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Volkswagen celebra melhores resultados na região desde 2012

Montadora teve alta em participação, exportações e compras no Brasil e na AL, e prepara mais de 20 lançamentos para o país
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Fernando Miragaya

19 ago 2025

3 minutos de leitura

Alexander Seitz, chairman executivo da Volkswagen América do Sul

Sabe aquele lance da filial brasileira de uma montadora ser um oásis de números positivos para o grupo? Isso voltou a acontecer na Volkswagen, que registra os melhores desempenhos dos últimos 13 anos no Brasil e na América Latina.


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No mercado brasileiro, com mais de 224 mil unidades, a fabricante cresceu 11% nas vendas no janeiro a julho de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o mercado avançou 4%.

Resultados colocam Volkswagen Brasil no top 3 da montadora

Números que consolidam a Volkswagen Brasil como a terceira operação mais importante do grupo no mundo, atrás apenas de Alemanha e China.

“O Brasil foi a única região no mundo com esse crescimento, com participação de 11%. Registramos o melhor crescimento desde 2012”, observou Alexander Seitz, chairman executivo da Volkswagen América do Sul, durante o The One, evento de premiação de fornecedores, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ).

Ao mesmo tempo, a participação de mercado no Brasil nesta base de comparação passou de 13% para 16%. Só em julho, a Volkswagen obteve o melhor market share desde 2021 e o maior volume de emplacamentos em único mês desde 2014.

“Fico feliz de manter esse nível de participação. Os chineses cresceram e não perdemos market share”, comparou o executivo.

Exportações vão crescer em 1/3

As exportações também vão bem, obrigado. A estimativa da Volkswagen é exportar 120 mil unidades a partir do Brasil em 2025, 33% a mais do que tudo embarcado no ano passado. Deste volume projetado para este ano, metade terá como destino a Argentina.

O país vizinho, a propósito, também contribui para o crescimento de 21% da Volkswagen na região América Latina (exceto México).

A filial argentina deve fechar o ano com 80 mil unidades produzidas. Isso mesmo com a fábrica de General Pacheco operando em turno único.

A montagem do SUV médio Taos foi transferida para o México e agora só a Amarok é produzida por lá. Contudo, como AB noticiou, a VW já prepara a segunda geração da picape na unidade, com direito à versão híbrida.

“Queremos que Pacheco seja a fábrica referência de produção de picapes no mundo da Volkswagen”, disse Marcello Puig, presidente da VW Argentina, durante o mesmo evento no Rio.

Volks aumenta produção, prepara híbridos e 21 lançamentos

Ao mesmo tempo, a montadora planeja um ritmo acelerado de produção e contratações no Brasil. Todas as fábricas por aqui operam em dois turnos. Só na planta do Paraná serão mais de 200 novos funcionários, parte do plano de incrementar em 10 mil unidades o volume produzido localmente.

A empesa também vai comprar mais. Em 2025, deve fechar com R$ 30 bilhões em compras na região, 15% a mais que 2024.

Para o segundo semestre deste ano, a marca prepara três lançamentos importados: o Golf GTI, o renovado Jetta GLi e o também renovado Taos, agora com câmbio automático de oito marchas.

Até 2028, o plano é lançar mais de 20 modelos, entre novos projetos e versões dentro da região América do Sul – 17 para o Brasil. No pacote estão as aguardadas opções híbridas flex de carros já existentes.