
A transição de uma oferta de veículos movidos por motores de combustão para uma outra totalmente nova baseada em modelos elétricos custou caro para a Stellantis: US$ 26,5 bilhões.
A montadora informou em comunicado recente aos seus acionistas que decisões que se mostraram de alguma forma equivocadas no campo dos elétricos acabaram custando caro.
É bom lembrar que a montadora comandada pelo CEO italiano Antônio Filosa, um velho conhecido do mercado brasileiro, não foi a única a sofrer financeiramente com a eletrificação.
A Volkswagen, por exemplo, também enfrentou custos semelhantes e teve de cortar na própria carne, na Alemanha, para seguir viva na competição local com veículos importados.
No caso da Stellantis, o volume de dinheiro que a empresa vai ter que desembolsar para se recuperar das mazelas da transição energética chama a atenção.
Esse valor equivale ao dobro do investimento recente anunciado pela companhia nos Estados Unidos para os próximos quatro anos, US$ 13 bilhões, o maior já feito pela montadora na região.
Os recursos vão custear medidas mitigantes de uma transição energética superestimada, como disse Filosa em nota divulgada na sexta-feira, 6 de fevereiro.
Dentre elas estão o cancelamento de produtos que não conseguirão ser lucrativos, como a Ram 1500 BEV, e reorganização completa dos processos globais de fabricação e gestão da qualidade da empresa.
Mudança do line-up vai custar US$ 16 bilhões
Apenas o realinhamento das linhas de produtos às exigências do mercado (que prefere híbridos a elétricos puros) e às novas regulamentações de emissões nos EUA vão consumir cerca de US$ 16 bilhões do total que será desembolsado pela companhia.
Tais medidas já começaram a ser implementadas em 2025, e a montadora afirma que já refletem de forma positiva nos números do seu balanço. O crescimento de 11% das vendas globais no ano passado ante 2024 seria um desses reflexos.