
A BYD Shark foi lançada em 2024 com a dura missão de enfrentar as picapes médias no Brasil. A tarefa já é complicada para uma marca sem tradição em um dos segmentos mais conservadores e disputados da indústria automotiva.
Fica ainda pior quando se lembra que a Shark enfrenta nomes como Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger.
De toda maneira, a BYD confia que pode conquistar seu espaço por aqui. Se você ainda não conhece a BYD Shark, então veja 7 fatos sobre a picape que causou polêmica em 2024.
1) A primeira picape híbrida plug-in do Brasil

A Shark é primeira picape média híbrida do tipo plug-in comercializada no mercado brasileiro.
Ela combina o motor 1.5 turbo de 183 cv e 26,5 kgfm e dois motores elétricos – cada um deles instalado em um eixo. O motor elétrico dianteiro entrega 231 cv e 31,6 kgfm e o traseiro, 204 cv e 34,7 kgfm.
A BYD informa apenas a potência combinada, que é de 437 cv, mas não divulga o torque.
2) Capacidade de carga é de picape leve

Apesar da caçamba, a Shark não foi feita para transportar tanta carga assim. Sua capacidade é de apenas 790 kg, ou seja, pouco mais do que transporta uma Fiat Strada. A capacidade volumétrica também não é da melhores para uma picape tão grande: 1.200 litros.
3) Soluções práticas na caçamba
Se os fatos não encorajam o transporte de cargas pesadas, pelo menos a caçamba da BYD Shark tem soluções práticas. A tampa traseira tem abertura elétrica por dois toques em um botão. Dentro da tampa existe uma escada retrátil que facilita o embarque e desembarque.
O compartimento de carga é todo revestido com material que protege a carroceria contra riscos e intempéries. Além disso, destaque para as três tomadas do padrão brasileiro de três pinos.
É possível utilizar a carga da bateria de 29,6 kWh para carregar seu telefone celular ou ligar uma geladeira portátil, por exemplo.
4) Design lembra a Ford F-150, mas não é cópia

Há quem acuse a BYD Shark de não ter estilo próprio. Talvez isso aconteça porque sua dianteira remete à Ford F-150, com os faróis verticais e as formas mais retas.
Entretanto, a picape chinesa se diferencia por alguns traços. As laterais têm linhas mais quadradas e as janelas trazem uma linha de cintura ascendente que vai até as colunas “C”. Atrás, as lanternas têm um formato mais quadrado com luzes em formato de “E”.
5) Cabine é de encher os olhos

O interior é, sem dúvida, um dos pontos fortes da BYD Shark. A picape recebe acabamento de ótima qualidade, com direito a materiais emborrachados em quase todas as superfícies. Os bancos revestidos de couro sintético são largos e envolvem bem tanto motorista quanto passageiros.
Destaque para o par de telas: a do painel digital tem 10,25 polegadas e a da central multimídia (que gira, como em todo BYD) é de 12,8 polegadas.
A usabilidade do sistema evoluiu em relação aos demais modelos da marca. Inclusive com a presença dos comandos de ar-condicionado mesmo quando os sistemas operacionais do smartphone estão espelhados na tela.
6) Conforto é de SUV

A dirigibilidade é um dos fatos da BYD Shark que pode jogar a favor ou contra.
O conjunto formado pelo motor turbo e dois motores elétricos resulta em acelerações e retomadas excepcionais. Segundo a BYD, a Shark precisa de 5,7 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h.
Durante nossa convivência com a picape, a condução se mostrou muito semelhante a de SUV. Isso significa um rodar bastante suave no asfalto, graças ao ótimo isolamento acústico da cabine.
A suspensão adota uma calibragem com foco no conforto em vez da robustez para transportar carga. Prova disso está no conjunto traseiro com molas helicoidais e arquitetura do tipo duplo A. Portanto, quem precisa de uma picape bruta para aguentar o tranco pode se decepcionar com a Shark.
7) Preço salgado
A BYD importa a Shark em versão única de acabamento por R$ 379.800. É mais do que a Toyota pede pela Hilux SRX Plus (R$ 346.290), por exemplo. A picape da BYD também custa mais do que a Volkswagen Amarok V6 Extreme, que sai por R$ 354.990.
