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Embraer

Eve capta US$ 150 milhões para desenvolver eVTOL

Financiamento aprovado por consórcio de bancos vai acelerar desenvolvimento e certificação do “drone de passageiros”
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Redação AB

27 jan 2026

2 minutos de leitura

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, captou US$ 150 milhões com um consórcio de bancos para o desenvolvimento do seu eVTOL (aeronave de decolagem e pouso vertical elétrica), também chamado de “carro voador” ou “drone de passageiros”.

A operação envolveu o Itaú, Banco do Brasil, Citibank e Mitsubishi UFJ Financial Group. O financiamento será destinado para acelerar o desenvolvimento do eVTOL e avançar na sua certificação, conforme os padrões internacionais de aviação.

Além disso, o recurso vai apoiar o desenvolvimento de um ecossistema de mobilidade aérea urbana para a operação comercial dos eVTOLs.

Com esta transação, o financiamento total da Eve chega a US$ 1,2 bilhão, colocando a empresa entre os principais players do mercado global de eVTOLs.

“Este financiamento fornece os recursos de longo prazo necessários para acelerar o desenvolvimento, avançar na certificação e executar nosso roteiro estratégico até 2028 e além”, disse o diretor financeiro Eduardo Couto.

Além desses bancos, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é um dos principais financiadores da Eve. Desde 2022, já aprovou R$ 1,2 bilhão em crédito para diferentes fases do desenvolvimento do eVTOL, incluindo a construção da fábrica em Taubaté (SP).

eVTOL faz primeiro voo e será realidade em breve

Em dezembro, a Eve realizou o primeiro voo do seu protótipo em escala real, um passo determinante para a comercialização das aeronaves.

Segundo a empresa, o voo foi bem-sucedido e validou sistemas essenciais, incluindo controles fly-by-wire e gerenciamento de energia. Para 2026, a empresa planeja uma série robusta de testes.

O eVTOL da Eve é 100% elétrico e tem capacidade para quatro passageiros, além do piloto, e alcance de 100 km. A aeronave tem oito motores elétricos nas asas, para mais segurança e controle do voo na vertical, e um motor traseiro para navegação horizontal.

Mesmo sem o produto final, a Eve já tem compradores, como a Revo, que comprou 50 aeronaves pelo equivalente a R$ 1,4 bilhão.