
Com o aumento dos licenciamentos de veículos elétricos no país, era de se esperar que aumentaria também a sua participação no volume total emplacado no mercado local.
De acordo com a Anfavea, a associação que representa parte das montadoras com operação no país, o share dos eletrificados chegou ao seu maior patamar histórico em julho, 23,5%.
Os dados da entidade mostraram que no mês foram licenciadas 62 mil unidades. No ano passado, esse share foi de 11%.
“Um crescimento de mais de 12 pontos percentuais em um ano, é muito alto esse registro”, disse o presidente da associação das montadoras, Igor Calvet.
Vendas seguem batendo recordes consecutivos
No acumulado do ano, os emplacamentos de veículos eletrificados cresceram 120%, com 307.613 unidades registradas.
Analisando o desempenho comercial por segmento, vemos que os licenciamentos de elétricos puros (BEV) tiveram o crescimento mais robusto (209%), com 116.517 emplacamentos no acumulado do ano até julho.
Os licenciamentos de modelos híbridos plug-in (PHEV) cresceram quase 95%, com 95.399 unidades. Enquanto os híbridos (HEV) cresceram 81,6%, com 95.697 emplacamentos.
“Desde o início do ano todos os eletrificados vêm crescendo sua participação, impulsionado pela entrada no mercado, programas do governo e demais fatores”, disse Calvet.
Apenas em julho, os licenciamentos de carros eletrificados somaram 62.300 unidades, aumento de 14,3% em relação a junho. No comparativo com julho do ano passado, o aumento foi de 148%.
Anfavea alerta sobre impactos da produção SKD e CKD
Em relação à produção dos eletrificados, a dos modelos nacionais cresceu 246% no acumulado do ano até julho, enquanto a montagem de modelos CKD/SKD cresceu 78,5% no ano.
“O argumento que temos ao longo do tempo é de que existe um amadurecimento dos investimentos nacionais feitos aqui para essas novas tecnologias”, pontuou o presidente da Anfavea.
Apesar da rapidez dos investimentos feitos, Calvet chama a atenção para todo o volume de produção com montagem CKD ou SKD, referindo-se principalmente às chinesas que chegaram forte no mercado e já desbancam montadoras tradicionais.
“Nos preocupa porque é um modelo de produção que exige menos da cadeia automotiva brasileira e acaba por empobrecer toda a nossa cadeia de fornecimento e o nosso ecossistema.”