
O governo federal dos EUA revelou um novo programa para acelerar a implementação dos eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e aterrissagem vertical) para passageiros.
Projetos que façam parte do programa poderão operar carregando humanos mesmo antes de obterem as certificações exigidas pela FAA (Federal Aviation Administration, órgão equivalente à Anac brasileira).
Programa permitirá testes de eVTOLS com passageiros
O programa vai permitir o teste de aeronaves, tanto não tripuladas quanto tripuladas, que possam ser capazes de transportar passageiros, antes de concluírem a certificação da FAA, um processo que pode levar anos.
De acordo com a regulamentação federal, as aeronaves devem ter certificação da FAA antes de transportar carga ou passageiros em voos comerciais.
Batizada de Programa Piloto de Integração de Decolagem e Pouso Vertical Elétrico (eIPP), a iniciativa pretende desenvolver novos marcos e regulamentações. Segundo o governo, o objetivo é viabilizar operações seguras.
Estão previstas parcerias com empresas do setor privado, bem como com governos estaduais e locais. Pelo menos cinco projetos de empresas privadas serão incluídos e a ideia é manter o programa em funcionamento por, pelo menos, três anos após o primeiro desses projetos começar a operar comercialmente.
A Joby Aviation, empresa californiana que já faz testes de seu táxi voador, comemorou a decisão e disse que pretende participar do eIPP.
“Aeronaves no programa poderão iniciar a operação em praças selecionadas antes da certificação completa da FAA, um passo crítico na preparação para o serviço comercial em grande escala”, disse a companhia em comunicado.
A Archer Aviation, outra empresa que fabrica eVTOLs, também declarou a intenção de participar.
Segundo a agência de notícias “Reuters”, várias empresas do setor viram suas ações subirem após a medida ser anunciada.
“Os EUA irão liderar o caminho e consolidar o status da América como líder global em inovação no transporte. Isso significa mais empregos de alta remuneração no setor de manufatura e oportunidades econômicas”, declarou Sean Duffy, secretário de transportes, em comunicado.