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Jetour T1 Premium tem cara e conteúdo de SUV de luxo a preço sedutor

Híbrido plug-in chama atenção pelo visual parrudo e vasta lista de equipamentos

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Vitor Matsubara

21 jul 2026

5 minutos de leitura

Jetour T1
T1 é um dos três SUVs da Jetour no Brasil

Quem vê o Jetour T1 inevitavelmente pode confundi-lo com um SUV de marcas de luxo, como Jeep ou Land Rover. Isso não é demérito algum – muito pelo contrário.

Ser comparado com modelos destas montadoras é um elogio para a Jetour, que desembarcou no Brasil em 2026 para reforçar o grupo de marcas do grupo Chery presentes no país. Além dela, Omoda Jaecoo e a própria Chery, juntamente com a Caoa, atuam no mercado brasileiro – e outras podem pintar em um futuro breve.

Dito isso, saiba que o T1 é um carro que vai além do design. Tem conteúdo, dirigibilidade muito acertada e um preço bem interessante. Essas foram algumas conclusões que tiramos após passar uma semana com o Jetour T1 na versão Premium.

Jetour T1 Premium tem concorrência dura

A Jetour veio logo de cara com três modelos: o T1 tem a companhia do T2, que é um projeto um pouco maior e mais sofisticado; e o S06, SUV com perfil mais esportivo e responsável por ser a porta de entrada da marca chinesa por aqui.

Eu, particularmente, gosto mais do T1. Parece um produto adequado às preferências do consumidor de SUVs médios no Brasil. Seu porte o coloca de frente com vários rivais, entre eles a linha BYD Song e o GWM Haval H6. São 4,70 metros de comprimento, 1,84 m de altura, 1,96 m de largura e 2,80 m de entre-eixos.

Linhas retas e cara de… Jeep?

Jetour T1
Linhas retas tem um “quê” de Jeep

O estilo moderno sugere um veículo apto a encarar trilhas, algo que a oferta apenas da tração dianteira (4×2) derruba rapidamente.

Mesmo assim, o que vale é a intenção. Faróis e lanternas quadrados remetem aos modelos da Jeep, seguindo o conceito “boxy” que a Jetour adora ressaltar em suas campanhas.

Há quem enxergue também semelhanças com o Land Rover Defender, muito por causa do visual quadradão. Na minha opinião, o T2 (que é maior) é mais parecido com o SUV inglês.

Apesar da semelhança com modelos mais famosos, o T1 tem personalidade, sim. A grade frontal usa vários LEDs retangulares que compõem um visual bastante chamativo, mas bonito.

As colunas traseiras têm desenho robusto e um logotipo um tanto aleatório com a sigla PHEV (abreviatura em inglês de “veículo híbrido plug-in”) acompanhada de uma… montanha.

Na traseira, o nome Jetour é destacado no centro da tampa do porta-malas e o desenho do para-choque reforça a sensação de imponência.

Interior impressiona pelo acabamento de qualidade

Interior do T1
Cabine transmite sofisticação

A cabine replica o conceito quadrado do lado de fora. O quadro de instrumentos vem em tela de 10,25 polegadas e a central multimídia tem enormes 15,6 polegadas.

Materiais replicam couro e alumínio nas proporções adequadas para entregar um acabamento esmerado e que transmite sofisticação. Até as superfícies plásticas são forradas com material emborrachado, bem diferente de alguns concorrentes que abusam do plástico de qualidade ruim.

O volante octogonal é grande, mas merece destaque pela personalidade. Os bancos dianteiros com regulagens elétricas são muito aconchegantes e confortáveis, sobretudo o do passageiro, que ainda tem um prolongamento para apoiar as pernas.

A ótima distância entre os eixos de 2,80 metros agrada a quem viaja atrás. Há muito espaço para pernas e três adultos vão confortáveis. O porta-malas de 574 litros é bastante generoso e, se precisar de (mais) espaço, basta rebater o banco traseiro para chegar aos 1.455 litros.

Falta algo? Talvez um estepe, ainda que de uso temporário, seria bem-vindo. Como vários carros chineses, há apenas o kit de reparo para emergências.

Desempenho de sobra no dia-a-dia

O Jetour T1 é um SUV híbrido plug-in. Combina motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgfm a um propulsor elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm. Os números combinados de potência e torque são de 315 cv e 52 kgfm, respectivamente. A autonomia no modo elétrico é de 88 km pelo ciclo PBEV, do Inmetro.

O resultado é exatamente aquele que você imaginou. Um veículo com respostas ágeis nas arrancadas e retomadas, especialmente quando a bateria de 26,7 kWh está carregada. Tudo acontece no mais absoluto silêncio, algo que se torna mais uma virtude do que deficiência com a convivência.

Segundo a Jetour, o T1 precisa de 8,7 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. É uma marca elogiável para um veículo que pesa duas toneladas.

Mesmo sendo um SUV chinês, ele tem uma suspensão com calibragem bem acertada para a preferência ocidental. Aqui, em meio às terríveis estradas e ruas brasileiras, o T1 ataca buracos e desníveis com competência.

Só não espere que ele consiga driblar as leis da física em curvas fechadas e situações mais, digamos, extremas, nas quais a carroceria inevitavelmente inclina por causa do centro de gravidade mais alto.

Bem equipado desde a versão de entrada

T1 Premium
T1 é importado em duas versões

O Jetour T1 está disponível em duas versões: Advance (R$ 249.900) e Premium (R$ 264.900).

Desde a configuração mais acessível, o SUV vem com itens como faróis e lanternas em LED, sensor de pressão dos pneus, câmera com visão em 360 graus, chave presencial, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, bancos dianteiros com ventilação, ar-condicionado automático com duas zonas de temperatura e saídas para o banco traseiro e freio de estacionamento elétrico.

O pacote de assistências à condução (ADAS) inclui alerta de colisão frontal com frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa com alerta de mudança involuntária, alerta de tráfego cruzado traseiro, piloto automático adaptativo com assistente de tráfego, farol alto inteligente, sensor de pontos cegos e alerta de saída segura do veículo.

A versão Premium acrescenta teto solar elétrico, carregador de celular por indução, sistema de som Sony, tampa do porta-malas com abertura elétrica e iluminação ambiente com projeção no chão.