
A Eve, subsidiária da Embraer que fabrica eVTOLs (ou “carros voadores”) revelou a cabine de seus veículos. As aeronaves de pouso e decolagem verticais devem começar a entrar em operação em 2026.
Além disso, a companhia afirmou que o trajeto entre a Avenida Faria Lima (zona oeste de São Paulo) até o Aeroporto de Guarulhos poderá ser feito em cerca de 13 minutos com os carros voadores. Esta rota, de automóvel, costuma levar mais de duas horas.
A declaração foi feita pelo vice-presidente sênior de engenharia e desenvolvimento tecnológico da Eve, Luís Carlos Affonso.
“Terá alcance de 100 quilômetros, que é o necessário em ambiente urbano. Além disso, vai pousar e decolar de forma automática, vai baratear o treinamento de pilotos”, disse ele durante evento promovido por um banco, em São Paulo.
Eve pode obter receita líquida com carros voadores
A empresa afirma que já tem 2,8 mil pedidos de sua futura aeronave, feitos por 28 clientes de nove países. A previsão é que a receita líquida gerada pelo modelo pode alcançar até US$ 14 bilhões (R$ 83,1 bilhões). Para efeito de comparação, a Embraer encerrou 2024 com lucro líquido de R$ 2,6 bilhões.
Dentro da Embraer, atualmente, o projeto do eVTOL é o que mais demanda mão de obra, com cerca de 700 engenheiros alocados. A primeira cidade a receber o novo modal deverá ser o Rio de Janeiro, onde o primeiro estudo de implementação foi desenvolvido em 2022.
A companhia estima que o Rio tem mercado em potencial para 245 eVTOLs, com 37 vertiportos, mais de 100 rotas, 4,5 milhões de passageiros anuais e US$ 220 milhões gerados em receita. A Eve também tem projetos no Japão, na Coreia do Sul e nos Emirados Árabes Unidos.
Independentemente do envolvimento da Eve, a cidade de São Paulo também deverá receber infraestrutura para eVTOLs em breve. Empresas como a Azul e a Gol já anunciaram planos para operar eVTOLs na capital.
Além disso, a cidade tem 250 helipontos, que poderão ser aproveitados para os eVTOLs, já que as máquinas decolam e pousam verticalmente.
Em fevereiro de 2025, a Eve iniciou os testes com seu protótipo em escala real da aeronave eVTOL. Esses testes são cruciais para avaliar a aerodinâmica e a transição entre voo vertical e horizontal, aproximando a empresa da certificação e do início das operações comerciais previstas para 2026.
Cada aeronave pode custar entre US$ 2 milhões e US$ 4 milhões.