
Depois do cana-de-açúcar, trigo e do milho, agora chegou a vez da batata-doce servir de matéria-prima para a produção de etanol. A solução está sendo desenvolvida pela empresa Vista Alegre, do grupo de frigoríficos Better Group, de São Paulo.
A companhia iniciou o processo de obtenção de documentos ambientais para implantar o projeto de produção de etanol, biogás e ração animal a partir do tubérculo.
Com investimento de R$ 20 milhões na ampliação da fábrica e na implantação de um biodigestor, o projeto aumenta a capacidade produtiva atual de 2 milhões para 7 milhões de litros de etanol por ano, sendo esses 5 milhões a mais fabricados a partir da batata-doce.
O etanol será utilizado pela frota de caminhões da empresa e também será usado como insumo para as indústrias farmacêutica, alimentícia e de cosméticos.
A matéria-prima virá da parceria com pequenos, médios e grandes produtores de batata-doce do interior paulista, aproveitando inclusive unidades que seriam descartadas por critérios estéticos.
Para complementar, a Agropecuária Vista Alegre também cultivará 400 hectares de batata-doce irrigada por pivô central, com adubação feita a partir de resíduos orgânicos da própria operação.
Projeto aposta na economia circular e no biogás
Além disso, o projeto contribui para a economia circular na prática, uma vez que o biodigestor converte resíduos e dejetos bovinos em biogás, gerando energia térmica e elétrica para a própria operação com menor pegada de carbono.
Com o biodigestor, a empresa ampliará a capacidade de produção para 7 mil toneladas anuais de ração e 7 milhões de metros cúbicos de biogás.
“Esse projeto representa um novo passo na estratégia do Better Group de investir em soluções que ampliam a eficiência das operações e geram valor para os diversos elos da cadeia produtiva. Reunimos, em uma única iniciativa, produção de biocombustível, geração de energia e nutrição animal, com aproveitamento integral da matéria-prima”, disse o gerente industrial da Agropecuária Vista Alegre, David de Carlo.