A Continental disse que negocia a elevação de preços de seus produtos junto aos seus cliente. A iniciativa se faz necessária para reduzir o estoque e melhorar o desempenho dos negócios automotivos. A informação é da agência Reuters.
A companhia alemã de autopeças informou que aposta em preços mais altos e foco em produtos premium para compensar a queda na comercialização de pneus na América do Norte e na Europa. Juntas, as regiões representam cerca de 70% das vendas totais da Continental no segmento.
Estoques da Continental retornam ao nível pré-pandemia
A diretora financeira da Continental, Katja Duerrfeld, afirmou que não espera que o capital de giro da companhia retorne aos níveis pré-pandemia. E mais: estima que deve cair cerca de 10% em relação aos níveis atuais.
“Estamos trabalhando duro para determinar o nível certo de estoque para as diferentes peças e componentes que temos”, disse a executiva. “Estamos lutando por novas negociações de preços… Para garantir que recebamos o que merecemos pelos produtos e serviços que fornecemos”, concluiu.
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A empresa informou que sentiu os custos logísticos mais altos, bem como com os efeitos da mudança cambial, principalmente do iuan chinês e do peso mexicano no segundo trimestre, mas espera uma normalização no segundo semestre.
A Continental precisava “ganhar um terreno considerável” em seu segmento automotivo, que ficou aquém das expectativas no segundo trimestre, em parte por causa dos efeitos cambiais e dos custos de frete, de acordo com a empresa.
A companhia reduziu sua previsão de vendas de pneus para € 14 bilhões a € 15 bilhões, de € 14,5 bi a € 15,5 bi anteriormente, mas manteve sua perspectiva de margem inalterada, pois preços mais altos e foco em produtos premium impulsionaram a receita do segundo trimestre.
A expectativa da Continental é de que a produção de automóveis e veículos comerciais leves aumente de 3% a 5% este ano, ante uma previsão anterior de aumento de 2% a 4%, mas acredita que o negócio global de reposição de pneus permaneça inalterado ou diminua em até 2%.