
O Chevrolet Tracker completa 25 anos de vendas no mercado brasileiro, uma trajetória marcada por transformações que redesenharam o SUV ao longo do tempo.
O utilitário chegou por aqui em 2001 em versão fora de estrada fruto de parceria da General Motors com a Suzuki. Àquela época, nada mais era que o Vitara produzido na Argentina.
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Esse perfil aventureiro imperou no design do carro até 2013, quando desembarcou por aqui importado do México com uma cara mais urbana, um perfil que perdura até os dias atuais.
Houve uma reestilização em 2017, outra em 2021, até chegar na mais atual apresentada em São Paulo (SP), na primeira quinzena de julho.
Afora as mudanças no acabamento e desenho interno – sutis, é verdade, na comparação com a geração anterior -, e atualizações na grade frontal e nas lanternas, a principal novidade do SUV talvez seja sua calibração para atender aos requisitos do IPI Verde.
Motor do Tracker tem 0,5 cv a menos
Para enquadrar o modelo nos requisitos de eficiência e emissões estipulados pelo Programa Mover, do qual faz parte o IPI Verde, a GM reduziu a potência do motor do utilitário.
A calibração eletrônica feita pela equipe de engenharia reduziu meio cavalo-vapor do motor que equipa versão 1.0 turbo com caixa automática. A potência, portanto, deixa de ser 116 cv para 115,5 cv.
Algo quase imperceptível para o consumidor (a não ser que ele tenha um dinamômetro instalado na garagem), mas que em termos fiscais poderá ajudar, e muito, a operação da montadora no país.
Isso porque uma vez alinhado com os parâmetros do IPI Verde para o segmento de SUVs compactos, a GM vai passar a pagar menos imposto sobre um modelo que garante um volume razoável à fabricante.
Segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave, o Tracker é o sexto SUV mais vendido do país, com 27,2 mil unidades emplacadas no primeiro semestre.
Com isso, o modelo se torna uma espécie de trunfo na lógica fiscal da empresa. Uma vez alinhado com a proposta do IPI Verde, assim como o compacto Onix, o Tracker abre espaço para que a gama da Chevrolet tenha espaço para outros automóveis, digamos, não tão eficientes assim.
Em linhas gerais, se a montadora paga menos IPI em dois modelos de volume, ela não teria tanta preocupação acerca de uma tributação maior incidindo sobre os modelos de nicho mais potentes, como é o caso do Chevrolet Equinox, importado do México.
É bom lembrar que o governo federal ainda vai divulgar a lista completa com as alíquotas que cada categoria de veículo vai passar a recolher, dentro de 90 dias.
O que sim, se sabe, é que a nova tabela parte de alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos.
IPI Verde considera potência e peças recicláveis
O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética; tecnologia de propulsão; potência; nível de segurança; e índice de reciclabilidade.
Veículos com melhores indicadores receberão bônus (descontos no imposto), enquanto os com piores avaliações sofrerão um acréscimo.
A GM afirma que o Chevrolet Tracker já atende a todos esses pré-requisitos.
