
A Eve, subsidiária da Embraer que produz eVTOLs (aeronave de decolagem e aterrissagem vertical elétrica), anunciou que o primeiro voo de seu veículo ocorrerá em dezembro deste ano.
A informação foi confirmada por Francisco Gomes Neto, CEO da fabricante, na apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2025.
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A aeronave está em fase final de montagem e, segundo a empresa, segue o cronograma esperado. Ela usa oito rotores acoplados a asas físicas combinados a um propulsor na parte de trás. O modelo tem alcance de 100 km e foi desenhado para poder realizar milhares de ciclos de voo a cada ano.
Já se sabia que o voo inaugural provavelmente ocorreria em 2025, mas a companhia ainda não havia divulgado uma data. Johann Bordais, CEO da Eve, e prevê a certificação da aeronave até 2027, conforme exigências regulatórias.
Em junho deste ano, durante o Paris Air Show, a empresa revelou o protótipo de seu modelo em escala real pela primeira vez.

Com sede em São José dos Campos e linha de produção em Taubaté, ambas no interior paulista, a Eve surgiu com o objetivo de produzir eVTOLs, os chamados “carros voadores”.
Ela foi criada em 2020 e desmembrada em 2021, embora a Embraer ainda tenha 83% das ações da empresa — situação que, segundo o CFO Antonio Garcia, deve permanecer inalterada nos próximos anos.
A Eve acumula atualmente entre 2.800 e 2.900 pedidos de eVTOLs sob cartas de intenção (LOIs) — não vinculantes — para cerca de 30 clientes em diferentes países. Recentemente, um novo aporte de US$ 94 milhões, junto aos aportes anteriores (incluindo o empréstimo de US$ 92 milhões do BNDES), oferece suporte financeiro à empresa até 2027.
Segundo a Eve, em 2045, a América Latina deverá ter 2.060 eVTOLs em circulação, ou 7% da frota mundial. Testes feitos no Rio de Janeiro mostraram que a rota de 25 km entre o Aeroporto do Galeão e a Barra da Tijuca, se feita com eVTOL, pode eliminar 75 minutos de sua duração.