
As fabricantes de caminhões reduziram as expectativas acerca da produção em 2026. Na terça-feira, 2, a Anfavea, que é a associação que representa parte das montadoras no país, revisou suas projeções para o segmento. Se em janeiro o panorama era de alta de 1,4%, agora é de queda de 6%.
A revisão para baixo foi motivada especialmente pelo fim do programa Move Brasil, no mês de julho. Com a ampliação do acesso ao crédito pelo programa federal, que destinou cerca de R$ 2 bilhões só para caminhoneiros autônomos, o mercado de caminhões teve um fôlego que permitiu suavizar a queda que tem sido observada desde o início do ano.
Os números mostram que de certa forma o programa proporcionou um certo respiro no âmbito das vendas. Em janeiro de 2026, a queda nos emplacamentos da categoria foi de 31%. Em junho, no entanto, a retração foi reduzida para 10,5% por causa dos negócios fechados pelos frotistas durante a vigência do programa federal.
“O Move Brasil ajudou a atenuar a queda, não a resolver o problema”, disse Igor Calvet, presidente da entidade setorial.
De acordo com os dados do balanço da Anfavea, a produção de caminhões no primeiro semestre caiu 14,4% em relação ao mesmo período de 2025, somando 56,8 mil unidades. Apenas em junho, a produção chegou a 10.894 unidades, menos 3,5% ante junho do ano passado e 4% a mais do que em maio.
A queda maior no segmento foi observada na produção de modelos pesados. Segundo dados da Anfavea, saíram das linhas entre janeiro e junho 24% menos caminhões pesados do que no mesmo período em 2025, somando 25,5 mil unidades.
Produção de chassis de ônibus cresceu no semestre
No caso da produção de chassis de ônibus, o balanço da Anfavea mostrou que houve alta de 3,% no primeiro semestre, com 16.241 unidades produzidas na primeira metade do ano. Apenas em junho, as linhas instaladas no país produziram 2.356 unidades, 15% a menos do que em junho do ano passado e 21% a menos do que em maio.
