
Os motoristas e cobradores do transporte público de Teresina (PI) decidiram manter a greve na quarta-feira, 14, após assembleia. Representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), eles elaboraram uma nova proposta que reivindica reajuste salarial de 13%, R$ 850 de ticket alimentação e R$ 130 de auxílio-saúde.
Essa nova proposta é uma redução dos pedidos originais, que eram de reajuste de 15%, ticket alimentação de R$ 900 e R$ 150 de auxílio-saúde. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários (Sintetro) o sindicato patronal ainda não respondeu a proposta.
De acordo com declarações do Sintetro, muitos motoristas decidiram parar por conta própria, independentemente de decisão do sindicato.
“Nós do sindicato não podemos obrigar esses trabalhadores, sem proposta nenhuma, a trabalhar. A proposta que veio: ou congela o que está por dois anos ou aceita um aumento pro motorista se dispensar o cobrador. Daí a revolta dos trabalhadores”, afirmou à TV Globo Cláudio Gomes, secretário de imprensa do Sintetro, na tarde de ontem, antes da elaboração da nova proposta.
Após o começo da greve, na segunda-feira, 12, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) exigiu que motoristas e cobradores cumpram a medida judicial proferida na última sexta-feira, 9, pela desembargadora Liana Ferraz de Carvalho.
A decisão estabelece que 80% da frota deve operar nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h, de segunda a sexta-feira) e 40% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Na terça-feira, 13, havia 38 ônibus (18% da frota de 270 veículos) rodando no horário de pico. Para compensar a falta dos ônibus, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) disponibilizou vans para o transporte alternativo de passageiros.
Uma reunião com vereadores na Câmara de Teresina acontece nesta quarta-feira para debater o assunto.