
O orçamento da Volkswagen para compras na América do Sul em 2026 será 7% maior do que o visto no ano passado, chegando a R$ 34,6 bilhões. Desse total, R$ 26,3 bilhões foram contingenciados pela montadora apenas para a compra de componentes.
O valor é visto como uma espécie de alívio para os fornecedores da empresa, sobretudo por causa do avanço dos veículos chineses no mercado doméstico que têm pressionado as fabricantes consideradas tradicionais, dentre elas a própria VW.
“Essa é a prova de que estávamos certos a respeito das projeções de volume quando iniciamos as negociações com vocês”, disse o CEO Ciro Possobom a uma plateia recheada de representantes da sua cadeia de suprimentos em evento realizado na Ilha Fiscal, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro (RJ).
O crescimento do valor destinado às compras é maior porque a oferta da montadora na região aumentou com a chegada do SUVinho Tera, e deverá aumentar ainda mais com a chegada da picape Tukan e a nova Amarok.
O Tera já é considerado um sucesso de vendas em curto espaço no mercado, garantindo o volume que a VW prometeu aos parceiros.
Muitos deles, inclusive, empresas com produção no Brasil, considerando que 85% das peças compradas pela montadora têm origem na indústria local.
Durante o evento, a Volkswagen premiou aqueles que considera os seus melhores fornecedores na região. São eles: Versigent (Supply Security), Eldorado (Inovação), Bosch (Qualidade), CooperStandard (Diversidade), Borkar (Pós-vendas), Accenture (Serviços), OP Mobility (Argentina), Lifetec (Químico Interno), Motherson (Químico Externo), Lizhong Group (Metais), Eldor (Powertrain), Fujikura (Elétricos) e Ecarx (Conectividade).
