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Ford Mustang é herói da resistência da combustão

Esportivo “raiz” é renovado e chegará ao Brasil no fim do ano que vem com motores V8 e turbo recalibrados e sem qualquer sopro de eletrificação
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Fernando Miragaya

19 set 2022

4 minutos de leitura

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Tradição é tradição, e isso ficou claro no lançamento do novo Ford Mustang. O icônico esportivo foi reestilizado e recalibrou os motores que honram suas origens, o que significa zero eletrificação – não tem nem híbrido-leve para contar história. O modelo chega aos EUA no segundo trimestre de 2023 e desembarca no Brasil no fim do ano que vem.

Desta forma, a marca norte-americana deixa claro que a esportividade elétrica da gama está em outro Mustang, o Mach-E, o SUV zero combustão que aproveita o nome famoso para ser ambientalmente correto. Para os amantes do cheiro de gasolina, o Mustang cupê e conversível continua como o oásis da combustão.

Novo Ford Mustang marca território na combustão

A própria Ford define o novo Mustang como uma espécie de contraponto necessário em sua estratégia global. Apesar dos planos de eletrificação reveleados em março, o esportivo a combustão está mantido no roadmap da marca.

“Investir no Mustang é uma grande afirmação em um momento em que muitos de nossos concorrentes estão saindo do negócio de combustão interna”, adirma Jim Farley, CEO da Ford Motor Company. “A Ford, no entanto, está turbinando seu plano de crescimento de veículos de combustão interna, com tecnologia conectada e opções híbridas nos nossos carros mais lucrativos e populares, além de investir US$ 50 bilhões em veículos elétricos até 2026.”

Ford Mustang 2024 honra o vê-oitão 

A linha 2024 do Mustang – sim, 2024, lembre-se que o carro só chega ano que vem – aposta nos mesmos motores tradicionais, que foram recalibrados. O mais “raiz” é o 5.0 V8 de quarta geração, que ganhou corpo de borboletas duplo e melhorias no fluxo de ar.

A Ford não deu detalhes técnicos sobre a potência do conjunto – o V8 atual, que equipa a versão Mach1 vendida no Brasil por R$ 544.520, gera 483 cv e 56,7 kgfm. Porém, aposta-se em mais de 500 cv nesta nova fase.

De qualquer modo, o novo Ford Mustang, com este motor mais potente, pode trabalhar com câmbio manual ou automático de 10 marchas e agora é dotado de seis modos de condução que atuam nas respostas do propulsor e calibragens da suspensão e freios: Normal, Sport, Slippery, Drag, Track 2 e uma personalizável.


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O modelo é equipado ainda com o Active Pothole Mitigation. Trata-se do nome rebuscado do dispositivo que monitora continuamente suspensão, carroceria, direção e frenagem para ajustar a calibragem da suspensão em tempo real.

Dono acelera o V8 do Ford Mustang pela chave

O novo Ford Mustang traz ainda outras novidades para os entusiastas “raiz”. Pela chave, por exemplo, é possível não só ligar, como acelerar o carro remotamente para ouvir o ronco do V8. Além disso, o freio eletrônico tem “alavanca” e traz um modo drift, desenvolvido pelo piloto Vaughn Gittin Jr., para auxiliar nas “derrapagens”.

A outra opção de motor é turbo, da família Ecoboost, que também não teve dados técnicos revelados. O 2.3, contudo, só terá opção de transmissão automática de 10 velocidades, câmbio desenvolvido pela Ford em conjunto com a General Motors.

Como é de se esperar, o pacote de itens de auxílio ao motorista no Mustang é recheado. Inclui controle de cruzeiro adaptativo com stop and go, frenagem autônoma, reconhecimento de placas, assistente ativo de permanência na faixa e de tráfego cruzado ao dar ré.

No mais, cabine repaginada com novo painel de instrumentos eletrônico configurável em display de 12,4” herdado do Mach-E. O painel está integrado à central multimídia Sync 4, esta com tela de 13” e agora com sistema Unreal Engine, mesmo usado nos videogames, que promete melhor definição de gráficos e respostas mais rápidas.

Novo Ford Mustang tem versão especial para as pista

O renovado Ford Mustang traz uma série Dark Horde, desenvolvida especialmente para o uso também em pistas. Além de desenho diferenciado, recebe acerto de chassi exclusivo, barra estabilizadora na suspensão traseira, amortecedores MagneRide de alto desempenho e sistemas de arrefecimento dos freios, do óleo lubrificante e até do eixo de trás.

O modelo ainda tem duas variantes. O Dark Horse S, para track days, e o Dark Horse R, para competições de temporada. Para tal, a Ford retirou do acabamento peças dispensáveis e tascou uma gaiola de segurança que sgue os padrões da Federação Inyternacional de Automobilismo (FIA), além de bancos e volante de corrida e sistema de freio aprimorado. Já o Dark Horse R  recebeu soldas especiais na carroceria, tanque de combustível maior e rodas da linha Ford Performance.