
No momento em que a indústria automotiva brasileira sinaliza o etanol como um atalho para a descarbonização, o produto de origem vegetal ganha atenção de uma distribuidora. No embalo da reformulação de sua rede de postos, a Ipiranga lança uma linha de combustíveis aditivados que, além da gasolina, contempla o álcool – além de diesel.
Chamada de Ipimax, o pacote de aditivos foi desenvolvido por mais de um ano e promete um ganho de eficiência para o motor em relação aos combustíveis comuns. Segundo a Ipiranga, o uso da sua nova gasolina aditivada pode resultar em economia de mais de 4%, enquanto o etanol aditivado pode resultar em eficiência de 6% na comparação com o comum.
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A estratégia da Ipiranga passou também por uma otimização na sua linha de produtos, após uma extensa pesquisa com consumidores de todo o país. Em vez de diversas marcas de combustíveis (eram mais de cinco), com a Ipimax a distribuidora quer passar uma mensagem única de “economia” para o cliente final.
“Quando se tem muitas marcas você tem de investir em cada uma e falar sobre benefícios específicos, senão não faz sentido. Detectamos que o consumidor quer rendimento e eficiência. Em vez de ter um monte de marcas, a gente tem uma marca para ser sinônimo de rendimento”, explica a vice-presidente de marketing e desenvolvimento de negócios, Bárbara Miranda.
Combustíveis aditivados com parceiros diferentes
Os aditivos da linha de combustíveis foram desenvolvidos na Europa com parceiros diferentes. Para o etanol, a Ipiranga fez uma parceria com a alemã Basf. Para a gasolina, com a britânica Innospec.
Segundo a empresa brasileira, por cerca de um ano foram realizados mais de 1.000 testes em laboratório. O processo envolveu 300 horas em simuladores que replicaram comportamentos dos motoristas e até tipos de pisos que os carros enfrentam – desde pistas esburacadas e estradas de terra.
“O consumidor quer queimar menos combustível para chegar mais longe. Voltamos em um fornecedor, a Innospec, para ter um pacote de aditivos que traz um cuidado maior com o carro e eficiência energética. Isso permeia toda a linha”, explica Julio Sattamini, diretor de produtos e preços da Ipiranga.
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Com o álcool, a Ipiranga diz que procurou novos fornecedores para conseguir um pacote de aditivos que contemplasse também a eficiência dos motores. De acordo com a empresa, foram mais de 600 horas de testes de campo com o Ipimax Etanol.
“Para o etanol, a gente não tinha experiência em aditivos específicos para rendimento, então convocamos fornecedores e a Basf chegou em uma formulação específica para a Ipiranga, que entrega o que a gente quer em toda a linha Ipimax: rendimento e eficiência energética”, completa Julio.
Novo padrão de posto inaugurado em São Paulo

A Ipiranga também iniciou a renovação do lay-out de sua rede, conforme Automotive Business já havia noticiado. O Posto Pilar do Tietê, em São Paulo, é o primeiro a receber o novo padrão visual e físico. A inauguração aconteceu nesta quarta, 19.
As mudanças incluem nova logomarca, testeira (parte de cima da cobertura) maior, valorização das cores da empresa e melhor definição dos espaços de serviços e das lojas AM PM nos postos. Há também novos uniformes para os frentistas, áreas previstas para carregadores de carros elétricos, bicicletário e até para pedestres com animais de estimação.
Além disso, a Ipiranga garante que as estruturas modulares previstas na reformulação representam menor custo para os donos de postos e facilidade de manutenção. E que o novo esquema de iluminação podem representar economia de até 18% nas despesas com energia elétrica.
A companhia não estabeleceu um prazo para a conclusão da reforma dos 6.700 postos com bandeira Ipiranga espalhados pelo país. A empresa diz que foram dois anos de pesquisas com os donos dos estabelecimentos para chegar ao novo lay-out.
“A virada de marca dos postos será feita de forma gradativa e as unidades trazem novidades alinhadas com aspectos ESG da Ipiranga. Trabalhamos para desenvolver soluções inovadoras, que promovem o negócio dos nossos revendedores, além de ampliar nossa relação com os consumidores para além do abastecimento”, acredita Bárbara Miranda.
