
A General Motors vem demonstrando em movimentos recentes que quer aumentar a sua oferta de veículos no país. Depois de anunciar produção de modelos na Pace, no Ceará, a fabricante sinalizou o desenvolvimento de veículos na China para o mercado sul-americano. Agora, a montadora quer importar veículos dos Estados Unidos, mas há entraves.
O principal deles, segundo Fabio Rua, vice-presidente da fabricante na América do Sul, está no campo regulatório. A regulamentação de segurança veicular e de emissões em vigência nos EUA não é a mesma que aquela que rege o setor automotivo nacional. De acordo com o executivo, a GM já está em conversas com o governo federal para que isso de alguma forma seja viabilizado.
“O Brasil adotou o padrão europeu e nós estamos conversando com os reguladores em Brasília para que o padrão dos EUA seja aceito por aqui também”, disse o executivo na quarta-feira, 9, durante evento de premiação de fornecedores da General Motors na América do Sul.
Padrão dos EUA já foi aceito em países vizinhos
Caso o pedido da GM seja acatado pelo poder público, Rua afirma que seria possível importar por ano 3 mil veículos produzidos nos Estados Unidos, sobretudo picapes. “O padrão já foi aceito em países vizinhos como Chile e Uruguai. Não estamos falando de grandes volumes, mas de uma oportunidade de aumentar a variedade da nossa oferta local”, completou o vice-presidente.
Há outra barreira também, no caso, comercial. Importar veículos dos Estados Unidos para o Brasil não é algo proibido, mas oneroso, uma vez que incide sobre a operação uma série de tributos, como imposto de importação, PIS/Cofins e ICMS – a mesma cesta de impostos recolhida pelas montadoras de veículos premium com operação no país.
O Brasil também não possui um acordo de livre comércio automotivo com os Estados Unidos que permita importar veículos americanos com tarifa zero, assim como deverá acontecer com a Europa via acordo firmado pelo bloco Mercosul.
