
A Eve, subsidiária da Embraer que fabrica eVTOLs, anunciou essa semana que fará seu primeiro voo em dezembro e que pretende certificar suas aeronaves para uso comercial até 2027. Até então, a empresa era a única com intenção de operar esse tipo de veículo, chamado popularmente de “carro voador”, no Brasil. Mas isso mudou.
A Líder Aviação, empresa mineira de táxi aéreo com mais de 60 anos de mercado, revelou ao jornal “Valor Econômico” que fechou um acordo com a startup americana Beta Technologies para lançar suas aeronaves no Brasil.
O acordo engloba tanto os eVTOLs (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical) como os eCTOLs (aeronaves elétricas, mas com decolagem e pouso convencionais).
Líder também será hub de manutenção dos eVTOLs no Brasil
O contrato prevê a aquisição de três aeronaves da startup, além de mais 50 opções de compra. Além disso, também estabelece que a Líder seja o centro de serviços de manutenção dos veículos da Beta no país. O valor do acordo, com tudo somado, é de R$ 240 milhões.
A Beta tem duas aeronaves para uso civil em desenvolvimento: a Alia VTOL e a Alia CTOL. Ambas são muito parecidas, com 60 metros quadrados de área, velocidade máxima de 283 km/h e capacidade para cinco passageiros.
A Alia CTOL, também chamada de CX300, recebeu certificação da FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) em novembro de 2024 e está prevista para iniciar operação comercial em 2026.
Em junho deste ano, a versão CTOL atingiu um marco importante ao completar seu primeiro voo com passageiros a bordo. O avião elétrico voou por 45 minutos até pousar no aeroporto JFK, em Nova York (EUA).