o resultado das apostas que
fizeram no mercado brasileiro. Para o próximo ano, não restam mais
inaugurações, mas estão por vir lançamentos como o
Fit (Honda) e o C3 (Citroën). Outras famílias de veículos receberão
filhotes e serão remodeladas (Valor Econômico, 30 de outubro).
Toyota
Corolla só chega no Natal
A Toyota não pode reclamar do desempenho do novo Corolla no mercado interno.
Quase não há unidades para pronta entrega, apesar da drástica
evolução da produção aumentada a partir da chegada
da nova geração do modelo no mercado, ainda no fim do primeiro semestre.
A produção média mensal, de julho a setembro, esteve acima
de 2,5 mil unidades, mas o consumidor que quiser passar o Natal de Corolla novo
deve comprá-lo agora, pois a média nacional da fila de espera chega
a 45 dias (AutoData, 30 de outubro).
Bons
descontos na linha 2002
A maioria das revendas da Volkswagen, Ford, General Motors e Fiat já estão
recebendo os modelos 2003 e por isso estão dando descontos de até
16% nos veículos 0 Km fabricados em 2002. Um dos carros que está
com maior desconto é a Saveiro Plus 1.8. O modelo é completo e está
16% mais barato se comparado com o preço de tabela (Jornal da Tarde, 30
de outubro).
Impasse
entre Sindipeças e metalúrgicos
As propostas feitas pelo Sindipeças foram cabalmente rejeitadas pelos representantes
da CUT e pelos da Força Sindical, mas as negociações continuam.
Representantes das duas centrais sindicais reuniram-se nesta terça-feira,
29, com o advogado Dráuzio Rangel, responsável do Sindipeças
pelas negociações com os trabalhadores. Já o Sindicato dos
Metalúrgicos de São Paulo promete passeata e manifestação
na Avenida Paulista nesta sexta-feira, 1. Para a CUT, a proposta feita pelo Sindipeças
foi de reajuste de 8% a partir de novembro. No entanto, os trabalhadores querem
um aumento real de 5%, mais reajuste com base no INPC. Segundo Rangel, os trabalhadores
ligados à CUT continuam abertos à negociação e não
ameaçam greve para os próximos dias. Já os ligados à
Força Sindical disseram que podem fazer uma paralisação na
próxima sexta-feira, dia 1. Entretanto também continuam dispostos
a negociar, segundo Rangel (AutoData, 29 de outubro).
Cai
um ponto o IPI dos veículos
O
governo decidiu manter em 9%, por tempo indeterminado, a alíquota do IPI
dos automóveis com motor de mil cilindradas a gasolina. Além disso,
foram reduzidas em um ponto porcentual as alíquotas de IPI cobrados sobre
os carros a álcool ou gasolina com motores com potência entre mil
(1.0) e duas mil cilindradas (2.0). A permanência da alíquota de
9% para os carros populares atende os pedidos feitos pela Anfavea. As demais alíquotas
do IPI de automóveis foram mantidas. Com isso, foi equiparado a alíquota
dos carros populares a álcool e a gasolina (Estadão, 29 de outubro).
Dorothéa
defende câmaras setoriais
O retorno das câmaras setoriais, que serão a "espinha dorsal"
do governo Lula, como definiu nesta segunda-feira o consultor e tributarista Antoninho
Marmo Trevisan, é defendido como conceito pela gerente da Agência
de Promoção de Exportações (Apex), Dorothéa
Werneck. Ela entende que a proposta retoma a idéia original das câmaras,
que teriam a função de traçar diagnósticos de competitividade
dos setores. Em sua opinião, uma retomada do projeto no governo Lula tem
"uma chance muito grande de dar certo", uma vez que o novo presidente
tem demonstrado vontade de negociar. Dorothéa foi a principal articuladora
do governo federal na época da instauração das câmaras
setoriais, no final dos anos 80. Em 1991, já no governo Collor, as câmaras
foram substituídas pelos Grupos Executivos de Política Setorial
(Estadão, 29 de outubro).
O
debate sobre a câmara setorial
O novo governo deverá reinstalar a câmara setorial automotiva, utilizada
no início da década de 90 com a participação de trabalhadores,
empresários e governo. Mas deverá encontrar resistência de
parte da indústria automobílística para implantar o tratamento
fiscal diferenciado para carros populares, previsto no programa. Para esboçar
o que será a política industrial reservada à indústria
automotiva em seu governo, Lula contou justamente com os mesmos representantes
de trabalhadores que sempre negociaram essas questões. Sob a supervisão
do Dieese, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC preparou o plano de metas
para o setor automotivo, com sete itens básicos. Desta vez a proposta sindical
não é de todo rejeitada pelo empresariado. Para o presidente do
Sindipeças, Paulo Butori, "a proposta condiz com que o nós
queremos". O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, considera a câmara
um instrumento "interessante e importante". Maciel fala com experiência:
foi coordenador técnico das câmaras do setor automotivo no governo
em 1992, sob o comando da então ministra Dorothéa Werneck (Valor
Econômico, 28 de outubro).
Recuperação
depende de acordos bilaterais
O próximo governo terá que dar continuidade aos acordos bilaterais
que vêm sendo negociados pela indústria automobilística. De
acordo com a Anfavea, as montadoras iniciam 2003 com a perspectiva de ampliar
esses acordos para retomar a produção e reduzir a capacidade ociosa
do setor, de 44%. Os presidentes das montadoras são unânimes ao destacar
que a principal estratégia para retomar o crescimento está focada
nas exportações, já que a recuperação no mercado
interno depende de planos econômicos a serem definidos pelo novo governo.
A capacidade instalada das montadoras nacionais é de 3,2 milhão
de unidades, mas neste ano a previsão é que o volume seja igual
ao de 2001, quando foram fabricados 1,8 milhão de veículos, 5,26%
abaixo da estimativa feita no início deste ano, de produzir 1,9 milhão
de veículos (Gazeta Mercantil, 28 de outubro).
VW
acelera a produção do Tupi
A VW vai interromper a produção na fábrica de São
José dos Pinhais, PR a partir da próxima quarta-feira até
11 de novembro para fazer ajustes na área de armação,
tendo em vista a produção do Tupi. 'É a principal
mudança para a vinda da nova plataforma', diz Thomas Schmall, diretor
geral da fábrica. O novo carro, desenvolvido pela matriz alemã
com grande participação da subsidiária brasileira,
vai ocupar a capacidade da fábrica, que apresenta ociosidade de
30% e monta 400 carros por dia, dos modelos Golf, Audi A3 e Saveiro. Com
o início da produção do derivado do Polo, a linha
atinge sua capacidade plena, de 550 unidades por dia. A previsão
é montar 40 mil veículos no primeiro ano do novo modelo.
Desse volume, 30% será exportado (Gazeta Mercantil, 28 de outubro).
Um
ano sem comemorações
Este
ano não será bom para a indústria automobilística.
Afinal, a queda prevista para o mercado interno total (automóveis, comerciais
leves, caminhões e ônibus) é de 6%. A produção
total deve se manter igual (1,8 milhão de unidades) à do ano passado,
sustentada pelas exportações principalmente de veículos desmontados,
cujo menor valor agregado significará uma queda de 2% no faturamento em
dólares. A dúvida de muitos compradores é se vale a pena
comprar agora ou esperar as definições políticas do País
e o provável recuo do preço do dólar até o fim do
ano. Há fatos novos, a partir de 1 de novembro. Termina o prazo da diminuição
provisória de um ponto percentual do Imposto sobre IPI que beneficiou os
motores a gasolina de 1 litro de cilindrada. Também entra em vigor o recolhimento
centrado na indústria de impostos em cascata (PIS/Cofins), o que pode impactar
em até 1,5% os preços sugeridos (Fernando Calmon, Alta Roda, 28
de outubro).
Diferentes
expectativas para 2003
E o que esperar do ano que vem? O seminário Perspectivas 2003, recém-realizado
pela Editora AutoData em São Paulo, SP, mostrou uma bola de cristal mais
embaçada do que nunca. Uma pesquisa interativa com a platéia de
400 executivos do setor automobilístico, maior parte de fornecedores, mostrou
que a maioria aposta no mercado estagnado por mais um ano. Opinião diferente
dos conferencistas ligados às montadoras. As previsões apontaram
um crescimento que varia entre 3% (GMB), 4,5% (Fiat) e 7% (Peugeot-Citroën).
A produção pode bater em 2 milhões de unidades porque os
acordos comerciais assinados este ano pelo Brasil só se refletirão
nas exportações de 2003 (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de outubro).
Exportar
para aumentar escala de produção
Sempre é bom lembrar da importância do mercado externo. O País,
hoje, exporta apenas 20% dos veículos que produz (a meta é de 40%
em 2005). Se vendesse mais lá fora, além da receita em dólares
para contrabalançar os repasses internos, traria um aumento de escala de
produção benéfico no preço final aqui praticado. A
crise argentina serviu, pelo menos, para a diversificação de mercados.
A América do Sul já representou 90% das exportações
e hoje apenas 35%. Agora, o México é o nosso maior cliente, além
da abertura para a Índia, Cingapura e outros (Fernando Calmon, Alta Roda,
28 de outubro).
Substituição
preventiva é bobagem
Mais respeito ao consumidor seria muito bom na divulgação de durabilidade
de peças e componentes. Cofap e ACDelco, por exemplo, insistem na troca
de amortecedores, molas, juntas a intervalos fixos. Desconsidere qualquer tabela
deste tipo. Tudo depende das condições de rodagem, que variam muito.
Siga apenas o plano de revisões do manual do proprietário. Substituição
preventiva é bobagem (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de outubro).
Álcool
pode viabilizar carro a hidrogênio
A célula de hidrogênio, tecnologia não poluente e baseada
em fonte energética renovável, é a maior aposta da indústria
automobilística para suceder o motor a combustão. O Brasil, até
hoje dependente da indústria mundial, pode entrar nesse jogo com uma solução
inovadora, tornando o álcool brasileiro um elo para tornar o projeto mais
viável economicamente. O Ministério da Ciência e Tecnologia
e o Instituto Nacional de Tecnologia, do Rio de Janeiro, estudam o desenvolvimento
do sistema que possibilita o uso do álcool na geração de
hidrogênio em carros movidos à célula combustível.
Entre as vantagens está a eliminação do transporte de cilindros
de hidrogênio, que roubam espaço no veículo e aumentam seu
peso, diminuindo o desempenho. O projeto envolve a União da Agroindústria
Canavieira de São Paulo e a empresa alemã Ballard. A Finep deve
custear outra parte do programa. Segundo o coordenador setorial de energia elétrica
da Finep, Laércio de Sequeira, o projeto vem sendo discutido há
vários meses, mas não há prazo para a liberação
da verba (Cleide Silva, Estadão, 28 de outubro).
Flex-fuel
é a principal aposta para 2003
Volkswagen, Fiat, Ford e GM confirmam estarem desenvolvendo veículos que
poderão usar álcool ou gasolina, em qualquer quantidade, num único
tanque. O início da comercialização está previsto
para o fim de 2003 a preços próximos aos dos modelos normais. A
GM também desenvolveu um carro bicombustível, que usará álcool
ou gás, e deverá colocá-lo no mercado em breve. O modelo
Astra é o único a usar combustível alternativo que foi exposto
no Salão do Automóvel, evento realizado neste mês em São
Paulo e que reuniu cerca de 400 veículos nacionais e importados. O carro
é adaptado por empresa terceirizada, a Rodagás, e terá garantia
de fábrica. A Fiat também anunciou o lançamento, no início
do próximo ano, de um carro para uso de gás e gasolina, com motor
1.3 e preço R$ 1,5 mil acima dos convencionais. Em maio, ao lançar
o primeiro modelo da família do Fiesta, produzido na Bahia, a Ford apresentou
três protótipos com diferentes opções de combustível.
Além dos que usam 100% gasolina e 100% álcool, a empresa desenvolveu
um a diesel, um flex-fuel e um a gás e álcool. A Volks também
está na corrida para o flex-fuel. A tecnologia desse produto está
sendo desenvolvida por grandes fabricantes de autopeças, como Bosch e Magneti
Marelli (Cleide Silva, Estadão, 28 de outubro).
CAOA
quer fábrica da Hyundai
O presidente do grupo CAOA, Carlos Alberto Andrade, pretende implantar no Brasil
uma fábrica da montadora Hyundai, com investimento de US$ 1,2 bilhão
a US$ 2 bilhões, no médio prazo. Andrade afirmou que buscará
no BNDES financiamento para o empreendimento no qual o controlador será
o próprio grupo CAOA, maior distribuidor dos automóveis Ford na
América Latina. O empresário prevê que o modelo da Hyundai
com mais chances de aceitação no País é o subcompacto
Atos, com câmbio automático, que custa entre R$ 20 mil e R$ 30 mil
(AB/Estadão, 27 de outubro).
Sindipeças
negocia na terça-feira
Os trabalhadores das empresas de autopeças instaladas na cidade de São
Paulo têm encontro marcado amanhã, 29, com o Sindipeças, sindicato
que representa as empresas de autopeças instaladas no País. Segundo
o advogado e negociador da entidade, Dráuzio Rangel, o encontro servirá
para que os trabalhadores - que reivindicam avanço nas negociações
em torno da campanha salarial 2003 da Força Sindical - recebam a proposta
oficial do sindicato patronal. Nesta sexta-feira, 25, cerca de 10 mil metalúrgicos
do setor de autopeças realizaram paralisação de advertência
pelo período de uma a duas horas. A oferta do Sindipeças, revela
Rangel, é de reajuste de aproximadamente 9,7% com base no INPC, mais a
manutenção das cláusulas (AutoData, 25 de outubro).
A
última aposta da Ford
A Ford está preparando sua última tentativa para salvar as operações
da empresa na América do Sul. Caso não dê certo, a companhia
pode desativar essa divisão. O presidente da empresa, Bill Ford, afirmou
que "Se esse plano funcionar, acho que teremos o modelo de um negócio
viável para a América do Sul. Se não, suspeito que não
haverá um outro 'plano final". Ainda segundo o jornal, a Ford tem
tido desempenho muito fraco na região e os últimos prejuízos
registrados devem-se principalmente à desvalorização das
moedas locais. A montadora emprega 12,5 mil pessoas em suas quatro fábricas
no Brasil e ainda tem três fábricas na Argentina e uma na Venezuela
(Folha Online, 25 de outubro).
Sgro
volta à Itália. Chielino assume a TNT
Gianfranco Sgro está deixando a presidência
da TNT Logistics Ltda. para assumir o comando de uma das empresas de logística
do grupo na Itália. Seu sucessor é Giuseppe Chielino, que até
agora era diretor regional da TNT Logistics. A TNT, um dos líderes mundiais
no segmento, elevou em mais de sete vezes o faturamento anual no Brasil desde
que se instalou por aqui, há cinco anos. A empresa faturou R$ 30 milhões
em 1997 e vai encerrar este ano com R$ 230 milhões. A maior parte da receita
vem do setor automotivo, que também começou a se expandir e descentralizar
a produção em 1997 (AB/Valor Econômico, 25 de outubro).
Politeno,
Gerdau e Santa Casa levam PNQ
A Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) está
anunciando os vencedores da sua 11ª edição. A Politeno (BA),
produtora de resinas de polietileno; Gerdau Aços Finos Piratini (RS), que
faz aço para a indústria automobilística; e o hospital Irmandade
da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) foram os vencedores.
No ano passado, só houve uma ganhadora: a Bahia Sul. As empresas finalistas
deste ano são a fabricante de eixos Dana (SP), a Caraíba Metais
(BA), a distribuidora de autopeças Pellegrino (SP) e o Sebrae do Mato Grosso
do Sul. É a primeira vez que uma organização de direito privado
sem fins lucrativos ganha o PNQ desde que a categoria foi criada em 1999 (Valor
Econômico, 25 de outubro).
Motores
diesel em alta em 2003
A produção de motores a diesel no Mercosul deverá crescer
em 2003, com base principalmente no aumento das exportações da MWM,
International e Cummins, e de montadoras, como DaimlerChrysler, Volvo e Scania,
que buscam novos mercados externos. As empresas do segmento projetam alta em torno
de 12% na produção de propulsores a diesel na América do
Sul, concentrada em sua maior parte no Brasil - para 284 mil unidades, ante 254
mil motores fabricados este ano. As exportações devem aumentar 13%,
para 81 mil motores em 2003. Apesar disso, a ociosidade do setor ainda beira os
40%, já que a capacidade instalada na região é de 490 mil
unidades por ano. Em 2001, a produção ficou praticamente no mesmo
nível deste ano, mas as exportações equivaliam a pouco mais
da metade - cerca de 40 mil motores (Carla Franco, Agestado, 25 de outubro).
Motores
- Os planos da MWM
A MWM Motores Diesel espera elevar de 73,5 mil para 80 mil sua produção
de motores em 2003, segundo o diretor comercial José Eduardo Luzzi. No
período, as exportações devem crescer de 12 mil para 14 mil
motores, enviados principalmente para mercados como Alemanha e Cuba. Luzzi acredita
que a manutenção da tendência de crescimento no setor de máquinas
agrícolas em 2003 e a substituição das vendas de utilitários
esportivos importados, por similares fabricados no País, darão maior
impulso ao aumento da demanda interna por motores a diesel. Além disso,
segundo ele, a Nissan, importante cliente da MWM, vai acelerar o ritmo de produção
da picape Frontier e iniciar a fabricação do utilitário Xterra
no Brasil no ano que vem, elevando as receitas da empresa, já que os dois
modelos são equipados com motores fornecidos pela companhia. Com isso,
o faturamento líquido da MWM, maior fabricante independente de motores
a diesel da América Latina, deverá passar de R$ 620 milhões
em 2002 para R$ 750 milhões no próximo ano. A receita de exportações
subirá de R$ 141 milhões para R$ 165 milhões. Com sede na
capital paulista, a MWM é controlada pelo grupo alemão da Knorr
Bremse e emprega 1,5 mil trabalhadores. A capacidade de produção
da fábrica é de 130 mil motores por ano (Carla Franco, Agestado,
25 de outubro).
Motores
- Os planos da Cummins
A Cummins Latin America aposta no aumento da exportação para elevar
suas receitas de US$ 165 milhões para US$ 185 milhões em 2003. O
mercado de caminhões em baixa e a lucratividade em queda pela desvalorização
do real levaram a empresa a exportar para novos destinos, como a China e os Estados
Unidos. Segundo a Cummins, o mercado chinês - bastante aquecido - tem potencial
para receber 6 mil motores por ano a partir de 2003 e 10 mil unidades de 2005
em diante. Já o mercado norte-americano, sede da empresa, deve comprar
20 mil unidades nos próximos anos. O negócio com a China teve início
este ano e envolve sete montadoras daquele país que vão utilizar
motores Cummins em caminhões e ônibus. Os primeiros embarques foram
realizados em setembro para a fábrica de caminhões Futian, de Pequim.
A empresa também iniciou em julho a exportação de motores
para a Ingersoll Rand, fabricante de equipamentos de pavimentação
e construção dos Estados Unidos. O negócio prevê vendas
de 2 mil motores este ano. Com os novos parceiros, a Cummins quer elevar a receita
com exportações de 30% para 45%. Atuando no Brasil desde 1971, a
Cummins motoriza 38% dos caminhões novos acima de 4 toneladas de peso bruto
total. A empresa está sediada em Guarulhos, na Grande São Paulo,
e emprega 670 funcionários (Carla Franco, Agestado, 25 de outubro).
Motores
- Os planos da International
A International Engines South América não prevê aumento em
sua produção e exportação no ano que vem. A maior
ampliação nos volumes deverá ocorrer a partir de 2004, quando
será lançado o novo propulsor de 3.0 litros desenvolvido no Brasil.
A projeção para 2003 é de um volume de 80 mil motores - 43
mil para exportação, repetindo os resultados deste ano, e um faturamento
em torno de US$ 300 milhões. Em 2001, a International exportou 25 mil motores
de 73 mil produzidos, que renderam à empresa US$ 250 milhões. A
International, antiga Maxion Motores, é a divisão sul-americana
do International Engine Group, maior fabricante mundial de motores a diesel com
potência entre 160 cv e 300 cv. O Grupo International Engines tem um faturamento
anual de aproximadamente US$ 8,5 bilhões. Na América do Sul, a empresa
emprega cerca de 750 funcionários e vai investir US$ 92 milhões
até o fim de 2005 (Carla Franco, Agestado, 25 de outubro).
GM
anuncia recall de Corsa e Tigra
A General Motors está convocando os proprietários dos veículos
Corsa e Tigra, de todos os modelos fabricados de 1994 a 1999, que ainda não
tenham feito o recall anunciado em outubro de 2000. Eles deverão se dirigir
a uma das concessionária da montadora para instalar um reforço nos
trilhos dos bancos dianteiros. Segundo a GM, 550 mil consumidores ainda não
fizeram os reparos necessários em seus carros. Segundo a montadora, o reforço
é necessário por existir a possibilidade, em caso de impacto, de
uma das fixações do cinto de segurança vir a se soltar. Informações
pelo telefone 0800-702-4200 (Diário de São Paulo, 25 de outubro).
Sindicato
quer parar 10 mil nas autopeças
A greve de advertência de uma hora marcada para esta sexta-feira,
25, pretende deixar de braços cruzados cerca de dez mil trabalhadores
das empresas de autopeças da cidade de São Paulo. A ação,
que envolve no total 50 mil metalúrgicos de 70 fábricas
instaladas na capital paulista, acontece em reivindicação
à estagnação nas negociações em torno
da campanha salarial 2003 da Força Sindical. Segundo o secretário
geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno
José Bezerra, esta será uma greve de advertência,
já que não há perspectiva de evolução
nas negociações com os sindicatos patronais. Dentre as grandes
empresas do setor de autopeças que serão atingidas pela
paralisação estão a Knorr Brense, Robert Bosch e
Rolamentos Fag (AutoData, 24 de outubro).
Nissan
obtém lucro de US$ 2,3 bilhões
A Nissan Motor Co
anunciou lucro líquido no primeiro semestre de US$ 286 bilhões de
ienes (US$ 2,3 bilhões), comparado com os 230,3 bilhões de ienes,
registrados no mesmo período do ano passado. A terceira maior fabricante
de carros do Japão informou que a elevação de mais de 24%
do ganho nos seis meses encerrados em 30 de setembro foi impulsionada por um aumento
das vendas domésticas e nos Estados Unidos e por um corte de custos (Gazeta
Mercantil, 24 de outubro).
GM
vai aumentar preços de carros em 5%
A General Motors do Brasil está anunciando que a partir de 4 de novembro
seus produtos terão reajuste médio da ordem de 4% a 5%, tendo em
vista a majoração de preços de matérias-primas, peças,
componentes e, principalmente, do aço. A Ford e a Fiat também já
confirmaram que os preços dos carros devem subir em novembro, mas não
revelaram percentuais. Os modelos da Peugeot ficaram até 7,2% mais caros
nesta semana. Esse índice foi aplicado nas versões importadas. Para
o 206 nacional o reajuste foi de 1,5% a 1,7%. O Honda Civic 2003 chega às
lojas com preços 4,2% a 7,5% mais altos por conta de reestilização
na nova linha. (AE Setorial, 24 de outubro).
PSA
não sofre efeitos da retração
A
PSA Peugeot-Citröen, de Porto Real, RJ, deve produzir, até o fim do
ano, 50 mil veículos das marcas Peugeot 206 (1.0 e 1.6) e Citröen
Xsara Picasso e importar 18 mil veículos de outros modelos para atender
ao mercado interno. O diretor de relações corporativas do grupo
francês, Rodrigo Junqueira, disse que a companhia não está
sofrendo os efeitos da retração do mercado nacional automotivo já
que toda a produção havia sido planejada sem que houvesse capacidade
instalada ociosa. Até setembro foram vendidos 51 mil veículos Peugeot
e Citröen (Jornal do Commercio, 24 de outubro).
Lucro
da Daimlerchrysler sobe a US$ 871,2 mi
O grupo DaimlerChrysler AG alcançou sólido
crescimento no terceiro trimestre, apesar do difícil cenário econômico.
O lucro líquido, ajustado para excluir efeitos especiais, subiu para US$
871,2 milhões no terceiro trimestre de 2002, de 284 milhões de euros
em igual período de 2001. O lucro líquido não ajustado foi
de US$ 761,8 milhões no trimestre. Os números de 2001 foram influenciados
pelo ganho especial resultante da integração da Airbus. As vendas
no trimestre aumentaram 1% para US$ 35,45 bilhões (Estadão, 24 de
outubro).
IPI
do popular racha a Anfavea
A decisão de reivindicar, junto ao governo federal a manutenção,
em caráter permanente, do IPI dos carros populares em 9% provocou
um racha dentro da Anfavea. Pelo menos duas associadas à entidade
já declararam discordar da medida. Uma delas é a GM, cujo
vice-presidente, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a carta divulgada
pela Anfavea pleiteando a manutenção da alíquota
menor para os modelos com motor 1.0 "não expressa a posição
da empresa". O IPI dos modelos populares foi reduzido temporariamente
entre agosto e outubro e deve voltar à alíquota de 10% em
1º de novembro. Já os modelos 1.3 a 2.0 tiveram o imposto
reduzido de 25% para 16% por prazo indeterminado. As principais defensoras
do imposto reduzido são Fiat e Ford, que têm de 60% a 70%
do mix de produção voltado para modelos com motor 1.0 (Jornal
do Carro, 24 de outubro).
Toyota
deve registrar lucro recorde
A Toyota Motor deve anunciar lucro semestral recorde para o grupo, de
US$ 6,1 bilhões, devido aos cortes de custos e ótimo desempenho
nos Estados Unidos, de acordo com o jornal de negócios ''Nihon
Keizai Shimbun''. A empresa, maior montadora japonesa e terceira maior
fabricante de carros do mundo, deve ter aumento em 44% o lucro em relação
ao ano anterior, com vendas de 7,8 trilhões de ienes, o que significa
crescimento de 14% no faturamento (Folha de S. Paulo, 24 de outubro).
Delphi:
contrato de US$ 2,5 bilhões com Renault
A Delphi Corp. fechou contrato de U$ 2,5 bilhões de dólares com
Renault francesa para fornecer sistemas common rail de injeção a
diesel. O commum rail - câmara de altíssima pressão, comum
a todos os bicos injetores, acionados eletronicamente - substitui o antigo sistema
de bomba injetora para motores diesel, permitindo injeções seqüenciais,
melhor aproveitamento térmico e menos poluição. O novo contrato
se estende até 2008 (AutoData, 23 de outubro).
Renault
busca novos parceiros de autopeças
A Renault do Brasil deve ampliar as compras de autopeças e serviços
no Brasil. A estratégia será adotada para aumentar o índice
de nacionalização que hoje está em torno de 50%.
"Temos que aumentar nossa competitividade e reduzir os custos",
explicou Pierre Poupel, presidente da Renault do Brasil, quando participava
do seminário Perspectivas 2003 de AutoData. Antes da desvalorização
do real, o índice de nacionalização era de 70%. A
meta, de acordo com Poupel, é voltar a esse patamar. No entanto,
ele não previu quando (AutoData, 23 de outubro).
Montadoras
devem fechar o ano no vermelho
Todas
as principais montadoras de automóveis instaladas no Brasil devem fechar
este ano com prejuízo em seus balanços, segundo a consultoria AT
Kearney. Hoje, são nove as empresas instaladas no Brasil que produzem automóveis
(a lista não inclui a Nissan). Dessas, apenas três divulgaram o resultado
líquido no ano passado: a Fiat, que registrou lucro de R$ 171,8 milhões;
a Renault, com perda de R$ 418,3 milhões; e a Peugeot-Citroën, que
também teve prejuízo, de R$ 112,6 milhões. Das quatro montadoras
tradicionais, além da Fiat, a única que deu sinalização
de seu desempenho no ano passado foi A Ford. Segundo sua assessoria, as operações
da empresa na América do Sul (incluído o Brasil) deram prejuízo
em 2001. VW e GM apenas divulgam os números de faturamento, e não
os resultados finais, que são reportados às matrizes (Folha de S.
Paulo, 23 de outubro).
Mercado
não tolera aumento de preços
Segundo a AT Kearney, as montadoras sofreram ao longo deste ano forte
pressão em seus custos por conta da desvalorização
do real. A despeito do alto grau de nacionalização dos componentes,
em média os veículos produzidos no Brasil ainda têm
25% de suas peças importadas. Nos carros de montadoras que iniciaram
operação no país de forma mais recente, esse índice
sobe para até 50%. "O mercado não tolera mais aumento
de preços. Toda vez que um preço sobe, o mercado para aquele
veículo diminui ainda mais", diz o consultor Ricardo Durazzo,
da AT Kearney. "As empresas absorvem parte da desvalorização
cambial para não repassar aos preços e perderem espaço,
mas isso significa prejuízo no balanço", completa (Folha
de S. Paulo, 23 de outubro).
Produção
estagnada eleva custos
As fábricas têm capacidade de produzir 3,5 milhões
de veículos/ano no Brasil, mas devem fechar 2002 com produção
de 1,8 milhão de automóveis, segundo estimativa da Anfavea
(a associação dos fabricantes) - ou seja, ficaria estagnado
em relação a 2001. Analistas, entretanto, prevêem
que haverá queda na produção nacional, comparada
à do ano passado. "Essa é uma das características
da indústria de escala. Quando se fabricam muitos carros, diminuem-se
custos. Com produção estagnada ou em baixa, eles aumentam",
afirma Durazzo. As vendas internas não vão superar o 1,5
milhão de unidades, contra o 1,6 milhão vendido em 2001
- uma queda de 6%. Poderia ser pior, não fossem as exportações.
Embora os resultados também sejam piores neste ano, não
haverá um tombo nas mesmas proporções do ocorrido
com as vendas internas. (Folha de S. Paulo).
As
expectativas para autopeças em 2003 - 1
A produção de veículos não deverá
registrar crescimento significativo no próximo ano, mas os fabricantes
de autopeças apostam num aumento da receita em 2003, com a ampliação
dos valores de exportação. A expectativa é do presidente
do Sindipeças, Paulo Butori, que prevê um aumento de 5%, para US$
10,5 bilhões na receita do setor no próximo ano. O emprego na indústria
de autopeças deverá voltar aos níveis de 2001, totalizando
170 mil trabalhadores empregados em 2003. Para 2002, a previsão do Sindipeças
é encerrar o ano com 168 mil funcionários. "A produção
de veículos deve andar de lado, repetindo as 1,8 milhão de unidades
previstas para este ano, mas as exportações devem crescer em valor",
sustentou Butori (Carla Franco, Agestado, 23 de outubro).
As
expectativas para autopeças em 2003 - 2
O aumento do dólar e a concretização de acordos bilaterais
de exportação entre o Brasil e países como México
e o Chile devem contribuir para agregar receita às vendas externas. O Sindipeças
também projeta saldo positivo em torno de US$ 100 milhões na balança
comercial de autopeças em 2003, com exportações de US$ 4,2
bilhões e importações de US$ 4,1 bilhões, ante um
déficit de US$ 100 milhões esperado em 2002. O presidente do Sindipeças
também prevê bons resultados para o mercado interno de reposição.
"Como as vendas de carros novos não cresceram, a tendência é
de que o consumidor passe a fazer a manutenção de seu veículo",
afirmou. Butori voltou a defender propostas alternativas para a renovação
da frota brasileira de veículos. (Carla Franco, Agestado, 23 de outubro).
As
expectativas para autopeças em 2003 - 3
O setor de autopeças cortou grande parte dos investimentos previstos no
Brasil para 2002. Apenas US$ 200 milhões dos US$ 800 milhões que
seriam destinados à aquisição de máquinas, equipamentos,
tecnologia, novas matérias-primas, desenvolvimento de produto e eletrônica
embarcada serão concretizados. A informação é do presidente
do Sindipeças, Paulo Butori que participou do seminário Perspectivas
2003 realizado nesta terça-feira, 22, por AutoData (AutoData, 23 de outubro
de 2002).
Dólar
leva a reajuste dos caminhões
A Volvo, hoje maior fabricante de extrapesados do Brasil, reajustou os preços
em 8,5% este mês. A tabela da VW subiu 2,5% também em outubro e a
DaimlerChrysler, produtora dos veículos Mercedes-Benz, vem reajustando
os preços aos poucos, em médias homeopáticas, de 1% cada.
Segundo o presidente da Volvo, Peter Karlsten, o aumento de preços se deve
à dependência da montadora das importações de componentes.
Hoje os caminhões Volvo carregam 30% de peças estrangeiras. "São
componentes que não vale a pena nacionalizarmos em razão da baixa
escala", justifica o executivo sueco. "Não temos outra saída
a não ser repassar custos porque não vamos sacrificar a rentabilidade
em favor de volumes", diz o diretor-superintendente da VW Caminhões,
Roberto Cortes (Marli Olmos, Valor Econômico, 23 de outubro).
As
perspectivas para caminhões
O que mais preocupa o diretor de marketing e vendas de veículos comerciais
da DaimlerChrysler, Gilson Mansur, é a falta de crédito para os
compradores de caminhões. "Nossos clientes têm encontrado dificuldades
para ter crédito liberado nos bancos." Os fabricantes de veículos
comerciais apresentam um quadro negativo para o restante do ano. Neste ano, devem
ser vendidos no Brasil 58 mil caminhões. Segundo Mansur, há até
seis meses o setor esperava atingir a meta de 62 mil unidades. As vendas acumuladas
de janeiro a setembro, de 44,2 mil unidades, ficaram 9% abaixo do volume do mesmo
período do ano passado. Além do mercado interno, a crise na Argentina
afetou o setor. De janeiro a setembro de 2001, as montadoras instaladas no Brasil
exportaram para a Argentina 2.400 caminhões. No mesmo período deste
ano, o total embarcado ficou em apenas 100 unidades (Marli Olmos, Valor Econômico,
23 de outubro).
Marcopolo
prevê crescimento
"Sem financiamento não se vende ônibus no Brasil", afirma
o diretor comercial da Marcopolo, Nelson Gehrke. Como o mercado encolheu este
ano e não houve renovação da frota, o executivo prevê
que a Marcopolo poderá elevar em 8% as vendas de ônibus rodoviários
e em 6% os veículos destinados ao transporte urbano (Marli Olmos, Valor
Econômico, 23 de outubro).
Anfavea
pede manutenção do IPI
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea) decidiu encaminhar formalmente à Receita Federal nesta semana
pedido para que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros
populares seja mantido em 9%. A alíquota para esses modelos - que são
68% do mercado - foi reduzida temporariamente em agosto, mas a partir de 1º
de novembro deve voltar a 10%.
Novas
unidades da Fras-Le no exterior
A Fras-le, fabricante de materiais de fricção do grupo Randon, estuda
a abertura de unidades comerciais no México e na África do Sul no
mesmo modelo dos escritórios já existentes nos Estados Unidos e
na Europa. " Temos que crescer para o mundo " , afirma o gestor da qualidade,
Leonardo Loguercio. As exportações representam cerca de 30% das
vendas anuais da empresa. Em 2001 a Fras-le faturou R$ 192,3 milhões (Valor
Econômico, 23 de outubro).
Ford
aposta nas exportações
A
Ford espera que os modelos fabricados na unidade de Camaçari (BA) respondam
por US$ 170 milhões do total de US$ 500 milhões em vendas externas
programadas para 2003. Este ano, a unidade contribuirá com US$ 100 milhões.
"Esperamos que mais de 20% do nosso faturamento venha de exportações",
disse o presidente da montadora no País, Antonio Maciel Neto. O executivo
não tem expectativas de melhora do mercado interno para o ano que vem.
Questionado se as vendas seriam infladas por mecanismos utilizados este ano, como
financiamentos sem juros ou liquidações, Maciel respondeu: "A
guerra de preços com certeza vai continuar, porque o mercado continuará
difícil." A valorização da moeda norte-americana este
ano já levou a subsidiária brasileira a adiar o equilíbrio
financeiro para 2003. Maciel participou ontem do Seminário "Perspectivas
2003", que acontece hoje no Gran Meliá Hotel, em São Paulo
(Agestado, 22 de outubro).
Renault
pode produzir carro para exportação
A Renault confirmou informação de que produzirá
um carro mais barato no País, em 2004, focado na exportação
à Europa. Idéia é antiga: Dacia, subsidiária romena,
se encarregaria do assunto. Agora, responsabilidade principal é do Brasil.
Scénic nacional também será exportado para a Europa e o México.
Este passará a importar unidades completas, em vez de só componentes
(Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 22 de outubro).
Carro
próprio e Peças Genéricas devagar
Dois projetos vêm andando mais devagar. Programa do Carro Próprio,
idéia do Sindipeças - meio consórcio, meio financiamento
envolvendo o Banco do Brasil - está difícil de emplacar em transição
de governo. O de Peças Genéricas, da Fenabrave, esbarra num ponto:
montadoras têm dado suporte técnico e financeiro a várias
fábricas de autopeças. Fica difícil vender direto para as
concessionárias... (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 22 de outubro).
Tempos
difíceis unem GM e Ford
Dificuldades financeiras e de mercado acabam unindo, ainda que pontualmente, rivais
históricos como GM e Ford. Ambas anunciaram, nos EUA, construção
de uma fábrica única para câmbios automáticos de seis
marchas, necessários para diminuir consumo de combustível. Até
há pouco, acordo deste tipo seria impensável. Sinal dos tempos (Fernando
Calmon, Coluna Alta Roda, 22 de outubro).
Navegação
com GPS mais próxima
Sistema relativamente barato de navegação já está
disponível. Trata-se do MapLink Destinator, desenvolvido no Brasil. Inclui
receptor de GPS (localizador via satélite), softwares que recalculam a
rota em caso de erro do motorista, viva-voz e mapas digitais. Preço: R$
1.290,00, mais o custo de um PC de bolso, se não tiver um (Fernando Calmon,
Coluna Alta Roda, 22 de outubro).
Carro 1.6 mais barato do que 1.0
Dois
modelos com motor 1.6 recém-lançados são mais baratos do
que boa parte dos veículos com motor de mil cilindradas. Um deles é
o Ka Action, que custa R$ 17990 na tabela. O outro é o Gol Special (R$
16.789, pela internet) (Estadão, 20 de outubro).
Nova
safra de veículos 4x4
Duas novas montadoras apresentaram seus veículos com tração
nas quatro rodas durante o Salão do Automóvel, no Anhembi, em São
Paulo, de 10 a 20 de outubro. A Cross Lander mostrou o jipe CL-244, com motor
turbodiesel 2,8 de 132 CV, que chega ao mercado no fim do mês por R$ 55,4
mil, incluindo ar condicionado. A picape CL-330, da mesma marca, será lançada
em dezembro com o mesmo motor. Já a Fábrica Brasileira de Automóveis
(Fabral) está se instalando em Palmas, TO, e passa a fazer o Jalapão
em 2003, com motor turbodiesel 2,8 de 125 cv. O jipe exposto no Salão foi
o Santana Hannibal, idêntico ao que será feito aqui (Estadão,
20 de outubro).
Morgan
Stanley será consultor no caso Fiat
O governo italiano selecionou a Morgan Stanley para atuar como consultor no plano
de ajuda à montadora italiana Fiat SpA. Os ministros do governo estudam
os detalhes de um futuro plano. A Itália está buscando encontrar
uma maneira de amenizar o corte 8.100 empregos recentemente anunciado pela Fiat,
principalmente em sua divisão de automóveis Fiat Auto (Agestado,
20 de outubro).
Fiat
Stilo é o Carro do Ano de AutoEsporte
O Fiat Stilo venceu a disputa por um dos tradicionais prêmios
da indústria automotiva brasileira: o Carro do Ano, da revista
Autoesporte, que está em sua 35ª edição. O júri
foi composto por jornalistas especializados em automóveis, pesquisadores,
especialistas do setor e profissionais de marketing, além dos leitores
da revista que votaram pela internet. Também concorreram ao título
os modelos Volkswagen Novo Polo, Ford Fiesta, Toyota Corolla e os Chevrolet
Meriva, Corsa e Corsa Sedan. Os principais itens avaliados pelos jurados
foram inovação tecnológica, desempenho, segurança,
conforto, comportamento dinâmico, consumo, acabamento, relação
custo-benefício, imagem do produto e estilo. Este já é
o segundo prêmio que o Fiat Stilo recebe com apenas um mês
no mercado. No início de outubro o Stilo conquistou o prêmio
Top Car TV na categoria Melhor Carro Nacional, ganhando votos de jornalistas
de programas de TV especializados em automóveis. (Agência
AutoData, Cláudia Freiesleben, 18 de outubro).
Vendidos
31 mil Peugeot 206
Ao fechar os números de setembro, quando foram vendidos 3.247 veículos,
a Peugeot do Brasil registra crescimento de 52%, no acumulado do ano, sobre o
mesmo período do ano passado, em um momento no qual o mercado registra
queda de 12%. De janeiro até agora, a marca comercializou 34.497 unidades,
em face dos 22.671 veículos vendidos em igual período de 2001. Um
dos grandes responsáveis pelo resultado é o 206, que começou
a ser vendido, no Brasil, no final de 1999 e passou a ser nacional há pouco
mais de um ano. Oferecido nas versões equipadas com motorização
1.0 16V, que rende 70 cv, e 1.6 16V, com 110 cv, o 206 acumulou, de janeiro a
setembro deste ano, 31.244 unidades (AutoZ, 18 de outubro).
Fiat
do Brasil diz que não haverá demissões
O presidente da Fiat do Brasil, Roberto Vedovato, garantiu ao governo brasileiro
que a crise enfrentada pelo grupo italiano não deverá ter impacto
no país. Na terça-feira, 15, pouco antes de embarcar para a Itália,
Vedovato afirmou por telefone, em conversa com o secretário de Desenvolvimento
da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio, Reginaldo Arcuri, que não estão previstas demissões
e que a fábrica da Fiat em Betim, MG, continua sendo lucrativa (O Globo
Online, 19 de outubro).
Público
vai conhecer o EcoSport
A Ford lança esta semana o seu modelo EcoSport, que a montadora
apresentou ao público na abertura do Salão do Automóvel
de São Paulo, no último dia 10. Com o lançamento,
será possível conhecer o interior do carro, mantido em segredo
pela montadora até agora. O carro será fabricado na planta
da Ford em Camaçari (BA). O modelo deve chegar às concessionárias
da montadora no início do próximo ano. O EcoSport é
o primeiro utilitário esportivo compacto feito no Brasil e é
o segundo modelo dentro do que a Ford denomina Projeto Amazon. Com ele,
a Ford vai atrás de um cliente que precisa de um automóvel
que enfrente qualquer tipo de terreno. Para isso, vai equipar o carro
com tração 4x2 e 4x4. A Ford ainda não informa em
qual faixa de preço estará o EcoSport (AE Setorial, 18 de
outubro).
Licenciamento
da marca Chevrolet
A
GM procura parceiros para licenciar sua marca no país. Bonés, camisetas,
miniaturas de carros, alimentos, brinquedos e roupas estão entre os produtos
que podem ganhar o selo Chevrolet, única marca da montadora no mercado
brasileiro. Os primeiros produtos com a estampa da companhia devem chegar às
lojas no início do ano que vem. Nesta semana, a GM realizou a primeira
negociação com empresas interessadas em fabricar produtos com a
marca da montadora. Entre as interessadas está a Brinquedos Bandeirante,
fabricante de bicicletas e triciclos para crianças. "Vamos procurar
produtos que tenham conexão com a marca", destacou o diretor da Exim
Licensing Group Brasil, Reynaldo Marchezini. A empresa é o agente de licenciamento
corporativo da Equity Management Inc. (EMI), que desde 1990 responde pelo desenvolvimento
mundial do programa de licenciamento corporativo da GM (Jornal da Tarde, 18 de
outubro).
Aumento
de taxas e queda nas vendas
O diretor de vendas da VW, José Santiago Soler, previu ontem que o aumento
de juros deve provocar queda nas vendas. Segundo o executivo, a Volks já
contava com uma retração de mercado em torno de 8% antes desse aumento
dos juros. General Motors, Volkswagen e Renault elevaram os preços entre
1% e 2,7% nos últimos dois dias. Na semana passada, a Citröen aumentou
o preço do Picasso em 10,5%. Segundo fontes da indústria de autopeças,
alguns fornecedores chegaram a paralisar entregas para forçar negociações.
O aumento das taxas de juros dos bancos das montadoras superou o da Selic em quase
todos os casos. Para planos entre 42 e 48 meses, o Banco Ford elevou os juros
anuais de 45,43% para 50,93%. O valor dos juros é também equivalente
a quase metade do preço de um modelo da Volks financiado em três
anos. A taxa subiu 10,7 pontos percentuais, passando para 49,19% (Marli Olmos,
Valor Econômico, 18 de outubro).
Otimismo
com caminhões na DaimlerChrysler
Apesar da demanda desaquecida no setor automotivo, o presidente da DaimlerChrysler
do Brasil, Ben Van Schaik, vê com otimismo o segmento de caminhões
no Brasil. Segundo ele, nos últimos dois anos o desempenho foi
bom e deve se repetir este ano. As vendas do setor como um todo devem
permanecer em 60 mil unidades no ano. O resultado, segundo Schaik, mostra
a consolidação do segmento, já que há três
anos as vendas eram de cerca de 45 mil unidades. "É a primeira
vez que o mercado de ônibus e caminhões no Brasil mantém
uma estabilidade por um período tão longo", avalia.
Esses ganhos, segundo o presidente da DaimlerChrysler, têm ajudado
a suprir as perdas no mercado argentino, onde as vendas de caminhões
e ônibus reduziram-se em cerca de 85% em 2002. Schaik disse que
a Mercedes Benz, do grupo DaimlerChrysler, está em busca de novos
mercados para exportação, com destaque para a Arábia
Saudita e Chile. Schaik explica que a verticalização da
produção de caminhões e ônibus na fábrica
da Mercedes Benz impulsiona a empresa a buscar escala em suas exportações
(Valor Econômico, 18 de outubro).
Venda
de carro cai 5%
As
vendas de automóveis e veículos comerciais leves para os consumidores
caíram 5,4% na primeira quinzena de outubro, em relação ao
mesmo período do mês passado. De acordo com a Federação
Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave),
o volume comercializado somou 54.964 unidades nos primeiros quinze dias de outubro.
Os dados divulgados baseiam-se no total de veículos emplacados (Renavam).
Apesar da retração, a Fenabrave continua apostando num aumento em
torno de 6% nas vendas no fechamento de outubro, já que a segunda quinzena
do mês conta com dois dias úteis a mais do que a primeira. Os resultados
iniciais de outubro indicaram também grande retração nos
segmentos de ônibus (de 29,6%, para 552 unidades) e de motos (de 2,9%, para
28,7 mil unidades) em relação aos primeiros quinze dias de setembro.
O segmento de caminhões, entretanto, registrou crescimento de 10,5% no
período, alcançando 2,3 mil unidades. Os veículos 1.0, os
chamados "populares", mantiveram sua participação de mercado
em torno de 68,3% (Carla Franco, Agestado, 17 de outubro).
Fiat
lidera as vendas
A Fiat liderou as vendas de automóveis e veículos comerciais leves
na primeira quinzena do mês, com participação de 26% no volume
total, seguida pela General Motors, com 23,4%; pela Volkswagen, com 23,2%; e pela
Ford, com 11,1%. As vendas totais de veículos, incluindo caminhões,
ônibus e motocicletas, somaram 86,5 mil unidades nos primeiros quinze dias
de outubro, volume 4,4% menor do que o registrado no mesmo período de setembro,
de acordo com a Fenabrave (Carla Franco, Agestado, 17 de outubro).
Fiat
vende a Fidis
A Fiat está negociando a venda da unidade brasileira da Fidis, um de seus
braços financeiros, informou hoje o jornal Financial Times. Segundo o diário
britânico, as negociações com instituições brasileiras
já estão adiantadas e o negócio poderá render para
o grupo italiano cerca de 100 milhões. A Fiat também está
negociando a venda de sua unidade de robótica na Itália, a Comau,
um negócio que poderá envolver cerca de 700 milhões. A venda
desses ativos visa melhorar a liquidez do grupo italiano, que vem tentando reduzir
suas dívidas e preservar a classificação de seu crédito
(Agestado, 17 de outubro).
Corsa
sedan engoliu o hatch
O Corsa hatch já não é mais aquele. Aos poucos, foi perdendo
espaço no ranking de vendas do mercado nacional, sendo que ocupou somente
o 20.º lugar no mês passado, com 1.369 unidades - algo inimaginável
há algum tempo, quando figurava entre os líderes, tendo sido o sexto
colocado no ano de 2001 (média mensal de 4,3 mil) e quinto em 2000 (6,7
mil), variações comuns desde 1994. A General Motors não confirma,
mas foi o Corsa Sedan quem canibalizou o "irmão". O modelo com
porta-malas destacado segue firme entre os carros mais vendidos no País,
tendo sido o quarto melhor em setembro (8.403). A explicação é
dada assim por um concessionário da marca: "O Corsa Sedan dá
status, parece carro de categoria superior à do hatch". Além
disso, a diferença de preço é muito pequena de um para outro.
A situação do hatch ficou tão delicada que a GM passou a
comercializá-lo somente pela internet. É que o modelo vinha encalhando
nos estoques das lojas (Jornal do Carro, 16 de outubro).
Cresce
a oferta de 4x4
Um segmento chama atenção pela quantidade de lançamentos:
os veículos 4x4, desde os mais robustos até os mais luxuosos.
Entre os brasileiros, duas novas montadoras apresentam seus produtos:
a Cross Lander e a Fabral, ambas com foco no mercado do extinto Toyota
Bandeirante. A Cross Lander se instalou em Manaus para produzir o jipe
CL-244, que chega às lojas no final do mês, com motor turbodiesel
International 2.8 de 132 cv, por R$ 55.400,00 (com ar-condicionado e toca-discos).
Já a picape CL-330 chega em dezembro, com o mesmo motor do jipe,
capacidade de carga de 1.300 kg e preço estimado de R$ 45 mil.
A Fabral está se instalando em Palmas, TO, e passa a fazer o Jalapão
em 2003, com motor turbodiesel 2.8 de 125 cv. O modelo exposto na feira
é o espanhol Santana Hannibal, idêntico ao que será
feito no país. Já a Land Rover apresenta o Defender 2003,
com a inclusão de vidros e travas elétricos, alarme com
controle à distância, conta-giros e novo sistema de ar-condicionado
(Jornal do Carro, 16 de outubro).
Sai
o acordo automotivo com o Uruguai
Com a publicação
no Diário Oficial de decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso, entrou
em vigor ontem o acordo automotivo com o Uruguai, estabelecendo regras até
2006. Os termos seguiram o protocolo assinado no ano passado por Brasil, Argentina,
Uruguai e Paraguai para a Política Automotiva do Mercosul - que não
foram implementados por Brasil e Argentina. O Uruguai vinha pressionando para
o acordo bilateral nos mesmos termos do entendimento entre Brasil e México.
O país vizinho poderá exportar com tarifa zero até 8 mil
veículos este ano, 17 mil em 2003, 18 mil em 2004 e 20 mil em 2005 e 2006.
O Brasil terá cotas de 2 mil (2002), 5 mil (2003), 5,5 mil (2004) 6 mil
(2005) e 6,5 mil (2006). Acima dessas cotas as empresas brasileiras receberão
redução progressiva da Tarifa Externa Comum, que começa em
50% este ano e chegará a 70% em 2006. A partir de 2007 o Brasil terá
livre acesso ao mercado uruguaio (Estadão, 16 de outubro).
GM
tem prejuízo de US$ 804 milhões
A General Motors
Corp. anunciou um prejuízo líquido de US$ 804 milhões (US$
1,42 por ação) no terceiro trimestre, ante um prejuízo de
US$ 368,0 milhões (US$ 0,41 por ação) em igual período
de 2001. A receita no trimestre subiu para US$ 43,57 bilhões, de US$ 42,47
bilhões no ano passado (Estadão, 16 de outubro).
GM
subestima valor da Fiat Auto
A Fiat SpA afirmou que a General
Motors subestimou o verdadeiro valor de mercado da Fiat Auto ao realizar a baixa
contábil de sua participação de 20% na montadora italiana
no balanço do terceiro trimestre. A Fiat disse também que se fosse
exercer sua opção de venda dos 80% restantes da Fiat Auto para a
GM, o valor da empresa italiana seria estabelecido por um grupo de bancos independentes.
A General Motors disse que seu prejuízo líquido de US$ 804 milhões
no terceiro trimestre foi provocado em grande parte por despesas de US$ 1,37 bilhões
relativas a seus investimentos na Fiat Auto Holdins e a outros encargos (Estadão,
16 de outubro).
Indústria
planeja para driblar dificuldades
Uma das armas da indústria
automotiva para enfrentar as dificuldades do excesso de capacidade instalada,
alta dos custos e retração nas vendas é o planejamento. O
Instituto Gaúcho de Estudos Automotivos realiza um mapeamento da cadeia
produtiva estadual para identificar falhas e oportunidades de negócios.
O trabalho deve ser concluído em junho de 2003. O banco de dados que será
formado mostrará o status financeiro das empresas, nível de compra,
capacidade de fornecimento e itens produzidos.
Outra meta do IGEA é
ampliar a produção local de componentes para as montadoras instaladas
no Rio Grande do Sul, dos atuais 28% para 42% até 2005 (Estadão,
16 de outubro).
GKN
enfrenta excesso de demanda
Na contramão do setor de autopeças no Brasil, que prevê
queda de 6% na produção física de 2002, a GKN Automotive
está com dificuldades de atender à demanda. O presidente
da companhia para a América do Sul, Wilson Gomes de Andrade, disse
que o volume de pedidos já obrigou a indústria a importar
algumas peças que compõem seus semi-eixos homocinéticos
de outras unidades da GKN na França e Alemanha para atender às
encomendas (Estadão, 16 de outubro).
Financiamentos
ficarão mais caros
As taxas de juros praticadas
pelos bancos das montadoras devem aumentar com a alta da Selic - os juros básicos
da economia brasileira - que passou de 18% para 21% ao ano após reunião
extraordinária realizada pelo Comitê de Política Monetária.
A análise é do diretor executivo da Anef, Associação
Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, José Romélio Brasil
Ribeiro. Atualmente as empresas financeiras ligadas às grandes montadoras
instaladas no País trabalham com juros médios de 2,85% ao mês.
O índice já vem aumentando mês a mês. Em junho a taxa
média era de 2,65% e, em agosto, atingia 2,73%. (Cláudia Freiesleben,
Agência AutoData, 15 de outubro).
Jipes
brasileiros no Salão
Uma nova geração de utilitários esportivos fabricados no
Brasil foi exibida no Salão Internacional do Automóvel de São
Paulo, na semana passada. Fiéis à fórmula consagrada, que
reúne aparência robusta e conforto de carro de passeio, podem custar
15% mais barato que os similares importados. O único que já está
à venda é o Mitsubishi Pajero TR4, fabricado em Catalão,GO,
que custa 62.000 reais, na versão mais simples. O Eco Sport, feito pela
Ford em Camaçari, na Bahia, e o Xterra, montado pela Nissan em São
José dos Pinhais, no Paraná, chegarão às lojas no
primeiro semestre de 2003. Os preços ainda não estão definidos,
mas deverão variar entre 50.000 e 60.000 reais. O Eco Sport foi projetado
sobre a plataforma do novo Fiesta, com motor 2.0 e dois tipos de tração,
4x2 dianteira e 4x4. O projeto levou cinco anos para sair do papel e tomou como
base um pequeno utilitário vendido na Europa com o nome de Fusion. Para
dar aparência mais agressiva ao carro, a Ford incorporou alguns detalhes
do Explorer, do Expedition e do Escape, jipões feitos nos Estados Unidos
(Veja)
Exportar
um carro para 4 importados
O Comitê Gestor
da Câmara de Comércio Exterior anunciou que já está
em vigor mecanismo que, na prática, restabelece um compromisso exportador
para as montdoras nacionais. A cada quatro automóveis importados (total
de 20 pneus) será obrigatório o embarque de pelo menos uma unidade
(cinco pneus). A medida foi adotada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente
e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e traz como justificativa a necessiade
de as compnahias comprovarem o destinado de parte dos pneus que compõem
os veículos que fabricam (Estadão, 15 de outubro).
Renault
reajusta preço em 2%
A Renault reajustou os preços
dos carros em 2%, em média, alegando a necessidade de repasse de custos.
O carro mais barato da marca, o Clio Yahoo, passa a custar R$ 18.090 nas concessionárias.
Pela internet, o modelo pode ser adquirido por R$ 17.290. Na sexta-feira a General
Motors anunciou aumentos de 1% a 2,7% para a maioria dos modelos da marca. A empresa
também justificou o repasse de custos principalmente por conta da elevação
do preço do aço. Um dia antes a Citroën havia reajustado o
preço do modelo Picasso, fabricado no Rio de Janeiro, em 10% e dos carros
importados em 7,5% por causa da alta do dólar. Volkswagen, Fiat e Ford
informaram que ainda não têm previsão de alterar suas tabelas
de preços (Jornal da Tarde,15 de outubro).
A
automação da GM brasileira
No Sul, um carro a cada
2 minutos. No momento em que completa 77 anos de Brasil, a subsidiária
da General Motors aumenta a aposta na automação para alcançar
uma série de objetivos - a diminuição do tempo de desenvolvimento
de um novo modelo de 48 para 24 meses, o aumento da produção e das
vendas de veículos para outros países. Da chegada das primeiras
estações de CAD (desenho auxiliado por computador) ao sistema de
compras eletrônicas (com 800 fornecedores cadastrados), a filial brasileira
reduziu seus custos e conquistou a segunda posição na corporação,
atrás apenas da Alemanha. A fábrica de Gravataí (RS), uma
das mais produtivas do mundo, com 90% de automação, tem 112 robôs
em uso e pode montar um carro a cada dois minutos. Em São Caetano do Sul
(SP), um robô chamado Jack é especialista em conforto.(Caderno de
TI, Gazeta Mercantil, 15 de outubro).
Salão
do Automóvel para os jovens
Conquistar o público
jovem é o objetivo de grande parte das montadoras presentes no Salão
do Automóvel 2002. Na Ford uma enorme pista, onde jovens exibem suas manobras
em cima de skates, patins e bicicletas, dá o tom do estande da montadora,
cuja aposta para o ano que vem é o lançamento Ford EcoSport. A Fiat
associa seus carros à natureza e à prática de esportes: o
estande é uma réplica do Parque do Ibirapuera. A Citroën expõe
o C3 em cenários como um jardim de tulipas e uma onda do mar gigante, ladeada
por pranchas de surfe. A GM destaca o Meriva e a picape S10 do Chevrolet Rally
Team, que conquistou o tricampeonato do Rali dos Sertões. A Volks lança
a Parati Crossover, coberta de vidros espelhados e dentro da qual DJs comandam
o som ambiente do estande (Agestado, 15 de outubro).
Receita
da Marcopolo cresce 46,3%
A fabricante gaúcha de carroçarias Marcopolo registrou receita
líquida consolidada de R$ 1,125 bilhão de janeiro a setembro,
com crescimento de 46,3% em relação ao mesmo período
do ano passado. As exportações somaram US$ 111.8 milhões,
o equivalente a metade da receita. Em 2001 os embarques representaram
52,2%. A Marcopolo exporta ônibus, microônibusm miniônibus
e componentes para mais de 70 países (Gazeta Mercantil, 15 de outubro).
Hyundai
passa a Kia
A Hyundai acaba de ultrapassar a concorrente Kia em número de matrículas
feitas em São Paulo, segundo o Detran. Carlos Alberto de Oliveira Andrade
(grupo Caoa, distribuidor da marca no Brasil), diz que a pretensão agora
é instalar uma fábrica da Hyundai no país. (Folha de S. Paulo,
14 de outubro).
Programa
Carro Próprio é adiado
O anúncio do programa "Carro Próprio", desenvolvido pelo
Sindipeças, foi adiado. A entidade esperava que o presidente Fernando Henrique
anunciasse o projeto, que tem a participação do Banco do Brasil,
por meio da Brasilprev, durante a inauguração do Salão do
Automóvel. Mas a falta de consenso entre as montadoras que devem participar
do projeto adiou o programa. O presidente do Sindipeças, Paulo Butori,
acredita que o anúncio será feito em breve. Três montadoras,
General Motors, Fiat e Ford, já aderiram. O programa, destinado a famílias
com renda entre 5 e 10 salários mínimos, prevê a criação
de um seguro de vida em que o consumidor pagaria prestações mensais
de R$ 179. Após três anos, ele teria pago 50% do carro. A outra metade
seria financiada pelos bancos (O Estado de S. Paulo).
Volvo
destina R$ 15 milhões para a rede
Na esteira da liderança no setor de caminhões pesados, obtida em
março, a Volvo do Brasil programou investimentos de R$ 15 milhões
para ampliar a rede de atendimento pós-vendas. Os 12 grupos que detêm
a rede de concessionárias da marca vão aumentar de 71 para 110 os
pontos de serviços espalhados pelo país, no prazo de três
anos. Segundo o gerente de desenvolvimento de concessionárias e negócios
para a América Latina, Orlando Merluzzi, as novas unidades fazem parte
da rede já existente. "Não estamos abrindo para novos grupos
econômicos", afirma (Valor Econômico, 14 de outubro).
Suspensos
os cortes DaimlerChrysler
A DaimlerChrysler (dona da marca Mercedes-Benz) suspendeu as demissões
na unidade de São Bernardo do Campo, concedeu licença remunerada
até o final deste mês para 126 funcionários que haviam
sido dispensados e aceitou reabrir as negociações a partir
da próxima semana. Parte desses empregados pode ser readmitida
se ficar provado garantia no emprego (estabilidade por doença ou
acidente de trabalho, por exemplo), como prevê a convenção
coletiva da categoria. A comissão de fábrica informou que
a decisão foi anunciada sexta-feira após reunião
entre o presidente da montadora no Brasil, Ben Van Schaik, e representantes
dos trabalhadores. No último dia 30 a montadora demitiu 206 funcionários
para reduzir custos. (Folha de S. Paulo, 14 de outubro).
Blindagem:
Brasil só perde da Colômbia
Entre as sombrias estatísticas que envolvem o sistema
brasileiro de trânsito, a violência em termos de assaltos, roubos
e seqüestros vem preocupando muito. A saída para contornar as falhas
de segurança pública levou à prosperidade uma verdadeira
indústria de blindagem. Os cerca de 5.000 veículos que passaram
por essa operação no ano passado colocaram o País num incômodo
primeiro lugar no ranking mundial do setor. Com uma frota 10 vezes maior que a
brasileira, os EUA e os países da União Européia comercializaram
no ano passado apenas 1.500 unidades e 800 unidades, respectivamente. Neste ranking
relativo, apenas a Colômbia supera o Brasil por estar há décadas
enfrentando conflitos políticos sérios, quase uma guerra civil.
Pouco mais de cinco anos atrás, havia meia dúzia de empresas blindadoras
atuando no mercado nacional, a maioria ligada à produção
e reforma de carros-fortes para transporte de valores. Hoje somam mais de 50,
incluindo fornecedores recém-instalados de vidros especiais e mantas balísticas
(Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de outubro).
Organização
no setor de blindagem
O faturamento do setor está perto
de US$ 100 milhões por ano. Esta riqueza súbita fez mais de 15 empresas
ligadas ao negócio ocupar boas áreas no Salão Internacional
do Automóvel de São Paulo (10 a 20 de outubro). E também
o levou a se organizar para depurar aventureiros e oportunistas. Foi criada a
Abrablin, associação da indústria de blindagem, que apoiou
a regulamentação minuciosa implementada pelo Ministério do
Exército há dois meses. A preocupação, além
das especificações técnicas mais rigorosas, estende-se à
idoneidade do cliente que deseja blindar um veículo novo ou usado (Fernando
Calmon, Alta Roda, 14 de outubro).
Correções
de rumo no Denatran
É necessário reconhecer que o Denatran, neste final de governo,
na gestão de Rosa Cunha, vem se esforçando para escoimar decisões
equivocadas. Além de ter voltado atrás, provisoriamente, na questão
do viva-voz para celulares, ataca de frente os contratos de empresar de radares
remuneradas por produção. Exige mais rigor nos estudos de localização
e velocidades compatíveis para sua instalação (Fernando Calmon,
Alta Roda, 14 de outubro).
A
nova ameaça à Tritec
A fábrica de motores Tritec do Paraná pode enfrentar sérios
problemas em curto prazo. A família Quandt, controladora da BMW, apercebeu-se
que seu antigo acordo com a Chrysler implicava ter agora um propulsor indiretamente
de propriedade da Mercedes no Mini. Pagou a multa para cancelar o contrato já
em 2004 (ia até 2007). BMW projeta novo motor para o Mini e abriu sociedade
com Peugeot-Citroën para produzi-lo (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de outubro).
Venda
de importados cai novamente
A venda de veículos importados caiu 13,8% em setembro em comparação
a agosto. No mês passado foram comercializadas 602 unidades enquanto
em setembro este número ficou em 519. Essa queda se agrava ainda
mais quando se lembra que a queda de agosto em comparação
a julho, que foi de 34,42%. No acumulado dos nove meses os resultados
não foram diferentes. São 7.356 unidades contra 11.720 unidades
em igual período do ano passado, queda de 37,2%. As informações
são da Abeiva, entidade que reúne os importadores. "Com
o dólar médio, em setembro, acima de R$3,60, foi impossível
sustentar as vendas em patamares razoáveis", afirma André
Muller Carioba, presidente da Abeiva, para quem os fatores da eleição
criaram muita instabilidade em especial com relação a produtos
importados (AutoData, 11 de outubro).
Autopeças
suspendem investimentos
A
aceleração do processo de nacionalização de peças
conduzida pelas montadoras brasileiras de veículos enfrenta uma problema
vital - a falta de investimentos por parte do setor de autopeças. A indefinição
do quadro eleitoral e a recente alta do dólar, agravadas pela desaceleração
das vendas de veículos no País, levaram as matrizes dos fornecedores
de sistemas e autopeças instalados no País a suspender os investimentos
por, no mínimo, seis meses. De acordo com os cálculos do Sindipeças,
cerca de US$ 500 milhões deixarão de ser aplicados. Com isso, a
previsão de investimentos no parque de autopeças para 2002, que
era de US$ 700 milhões, deve cair para US$ 200 milhões, informou
o presidente do Sindipeças, Paulo Butori. No ano passado, foram aplicados
US$ 800 milhões "A velocidade do processo de nacionalização
deveria ser muito maior do que a que está ocorrendo", afirmou. "Até
o cenário clarear, as decisões de investimentos nas autopeças
estão suspensas", declarou Butori (Carla Franco, Agestado, 11 de outubro).
Autopeças
reclamam dos repasses
Para Butori e Milani, o que dificulta ainda mais o cenário de falta de
investimentos é a delicada negociação entre fabricantes de
autopeças e montadoras para o repasse de aumentos de preços de insumos
como o aço. Segundo o Sindipeças, o último reajuste das siderúrgicas,
em torno de 12%, não foi reconhecido integralmente pelas montadoras. "Conseguimos
repassar somente entre 6% e 8%", disse Butori. Ele afirmou ter recebido informações
não oficiais de que um outro reajuste, em torno de 15%, está sendo
preparado pelas siderúrgicas para novembro.Com o quadro de retração,
o faturamento do setor de autopeças deverá fechar o ano em torno
de US$ 10 bilhões, ante uma previsão de US$ 12,5 bilhões
feita no início do ano. No ano passado, a receita totalizou US$ 11, bilhões.
Em setembro, entretanto, a receita das empresas subiu 16,2% em relação
ao mesmo mês de 2001, mas, de acordo com o presidente do Sindipeças,
não há motivos para comemorar. "Com o crescimento das exportações
feitas com um dólar mais alto, nosso faturamento acabou crescendo em reais",
justificou Butori (Carla Franco, Agestado, 11 de outubro).
Mitsubishi
quer ampliar vendas
A Mitsubishi Motor quer elevar suas vendas de 65 mil unidades para 100 mil veículos
por ano na América Latina, nos próximos dois a três anos.
A expectativa é do presidente mundial da companhia, Rolf Eckrodt, que está
no Brasil para o XXII Salão Internacional do Automóvel, em São
Paulo. O Brasil, principal mercado da marca japonesa na região, será
responsável por um quarto desse volume, o equivalente a 25 mil unidades,
informou o presidente da Mitsubishi Motor no País, Eduardo Souza Ramos.
Segundo ele, a produção local, na fábrica de Catalão,
em Goiás, terá participação de 20 mil veículos
neste total. O restante será importado pela marca, do Japão e da
Tailândia. Eckrodt informou que a principal estratégia da montadora
para ampliar suas vendas na América Latina é o rejuvenescimento
da linha de produtos. A empresa vai investir cerca de US$ 30 milhões no
lançamento do terceiro modelo a ser fabricado na unidade de Catalão.
O novo veículo deve chegar ao mercado brasileiro em julho de 2003 (Agestado,
11 de outubro).
Ford
e GM juntam forças
A Ford Motor Co. e a General Motors Corp. vão anunciar planos para
desenvolver conjuntamente uma nova transmissão automática
de seis velocidades para veículos com tração na roda
dianteira, como parte de um esforço de enfrentar a concorrência
com montadoras européias e japonesas, disseram fontes próximas
às negociações. Com essa medida, as duas companhias
se desviam da tradicional competição acirrada entr |