
Com um total de 718.598 carros comercializados nos países da União Europeia (UE), esse foi o menor número para um mês de setembro desde 1995, segundo dados da Acea (European Automobile Manufacturers’ Association), que representa os fabricantes de veículos da UE.
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De acordo com a entidade, a queda nas vendas foi causada principalmente pela falta de oferta de veículos devido à contínua escassez de semicondutores.
Quando analisamos os países isoladamente, alguns mercados revelaram desempenhos ainda piores. A Itália sofreu uma redução de 32,7%, seguida pela Alemanha (25,7%), França (20,5%) e Espanha (15,7%).
O resultado de setembro é a terceira queda consecutiva no mercado europeu – o mês de julho já havia sofrido um declínio 23,2% em relação ao mesmo período de 2020 e agosto tinha encolhido 19,1%.
Apesar de ter sido um mês muito ruim para o mercado da UE, alguns fabricantes acabaram se beneficiando porque conseguiram manter sua oferta de veículos enquanto a maioria ficou sem automóveis para colocar nas lojas.
É o caso do Grupo Hyundai (que inclui a Kia), que teve um crescimento de 5,2% no mês. Mas isso foi a exceção, pois a regra foram fortes reduções nas vendas, com destaque para Daimler/Mercedes, que despencou 43% em setembro, seguida por Ford (38,5%), Honda (38,1%), Nissan (35,9%) e Volvo 33,4%.
Diante desse cenário tão negativo, a Stellantis (queda de 29,9%) e o Grupo Volkswagen (27,7%) conseguiram ficar mais próximos da média do mercado, assim como o Grupo Toyota (20%).