
Mudanças na liderança no maior mercado de veículos do mundo. As vendas de carros da BYD na China superaram as da Volkswagen em novembro. Desta forma, a fabricante se tornou a marca mais vendida em seu país natal.
As entregas no varejo da BYD totalizaram 152.863 unidades, de 1º a 27 de novembro. O crescimento da montadora é surpreendente, já que este número significa aumento de 83% nas vendas diárias em relação ao mesmo período de 2021 – mesmo com a base fraca de comparação, já que no ano passado a pandemia ainda afetava fortemente os emplacamentos.
Mais vendida, BYD passa a VW na China
No ranking das marcas, a BYD foi a mais vendida da China no varejo em novembro, ao superar a Volkswagen (143.602) e a Toyota (115.272). A montadora alemã registrou queda de 0,3% na mesma comparação com 2021, enquanto a japonesa anotou recuo de 0,5%.
No entanto, a Volks pode chamar o VAR. Se formos considerar grupos automotivos, a fabricante supera a BYD ao somar os 36.847 carros da Audi emplacados na China em novembro.
De qualquer forma, esta é a primeira vez que a BYD torna-se a marca mais vendida da China. A fabricante é uma das novatas (nasceu em 2003). Inclusive, também chegou só recentemente ao Brasil.
Outra marca que chamou a atenção nas vendas no maior mercado automotivo do mundo foi a Tesla. A fabricante estadunidense de elétricos quase dobrou seu volume em novembro em relação ao ano passado. Efeito direto na redução de preços dos Model 3 e Model Y e de outros incentivos.
Vendas na China vão desacelerar
Apesar da boa performance da BYD e da Tesla, a previsão é de uma desaceleração forte no mercado chinês. Analistas acreditam que a diminuição no reflexo dos incentivos governamentais para o consumo, assim como as novas restrições impostas devido ao aumento de casos de Covid-19, vão afetar os licenciamentos de automóveis no país.
As vendas gerais no varejo de carros produzidos na China caíram 7% em relação ao ano anterior em termos de médias diárias nas primeiras quatro semanas de novembro. Em comparação com as três primeiras semanas de outubro, a queda é de 3%.
