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Empresa na China promete cortar preço do lidar pela metade

Tecnologia é mais precisa e potente que os radares nos dispositivos de condução autônoma
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Fernando Miragaya

27 nov 2024

2 minutos de leitura

Um dos itens mais avançados – e caros – dos pacotes de assistência à condução pode ter seu custo diminuído drasticamente. É o que promete a Hesai. A empresa chinesa diz que pode cortar pela metade o preço do lidar.

Sigla em inglês de Light Detection and Ranging, algo como “detecção e medição de distância por luz”, o lidar é um equipamento de sensoriamento remoto. Em vez de ondas eletromagnéticas como o radar, a tecnologia funciona com pulsos de laser.

Com isso, segundo engenheiros, o lidar consegue construir um ambiente tridimensional à frente de um veículo. E detectar objetos a até 300 metros de distância. Ou seja: mais eficiente que os radares.

Como a empresa vai cortar o preço do lidar

O equipamento já é usado em alguns carros com assistentes ao motorista, dentro do pacote de dispositivos conhecido como ADAS. E é considerado vital para níveis mais avançados de condução autônoma dos veículos.

Hoje, uma unidade do AT128 que a própria Hesai vende, custa mais de US$ 400. A companhia, contudo, garante que a próxima geração do seu lidar, em 2025, vai custar menos de US$ 200.

Segundo o CEO do Hesai Group, David Li, em declaração à Reuters, essa redução será possível com insumos e ganho de escala. O executivo disse que a empresa vai usar chips internos para os sensores do lidar.

Além disso, a companhia planeja dobrar a capacidade de produção na fábrica de Hangzhou para vender o lidar pela metade do preço. Desta forma, a planta chinesa deve atingir capacidade anual de 1,5 milhão de unidades.

Só no terceiro trimestre de 2024, as vendas de lidar da empresa mais que triplicaram. Foram quase 130 mil unidades no período.