
Os fabricantes de microchips só conseguiram atender cerca de 20% dos pedidos feitos em julho e, apesar da melhoria da situação em agosto, mais de 50% da demanda ainda não conseguiu ser entregue, explicou Jiang Jian, vice-presidente da Bosch China, em um evento chinês sobre cadeia de suprimentos, segundo agência Bloomberg.
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Jian disse ainda que a crise dos semicondutores para as montadoras provavelmente vai continuar ao longo de 2022, embora a escassez deva ser menos severa do que foi registrado um ano antes.
Montadoras e fornecedores de chips são unânimes ao afirmar que a falta de itens eletrônicos vai persistir no ano que vem, podendo em algumas previsões demorar ainda mais um ano para normalizar a situação.
O grupo Stellantis (que reúne marcas como Jeep, Fiat, Peugeot e Citroën) e o fabricante de chips Rohm (um dos maiores fornecedores de Toyota, Honda e Ford) afirmaram recentemente que a crise se arrastaria pelo ano que vem, enquanto a Intel estimava que o fim completo da escassez só ocorreria em 2023.