
Defender é um dos nomes mais famosos no universo 4×4. O lendário jipe da Land Rover foi lançado em 1948 e seguiu em linha por 68 anos com poucas mudanças em seu projeto original. Isso fez com que o carro se tornasse um dos mais longevos da indústria automotiva.
Uma geração inteiramente nova surgiu em 2019 e pouco guarda do clássico Defender. O novo modelo é um SUV muito mais moderno, refinado e tecnológico do que o veículo original.
Recentemente, a JLR tomou a controversa decisão de acabar com a marca Land Rover e o modelo passou a ser chamado simplesmente de Defender. Isso porque o antigo nome foi promovido a uma marca, a exemplo do que ocorreu com as linhas Discovery e Range Rover.
Automotive Business teve contato com o Defender 110 e apresenta sete fatos sobre o SUV.
1) Defender 110 tem nome alusivo à distância entre-eixos
O número que acompanha o nome Defender nas versões do SUV diz respeito à distância entre-eixos em polegadas.
Sendo assim, o Defender 90 é o mais curto deles (e a única versão com carroceria de duas portas), em referência à 90 polegadas na medida, ou 2,58 metros.
O Defender 110 tem 110 polegadas (2,79 metros) e o 130 é o mais comprido de todos, com 3,02 metros. Vale ressaltar que a terceira fileira de bancos é opcional na versão 110, enquanto o Defender 130 leva até oito pessoas.
2) Design remete ao clássico Defender 110

O visual é o elo mais evidente (e o único também) entre as duas gerações do Defender. Além das formas mais quadradas, o novo Defender tem alguns elementos inspirados no modelo clássico.
Os faróis com elementos circulares e o desenho das janelas são algumas referências claras. No capô existem dois apliques (de plástico) que simulam as placas de metal que eram colocadas no antigo Defender. Todas as versões também vêm com as janelas ovais no teto que iluminam a cabine.
3) Motorização diesel tem tecnologia híbrida-leve
O Defender 110 importado para o Brasil usa a motorização D350 com a tecnologia híbrida-leve. Combina motor 3.0 de seis cilindros movido a diesel com um sistema elétrico de 48 volts. Este realiza as tarefas corriqueiras que consomem um pouco de combustível, como dar a partida no motor.
A potência é de 350 cv e o torque máximo de 71 kgfm. Já o câmbio é automático de oito marchas com opção de trocas sequenciais. Chama a atenção o funcionamento silencioso do motor, que não tem o característico ruído “tec-tec” dos motores diesel.
4) Sistema de tração 4×4 é um dos mais avançados do mundo

O Terrain Response II é um dos sistemas de tração mais modernos do planeta. Ele oferece diversos modos de condução para diferentes condições de piso.
Desde areia até pedras, o recurso altera vários parâmetros do Defender 110 para trafegar com maior desenvoltura fora do asfalto. O sistema também realiza o bloqueio dos diferenciais central e traseiro e controla a altura da suspensão a ar.
Há ainda recursos extras, como o Wade Sensing. Ele mostra a capacidade de imersão do Defender 110 (que chega a 90 cm nos carros com suspensão a ar) e indica a profundidade do trecho alagado.
Outro item bastante útil é a função de capô transparente, que projeta a imagem das rodas dianteiras por um ângulo mais alto, no qual é possível visualizar o que há ao redor como se não houvesse capô.
5) Luxo digno de um Discovery

A cabine do Defender parece mais com a de um Discovery por causa do nível de sofisticação.
O acabamento tem materiais de superfície emborrachada e couro nos bancos e em outras partes do interior. Os bancos dianteiros têm regulagens elétricas, aquecimento e ventilação. Entre eles existe um amplo porta-objetos que se torna uma geladeira com duas velocidades de refrigeração.
A central multimídia Pivi Pro tem tela tátil de 11,4 polegadas e é bastante completa. No entanto, o excesso de funções demanda tempo para que o usuário se acostume e localize todos os menus.
Abaixo fica uma infinidade de botões (físicos, felizmente) que mais confundem do que ajudam quem não está habituado. Nada que um pouco de paciência não resolva.
6) Espaço de sobra para todos
Ficou fácil de notar que o Defender 110 não é exatamente compacto. O SUV tem 5,01 metros de comprimento (com o estepe sobressalente), 1,96 m de altura, 2,10 m de largura e 2,58 m de distância entre-eixos.
O porte avantajado demanda cautela na cidade, sobretudo em garagens subterrâneas (por causa da altura) e apertadas. Pelo menos há câmeras e sensores de sobra que ajudam ao manobrar.
Porém, o lado positivo é que sobra espaço para quem está do lado de dentro. Três pessoas viajam confortavelmente no banco de trás e existem saídas de ar-condicionado e entradas USB para maior comodidade.
A unidade avaliada tinha cinco lugares, mas o cliente pode encomendar o Defender 110 com dois bancos extras. Sem eles, o porta-malas acomoda generosos 786 litros. A cobertura do compartimento de bagagem é de tecido, flexível e facilmente dobrável.
7) Ainda é Land Rover?
A JLR decretou o fim da marca Land Rover em 2023. Só que essa extinção ainda não aconteceu no Defender.
O veículo ainda exibe a logomarca oval verde em várias partes, como na grade frontal e nas rodas. Ao mesmo tempo, o nome Defender (que foi transformado em uma marca) está estampado no capô, no volante e na tampa traseira.
O site oficial ajuda na confusão, já que o endereço da URL exibe o nome Land Rover. Segundo a JLR, a transição aconteceria de forma gradual.
