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Volkswagen confirma que nova Amarok será híbrida e terá versões mais baratas

Chairman da fabricante afirma que segunda geração da picape não será um “copia e cola” de sua original chinesa 
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Fernando Miragaya

15 ago 2025

4 minutos de leitura

Maxus Terron no Salão de Xangai: picape será base para nova Amarok híbrida – Foto: Vitor Matsubara/AB

A lanterna no segmento de picapes médias incomoda bastante a Volkswagen. Tanto que a montadora alemã já prepara a nova geração da Amarok com direito à versão híbrida e um posicionamento diferente justamente para ela ser mais competitiva na categoria.


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A informação foi confirmada por Alexander Seitz, chairman executivo da Volkswagen América do Sul, durante evento de premiação de fornecedores da empresa no Rio de Janeiro (RJ). Além da nova Amarok híbrida, ele adiantou que haverá versões mais acessíveis para atuar em toda a categoria.

“Não podemos atacar ⅔ do mercado apenas com motor V6 e isso vai mudar com a nova Amarok, que vai ter todos os tipos de motor, inclusive híbrido. Também terá versões mais abaixo da categoria, da mesma forma que começamos a história da Amarok anos atrás”, explicou Alexander.

Além de híbrida, nova Amarok terá novo posicionamento

O executivo também garantiu que, além de híbrida, a nova Amarok não será um “copia e cola” da original chinesa. A segunda geração da picape da marca alemã será produzida na Argentina sobre a base da Maxus Terron 9, da SAIC, montadora com a qual a VW tem uma parceria de longa data na China.

“Dentro de nosso projeto não vamos fazer um ‘copy and paste’ da Amarok. Vamos adaptar o chassi, mas design, motores e parte de infoentretenimento serão desenvolvidos aqui para transformar o carro para o mercado brasileiro e argentino de picapes”, garantiu.

Para tal, a Volkswagen confirmou, em abril, investimento de US$ 580 milhões na Argentina para a nova Amarok.

Ao mesmo tempo, ela já está em desenvolvimento no centro de design da planta de Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). A previsão de lançamento é para 2027.

Quatro cilindros e cabine simples

Nova Amarok estreia em 2027
Sketch da nova Amarok, que estreia em 2027

Com isso, a Volkswagen mudará o posicionamento do produto no segmento para tentar dias melhores. A reportagem apurou que a nova Amarok, além da opção híbrida, voltará a ter motores turbodiesel de quatro cilindros e possivelmente configuração cabine simples para atacar nas vendas diretas. 

Desde 2022 a picape média feita em General Pacheco, na Argentina, só é vendida com motores V6. Na avaliação da própria Volks, desta forma a Amarok só atua em ⅓ da categoria.

Hoje a Amarok mais barata custa acima de R$ 310 mil. As rivais, como a líder Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10, por exemplo, têm opções abaixo dos R$ 250 mil.

Não espanta que a Amarok seja a “lanterna isolada” do segmento. Renovada em 2024, neste ano o modelo tem pouco mais de 2 mil unidades emplacadas no acumulado de 2025, atrás de Nissan Frontier e Fiat Titano, que superam os 4 mil emplacamentos, cada. Se comparar com a Hilux, então, é covardia: a Toyota soma mais de 28 mil no ano.

Os volumes menores também podem ser atribuídos à ajustes na linha de montagem da Amarok na Argentina. A engenharia teve de adequar o motor para as novas regras de emissões Proconve L8.

A produção voltou ao normal agora em agosto, inclusive o modelo terá uma edição especial para o Festival de Barretos.

Localização para abranger melhor o segmento

A estratégia de versões mais baratas da nova Volkswagen Amarok passa pela inevitável busca por maior índice de nacionalização. De acordo com Alexander Seitz, a localização de componentes da picape vai começar em um patamar de 30% até chegar aos 50%.

“Hoje o motor vem inteiro da Europa. Precisamos localizar em vários passos, pois vai ser um ‘carro América Latina’. Na parte de eletrônica ainda dependemos muito da importação, é mais difícil localizar, mas estamos dando passos nesse sentido”, disse o executivo.