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Com ações na Nasdaq, GM assume sua faceta autotech

Mudança da bolsa de Nova York reforça estratégia de se posicionar como empresa de tecnologia, uma tendência chinesa

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Bruno de Oliveira

27 out 2026

2 minutos de leitura

Chevrolet General Motors investimento Montana

A General Motors realizou um movimento interessante na terça-feira, 27, ao transferir o seu capital da bolsa de valores de Nova York (Nyse) para a Nasdaq.

A montadora evitou os detalhes da manobra em comunicado aos seus acionistas. Paul Jacobson, seu CFO, se limitou apenas a agradecer a parceria com a bolsa novaiorquina.

A estratégia, no entanto, tem a ver com a cada vez mais premente necessidade das fabricantes de veículos se mostrarem ao mercado como empresas de tecnologia, e não mais como fabricantes de automóveis.

O abandono da velha imagem industrial é algo que vem sendo almejado sobretudo pelas empresas ocidentais, que viram nos últimos anos as concorrentes chinesas se creditarem como tal.

É algo que já vimos no mercado doméstico. A GWM, por exemplo, foi a primeira montadora a se apresentar como uma autotech no Brasil. Tempos mais tarde, foi a vez da Volkswagen vestir essa mesma camiseta.

A GM agora dá um grito mais forte nesse sentido ao trocar a tradicional bolsa de Nova York pela Nasdaq, onde estão listadas as ações das maiores empresas de tecnologia do mundo, como Apple, Google e Microsoft.

Na prática, essa troca não muda nada em termos, digamos, estruturais. Por outro lado, fica evidente e ganha o mundo a mensagem de que a montadora está mirando um caminho mais ligado ao software do que ao hardware.

“A Nasdaq é uma bolsa mais vinculada ao setor de tecnologia, e a GM tem feito avanços nessa direção com o Onstar e o Super Cruise”, disse Paulo Gitz, estrategista da consultoria Strategitz, especializada no mercado financeiro.

Ele menciona também que a receita com esses serviços tem crescido em taxas maiores do que as apresentadas pelos negócios tradicionais da GM, ainda que o faturamento da venda de carros siga maior.

“A GM também quer entrar na lista das 100 maiores empresas da Nasdaq, o que em termos estratégicos também reforçaria essa aproximação com o setor de tecnologia”, comentou Gitz.

A General Motors não será a única empresa do setor automotivo com ações listadas na Nasdaq. Tesla, Rivian e Lucid também integram esse grupo.