
A Northvolt, fabricante sueca de células de baterias para carros elétricos, entrou com pedido de concordata nos Estados Unidos.
Segundo a empresa, o caixa remanescente de US$ 30 milhões seria suficiente para manter a empresa operante por apenas mais uma semana.
A Northvolt diz ter arrecadado US$ 100 milhões em garantias durante o processo de falência. E assegura que seguirá operando normalmente.
Pedido é uma “proteção” fornecida pelo governo
A solicitação junto ao Capítulo 11 é a mesma realizada por gigantes do setor automotivo no passado, como a General Motors.
A medida é uma espécie de proteção financeira para que a companhia suspenda temporariamente a execução de dívidas e, com isso, tenha tempo hábil para se reestruturar sem paralisar as operações.
Dívidas chegam a quase US$ 6 bi
O pedido de falência representa um duro golpe para a indústria automotiva ocidental, que via na Northvolt (maior fabricante de baterias da Europa) a esperança de reduzir a dependência das empresas chinesas.
“O cenário de liquidez da Northvolt se tornou terrível”, afirmou a própria companhia na petição enviada à Corte de Falências de Houston.
Com US$ 5,8 bilhões em dívidas, a Northvolt, que tem 6.600 funcionários em sete países, espera concluir o processo de reestruturação até o segundo trimestre de 2025.
Scania vai fazer empréstimo milionário
A Scania, uma das acionistas e principal cliente do Northvolt, disse que vai emprestar US$ 100 milhões à empresa para sustentar a produção de baterias de veículos elétricos no norte da Suécia.
De acordo com a companhia, o novo empréstimo faz parte de uma ajuda financeira total de US$ 245 milhões.
A Volkswagen, principal acionista da Northvolt com uma participação de 21%, disse estar ciente da situação e que mantém contato com a empresa. Entretanto, a montadora não quis revelar o possível impacto em sua operação.
