
A rede de concessionários da marca Kia já esperava pelo movimento da empresa de buscar meios de produzir veículos em solo brasileiro.
A reportagem conversou com dois representantes desse grupo, que pediram anonimato. Eles disseram que o desempenho comercial no país já dava indícios de que a montadora tentaria instalar por aqui uma fábrica.
“Era algo esperado, sim. A gente via que a marca não ia pra frente por causa do imposto de importação. Inclusive, esse movimento motivou muito concessionário de fora a buscar representação da Kia, já projetando essa operação própria deles”, contou um dos interlocutores.
“A gente precisa ver como eles chegam para produzir aqui, se é algo mais robusto ou se no esquema que a General Motors está fazendo no Ceará [SKD]. Produto para o mercado nacional tem, como é o caso do SUV compacto Seltos”, disse outra a fonte, em off.
A Kia tem atualmente uma rede de distribuição formada por 60 lojas no país. A rede já chegou a ter 100 lojas, mas passou por redução com o passar dos anos na esteira das encrencas fiscais e, também, pela perda de espaço no mercado frente outras marcas.
No ano passado, a empresa foi um dos expositores do Salão do Automóvel, e lá mostrou um interessante portfólio renovado para o mercado local.
No evento, a Kia prometeu nove lançamentos, sendo cinco de produtos inéditos. Entre eles, a picape Tasman, a linha de médios K4 e a gama de comerciais leves PV5 que Automotive Business já tinha noticiado no começo do ano.
