
O ano do Dragão vai ser mesmo quente para as fabricantes chinesas. O cenário aponta que as montadoras instaladas no país asiático terão melhor lucratividade e aumento do tíquete médio em 2024.
A conclusão é da consultoria internacional UBS. Analistas da empresa apontam que as marcas chinesas alcançarão aumento médio de 30% no lucro em 2024 e responderão por 41% do lucro global da indústria de veículos de passageiros da China.
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Isso se dará graças, especialmente, a dois fatores principais. Um será a atualização do portfólio dos veículos elétricos das fabricantes chinesas. O outro, o aumento do tíquete médio, que vai reduzir a diferença em relação às margens das marcas estrangeiras.
As projeções apontam que, desta forma, as marcas chinesas aumentarão seu market share em seus domínios de 56%, em 2023, para 63%, em 2024.
Fabricantes chinesas tardaram a ter lucro
Apesar do ritmo de crescimento rápido, as fabricantes chinesas tinham dificuldades em vender carros a uma faixa de preço superior a 100 mil yuans (hoje, o equivalente a US$ 14 mil) antes da pandemia.
De lá para cá, marcas como BYD, Geely e Great Wall Motors (GWM) passaram a investir em produtos mais sofisticados e de maior valor agregado. Tanto que, em 2023, a média de vendas mensais de carros acima dos 150 mil yuans (US$ 21 mil em 9/1) das fabricantes chinesas foi superior a 10 mil unidades.
“As marcas estrangeiras não conseguiram trazer veículos elétricos suficientemente bons para o mercado chinês nos últimos anos, o que forçou os consumidores chineses de carros premium a escolherem carros a gasolina de marcas alemãs ou VEs de fabricantes chinesas”, disse Paul Gong, chefe de pesquisa de automóveis na China do UBS.
Japonesas vão amargar perdas
Quem vai amargar menos rentabilidade serão as marcas japonesas. A UBS aponta que as montadoras daquele país vão perder quase metade das suas participações em receitas e lucros em 9% e 19%, respectivamente, na comparação 2022-2024.
