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7 fatos sobre a Volkswagen Amarok V6

Picape média se destaca pelo desempenho do motor V6, mas visual não esconde idade
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Vitor Matsubara

05 mar 2025

5 minutos de leitura

Volkswagen Amarok Extreme V6
Volkswagen mudou o design da Amarok V6 e lançou nova versão Extreme

A Volkswagen Amarok é uma das picapes médias mais antigas à venda no Brasil. O veículo estreou por aqui em 2010 e teve poucas mudanças desde então.

Uma nova geração deveria ter aposentado a picape em 2024. Só que, em vez disso, a Volkswagen decidiu fazer mais uma reestilização na Amarok.

Automotive Business passou uma semana com a Amarok Extreme V6 e lista sete fatos sobre a picape da Volkswagen.

1) Volkswagen Amarok V6 (ainda) é a picape média mais potente

Todas as versões da Amarok usam o motor 3.0 V6 turbodiesel de 258 cv e 59,1 kgfm. A motorização ainda é a mais potente do segmento de picapes médias no Brasil.

A potência pode chegar aos 272 cv com a função overboost. Porém, existem algumas prerrogativas para essa dose de fôlego extra: o veículo precisar estar na faixa de velocidade de 50 a 120 km/h e com 70% do pedal do acelerador pressionado. Ah, e os 14 cv extras só atuam por 10 segundos.

2) Desempenho é o principal chamariz da picape

Volkswagen Amarok V6
Amarok empolga quem está atrás do volante

Toda essa cavalaria atrai quem procura desempenho em uma picape média.

A Amarok teve algumas atualizações e recalibrações no motor V6. Só que houve um efeito colateral perceptível sobretudo nas acelerações e retomadas de velocidade. O efeito do turbo lag aumentou e a picape demora mais do que o esperado para responder.

Mesmo assim, a Amarok V6 continua prazerosa de ser dirigida.

3) Briga com Ford impediu nova Amarok no Brasil

A produção da nova Amarok na Argentina estava confirmada até 2023. A segunda geração é fruto de um acordo entre Volkswagen e Ford, sendo que a segunda cedeu o projeto da Ranger – ou seja, muito mais moderno do que a atual Amarok – e também sua linha de montagem na África do Sul.

Entretanto, desavenças entre as montadoras na América do Sul acabaram com as chances da nova Amarok ser feita em solo argentino. Nunca houve uma confirmação oficial, mas especula-se que a própria Volkswagen que decidiu não fabricar a Amarok no continente.

Enquanto isso, a Ford fabrica a terceira geração da Ranger desde 2023 em sua fábrica de General Pacheco. A picape da Ford não só assumiu a vice-liderança do segmento como vende muito mais do que a velha Amarok.

4) Design maqueia idade do projeto

Volkswagen Amarok V6 2
Dianteira não esconde inspiração no Nivus

A saída encontrada pela Volkswagen foi fazer mais uma reestilização na Amarok, que está prestes a completar 15 anos de vida.

A equipe de design da marca, chefiada pelo diretor de design JC Pavone, até fez um bom trabalho. A dianteira da picape ganhou novos faróis, grade frontal e para-choque. Tudo inspirado no Nivus.

Porém, as mudanças não conseguem esconder o peso da idade do projeto.

5) Ausência inexplicável de alguns equipamentos

Volkswagen Amarok V6
Interior da Amarok V6 mudou muito pouco

A maioria das concorrentes da Amarok se modernizou e ganhou mais itens de série com o passar dos anos. O tempo acabou abrindo um abismo entre a picape da Volkswagen e rivais mais atuais, como a Ford Ranger.

Isso acontece até em relação a outras que não são tão modernas assim, como a Chevrolet S10, que foi acertadamente atualizada em 2024.

Algumas ausências são justificadas pelos custos de produção para modificar a arquitetura eletrônica do veículo. Foi o que alegou a Volkswagen para não incluir a central multimídia VW Play, que hoje equipa até o Polo Track – o carro de entrada da marca.

Mas a lista de desfalques não para por aí. A Amarok não tem nenhum tipo de assistência à condução (o famoso ADAS). Em vez disso, a marca decidiu instalar o Safer Tag, um item que agrupa funções como alerta de permanência em faixa de rolamento, leitor de placas de velocidade e alerta de colisão frontal, embora este último só avise sobre a iminência da colisão e não acione os freios para evitar a batida.

Só que o Safer Tag pode ser instalado em qualquer carro, pois é fabricado pela Mobileye e vendido como acessório em qualquer loja online.

Além disso, não há painel digital, freio de estacionamento eletrônico e sequer uma chave presencial. Em seu lugar resiste a velha chave do tipo canivete, que é a mesma utilizada na Saveiro – outra picape que já está fazendo hora extra.

Se serve de alento, pelo menos a Amarok Extreme V6 ficou mais segura em relação ao modelo anterior. Agora vem com seis airbags (antes eram apenas quatro), faróis de LED e grade iluminada.

6) Capacidade de carga não muda

Nem todo mundo vai usar a Amarok para transportar carga na caçamba. Mas é bom saber que a picape da Volkswagen tem capacidade volumétrica de 1.280 litros e consegue transpotar até 1.180 kg.

7) Preço salgado demais

Muita gente achou que a Volkswagen poderia mudar os preços da Amarok para fisgar clientes da concorrência. Só que não foi exatamente o que aconteceu.

Hoje a versão mais acessível da Amarok é a Comfortline V6, que sai por R$ 313.990. Já a configuração Extreme V6 custa R$ 354.990.

Esse preço é mais alto do que algumas rivais diretas. A Ford Ranger Limited, que é mais moderna e também utiliza um motor V6 turbodiesel (de 250 cv), é vendida por R$ 341.900.