logo

suv

Em 200 km, Chevrolet Tracker mostra que melhorou onde dava

SUV chega ao seu primeiro facelift com mudanças importantes na suspensão, mas com poucas alterações em seu design
Author image

Bruno de Oliveira

16 jul 2025

3 minutos de leitura

O Chevrolet Tracker chegou pouco renovado em sua linha 2026, mas isso não significa que a General Motors deixou de promover melhorias onde o SUV precisava.

Nos cerca de 200 quilômetros percorridos pela reportagem entre Confins e Ouro Preto, em Minas Gerais, em trechos urbanos e de serra, foi possível perceber que a GM melhorou onde deu.


Inscreva-se agora no #ABX25 e saiba os próximos passos das principais marcas do setor automotivo


Explico: o Tracker lançado em 2021 foi um projeto desenvolvido em meio à pandemia, de modo que muitos processos de validação e testes acabaram sofrendo atrasos e isso afetou de alguma forma o produto final.

Pilares como acabamento, calibragem de suspensão e o design sóbrio demais na comparação com a concorrência viraram alvo de algumas críticas dos consumidores.

Pandemia atrasou o cronograma de desenvolvimento

Apesar do preço atrativo, o SUV compacto não conseguiu decolar tanto em vendas. Os dados do Renavam mostram uma sexta posição entre os mais vendidos na categoria, no primeiro semestre. Na lista geral, 11º lugar.

O problema é que os atrasos vistos na época da pandemia também afetaram o cronograma de desenvolvimento do primeiro facelift do modelo. O tempo era curto e a montadora, então, concentrou os esforços nesses três pilares.

Começando pela suspensão, a avaliação foi de que o Tracker 2025 tem um balanço mais confortável do que a sua versão anterior.

O veículo pareceu mais acertado nesse sentido nas exigentes – e esburacadas – curvas da serra que liga Itabirito a Ouro Preto. A calibragem que a montadora fez na direção elétrica também colaborou no desempenho. O Tracker 2025 é mais dócil.

Na cabine, bancos mais confortáveis

A respeito do acabamento interno, há coisas novas em algumas versões, como revestimento soft touch no console e luzes nas portas.

Mas o destaque fica para os bancos, que receberam novos materiais em sua composição. Em linhas gerais, há pontos onde a espuma é mais rígida, e em outros ela é mais macia. Isso, de fato, os tornam mais agradáveis, principalmente em longos percursos.

Na parte externa, a dianteira ficou, digamos, mais atual: entradas de ar na frente dão a possibilidade do arrasto do carro ser menor. O novo conjunto de faróis, mais finos, seguem a tendência do mercado vista nos modelos rivais.

No mais, a motorização segue praticamente a mesma vista na versão anterior, com o 0,5 cv a menos para enquadrar o veículo no escopo do IPI Verde.

Nos trechos urbanos de Belo Horizonte, o veículo atende bem em torque e ruído, muito baixo por sinal. Na estrada, por outro lado, o turbo demora um certo tempo para “encher” em situações que exigem retomada de potência.

O Chevrolet Tracker mudou pouco, mas melhorou onde precisava. A ver se, com mais tempo, a montadora conseguirá fazer com que o modelo chegue em sua próxima geração mais atrativo na esteira de mudanças mais robustas.