OUTUBRO/2002


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Redução do IPI ainda não anima
As concessionárias não se animaram com a redução do IPI e alegaram que o comércio de veículos somente sentirá algum efeito da medida a partir de novembro, quando forem definidos os aumentos das montadoras. O governo decidiu manter em 9% o IPI para os automóveis com motor 1.0. Os carros com motor até 2.0 a gasolina, o IPI baixou de 16% para 15% e, para os veículos que usam álcool, o IPI foi de 14% para 13%. Essa queda no IPI dos veículos mais potentes deve aumentar as vendas desses carros. Foi o que aconteceu no mês de julho, quando o governo abaixou o IPI dos veículos com motor 2.0 (DCI Online, 31 de outubro).

Ford não abandonará o Brasil
O presidente da Abradif, a associação que reúne os distribuidores da Ford no País, João Carlos Felix Teixeira, disse ontem que não há a menor hipótese de a montadora Ford abandonar o mercado brasileiro. Ele referia-se às declarações feitas pelo presidente da montadora americana Bill Ford, que na última sexta-feira anunciou o que chamou de "plano final" para as unidades da companhia na América Latina (DCI).

Finalizadas as negociações GM-Daewoo
A negociação entre a GM e a Daewoo finalmente foi concluída. A GM investiu US$ 251 milhões em uma nova joint-venture que engloba três fábricas da Daewoo e algumas unidades de venda em todo o mundo. A companhia passará a se chamar GM Daewoo Auto & Technology. A GM tem como parceiros na transação a Suzuki, que investiu US$ 90 milhões para ingressar no grupo, e a empresa Shanghai Automotive, que terá 10% da companhia. (WebMotors)

Feira de aventura em São Paulo
A Adventure Sports Fair 2002, evento de esportes e turismo de aventura, acontece entre 30 de outubro e 3 de novembro na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, reunindo novidades para o segmento (Carsale, 31 de outubro).

Comgás investe na expansão do GNV
A Comgás está investindo neste ano R$ 856 milhões em infra-estrutura para impulsionar o crescimento do mercado de gás natural veicular no Brasil. Para 2003, a mesma quantia será desembolsada. Os investimentos vão desde a construção de gasodutos até a instalação de postos de atendimento. A companhia está expandindo seus negócios pelo interior de São Paulo e já atende 20 cidades. "São Paulo e interior são o filé mignon do Brasil, responsáveis por 36% do PIB nacional", comentou Oscar Prieto, presidente da Comgás (Gazeta Mercantil, 31 de outubro).

Toyota e Nissan juntas na célula de combustível
O presidente da Toyota Motor Corp., Fujio Cho, surpreendeu a todos quando revelou que, em vista dos custos proibitivos de desenvolvimento do "carro verde", movido a célula de combustível, estava fazendo uma parceria com a arquirrival Nissan Motor Co. para desenvolver o projeto do carro, menos poluente e mais econômico que qualquer veículo viável já apresentado ao mercado. Através da venda à Nissan da tecnologia do carro híbrido, movido a gasolina e eletricidade, ela vai permitir à concorrente lançar o seu próprio projeto, que com o da Toyota criará um nicho mundial de produto, até 2006. (Gazeta Mercantil).

Fiat quer estado de crise para demitir
A Fiat SpA apresentou formalmente pedido para que seja declarado "estado de crise" de suas operações, um passo necessário para que a empresa dê andamento às demissões, anunciadas em 9 de outubro, na Fiat Auto e em outras unidades. O período de "estado de crise" vai começar em 2 de dezembro com a demissão de 5.551 trabalhadores, dos quais 4.941 na Fiat Auto, 290 na Comau e 320 na Magneti Marelli. A Fiat informou que mais 2.057 trabalhadores serão demitidos até 30 de junho de 2003. O grupo industrial italiano informou nesta quinta-feira prever que seu prejuízo em 2002 fique entre 500 e 600 milhões de euros, um número pior do que muitos analistas e a própria Fiat haviam estimado anteriormente (Estadão e Folha de S. Paulo, 31 de outubro).

Incentivo para DaimlerChrysler produzir em Minas
A DaimlerChrysler poderá anunciar nos próximos dias investimentos para a revitalização da fábrica da Mercedes-Benz, em Juiz de Fora, MG. O anúncio foi feito pelo governador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves, que esteve reunido com o diretor de relações governamentais da montadora, Marcos Madureira, e o governador Itamar Franco. A diretoria da montadora ainda negocia a continuidade de incentivos estaduais. (Estadão, 31 de outubro).

Indenização para concessionários International
Assis Augusto Pires, presidente do conselho deliberativo da Fenabrave - entidade que congrega revendedores de veículos no país - recebeu com surpresa a notícia de que a International encerrara suas operações. Segundo Pires, as concessionárias, por força da Lei Renato Ferrari, devem receber indenização que inclui a média do faturamento da empresa nos últimos dois anos, o ressarcimento do investimento feito pelo concessionário para atender especificamente a marca, um valor do lucro projetado para os próximos anos e ainda o pagamento do valor gasto pelo concessionário para estoque de peças e veículos (AutoData, 30 de outubro).

Gessner: mais um pioneiro que se vai
Mais um pioneiro da indústria automobilística brasileira se vai: amolestado já há algum tempo, Harald Uller Gessner faleceu na noite da quarta-feira, 29, em São Paulo. Sua última posição, até o início de 1997, foi a presidência da Karmann-Ghia. Durante 28 anos, desde 1974, ocupou uma das vice-presidências da Anfavea. Era o procurador e conselheiro da família Karmann no Brasil. Deixou alguns exemplos aos mais novos e afoitos e, também, aos mais velhos e pouco sensíveis: perspectiva de futuro, senso de justiça, dedicação ao trabalho, lealdade aos amigos, paixão por automóvel (AutoData, 30 de outubro).

Banco Fiat pode ir à venda por US$ 97 milhões
O Banco Fiat, braço financeiro da montadora italiana no Brasil, está entre as prováveis empresas do grupo que serão vendidas para gerar ativos no valor de US$ 1,12 bilhão até o fim do ano, com vistas a reduzir a dívida da matriz em US$ 3,5 bilhões e cumprir acordo firmado com bancos credores. A instituição está avaliada em US$ 97,4 milhões, segundo agências internacionais que tiveram acesso à documentos entregues pela montadora aos seus credores. Entre os ativos previstos para serem negociados também estão a instituição financeira Fidis, que seria vendida por US$ 341 milhões e a unidade de robótica Comau, por US$ 682 milhões. A Comau também tem unidades no Brasil, onde fatura cerca de US$ 200 milhões ao ano. Quatro bancos estariam interessados na carteira de financiamento do Banco Fiat, calculada em R$ 3 bilhões: Bradesco, Itaú, ABN-Amro Bank e Unibanco. Em 2001, a instituição registrou lucro de R$ 132 milhões, 52% do ganho obtido pela montadora. (Estadão, 30 de outubro).

Fecha a fábrica da International
A Navistar anunciou nos Estados Unidos que fechará a fábrica da International Caminhões do Brasil, de Caxias do Sul, RS. A empresa fez provisão de US$ 70 milhões para cobrir os prejuízos da operação brasileira. É a segunda vez que a Navistar sai do Brasil. No passado manteve uma linha de produção de caminhões a gasolina no ABC paulista até o início dos anos 60. Retornou em 1998 com uma linha de montagem em Caxias do Sul, RS. A decisão agora é resultante da desvalorização do real que, segundo a empresa, tornou inviável a rentabilidade da operação a curto prazo. Segundo nota oficial, a International Caminhões do Brasil continuará assegurando assistência técnica à frota de caminhões International que circula pelo Brasil, através de seu centro de peças e mantendo sua rede de postos de serviço no país, bem como toda sua equipe de assistência técnica. A decisão não afeta as operações da International Engines South Amércia, de Canoas, RS. Os fornecedores da International Caminhões passarão a suprir a subsidiária da companhia americana na África do Sul, que faz a montagem de caminhões (Gazeta Mercantil, 30 de outubro).

Toyota tem lucro de US$ 4,50 bilhões
A Toyota Motor Corp. registrou vendas e lucros recordes no primeiro semestre fiscal até 30 de setembro de 2002, creditando o resultado às crescentes vendas no exterior e a redução de custos. A Toyota teve um lucro líquido de 553,80 bilhões de ienes (US$ 4,50 bilhões) no primeiro semestre fiscal, uma alta de 90,2% em relação aos 291,11 bilhões de ienes em igual período do ano passado. As vendas no período subiram 15,4% para 7,88 trilhões de ienes (US$ 64,1 bilhões), de 6,83 trilhões de ienes em 2001(Estadão, 30 de outubro).

Lucro da Volkswagen cai 51%
A Volkswagen AG, maior fabricante de veículos da Europa, registrou uma queda de 51% em seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2002 para 439 milhões de euros (US$ 431,7 milhões), ante os 903 milhões de euros em igual período do ano passado. As vendas no trimestre aumentaram 2,2% para 21,21 bilhões de euros (US$ 20,85 bilhões), de 20,76 bilhões de euros em 2001. O lucro excluindo impostos caiu 48% para 711 milhões de euros (US$ 699,1 milhões), de 1,36 bilhão de euros em 2001 (Estadão, 30 de outubro).

Ociosidade de 36% em 2003
Nos últimos seis anos, a indústria automobilística construiu 22 novas fábricas de veículos e de motores no Brasil. Mas o número de empregos nas montadoras é o menor dos últimos 30 anos e o setor entrará no ano novo operando com ociosidade de 36%. 2003 será, portanto, o ano de frustração das companhias com o resultado das apostas que fizeram no mercado brasileiro. Para o próximo ano, não restam mais inaugurações, mas estão por vir lançamentos como o Fit (Honda) e o C3 (Citroën). Outras famílias de veículos receberão filhotes e serão remodeladas (Valor Econômico, 30 de outubro).

Toyota Corolla só chega no Natal
A Toyota não pode reclamar do desempenho do novo Corolla no mercado interno. Quase não há unidades para pronta entrega, apesar da drástica evolução da produção aumentada a partir da chegada da nova geração do modelo no mercado, ainda no fim do primeiro semestre. A produção média mensal, de julho a setembro, esteve acima de 2,5 mil unidades, mas o consumidor que quiser passar o Natal de Corolla novo deve comprá-lo agora, pois a média nacional da fila de espera chega a 45 dias (AutoData, 30 de outubro).

Bons descontos na linha 2002
A maioria das revendas da Volkswagen, Ford, General Motors e Fiat já estão recebendo os modelos 2003 e por isso estão dando descontos de até 16% nos veículos 0 Km fabricados em 2002. Um dos carros que está com maior desconto é a Saveiro Plus 1.8. O modelo é completo e está 16% mais barato se comparado com o preço de tabela (Jornal da Tarde, 30 de outubro).

Impasse entre Sindipeças e metalúrgicos
As propostas feitas pelo Sindipeças foram cabalmente rejeitadas pelos representantes da CUT e pelos da Força Sindical, mas as negociações continuam. Representantes das duas centrais sindicais reuniram-se nesta terça-feira, 29, com o advogado Dráuzio Rangel, responsável do Sindipeças pelas negociações com os trabalhadores. Já o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo promete passeata e manifestação na Avenida Paulista nesta sexta-feira, 1. Para a CUT, a proposta feita pelo Sindipeças foi de reajuste de 8% a partir de novembro. No entanto, os trabalhadores querem um aumento real de 5%, mais reajuste com base no INPC. Segundo Rangel, os trabalhadores ligados à CUT continuam abertos à negociação e não ameaçam greve para os próximos dias. Já os ligados à Força Sindical disseram que podem fazer uma paralisação na próxima sexta-feira, dia 1. Entretanto também continuam dispostos a negociar, segundo Rangel (AutoData, 29 de outubro).

Cai um ponto o IPI dos veículos
O governo decidiu manter em 9%, por tempo indeterminado, a alíquota do IPI dos automóveis com motor de mil cilindradas a gasolina. Além disso, foram reduzidas em um ponto porcentual as alíquotas de IPI cobrados sobre os carros a álcool ou gasolina com motores com potência entre mil (1.0) e duas mil cilindradas (2.0). A permanência da alíquota de 9% para os carros populares atende os pedidos feitos pela Anfavea. As demais alíquotas do IPI de automóveis foram mantidas. Com isso, foi equiparado a alíquota dos carros populares a álcool e a gasolina (Estadão, 29 de outubro).

Dorothéa defende câmaras setoriais
O retorno das câmaras setoriais, que serão a "espinha dorsal" do governo Lula, como definiu nesta segunda-feira o consultor e tributarista Antoninho Marmo Trevisan, é defendido como conceito pela gerente da Agência de Promoção de Exportações (Apex), Dorothéa Werneck. Ela entende que a proposta retoma a idéia original das câmaras, que teriam a função de traçar diagnósticos de competitividade dos setores. Em sua opinião, uma retomada do projeto no governo Lula tem "uma chance muito grande de dar certo", uma vez que o novo presidente tem demonstrado vontade de negociar. Dorothéa foi a principal articuladora do governo federal na época da instauração das câmaras setoriais, no final dos anos 80. Em 1991, já no governo Collor, as câmaras foram substituídas pelos Grupos Executivos de Política Setorial (Estadão, 29 de outubro).

O debate sobre a câmara setorial
O novo governo deverá reinstalar a câmara setorial automotiva, utilizada no início da década de 90 com a participação de trabalhadores, empresários e governo. Mas deverá encontrar resistência de parte da indústria automobílística para implantar o tratamento fiscal diferenciado para carros populares, previsto no programa. Para esboçar o que será a política industrial reservada à indústria automotiva em seu governo, Lula contou justamente com os mesmos representantes de trabalhadores que sempre negociaram essas questões. Sob a supervisão do Dieese, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC preparou o plano de metas para o setor automotivo, com sete itens básicos. Desta vez a proposta sindical não é de todo rejeitada pelo empresariado. Para o presidente do Sindipeças, Paulo Butori, "a proposta condiz com que o nós queremos". O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, considera a câmara um instrumento "interessante e importante". Maciel fala com experiência: foi coordenador técnico das câmaras do setor automotivo no governo em 1992, sob o comando da então ministra Dorothéa Werneck (Valor Econômico, 28 de outubro).

Recuperação depende de acordos bilaterais
O próximo governo terá que dar continuidade aos acordos bilaterais que vêm sendo negociados pela indústria automobilística. De acordo com a Anfavea, as montadoras iniciam 2003 com a perspectiva de ampliar esses acordos para retomar a produção e reduzir a capacidade ociosa do setor, de 44%. Os presidentes das montadoras são unânimes ao destacar que a principal estratégia para retomar o crescimento está focada nas exportações, já que a recuperação no mercado interno depende de planos econômicos a serem definidos pelo novo governo. A capacidade instalada das montadoras nacionais é de 3,2 milhão de unidades, mas neste ano a previsão é que o volume seja igual ao de 2001, quando foram fabricados 1,8 milhão de veículos, 5,26% abaixo da estimativa feita no início deste ano, de produzir 1,9 milhão de veículos (Gazeta Mercantil, 28 de outubro).

VW acelera a produção do Tupi
A VW vai interromper a produção na fábrica de São José dos Pinhais, PR a partir da próxima quarta-feira até 11 de novembro para fazer ajustes na área de armação, tendo em vista a produção do Tupi. 'É a principal mudança para a vinda da nova plataforma', diz Thomas Schmall, diretor geral da fábrica. O novo carro, desenvolvido pela matriz alemã com grande participação da subsidiária brasileira, vai ocupar a capacidade da fábrica, que apresenta ociosidade de 30% e monta 400 carros por dia, dos modelos Golf, Audi A3 e Saveiro. Com o início da produção do derivado do Polo, a linha atinge sua capacidade plena, de 550 unidades por dia. A previsão é montar 40 mil veículos no primeiro ano do novo modelo. Desse volume, 30% será exportado (Gazeta Mercantil, 28 de outubro).

Um ano sem comemorações
Este ano não será bom para a indústria automobilística. Afinal, a queda prevista para o mercado interno total (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) é de 6%. A produção total deve se manter igual (1,8 milhão de unidades) à do ano passado, sustentada pelas exportações principalmente de veículos desmontados, cujo menor valor agregado significará uma queda de 2% no faturamento em dólares. A dúvida de muitos compradores é se vale a pena comprar agora ou esperar as definições políticas do País e o provável recuo do preço do dólar até o fim do ano. Há fatos novos, a partir de 1 de novembro. Termina o prazo da diminuição provisória de um ponto percentual do Imposto sobre IPI que beneficiou os motores a gasolina de 1 litro de cilindrada. Também entra em vigor o recolhimento centrado na indústria de impostos em cascata (PIS/Cofins), o que pode impactar em até 1,5% os preços sugeridos (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de outubro).

Diferentes expectativas para 2003
E o que esperar do ano que vem? O seminário Perspectivas 2003, recém-realizado pela Editora AutoData em São Paulo, SP, mostrou uma bola de cristal mais embaçada do que nunca. Uma pesquisa interativa com a platéia de 400 executivos do setor automobilístico, maior parte de fornecedores, mostrou que a maioria aposta no mercado estagnado por mais um ano. Opinião diferente dos conferencistas ligados às montadoras. As previsões apontaram um crescimento que varia entre 3% (GMB), 4,5% (Fiat) e 7% (Peugeot-Citroën). A produção pode bater em 2 milhões de unidades porque os acordos comerciais assinados este ano pelo Brasil só se refletirão nas exportações de 2003 (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de outubro).

Exportar para aumentar escala de produção
Sempre é bom lembrar da importância do mercado externo. O País, hoje, exporta apenas 20% dos veículos que produz (a meta é de 40% em 2005). Se vendesse mais lá fora, além da receita em dólares para contrabalançar os repasses internos, traria um aumento de escala de produção benéfico no preço final aqui praticado. A crise argentina serviu, pelo menos, para a diversificação de mercados. A América do Sul já representou 90% das exportações e hoje apenas 35%. Agora, o México é o nosso maior cliente, além da abertura para a Índia, Cingapura e outros (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de outubro).

Substituição preventiva é bobagem
Mais respeito ao consumidor seria muito bom na divulgação de durabilidade de peças e componentes. Cofap e ACDelco, por exemplo, insistem na troca de amortecedores, molas, juntas a intervalos fixos. Desconsidere qualquer tabela deste tipo. Tudo depende das condições de rodagem, que variam muito. Siga apenas o plano de revisões do manual do proprietário. Substituição preventiva é bobagem (Fernando Calmon, Alta Roda, 28 de outubro).

Álcool pode viabilizar carro a hidrogênio
A célula de hidrogênio, tecnologia não poluente e baseada em fonte energética renovável, é a maior aposta da indústria automobilística para suceder o motor a combustão. O Brasil, até hoje dependente da indústria mundial, pode entrar nesse jogo com uma solução inovadora, tornando o álcool brasileiro um elo para tornar o projeto mais viável economicamente. O Ministério da Ciência e Tecnologia e o Instituto Nacional de Tecnologia, do Rio de Janeiro, estudam o desenvolvimento do sistema que possibilita o uso do álcool na geração de hidrogênio em carros movidos à célula combustível. Entre as vantagens está a eliminação do transporte de cilindros de hidrogênio, que roubam espaço no veículo e aumentam seu peso, diminuindo o desempenho. O projeto envolve a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo e a empresa alemã Ballard. A Finep deve custear outra parte do programa. Segundo o coordenador setorial de energia elétrica da Finep, Laércio de Sequeira, o projeto vem sendo discutido há vários meses, mas não há prazo para a liberação da verba (Cleide Silva, Estadão, 28 de outubro).

Flex-fuel é a principal aposta para 2003
Volkswagen, Fiat, Ford e GM confirmam estarem desenvolvendo veículos que poderão usar álcool ou gasolina, em qualquer quantidade, num único tanque. O início da comercialização está previsto para o fim de 2003 a preços próximos aos dos modelos normais. A GM também desenvolveu um carro bicombustível, que usará álcool ou gás, e deverá colocá-lo no mercado em breve. O modelo Astra é o único a usar combustível alternativo que foi exposto no Salão do Automóvel, evento realizado neste mês em São Paulo e que reuniu cerca de 400 veículos nacionais e importados. O carro é adaptado por empresa terceirizada, a Rodagás, e terá garantia de fábrica. A Fiat também anunciou o lançamento, no início do próximo ano, de um carro para uso de gás e gasolina, com motor 1.3 e preço R$ 1,5 mil acima dos convencionais. Em maio, ao lançar o primeiro modelo da família do Fiesta, produzido na Bahia, a Ford apresentou três protótipos com diferentes opções de combustível. Além dos que usam 100% gasolina e 100% álcool, a empresa desenvolveu um a diesel, um flex-fuel e um a gás e álcool. A Volks também está na corrida para o flex-fuel. A tecnologia desse produto está sendo desenvolvida por grandes fabricantes de autopeças, como Bosch e Magneti Marelli (Cleide Silva, Estadão, 28 de outubro).

CAOA quer fábrica da Hyundai
O presidente do grupo CAOA, Carlos Alberto Andrade, pretende implantar no Brasil uma fábrica da montadora Hyundai, com investimento de US$ 1,2 bilhão a US$ 2 bilhões, no médio prazo. Andrade afirmou que buscará no BNDES financiamento para o empreendimento no qual o controlador será o próprio grupo CAOA, maior distribuidor dos automóveis Ford na América Latina. O empresário prevê que o modelo da Hyundai com mais chances de aceitação no País é o subcompacto Atos, com câmbio automático, que custa entre R$ 20 mil e R$ 30 mil (AB/Estadão, 27 de outubro).

Sindipeças negocia na terça-feira
Os trabalhadores das empresas de autopeças instaladas na cidade de São Paulo têm encontro marcado amanhã, 29, com o Sindipeças, sindicato que representa as empresas de autopeças instaladas no País. Segundo o advogado e negociador da entidade, Dráuzio Rangel, o encontro servirá para que os trabalhadores - que reivindicam avanço nas negociações em torno da campanha salarial 2003 da Força Sindical - recebam a proposta oficial do sindicato patronal. Nesta sexta-feira, 25, cerca de 10 mil metalúrgicos do setor de autopeças realizaram paralisação de advertência pelo período de uma a duas horas. A oferta do Sindipeças, revela Rangel, é de reajuste de aproximadamente 9,7% com base no INPC, mais a manutenção das cláusulas (AutoData, 25 de outubro).

A última aposta da Ford
A Ford está preparando sua última tentativa para salvar as operações da empresa na América do Sul. Caso não dê certo, a companhia pode desativar essa divisão. O presidente da empresa, Bill Ford, afirmou que "Se esse plano funcionar, acho que teremos o modelo de um negócio viável para a América do Sul. Se não, suspeito que não haverá um outro 'plano final". Ainda segundo o jornal, a Ford tem tido desempenho muito fraco na região e os últimos prejuízos registrados devem-se principalmente à desvalorização das moedas locais. A montadora emprega 12,5 mil pessoas em suas quatro fábricas no Brasil e ainda tem três fábricas na Argentina e uma na Venezuela (Folha Online, 25 de outubro).

Sgro volta à Itália. Chielino assume a TNT
Gianfranco Sgro está deixando a presidência da TNT Logistics Ltda. para assumir o comando de uma das empresas de logística do grupo na Itália. Seu sucessor é Giuseppe Chielino, que até agora era diretor regional da TNT Logistics. A TNT, um dos líderes mundiais no segmento, elevou em mais de sete vezes o faturamento anual no Brasil desde que se instalou por aqui, há cinco anos. A empresa faturou R$ 30 milhões em 1997 e vai encerrar este ano com R$ 230 milhões. A maior parte da receita vem do setor automotivo, que também começou a se expandir e descentralizar a produção em 1997 (AB/Valor Econômico, 25 de outubro).

Politeno, Gerdau e Santa Casa levam PNQ
A Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ) está anunciando os vencedores da sua 11ª edição. A Politeno (BA), produtora de resinas de polietileno; Gerdau Aços Finos Piratini (RS), que faz aço para a indústria automobilística; e o hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS) foram os vencedores. No ano passado, só houve uma ganhadora: a Bahia Sul. As empresas finalistas deste ano são a fabricante de eixos Dana (SP), a Caraíba Metais (BA), a distribuidora de autopeças Pellegrino (SP) e o Sebrae do Mato Grosso do Sul. É a primeira vez que uma organização de direito privado sem fins lucrativos ganha o PNQ desde que a categoria foi criada em 1999 (Valor Econômico, 25 de outubro).

Motores diesel em alta em 2003
A produção de motores a diesel no Mercosul deverá crescer em 2003, com base principalmente no aumento das exportações da MWM, International e Cummins, e de montadoras, como DaimlerChrysler, Volvo e Scania, que buscam novos mercados externos. As empresas do segmento projetam alta em torno de 12% na produção de propulsores a diesel na América do Sul, concentrada em sua maior parte no Brasil - para 284 mil unidades, ante 254 mil motores fabricados este ano. As exportações devem aumentar 13%, para 81 mil motores em 2003. Apesar disso, a ociosidade do setor ainda beira os 40%, já que a capacidade instalada na região é de 490 mil unidades por ano. Em 2001, a produção ficou praticamente no mesmo nível deste ano, mas as exportações equivaliam a pouco mais da metade - cerca de 40 mil motores (Carla Franco, Agestado, 25 de outubro).

Motores - Os planos da MWM
A MWM Motores Diesel espera elevar de 73,5 mil para 80 mil sua produção de motores em 2003, segundo o diretor comercial José Eduardo Luzzi. No período, as exportações devem crescer de 12 mil para 14 mil motores, enviados principalmente para mercados como Alemanha e Cuba. Luzzi acredita que a manutenção da tendência de crescimento no setor de máquinas agrícolas em 2003 e a substituição das vendas de utilitários esportivos importados, por similares fabricados no País, darão maior impulso ao aumento da demanda interna por motores a diesel. Além disso, segundo ele, a Nissan, importante cliente da MWM, vai acelerar o ritmo de produção da picape Frontier e iniciar a fabricação do utilitário Xterra no Brasil no ano que vem, elevando as receitas da empresa, já que os dois modelos são equipados com motores fornecidos pela companhia. Com isso, o faturamento líquido da MWM, maior fabricante independente de motores a diesel da América Latina, deverá passar de R$ 620 milhões em 2002 para R$ 750 milhões no próximo ano. A receita de exportações subirá de R$ 141 milhões para R$ 165 milhões. Com sede na capital paulista, a MWM é controlada pelo grupo alemão da Knorr Bremse e emprega 1,5 mil trabalhadores. A capacidade de produção da fábrica é de 130 mil motores por ano (Carla Franco, Agestado, 25 de outubro).

Motores - Os planos da Cummins
A Cummins Latin America aposta no aumento da exportação para elevar suas receitas de US$ 165 milhões para US$ 185 milhões em 2003. O mercado de caminhões em baixa e a lucratividade em queda pela desvalorização do real levaram a empresa a exportar para novos destinos, como a China e os Estados Unidos. Segundo a Cummins, o mercado chinês - bastante aquecido - tem potencial para receber 6 mil motores por ano a partir de 2003 e 10 mil unidades de 2005 em diante. Já o mercado norte-americano, sede da empresa, deve comprar 20 mil unidades nos próximos anos. O negócio com a China teve início este ano e envolve sete montadoras daquele país que vão utilizar motores Cummins em caminhões e ônibus. Os primeiros embarques foram realizados em setembro para a fábrica de caminhões Futian, de Pequim. A empresa também iniciou em julho a exportação de motores para a Ingersoll Rand, fabricante de equipamentos de pavimentação e construção dos Estados Unidos. O negócio prevê vendas de 2 mil motores este ano. Com os novos parceiros, a Cummins quer elevar a receita com exportações de 30% para 45%. Atuando no Brasil desde 1971, a Cummins motoriza 38% dos caminhões novos acima de 4 toneladas de peso bruto total. A empresa está sediada em Guarulhos, na Grande São Paulo, e emprega 670 funcionários (Carla Franco, Agestado, 25 de outubro).

Motores - Os planos da International
A International Engines South América não prevê aumento em sua produção e exportação no ano que vem. A maior ampliação nos volumes deverá ocorrer a partir de 2004, quando será lançado o novo propulsor de 3.0 litros desenvolvido no Brasil. A projeção para 2003 é de um volume de 80 mil motores - 43 mil para exportação, repetindo os resultados deste ano, e um faturamento em torno de US$ 300 milhões. Em 2001, a International exportou 25 mil motores de 73 mil produzidos, que renderam à empresa US$ 250 milhões. A International, antiga Maxion Motores, é a divisão sul-americana do International Engine Group, maior fabricante mundial de motores a diesel com potência entre 160 cv e 300 cv. O Grupo International Engines tem um faturamento anual de aproximadamente US$ 8,5 bilhões. Na América do Sul, a empresa emprega cerca de 750 funcionários e vai investir US$ 92 milhões até o fim de 2005 (Carla Franco, Agestado, 25 de outubro).

GM anuncia recall de Corsa e Tigra
A General Motors está convocando os proprietários dos veículos Corsa e Tigra, de todos os modelos fabricados de 1994 a 1999, que ainda não tenham feito o recall anunciado em outubro de 2000. Eles deverão se dirigir a uma das concessionária da montadora para instalar um reforço nos trilhos dos bancos dianteiros. Segundo a GM, 550 mil consumidores ainda não fizeram os reparos necessários em seus carros. Segundo a montadora, o reforço é necessário por existir a possibilidade, em caso de impacto, de uma das fixações do cinto de segurança vir a se soltar. Informações pelo telefone 0800-702-4200 (Diário de São Paulo, 25 de outubro).

Sindicato quer parar 10 mil nas autopeças
A greve de advertência de uma hora marcada para esta sexta-feira, 25, pretende deixar de braços cruzados cerca de dez mil trabalhadores das empresas de autopeças da cidade de São Paulo. A ação, que envolve no total 50 mil metalúrgicos de 70 fábricas instaladas na capital paulista, acontece em reivindicação à estagnação nas negociações em torno da campanha salarial 2003 da Força Sindical. Segundo o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, esta será uma greve de advertência, já que não há perspectiva de evolução nas negociações com os sindicatos patronais. Dentre as grandes empresas do setor de autopeças que serão atingidas pela paralisação estão a Knorr Brense, Robert Bosch e Rolamentos Fag (AutoData, 24 de outubro).

Nissan obtém lucro de US$ 2,3 bilhões
A Nissan Motor Co anunciou lucro líquido no primeiro semestre de US$ 286 bilhões de ienes (US$ 2,3 bilhões), comparado com os 230,3 bilhões de ienes, registrados no mesmo período do ano passado. A terceira maior fabricante de carros do Japão informou que a elevação de mais de 24% do ganho nos seis meses encerrados em 30 de setembro foi impulsionada por um aumento das vendas domésticas e nos Estados Unidos e por um corte de custos (Gazeta Mercantil, 24 de outubro).

GM vai aumentar preços de carros em 5%
A General Motors do Brasil está anunciando que a partir de 4 de novembro seus produtos terão reajuste médio da ordem de 4% a 5%, tendo em vista a majoração de preços de matérias-primas, peças, componentes e, principalmente, do aço. A Ford e a Fiat também já confirmaram que os preços dos carros devem subir em novembro, mas não revelaram percentuais. Os modelos da Peugeot ficaram até 7,2% mais caros nesta semana. Esse índice foi aplicado nas versões importadas. Para o 206 nacional o reajuste foi de 1,5% a 1,7%. O Honda Civic 2003 chega às lojas com preços 4,2% a 7,5% mais altos por conta de reestilização na nova linha. (AE Setorial, 24 de outubro).

PSA não sofre efeitos da retração
A PSA Peugeot-Citröen, de Porto Real, RJ, deve produzir, até o fim do ano, 50 mil veículos das marcas Peugeot 206 (1.0 e 1.6) e Citröen Xsara Picasso e importar 18 mil veículos de outros modelos para atender ao mercado interno. O diretor de relações corporativas do grupo francês, Rodrigo Junqueira, disse que a companhia não está sofrendo os efeitos da retração do mercado nacional automotivo já que toda a produção havia sido planejada sem que houvesse capacidade instalada ociosa. Até setembro foram vendidos 51 mil veículos Peugeot e Citröen (Jornal do Commercio, 24 de outubro).

Lucro da Daimlerchrysler sobe a US$ 871,2 mi
O grupo DaimlerChrysler AG alcançou sólido crescimento no terceiro trimestre, apesar do difícil cenário econômico. O lucro líquido, ajustado para excluir efeitos especiais, subiu para US$ 871,2 milhões no terceiro trimestre de 2002, de 284 milhões de euros em igual período de 2001. O lucro líquido não ajustado foi de US$ 761,8 milhões no trimestre. Os números de 2001 foram influenciados pelo ganho especial resultante da integração da Airbus. As vendas no trimestre aumentaram 1% para US$ 35,45 bilhões (Estadão, 24 de outubro).

IPI do popular racha a Anfavea
A decisão de reivindicar, junto ao governo federal a manutenção, em caráter permanente, do IPI dos carros populares em 9% provocou um racha dentro da Anfavea. Pelo menos duas associadas à entidade já declararam discordar da medida. Uma delas é a GM, cujo vice-presidente, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a carta divulgada pela Anfavea pleiteando a manutenção da alíquota menor para os modelos com motor 1.0 "não expressa a posição da empresa". O IPI dos modelos populares foi reduzido temporariamente entre agosto e outubro e deve voltar à alíquota de 10% em 1º de novembro. Já os modelos 1.3 a 2.0 tiveram o imposto reduzido de 25% para 16% por prazo indeterminado. As principais defensoras do imposto reduzido são Fiat e Ford, que têm de 60% a 70% do mix de produção voltado para modelos com motor 1.0 (Jornal do Carro, 24 de outubro).


Toyota deve registrar lucro recorde
A Toyota Motor deve anunciar lucro semestral recorde para o grupo, de US$ 6,1 bilhões, devido aos cortes de custos e ótimo desempenho nos Estados Unidos, de acordo com o jornal de negócios ''Nihon Keizai Shimbun''. A empresa, maior montadora japonesa e terceira maior fabricante de carros do mundo, deve ter aumento em 44% o lucro em relação ao ano anterior, com vendas de 7,8 trilhões de ienes, o que significa crescimento de 14% no faturamento (Folha de S. Paulo, 24 de outubro).

Delphi: contrato de US$ 2,5 bilhões com Renault
A Delphi Corp. fechou contrato de U$ 2,5 bilhões de dólares com Renault francesa para fornecer sistemas common rail de injeção a diesel. O commum rail - câmara de altíssima pressão, comum a todos os bicos injetores, acionados eletronicamente - substitui o antigo sistema de bomba injetora para motores diesel, permitindo injeções seqüenciais, melhor aproveitamento térmico e menos poluição. O novo contrato se estende até 2008 (AutoData, 23 de outubro).

Renault busca novos parceiros de autopeças
A Renault do Brasil deve ampliar as compras de autopeças e serviços no Brasil. A estratégia será adotada para aumentar o índice de nacionalização que hoje está em torno de 50%. "Temos que aumentar nossa competitividade e reduzir os custos", explicou Pierre Poupel, presidente da Renault do Brasil, quando participava do seminário Perspectivas 2003 de AutoData. Antes da desvalorização do real, o índice de nacionalização era de 70%. A meta, de acordo com Poupel, é voltar a esse patamar. No entanto, ele não previu quando (AutoData, 23 de outubro).

Montadoras devem fechar o ano no vermelho
Todas as principais montadoras de automóveis instaladas no Brasil devem fechar este ano com prejuízo em seus balanços, segundo a consultoria AT Kearney. Hoje, são nove as empresas instaladas no Brasil que produzem automóveis (a lista não inclui a Nissan). Dessas, apenas três divulgaram o resultado líquido no ano passado: a Fiat, que registrou lucro de R$ 171,8 milhões; a Renault, com perda de R$ 418,3 milhões; e a Peugeot-Citroën, que também teve prejuízo, de R$ 112,6 milhões. Das quatro montadoras tradicionais, além da Fiat, a única que deu sinalização de seu desempenho no ano passado foi A Ford. Segundo sua assessoria, as operações da empresa na América do Sul (incluído o Brasil) deram prejuízo em 2001. VW e GM apenas divulgam os números de faturamento, e não os resultados finais, que são reportados às matrizes (Folha de S. Paulo, 23 de outubro).

Mercado não tolera aumento de preços
Segundo a AT Kearney, as montadoras sofreram ao longo deste ano forte pressão em seus custos por conta da desvalorização do real. A despeito do alto grau de nacionalização dos componentes, em média os veículos produzidos no Brasil ainda têm 25% de suas peças importadas. Nos carros de montadoras que iniciaram operação no país de forma mais recente, esse índice sobe para até 50%. "O mercado não tolera mais aumento de preços. Toda vez que um preço sobe, o mercado para aquele veículo diminui ainda mais", diz o consultor Ricardo Durazzo, da AT Kearney. "As empresas absorvem parte da desvalorização cambial para não repassar aos preços e perderem espaço, mas isso significa prejuízo no balanço", completa (Folha de S. Paulo, 23 de outubro).

Produção estagnada eleva custos
As fábricas têm capacidade de produzir 3,5 milhões de veículos/ano no Brasil, mas devem fechar 2002 com produção de 1,8 milhão de automóveis, segundo estimativa da Anfavea (a associação dos fabricantes) - ou seja, ficaria estagnado em relação a 2001. Analistas, entretanto, prevêem que haverá queda na produção nacional, comparada à do ano passado. "Essa é uma das características da indústria de escala. Quando se fabricam muitos carros, diminuem-se custos. Com produção estagnada ou em baixa, eles aumentam", afirma Durazzo. As vendas internas não vão superar o 1,5 milhão de unidades, contra o 1,6 milhão vendido em 2001 - uma queda de 6%. Poderia ser pior, não fossem as exportações. Embora os resultados também sejam piores neste ano, não haverá um tombo nas mesmas proporções do ocorrido com as vendas internas. (Folha de S. Paulo).

As expectativas para autopeças em 2003 - 1
A produção de veículos não deverá registrar crescimento significativo no próximo ano, mas os fabricantes de autopeças apostam num aumento da receita em 2003, com a ampliação dos valores de exportação. A expectativa é do presidente do Sindipeças, Paulo Butori, que prevê um aumento de 5%, para US$ 10,5 bilhões na receita do setor no próximo ano. O emprego na indústria de autopeças deverá voltar aos níveis de 2001, totalizando 170 mil trabalhadores empregados em 2003. Para 2002, a previsão do Sindipeças é encerrar o ano com 168 mil funcionários. "A produção de veículos deve andar de lado, repetindo as 1,8 milhão de unidades previstas para este ano, mas as exportações devem crescer em valor", sustentou Butori (Carla Franco, Agestado, 23 de outubro).

As expectativas para autopeças em 2003 - 2
O aumento do dólar e a concretização de acordos bilaterais de exportação entre o Brasil e países como México e o Chile devem contribuir para agregar receita às vendas externas. O Sindipeças também projeta saldo positivo em torno de US$ 100 milhões na balança comercial de autopeças em 2003, com exportações de US$ 4,2 bilhões e importações de US$ 4,1 bilhões, ante um déficit de US$ 100 milhões esperado em 2002. O presidente do Sindipeças também prevê bons resultados para o mercado interno de reposição. "Como as vendas de carros novos não cresceram, a tendência é de que o consumidor passe a fazer a manutenção de seu veículo", afirmou. Butori voltou a defender propostas alternativas para a renovação da frota brasileira de veículos. (Carla Franco, Agestado, 23 de outubro).

As expectativas para autopeças em 2003 - 3
O setor de autopeças cortou grande parte dos investimentos previstos no Brasil para 2002. Apenas US$ 200 milhões dos US$ 800 milhões que seriam destinados à aquisição de máquinas, equipamentos, tecnologia, novas matérias-primas, desenvolvimento de produto e eletrônica embarcada serão concretizados. A informação é do presidente do Sindipeças, Paulo Butori que participou do seminário Perspectivas 2003 realizado nesta terça-feira, 22, por AutoData (AutoData, 23 de outubro de 2002).

Dólar leva a reajuste dos caminhões
A Volvo, hoje maior fabricante de extrapesados do Brasil, reajustou os preços em 8,5% este mês. A tabela da VW subiu 2,5% também em outubro e a DaimlerChrysler, produtora dos veículos Mercedes-Benz, vem reajustando os preços aos poucos, em médias homeopáticas, de 1% cada. Segundo o presidente da Volvo, Peter Karlsten, o aumento de preços se deve à dependência da montadora das importações de componentes. Hoje os caminhões Volvo carregam 30% de peças estrangeiras. "São componentes que não vale a pena nacionalizarmos em razão da baixa escala", justifica o executivo sueco. "Não temos outra saída a não ser repassar custos porque não vamos sacrificar a rentabilidade em favor de volumes", diz o diretor-superintendente da VW Caminhões, Roberto Cortes (Marli Olmos, Valor Econômico, 23 de outubro).

As perspectivas para caminhões
O que mais preocupa o diretor de marketing e vendas de veículos comerciais da DaimlerChrysler, Gilson Mansur, é a falta de crédito para os compradores de caminhões. "Nossos clientes têm encontrado dificuldades para ter crédito liberado nos bancos." Os fabricantes de veículos comerciais apresentam um quadro negativo para o restante do ano. Neste ano, devem ser vendidos no Brasil 58 mil caminhões. Segundo Mansur, há até seis meses o setor esperava atingir a meta de 62 mil unidades. As vendas acumuladas de janeiro a setembro, de 44,2 mil unidades, ficaram 9% abaixo do volume do mesmo período do ano passado. Além do mercado interno, a crise na Argentina afetou o setor. De janeiro a setembro de 2001, as montadoras instaladas no Brasil exportaram para a Argentina 2.400 caminhões. No mesmo período deste ano, o total embarcado ficou em apenas 100 unidades (Marli Olmos, Valor Econômico, 23 de outubro).

Marcopolo prevê crescimento
"Sem financiamento não se vende ônibus no Brasil", afirma o diretor comercial da Marcopolo, Nelson Gehrke. Como o mercado encolheu este ano e não houve renovação da frota, o executivo prevê que a Marcopolo poderá elevar em 8% as vendas de ônibus rodoviários e em 6% os veículos destinados ao transporte urbano (Marli Olmos, Valor Econômico, 23 de outubro).

Anfavea pede manutenção do IPI
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) decidiu encaminhar formalmente à Receita Federal nesta semana pedido para que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros populares seja mantido em 9%. A alíquota para esses modelos - que são 68% do mercado - foi reduzida temporariamente em agosto, mas a partir de 1º de novembro deve voltar a 10%.

Novas unidades da Fras-Le no exterior
A Fras-le, fabricante de materiais de fricção do grupo Randon, estuda a abertura de unidades comerciais no México e na África do Sul no mesmo modelo dos escritórios já existentes nos Estados Unidos e na Europa. " Temos que crescer para o mundo " , afirma o gestor da qualidade, Leonardo Loguercio. As exportações representam cerca de 30% das vendas anuais da empresa. Em 2001 a Fras-le faturou R$ 192,3 milhões (Valor Econômico, 23 de outubro).

Ford aposta nas exportações
A Ford espera que os modelos fabricados na unidade de Camaçari (BA) respondam por US$ 170 milhões do total de US$ 500 milhões em vendas externas programadas para 2003. Este ano, a unidade contribuirá com US$ 100 milhões. "Esperamos que mais de 20% do nosso faturamento venha de exportações", disse o presidente da montadora no País, Antonio Maciel Neto. O executivo não tem expectativas de melhora do mercado interno para o ano que vem. Questionado se as vendas seriam infladas por mecanismos utilizados este ano, como financiamentos sem juros ou liquidações, Maciel respondeu: "A guerra de preços com certeza vai continuar, porque o mercado continuará difícil." A valorização da moeda norte-americana este ano já levou a subsidiária brasileira a adiar o equilíbrio financeiro para 2003. Maciel participou ontem do Seminário "Perspectivas 2003", que acontece hoje no Gran Meliá Hotel, em São Paulo (Agestado, 22 de outubro).

Renault pode produzir carro para exportação
A Renault confirmou informação de que produzirá um carro mais barato no País, em 2004, focado na exportação à Europa. Idéia é antiga: Dacia, subsidiária romena, se encarregaria do assunto. Agora, responsabilidade principal é do Brasil. Scénic nacional também será exportado para a Europa e o México. Este passará a importar unidades completas, em vez de só componentes (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 22 de outubro).

Carro próprio e Peças Genéricas devagar
Dois projetos vêm andando mais devagar. Programa do Carro Próprio, idéia do Sindipeças - meio consórcio, meio financiamento envolvendo o Banco do Brasil - está difícil de emplacar em transição de governo. O de Peças Genéricas, da Fenabrave, esbarra num ponto: montadoras têm dado suporte técnico e financeiro a várias fábricas de autopeças. Fica difícil vender direto para as concessionárias... (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 22 de outubro).

Tempos difíceis unem GM e Ford
Dificuldades financeiras e de mercado acabam unindo, ainda que pontualmente, rivais históricos como GM e Ford. Ambas anunciaram, nos EUA, construção de uma fábrica única para câmbios automáticos de seis marchas, necessários para diminuir consumo de combustível. Até há pouco, acordo deste tipo seria impensável. Sinal dos tempos (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 22 de outubro).

Navegação com GPS mais próxima
Sistema relativamente barato de navegação já está disponível. Trata-se do MapLink Destinator, desenvolvido no Brasil. Inclui receptor de GPS (localizador via satélite), softwares que recalculam a rota em caso de erro do motorista, viva-voz e mapas digitais. Preço: R$ 1.290,00, mais o custo de um PC de bolso, se não tiver um (Fernando Calmon, Coluna Alta Roda, 22 de outubro).

Carro 1.6 mais barato do que 1.0
Dois modelos com motor 1.6 recém-lançados são mais baratos do que boa parte dos veículos com motor de mil cilindradas. Um deles é o Ka Action, que custa R$ 17990 na tabela. O outro é o Gol Special (R$ 16.789, pela internet) (Estadão, 20 de outubro).

Nova safra de veículos 4x4
Duas novas montadoras apresentaram seus veículos com tração nas quatro rodas durante o Salão do Automóvel, no Anhembi, em São Paulo, de 10 a 20 de outubro. A Cross Lander mostrou o jipe CL-244, com motor turbodiesel 2,8 de 132 CV, que chega ao mercado no fim do mês por R$ 55,4 mil, incluindo ar condicionado. A picape CL-330, da mesma marca, será lançada em dezembro com o mesmo motor. Já a Fábrica Brasileira de Automóveis (Fabral) está se instalando em Palmas, TO, e passa a fazer o Jalapão em 2003, com motor turbodiesel 2,8 de 125 cv. O jipe exposto no Salão foi o Santana Hannibal, idêntico ao que será feito aqui (Estadão, 20 de outubro).

Morgan Stanley será consultor no caso Fiat
O governo italiano selecionou a Morgan Stanley para atuar como consultor no plano de ajuda à montadora italiana Fiat SpA. Os ministros do governo estudam os detalhes de um futuro plano. A Itália está buscando encontrar uma maneira de amenizar o corte 8.100 empregos recentemente anunciado pela Fiat, principalmente em sua divisão de automóveis Fiat Auto (Agestado, 20 de outubro).

Fiat Stilo é o Carro do Ano de AutoEsporte
O Fiat Stilo venceu a disputa por um dos tradicionais prêmios da indústria automotiva brasileira: o Carro do Ano, da revista Autoesporte, que está em sua 35ª edição. O júri foi composto por jornalistas especializados em automóveis, pesquisadores, especialistas do setor e profissionais de marketing, além dos leitores da revista que votaram pela internet. Também concorreram ao título os modelos Volkswagen Novo Polo, Ford Fiesta, Toyota Corolla e os Chevrolet Meriva, Corsa e Corsa Sedan. Os principais itens avaliados pelos jurados foram inovação tecnológica, desempenho, segurança, conforto, comportamento dinâmico, consumo, acabamento, relação custo-benefício, imagem do produto e estilo. Este já é o segundo prêmio que o Fiat Stilo recebe com apenas um mês no mercado. No início de outubro o Stilo conquistou o prêmio Top Car TV na categoria Melhor Carro Nacional, ganhando votos de jornalistas de programas de TV especializados em automóveis. (Agência AutoData, Cláudia Freiesleben, 18 de outubro).

Vendidos 31 mil Peugeot 206
Ao fechar os números de setembro, quando foram vendidos 3.247 veículos, a Peugeot do Brasil registra crescimento de 52%, no acumulado do ano, sobre o mesmo período do ano passado, em um momento no qual o mercado registra queda de 12%. De janeiro até agora, a marca comercializou 34.497 unidades, em face dos 22.671 veículos vendidos em igual período de 2001. Um dos grandes responsáveis pelo resultado é o 206, que começou a ser vendido, no Brasil, no final de 1999 e passou a ser nacional há pouco mais de um ano. Oferecido nas versões equipadas com motorização 1.0 16V, que rende 70 cv, e 1.6 16V, com 110 cv, o 206 acumulou, de janeiro a setembro deste ano, 31.244 unidades (AutoZ, 18 de outubro).

Fiat do Brasil diz que não haverá demissões
O presidente da Fiat do Brasil, Roberto Vedovato, garantiu ao governo brasileiro que a crise enfrentada pelo grupo italiano não deverá ter impacto no país. Na terça-feira, 15, pouco antes de embarcar para a Itália, Vedovato afirmou por telefone, em conversa com o secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Reginaldo Arcuri, que não estão previstas demissões e que a fábrica da Fiat em Betim, MG, continua sendo lucrativa (O Globo Online, 19 de outubro).

Público vai conhecer o EcoSport
A Ford lança esta semana o seu modelo EcoSport, que a montadora apresentou ao público na abertura do Salão do Automóvel de São Paulo, no último dia 10. Com o lançamento, será possível conhecer o interior do carro, mantido em segredo pela montadora até agora. O carro será fabricado na planta da Ford em Camaçari (BA). O modelo deve chegar às concessionárias da montadora no início do próximo ano. O EcoSport é o primeiro utilitário esportivo compacto feito no Brasil e é o segundo modelo dentro do que a Ford denomina Projeto Amazon. Com ele, a Ford vai atrás de um cliente que precisa de um automóvel que enfrente qualquer tipo de terreno. Para isso, vai equipar o carro com tração 4x2 e 4x4. A Ford ainda não informa em qual faixa de preço estará o EcoSport (AE Setorial, 18 de outubro).

Licenciamento da marca Chevrolet
A GM procura parceiros para licenciar sua marca no país. Bonés, camisetas, miniaturas de carros, alimentos, brinquedos e roupas estão entre os produtos que podem ganhar o selo Chevrolet, única marca da montadora no mercado brasileiro. Os primeiros produtos com a estampa da companhia devem chegar às lojas no início do ano que vem. Nesta semana, a GM realizou a primeira negociação com empresas interessadas em fabricar produtos com a marca da montadora. Entre as interessadas está a Brinquedos Bandeirante, fabricante de bicicletas e triciclos para crianças. "Vamos procurar produtos que tenham conexão com a marca", destacou o diretor da Exim Licensing Group Brasil, Reynaldo Marchezini. A empresa é o agente de licenciamento corporativo da Equity Management Inc. (EMI), que desde 1990 responde pelo desenvolvimento mundial do programa de licenciamento corporativo da GM (Jornal da Tarde, 18 de outubro).

Aumento de taxas e queda nas vendas
O diretor de vendas da VW, José Santiago Soler, previu ontem que o aumento de juros deve provocar queda nas vendas. Segundo o executivo, a Volks já contava com uma retração de mercado em torno de 8% antes desse aumento dos juros. General Motors, Volkswagen e Renault elevaram os preços entre 1% e 2,7% nos últimos dois dias. Na semana passada, a Citröen aumentou o preço do Picasso em 10,5%. Segundo fontes da indústria de autopeças, alguns fornecedores chegaram a paralisar entregas para forçar negociações. O aumento das taxas de juros dos bancos das montadoras superou o da Selic em quase todos os casos. Para planos entre 42 e 48 meses, o Banco Ford elevou os juros anuais de 45,43% para 50,93%. O valor dos juros é também equivalente a quase metade do preço de um modelo da Volks financiado em três anos. A taxa subiu 10,7 pontos percentuais, passando para 49,19% (Marli Olmos, Valor Econômico, 18 de outubro).

Otimismo com caminhões na DaimlerChrysler
Apesar da demanda desaquecida no setor automotivo, o presidente da DaimlerChrysler do Brasil, Ben Van Schaik, vê com otimismo o segmento de caminhões no Brasil. Segundo ele, nos últimos dois anos o desempenho foi bom e deve se repetir este ano. As vendas do setor como um todo devem permanecer em 60 mil unidades no ano. O resultado, segundo Schaik, mostra a consolidação do segmento, já que há três anos as vendas eram de cerca de 45 mil unidades. "É a primeira vez que o mercado de ônibus e caminhões no Brasil mantém uma estabilidade por um período tão longo", avalia. Esses ganhos, segundo o presidente da DaimlerChrysler, têm ajudado a suprir as perdas no mercado argentino, onde as vendas de caminhões e ônibus reduziram-se em cerca de 85% em 2002. Schaik disse que a Mercedes Benz, do grupo DaimlerChrysler, está em busca de novos mercados para exportação, com destaque para a Arábia Saudita e Chile. Schaik explica que a verticalização da produção de caminhões e ônibus na fábrica da Mercedes Benz impulsiona a empresa a buscar escala em suas exportações (Valor Econômico, 18 de outubro).

Venda de carro cai 5%
As vendas de automóveis e veículos comerciais leves para os consumidores caíram 5,4% na primeira quinzena de outubro, em relação ao mesmo período do mês passado. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o volume comercializado somou 54.964 unidades nos primeiros quinze dias de outubro. Os dados divulgados baseiam-se no total de veículos emplacados (Renavam). Apesar da retração, a Fenabrave continua apostando num aumento em torno de 6% nas vendas no fechamento de outubro, já que a segunda quinzena do mês conta com dois dias úteis a mais do que a primeira. Os resultados iniciais de outubro indicaram também grande retração nos segmentos de ônibus (de 29,6%, para 552 unidades) e de motos (de 2,9%, para 28,7 mil unidades) em relação aos primeiros quinze dias de setembro. O segmento de caminhões, entretanto, registrou crescimento de 10,5% no período, alcançando 2,3 mil unidades. Os veículos 1.0, os chamados "populares", mantiveram sua participação de mercado em torno de 68,3% (Carla Franco, Agestado, 17 de outubro).

Fiat lidera as vendas
A Fiat liderou as vendas de automóveis e veículos comerciais leves na primeira quinzena do mês, com participação de 26% no volume total, seguida pela General Motors, com 23,4%; pela Volkswagen, com 23,2%; e pela Ford, com 11,1%. As vendas totais de veículos, incluindo caminhões, ônibus e motocicletas, somaram 86,5 mil unidades nos primeiros quinze dias de outubro, volume 4,4% menor do que o registrado no mesmo período de setembro, de acordo com a Fenabrave (Carla Franco, Agestado, 17 de outubro).

Fiat vende a Fidis
A Fiat está negociando a venda da unidade brasileira da Fidis, um de seus braços financeiros, informou hoje o jornal Financial Times. Segundo o diário britânico, as negociações com instituições brasileiras já estão adiantadas e o negócio poderá render para o grupo italiano cerca de 100 milhões. A Fiat também está negociando a venda de sua unidade de robótica na Itália, a Comau, um negócio que poderá envolver cerca de 700 milhões. A venda desses ativos visa melhorar a liquidez do grupo italiano, que vem tentando reduzir suas dívidas e preservar a classificação de seu crédito (Agestado, 17 de outubro).

Corsa sedan engoliu o hatch
O Corsa hatch já não é mais aquele. Aos poucos, foi perdendo espaço no ranking de vendas do mercado nacional, sendo que ocupou somente o 20.º lugar no mês passado, com 1.369 unidades - algo inimaginável há algum tempo, quando figurava entre os líderes, tendo sido o sexto colocado no ano de 2001 (média mensal de 4,3 mil) e quinto em 2000 (6,7 mil), variações comuns desde 1994. A General Motors não confirma, mas foi o Corsa Sedan quem canibalizou o "irmão". O modelo com porta-malas destacado segue firme entre os carros mais vendidos no País, tendo sido o quarto melhor em setembro (8.403). A explicação é dada assim por um concessionário da marca: "O Corsa Sedan dá status, parece carro de categoria superior à do hatch". Além disso, a diferença de preço é muito pequena de um para outro. A situação do hatch ficou tão delicada que a GM passou a comercializá-lo somente pela internet. É que o modelo vinha encalhando nos estoques das lojas (Jornal do Carro, 16 de outubro).

Cresce a oferta de 4x4
Um segmento chama atenção pela quantidade de lançamentos: os veículos 4x4, desde os mais robustos até os mais luxuosos. Entre os brasileiros, duas novas montadoras apresentam seus produtos: a Cross Lander e a Fabral, ambas com foco no mercado do extinto Toyota Bandeirante. A Cross Lander se instalou em Manaus para produzir o jipe CL-244, que chega às lojas no final do mês, com motor turbodiesel International 2.8 de 132 cv, por R$ 55.400,00 (com ar-condicionado e toca-discos). Já a picape CL-330 chega em dezembro, com o mesmo motor do jipe, capacidade de carga de 1.300 kg e preço estimado de R$ 45 mil. A Fabral está se instalando em Palmas, TO, e passa a fazer o Jalapão em 2003, com motor turbodiesel 2.8 de 125 cv. O modelo exposto na feira é o espanhol Santana Hannibal, idêntico ao que será feito no país. Já a Land Rover apresenta o Defender 2003, com a inclusão de vidros e travas elétricos, alarme com controle à distância, conta-giros e novo sistema de ar-condicionado (Jornal do Carro, 16 de outubro).

Sai o acordo automotivo com o Uruguai
Com a publicação no Diário Oficial de decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso, entrou em vigor ontem o acordo automotivo com o Uruguai, estabelecendo regras até 2006. Os termos seguiram o protocolo assinado no ano passado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai para a Política Automotiva do Mercosul - que não foram implementados por Brasil e Argentina. O Uruguai vinha pressionando para o acordo bilateral nos mesmos termos do entendimento entre Brasil e México. O país vizinho poderá exportar com tarifa zero até 8 mil veículos este ano, 17 mil em 2003, 18 mil em 2004 e 20 mil em 2005 e 2006. O Brasil terá cotas de 2 mil (2002), 5 mil (2003), 5,5 mil (2004) 6 mil (2005) e 6,5 mil (2006). Acima dessas cotas as empresas brasileiras receberão redução progressiva da Tarifa Externa Comum, que começa em 50% este ano e chegará a 70% em 2006. A partir de 2007 o Brasil terá livre acesso ao mercado uruguaio (Estadão, 16 de outubro).

GM tem prejuízo de US$ 804 milhões
A General Motors Corp. anunciou um prejuízo líquido de US$ 804 milhões (US$ 1,42 por ação) no terceiro trimestre, ante um prejuízo de US$ 368,0 milhões (US$ 0,41 por ação) em igual período de 2001. A receita no trimestre subiu para US$ 43,57 bilhões, de US$ 42,47 bilhões no ano passado (Estadão, 16 de outubro).

GM subestima valor da Fiat Auto
A Fiat SpA afirmou que a General Motors subestimou o verdadeiro valor de mercado da Fiat Auto ao realizar a baixa contábil de sua participação de 20% na montadora italiana no balanço do terceiro trimestre. A Fiat disse também que se fosse exercer sua opção de venda dos 80% restantes da Fiat Auto para a GM, o valor da empresa italiana seria estabelecido por um grupo de bancos independentes. A General Motors disse que seu prejuízo líquido de US$ 804 milhões no terceiro trimestre foi provocado em grande parte por despesas de US$ 1,37 bilhões relativas a seus investimentos na Fiat Auto Holdins e a outros encargos (Estadão, 16 de outubro).

Indústria planeja para driblar dificuldades
Uma das armas da indústria automotiva para enfrentar as dificuldades do excesso de capacidade instalada, alta dos custos e retração nas vendas é o planejamento. O Instituto Gaúcho de Estudos Automotivos realiza um mapeamento da cadeia produtiva estadual para identificar falhas e oportunidades de negócios. O trabalho deve ser concluído em junho de 2003. O banco de dados que será formado mostrará o status financeiro das empresas, nível de compra, capacidade de fornecimento e itens produzidos.
Outra meta do IGEA é ampliar a produção local de componentes para as montadoras instaladas no Rio Grande do Sul, dos atuais 28% para 42% até 2005 (Estadão, 16 de outubro).

GKN enfrenta excesso de demanda
Na contramão do setor de autopeças no Brasil, que prevê queda de 6% na produção física de 2002, a GKN Automotive está com dificuldades de atender à demanda. O presidente da companhia para a América do Sul, Wilson Gomes de Andrade, disse que o volume de pedidos já obrigou a indústria a importar algumas peças que compõem seus semi-eixos homocinéticos de outras unidades da GKN na França e Alemanha para atender às encomendas (Estadão, 16 de outubro).

Financiamentos ficarão mais caros
As taxas de juros praticadas pelos bancos das montadoras devem aumentar com a alta da Selic - os juros básicos da economia brasileira - que passou de 18% para 21% ao ano após reunião extraordinária realizada pelo Comitê de Política Monetária. A análise é do diretor executivo da Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, José Romélio Brasil Ribeiro. Atualmente as empresas financeiras ligadas às grandes montadoras instaladas no País trabalham com juros médios de 2,85% ao mês. O índice já vem aumentando mês a mês. Em junho a taxa média era de 2,65% e, em agosto, atingia 2,73%. (Cláudia Freiesleben, Agência AutoData, 15 de outubro).

Jipes brasileiros no Salão
Uma nova geração de utilitários esportivos fabricados no Brasil foi exibida no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, na semana passada. Fiéis à fórmula consagrada, que reúne aparência robusta e conforto de carro de passeio, podem custar 15% mais barato que os similares importados. O único que já está à venda é o Mitsubishi Pajero TR4, fabricado em Catalão,GO, que custa 62.000 reais, na versão mais simples. O Eco Sport, feito pela Ford em Camaçari, na Bahia, e o Xterra, montado pela Nissan em São José dos Pinhais, no Paraná, chegarão às lojas no primeiro semestre de 2003. Os preços ainda não estão definidos, mas deverão variar entre 50.000 e 60.000 reais. O Eco Sport foi projetado sobre a plataforma do novo Fiesta, com motor 2.0 e dois tipos de tração, 4x2 dianteira e 4x4. O projeto levou cinco anos para sair do papel e tomou como base um pequeno utilitário vendido na Europa com o nome de Fusion. Para dar aparência mais agressiva ao carro, a Ford incorporou alguns detalhes do Explorer, do Expedition e do Escape, jipões feitos nos Estados Unidos (Veja)

Exportar um carro para 4 importados
O Comitê Gestor da Câmara de Comércio Exterior anunciou que já está em vigor mecanismo que, na prática, restabelece um compromisso exportador para as montdoras nacionais. A cada quatro automóveis importados (total de 20 pneus) será obrigatório o embarque de pelo menos uma unidade (cinco pneus). A medida foi adotada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e traz como justificativa a necessiade de as compnahias comprovarem o destinado de parte dos pneus que compõem os veículos que fabricam (Estadão, 15 de outubro).

Renault reajusta preço em 2%
A Renault reajustou os preços dos carros em 2%, em média, alegando a necessidade de repasse de custos. O carro mais barato da marca, o Clio Yahoo, passa a custar R$ 18.090 nas concessionárias. Pela internet, o modelo pode ser adquirido por R$ 17.290. Na sexta-feira a General Motors anunciou aumentos de 1% a 2,7% para a maioria dos modelos da marca. A empresa também justificou o repasse de custos principalmente por conta da elevação do preço do aço. Um dia antes a Citroën havia reajustado o preço do modelo Picasso, fabricado no Rio de Janeiro, em 10% e dos carros importados em 7,5% por causa da alta do dólar. Volkswagen, Fiat e Ford informaram que ainda não têm previsão de alterar suas tabelas de preços (Jornal da Tarde,15 de outubro).

A automação da GM brasileira
No Sul, um carro a cada 2 minutos. No momento em que completa 77 anos de Brasil, a subsidiária da General Motors aumenta a aposta na automação para alcançar uma série de objetivos - a diminuição do tempo de desenvolvimento de um novo modelo de 48 para 24 meses, o aumento da produção e das vendas de veículos para outros países. Da chegada das primeiras estações de CAD (desenho auxiliado por computador) ao sistema de compras eletrônicas (com 800 fornecedores cadastrados), a filial brasileira reduziu seus custos e conquistou a segunda posição na corporação, atrás apenas da Alemanha. A fábrica de Gravataí (RS), uma das mais produtivas do mundo, com 90% de automação, tem 112 robôs em uso e pode montar um carro a cada dois minutos. Em São Caetano do Sul (SP), um robô chamado Jack é especialista em conforto.(Caderno de TI, Gazeta Mercantil, 15 de outubro).

Salão do Automóvel para os jovens
Conquistar o público jovem é o objetivo de grande parte das montadoras presentes no Salão do Automóvel 2002. Na Ford uma enorme pista, onde jovens exibem suas manobras em cima de skates, patins e bicicletas, dá o tom do estande da montadora, cuja aposta para o ano que vem é o lançamento Ford EcoSport. A Fiat associa seus carros à natureza e à prática de esportes: o estande é uma réplica do Parque do Ibirapuera. A Citroën expõe o C3 em cenários como um jardim de tulipas e uma onda do mar gigante, ladeada por pranchas de surfe. A GM destaca o Meriva e a picape S10 do Chevrolet Rally Team, que conquistou o tricampeonato do Rali dos Sertões. A Volks lança a Parati Crossover, coberta de vidros espelhados e dentro da qual DJs comandam o som ambiente do estande (Agestado, 15 de outubro).

Receita da Marcopolo cresce 46,3%
A fabricante gaúcha de carroçarias Marcopolo registrou receita líquida consolidada de R$ 1,125 bilhão de janeiro a setembro, com crescimento de 46,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações somaram US$ 111.8 milhões, o equivalente a metade da receita. Em 2001 os embarques representaram 52,2%. A Marcopolo exporta ônibus, microônibusm miniônibus e componentes para mais de 70 países (Gazeta Mercantil, 15 de outubro).

Hyundai passa a Kia
A Hyundai acaba de ultrapassar a concorrente Kia em número de matrículas feitas em São Paulo, segundo o Detran. Carlos Alberto de Oliveira Andrade (grupo Caoa, distribuidor da marca no Brasil), diz que a pretensão agora é instalar uma fábrica da Hyundai no país. (Folha de S. Paulo, 14 de outubro).

Programa Carro Próprio é adiado
O anúncio do programa "Carro Próprio", desenvolvido pelo Sindipeças, foi adiado. A entidade esperava que o presidente Fernando Henrique anunciasse o projeto, que tem a participação do Banco do Brasil, por meio da Brasilprev, durante a inauguração do Salão do Automóvel. Mas a falta de consenso entre as montadoras que devem participar do projeto adiou o programa. O presidente do Sindipeças, Paulo Butori, acredita que o anúncio será feito em breve. Três montadoras, General Motors, Fiat e Ford, já aderiram. O programa, destinado a famílias com renda entre 5 e 10 salários mínimos, prevê a criação de um seguro de vida em que o consumidor pagaria prestações mensais de R$ 179. Após três anos, ele teria pago 50% do carro. A outra metade seria financiada pelos bancos (O Estado de S. Paulo).

Volvo destina R$ 15 milhões para a rede
Na esteira da liderança no setor de caminhões pesados, obtida em março, a Volvo do Brasil programou investimentos de R$ 15 milhões para ampliar a rede de atendimento pós-vendas. Os 12 grupos que detêm a rede de concessionárias da marca vão aumentar de 71 para 110 os pontos de serviços espalhados pelo país, no prazo de três anos. Segundo o gerente de desenvolvimento de concessionárias e negócios para a América Latina, Orlando Merluzzi, as novas unidades fazem parte da rede já existente. "Não estamos abrindo para novos grupos econômicos", afirma (Valor Econômico, 14 de outubro).

Suspensos os cortes DaimlerChrysler
A DaimlerChrysler (dona da marca Mercedes-Benz) suspendeu as demissões na unidade de São Bernardo do Campo, concedeu licença remunerada até o final deste mês para 126 funcionários que haviam sido dispensados e aceitou reabrir as negociações a partir da próxima semana. Parte desses empregados pode ser readmitida se ficar provado garantia no emprego (estabilidade por doença ou acidente de trabalho, por exemplo), como prevê a convenção coletiva da categoria. A comissão de fábrica informou que a decisão foi anunciada sexta-feira após reunião entre o presidente da montadora no Brasil, Ben Van Schaik, e representantes dos trabalhadores. No último dia 30 a montadora demitiu 206 funcionários para reduzir custos. (Folha de S. Paulo, 14 de outubro).

Blindagem: Brasil só perde da Colômbia
Entre as sombrias estatísticas que envolvem o sistema brasileiro de trânsito, a violência em termos de assaltos, roubos e seqüestros vem preocupando muito. A saída para contornar as falhas de segurança pública levou à prosperidade uma verdadeira indústria de blindagem. Os cerca de 5.000 veículos que passaram por essa operação no ano passado colocaram o País num incômodo primeiro lugar no ranking mundial do setor. Com uma frota 10 vezes maior que a brasileira, os EUA e os países da União Européia comercializaram no ano passado apenas 1.500 unidades e 800 unidades, respectivamente. Neste ranking relativo, apenas a Colômbia supera o Brasil por estar há décadas enfrentando conflitos políticos sérios, quase uma guerra civil. Pouco mais de cinco anos atrás, havia meia dúzia de empresas blindadoras atuando no mercado nacional, a maioria ligada à produção e reforma de carros-fortes para transporte de valores. Hoje somam mais de 50, incluindo fornecedores recém-instalados de vidros especiais e mantas balísticas (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de outubro).

Organização no setor de blindagem
O faturamento do setor está perto de US$ 100 milhões por ano. Esta riqueza súbita fez mais de 15 empresas ligadas ao negócio ocupar boas áreas no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo (10 a 20 de outubro). E também o levou a se organizar para depurar aventureiros e oportunistas. Foi criada a Abrablin, associação da indústria de blindagem, que apoiou a regulamentação minuciosa implementada pelo Ministério do Exército há dois meses. A preocupação, além das especificações técnicas mais rigorosas, estende-se à idoneidade do cliente que deseja blindar um veículo novo ou usado (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de outubro).

Correções de rumo no Denatran
É necessário reconhecer que o Denatran, neste final de governo, na gestão de Rosa Cunha, vem se esforçando para escoimar decisões equivocadas. Além de ter voltado atrás, provisoriamente, na questão do viva-voz para celulares, ataca de frente os contratos de empresar de radares remuneradas por produção. Exige mais rigor nos estudos de localização e velocidades compatíveis para sua instalação (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de outubro).

A nova ameaça à Tritec
A fábrica de motores Tritec do Paraná pode enfrentar sérios problemas em curto prazo. A família Quandt, controladora da BMW, apercebeu-se que seu antigo acordo com a Chrysler implicava ter agora um propulsor indiretamente de propriedade da Mercedes no Mini. Pagou a multa para cancelar o contrato já em 2004 (ia até 2007). BMW projeta novo motor para o Mini e abriu sociedade com Peugeot-Citroën para produzi-lo (Fernando Calmon, Alta Roda, 14 de outubro).

Venda de importados cai novamente
A venda de veículos importados caiu 13,8% em setembro em comparação a agosto. No mês passado foram comercializadas 602 unidades enquanto em setembro este número ficou em 519. Essa queda se agrava ainda mais quando se lembra que a queda de agosto em comparação a julho, que foi de 34,42%. No acumulado dos nove meses os resultados não foram diferentes. São 7.356 unidades contra 11.720 unidades em igual período do ano passado, queda de 37,2%. As informações são da Abeiva, entidade que reúne os importadores. "Com o dólar médio, em setembro, acima de R$3,60, foi impossível sustentar as vendas em patamares razoáveis", afirma André Muller Carioba, presidente da Abeiva, para quem os fatores da eleição criaram muita instabilidade em especial com relação a produtos importados (AutoData, 11 de outubro).

Autopeças suspendem investimentos
A aceleração do processo de nacionalização de peças conduzida pelas montadoras brasileiras de veículos enfrenta uma problema vital - a falta de investimentos por parte do setor de autopeças. A indefinição do quadro eleitoral e a recente alta do dólar, agravadas pela desaceleração das vendas de veículos no País, levaram as matrizes dos fornecedores de sistemas e autopeças instalados no País a suspender os investimentos por, no mínimo, seis meses. De acordo com os cálculos do Sindipeças, cerca de US$ 500 milhões deixarão de ser aplicados. Com isso, a previsão de investimentos no parque de autopeças para 2002, que era de US$ 700 milhões, deve cair para US$ 200 milhões, informou o presidente do Sindipeças, Paulo Butori. No ano passado, foram aplicados US$ 800 milhões "A velocidade do processo de nacionalização deveria ser muito maior do que a que está ocorrendo", afirmou. "Até o cenário clarear, as decisões de investimentos nas autopeças estão suspensas", declarou Butori (Carla Franco, Agestado, 11 de outubro).

Autopeças reclamam dos repasses
Para Butori e Milani, o que dificulta ainda mais o cenário de falta de investimentos é a delicada negociação entre fabricantes de autopeças e montadoras para o repasse de aumentos de preços de insumos como o aço. Segundo o Sindipeças, o último reajuste das siderúrgicas, em torno de 12%, não foi reconhecido integralmente pelas montadoras. "Conseguimos repassar somente entre 6% e 8%", disse Butori. Ele afirmou ter recebido informações não oficiais de que um outro reajuste, em torno de 15%, está sendo preparado pelas siderúrgicas para novembro.Com o quadro de retração, o faturamento do setor de autopeças deverá fechar o ano em torno de US$ 10 bilhões, ante uma previsão de US$ 12,5 bilhões feita no início do ano. No ano passado, a receita totalizou US$ 11, bilhões. Em setembro, entretanto, a receita das empresas subiu 16,2% em relação ao mesmo mês de 2001, mas, de acordo com o presidente do Sindipeças, não há motivos para comemorar. "Com o crescimento das exportações feitas com um dólar mais alto, nosso faturamento acabou crescendo em reais", justificou Butori (Carla Franco, Agestado, 11 de outubro).

Mitsubishi quer ampliar vendas
A Mitsubishi Motor quer elevar suas vendas de 65 mil unidades para 100 mil veículos por ano na América Latina, nos próximos dois a três anos. A expectativa é do presidente mundial da companhia, Rolf Eckrodt, que está no Brasil para o XXII Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo. O Brasil, principal mercado da marca japonesa na região, será responsável por um quarto desse volume, o equivalente a 25 mil unidades, informou o presidente da Mitsubishi Motor no País, Eduardo Souza Ramos. Segundo ele, a produção local, na fábrica de Catalão, em Goiás, terá participação de 20 mil veículos neste total. O restante será importado pela marca, do Japão e da Tailândia. Eckrodt informou que a principal estratégia da montadora para ampliar suas vendas na América Latina é o rejuvenescimento da linha de produtos. A empresa vai investir cerca de US$ 30 milhões no lançamento do terceiro modelo a ser fabricado na unidade de Catalão. O novo veículo deve chegar ao mercado brasileiro em julho de 2003 (Agestado, 11 de outubro).

Ford e GM juntam forças
A Ford Motor Co. e a General Motors Corp. vão anunciar planos para desenvolver conjuntamente uma nova transmissão automática de seis velocidades para veículos com tração na roda dianteira, como parte de um esforço de enfrentar a concorrência com montadoras européias e japonesas, disseram fontes próximas às negociações. Com essa medida, as duas companhias se desviam da tradicional competição acirrada entr