
A indústria de implementos rodoviários registrou recuo na soma de emplacamentos no acumulado de 2025. A queda no volume foi de 2,4% na comparação com o janeiro-maio do ano passado.
Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir). Segundo a entidade, os emplacamentos do setor somaram 60.495 unidades nos cinco primeiros meses do ano, ante 62.001 produtos entregues no mesmo recorte de 2024.
O segmento de implementos pesados (reboques e semi-reboques) teve 30.304 emplacamentos em 2025, menos 18% que o anotado no acumulado do ano passado.
Dentro deste segmento, as categorias graneleiro/carga seca (-38,5%), basculante (-36,4%) e transporte de toras (-35,1%) foram as que apresentaram as maiores quedas. Baú (+41,7%) e porta-container (+30,7%), por sua vez, anotaram os maiores crescimentos.
Juros são os inimigos dos implemtos no acumulado de 2025
Para a Anfir, juros altos e o recente aumento do IOF inibem investimentos e trazem insegurança para os transportadores.
“O momento para o setor é muito difícil porque nenhuma medida foi tomada em favor dos negócios e estamos convivendo com um cenário macroeconômico bastante desfavorável”, afirma José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir.
Diante deste cenário, a associação mantém a projeção de um mercado entre 70 mil e 74 mil para o segmento de pesados ao fim de 2025. O que representará um recuo de 18% em comparação ao volume total vendido em 2024.
Segmento leve segue ritmo de crescimento
Já o segmento leve segue a rota de crescimento. No acumulado de 2025 as vendas de implementos rodoviários da categoria carroceria sobre chassis foram de 30.191 unidades, alta de 20,6% em relação ao mesmo período de 2024.
As famílias baú lonado (+42,8%), betoneira (+23,9%) e baú de alumínio/frigorífico (+23,8%) anotaram as maiores altas do segmento.
“Estes números são muito positivos frente ao momento econômico, macroeconômico e geopolítico que estamos inseridos neste ano” acredita o presidente da Anfir.
A entidade também mantém as projeções de 80 mil emplacamentos no segmento de leves no volume total de 2025, o que representaria alta de 15% frente a 2024.
“As mudanças das famílias de produtos se mantêm e isso potencializa o crescimento de algumas indústrias que têm posicionamento forte sobre furgões carga geral e frigorificados”, afirma o executivo.