
A Dongfeng, ou DFM, como a empresa pretende ser chamada no Brasil, inicia sua operação comercial no país com dois modelos elétricos importados, o SUV compacto Vigo e o hatch Box.
O Vigo chega para brigar no segmento SUV B, onde reinam hoje modelos com motor de combustão, como Volkswagen T-Cross e Chevrolet Tracker, mas também mira concorrentes chineses elétricos com mais tempo por aqui, como o Geely EX5 e o BYD Yuan Pro.
Já o Box é um hatch elétrico compacto que tem porte e predicados para disputar mercado com o BYD Dolphin Mini, que tem registrado volumes expressivos de vendas no Brasil, além do Geely EX2.
“O Brasil não é apenas um mercado, é um dos mais estratégicos. Viemos para ficar e para investir”, disse Wang Jiong, CEO da Dongfeng Americas, durante a primeira reunião que a companhia realizou com grupos concessionários em Guarulhos (SP) na segunda-feira, 3.

A operação comercial de pré-venda começa por meio de lojas oficiais em marketplaces como Mercado Livre e Webmotors. As marcas subsidiárias que compõem a oferta da empresa no país são: DFM, mais generalista e principal aposta da companhia no mercado brasileiro; Voyah, com modelos de luxo, e a Mhero, de utilitários com apelo fora de estrada.
O primeiro lote de veículos composto por cerca de 300 unidades chegará em setembro e será destinado a test-drives e showrooms nas lojas da rede que estiverem prontas. O lote seguinte, previsto para outubro, deverá trazer entre 1.000 e 1.500 carros.
O processo de homologação dos dois modelos deverá ser concluído até o final do mês, informou o CEO. Ambos serão lançados simultaneamente, e oficialmente, no Festival Interlagos 2026.
Wang informou, ainda, que haverá atualizações de ano-modelo (facelifts e novos acessórios) para esses carros no ano que vem. Além disso, a empresa planeja trazer dois novos modelos híbridos plug-in (PHEV) no segundo semestre de 2027.
A rede de concessionárias da DFM já tem 57 lojas aprovadas, as quais são controladas por 31 grupos de investidores. Elas abrangem 47 áreas no país em 21 estados mais o Distrito Federal (DF).

Enquanto monta a rede e estrutura a importação, a empresa também resolve em Brasília questões institucionais que envolvem tributação e produção local. A companhia foi apresentada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) por Bruno Araújo, seu diretor de assuntos governamentais.
Araújo é figura de longa data na cena política de Pernambuco. Foi deputado estadual, federal e ministro das Cidades no breve governo do presidente Michel Temer. Com tais credenciais, ele será uma peça-chave da DFM na interlocução com o poder público sobre assuntos industriais.
