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Governo volta a subir imposto de importação para carros híbridos e elétricos

Reajuste é penúltima fase de cronograma divulgado no fim de 2023
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Redação AB

01 jul 2025

2 minutos de leitura

Aumento imposto de importação para carros elétricos
Marcas chinesas como a BYD trazem milhares de carros para evitar novo imposto de importação

O imposto de importação para carros híbridos e elétricos sofreu um novo reajuste.

A mudança faz parte do cronograma divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) no fim de 2023.

Assim, a partir desta terça-feira (1º), as alíquotas sobem de 25% para 30% nos carros híbridos, de 20% para 28% nos híbridos plug-in e 18% para 25% no caso dos veículos elétricos.

A última etapa do cronograma acontecerá dentro de um ano, quando os impostos para todas as categorias serão de 35%.

Anfavea e Abeifa brigam pelo aumento do imposto

O aumento dos impostos de importação para carros elétricos e híbridos se tornou alvo de disputa entre as empresas com fábricas no Brasil e as importadoras de veículos.

De um lado, a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) cobra que o governo antecipe o cronograma estabelecido previamente e determine o teto de 35%.

O aumento nas importações de carros eletrificados vindos da China preocupa os associados.

“Estamos recebendo um fluxo de importações muito acima de um nível saudável, o que se reflete na queda de vendas de produtos nacionais, sobretudo no varejo”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea, em maio de 2025.

Do outro, a Associação Brasileira das Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) defende que o prazo aprovado por todas as partes seja cumprido.

“O aumento escalonado da alíquota de importação de veículos eletrificados, iniciado em janeiro de 2024, foi assimilado por empresas importadoras. Houve e há previsibilidade. Refutamos quaisquer mudanças radicais, como a antecipação da alíquota de 35%, prevista para julho de 2026”, disse Marcelo Godoy, presidente da Abeifa.

Chineses importam milhares de carros antes de produzir no Brasil

As montadoras chinesas estão tomando medidas para “driblar” o cronograma do aumento do imposto de importação.

Uma solução é trazer navios abarrotados de veículos. Foi o que a BYD fez em maio de 2025, quando importou mais sete mil carros.

A outra saída é fabricar veículos no Brasil. A GWM e a própria BYD já possuem plantas no país, mas ainda não começaram a produzir carros por aqui.

Enquanto a GWM promete iniciar as atividades em Iracemápolis (SP) até agosto, a BYD inaugura sua fábrica em Camaçari (BA) justamente nesta terça-feira, 1º de julho.

GAC Motor e Omoda Jaecoo também estudam produzir veículos no Brasil. Até agora, porém, não há nada concreto a respeito disso.