
Lembram da falta de semicondutores que assolou o setor automotivo após a pandemia? Pois é, ela voltou a preocupar a Europa.
A Nexperia, uma das principais fornecedoras locais, enfrenta problemas de gestão que afetaram a sua produção de chips na região, impactando a indústria europeia.
Controle chinês da Nexperia colocou gestão sob suspeita
Como a Nexperia é controlada pela chinesa Wingtech, surgiram suspeitas sobre dependência tecnológica e riscos à segurança das cadeias de suprimentos europeias.
Por isso, alguns países, como a Alemanha, bloquearam e revisaram investimentos da empresa, o que acabou prejudicando operações e fornecimentos no continente.
Além disso, a Nexperia anunciou fechamento e redução de produção em algumas fábricas europeias, alegando altos custos e necessidade de otimização.
A Câmara de Empresas da Holanda concluiu haver dúvidas sobre a gestão do CEO Zhang Xuezheng. Assim, ele foi imediatamente suspenso do cargo à frente da companhia.
Montadoras temem pela falta de chips na linha de produção
Logo, o efeito dominó começou. A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) afirmou estar “profundamente preocupada” com possíveis interrupções na produção de veículos.
Ainda conforme a Acea, mesmo com outros fornecedores, homologar novas empresas e ampliar a produção levaria vários meses, o que dificultaria a reposição de chips no mercado OEM.
As montadoras diversificaram suas cadeias de suprimentos. Contudo, o risco não é totalmente eliminável, afetando muitos fornecedores e fabricantes.
De acordo com a diretora da Acea, Sigrid de Vries, é urgente buscar soluções rápidas e pragmáticas entre os países envolvidos.
Volkswagen já planeja paralisação de linhas
A Volkswagen, por sua vez, planeja paralisar fábricas na Alemanha devido à escassez de chips, o que agrava o cenário.
Segundo o jornal Bild, as paralisações devem começar na quarta-feira, 29, conforme documento interno obtido pela publicação.
Por fim, a VW também discute com sindicatos um possível programa de redução de jornada, com apoio estatal, para conter impactos.