
Depois de ter sido fortemente impactada pela falta de componentes eletrônicos ao longo do último ano, a BMW anunciou que assinou um contrato de fornecimento direto de semicondutores de longo prazo com duas empresas para garantir o suprimento de “vários milhões de chips por ano”, segundo a montadora.
O acordo envolve a Inova Semiconductors, desenvolvedora de microchips, e a GlobalFoundries, fabricante dos componentes, que serão usados na nova tecnologia de iluminação ambiente de LEDs que vai estrear no elétrico BMW iX.
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Com o crescimento das vendas dos automóveis elétricos no mundo, a demanda por semicondutores pela indústria automotiva cresceu enormemente, pois estima-se que esse tipo de veículo necessite mais do que o dobro de chips que um modelo convencional.
“Estamos aprofundando nossa parceria com fornecedores em pontos-chave da rede de fornecedores e sincronizando nosso planejamento de capacidade diretamente com fabricantes e desenvolvedores de semicondutores. Isso melhora a confiabilidade do planejamento e a transparência em torno dos volumes necessários para todos os envolvidos e protege nossas necessidades a longo prazo”, afirma Andreas Wendt, responsável por compras e fornecedores da BMW.
A crise dos semicondutores fez as montadoras correrem atrás de acordos e parcerias para contornar a escassez de componentes que paralisou as linhas de produção no mundo inteiro e evitar novas crises nos próximos anos. Na terça-feira (7), a Stellantis anunciou acordo com a Foxconn, fabricante do iPhone, para o desenvolvimento de quatro novas famílias de semicondutores para veículos.
Em novembro, a Ford fechou parceria com a mesma GlobalFoundries para iniciar um projeto de desenvolvimento e produção de semicondutores, enquanto a Hyundai divulgou em outubro que já estava planejando desenvolver seus próprios microchips para reduzir sua dependência dos fabricantes de semicondutores tradicionais. No mês anterior, uma das joint-ventures da General Motors com a SAIC na China, a SGMW, informou que também se dedicaria à produção de chips para aplicação em automóveis.
A crise dos chips já evitou que mais de 7,7 milhões de veículos fossem produzidos no mundo em 2021, o que causou uma redução na receita global das montadoras de mais de US$ 210 bilhões.