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Reino Unido investe para ter carros voadores até 2028

Governo criou novo departamento para cortar burocracias e facilitar aprovações
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Victor Bianchin

04 abr 2025

2 minutos de leitura

O governo do Reino Unido anunciou nesta semana que irá investir 20 milhões de libras esterlinas (o equivalente a R$ 147 milhões) para desenvolver serviços de drone em escala comercial e dos chamados táxis e carros voadores. O objetivo principal da iniciativa é melhorar alguns serviços públicos.

A maior parte do montante será investida em regulamentação de drones BVLOS (beyond visual line of sight), implementação de táxis voadores, criação de rotas de drones para negócios e consultas sobre sistemas de gestão de tráfego sem força humana.

O restante, 5 milhões de libras (R$ 36 milhões), irá para o programa Future Flight Challenge, que testa a viabilidade comercial de drones e eVTOLs para a adoção em grande escala.

Carros voadores podem agilizar serviços no Reino Unido

De acordo com o governo, a ideia é avançar a tecnologia da aviação para apoiar a área da saúde no NHS (sistema de saúde público do país), auxiliar as forças policiais no combate ao crime, ajudar na inspeção e no monitoramento de infraestruturas críticas e viabilizar serviços de entrega para empresas e comunidades em todo o país.

Um novo departamento foi criado para ajudar nessa missão, o Regulatory Innovation Office (RIO). De acordo com o governo, sua principal tarefa será diminuir a burocracia necessária para colocar os carros voadores no ar.

“O RIO apoiará o Departamento de Transporte e a Autoridade de Aviação Civil na viabilização de uma integração mais rápida das indústrias de drones e táxis aéreos, ajudando as empresas a crescer e inovar”, afirma o comunicado oficial.

Isso inclui a consulta sobre o uso obrigatório de novos padrões e tecnologias de visibilidade eletrônica, que permitem que as aeronaves compartilhem sua localização eletronicamente. Isso ajudará aos drones e aeronaves tripuladas a voarem com segurança lado a lado.

“Ao agilizar as aprovações e tornar as operações mais eficientes, isso abrirá novas oportunidades para o setor, mantendo os mais altos padrões de segurança”, completa a nota.

Monitoramento em tempo real

A ideia é que todas as aeronaves sejam obrigadas a compartilhar suas localizações a todo momento, o que, na visão do governo, irá aumentar a segurança e facilitar a obtenção das aprovações necessárias por parte das autoridades.

“Esse novo financiamento é mais um passo bem-vindo para concretizar essa ambição e permitir que nossas aeronaves voem nos céus britânicos a partir de 2028”, afirmou Stuart Simpson, CEO da Vertical Aerospace.

Vale lembrar que a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, estabeleceu acordos significativos com empresas do Reino Unido.

Em julho de 2022, durante o Farnborough Airshow, a Eve anunciou uma Carta de Intenção (LOI) não vinculativa com a BAE Systems para explorar um potencial pedido de até 150 eVTOLs no país. A Eve também tem um contrato de 200 aeronaves com a britânica Halo, cujas entregas devem começar em 2026.