
Parece uma dança de cadeiras. Depois de várias semanas com o abacaxi no colo da China e em fábricas asiáticas, desta vez é a América de Norte que aparece como a mais impactada pela crise dos semicondutores.
Recente levantamento da AutoForecast Solutions – que desde o início da pandemia monitora o impacto da falta de chips automotivos na cadeia global – aponta que as plantas da América do Norte foram as mais afetadas em setembro. Mais de 56 mil veículos foram retirados dos cronogramas de produção das montadoras da região nas três primeiras semanas do mês.
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Isso significa que 88% de todos os carros impactados pela crise dos semicondutores em setembro deixaram de ser feitos na América do Norte. Em todo o mundo, mais de 63 mil unidades saíram dos planos de produção devido à falta de chips automotivos.
Mesmo assim, a AutoForecast praticamente manteve as projeções de unidades que deixarão de ser fabricadas em 2023 por causa da crise dos semicondutores. Ao todo, quase 2,4 milhões de veículos deixarão de ser feitos até o fim do ano.
Quase 1 milhão deste montante sairá da programação de montadoras instaladas na América do Norte. Na América do Sul, a previsão é de 86 mil unidades fora das linhas de montagem.
