
O que toca o consumidor de carros eletrificados na América Latina é o bolso. Bem antes do discurso da sustentabilidade, a preocupação principal de clientes de veículos elétricos e híbridos na região é quanto à economia que eles vão proporcionar.
Essa foi a principal conclusão do levantamento feito pela HSR Specialist Researchers, grupo de pesquisa independente da América Latina. O estudo ouviu donos de diferentes carros eletrificados e também entrevistados de classes média-altas e altas.
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Entre os motivos que levaram os consumidores a adquirir carros eletrificados, 80% admitiram que fizeram a compra tendo como principal fator a economia de combustível.
Outros 75% disseram ter sido motivados primeiro pela tecnologia avançada e por estarem na “vanguarda”. Só para metade dos entrevistados a sustentabilidade foi o principal motivo para compra de carros eletrificados.
Carros eletrificados preferidos entre os mais jovens
O estudo chamado “Da Indiferença à paixão: a jornada do engajamento através das gerações” entrevistou 3.500 pessoas sobre mais de 20 temas. Na parte de carros eletrificados, a pesquisa focou nos donos de modelos como Volvo XC60, Caoa Chery Tiggo 8, BYD Song Plus e GWM Haval H6.
Ao memo tempo, o levantamento ouviu 400 pessoas, da classe AB1, de todas as regiões do país e de diferentes gerações para entender como o público geral enxerga o segmento de carros.
Entre eles, 38% têm ou já tiveram veículos híbridos ou elétricos. Dentro deste recorte, os Baby Boomers (60 anos em diante) se mostraram os menos propensos a investir em carros eletrificados: apenas 10% pensam em ter um híbrido, e, 14%, em ter um elétrico.
Já os da chamada Geração X (42-60 anos) demonstram interesse maior: 25% querem um modelo híbrido e 12%, elétrico. Nas gerações Y (26-41 anos) e Z (12-25 anos, mas só entrevistados maiores de 18 anos) combinadas, 35% pretendem ter um veículo híbrido e 17%, elétrico.
Chineses bem na fita do consumidor de carros eletrificados
A pesquisa também questionou a percepção do consumidor em relação às marcas no mercado de carros híbridos e elétricos. Surpreendentemente as chinesas têm o menor índice de rejeição.
Segundo o levantamento, as fabricantes alemãs são as com maior grau de reprovação entre os carros eletrificados: 72%. As marcas japonesas vêm em segundo na rejeição (70%), seguidas de norte-americanas (68%), britânicas (58%) e coreanas (56%). As chinesas têm índice de rejeição de 48%.
