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Balanço

Juros derrubam produção de caminhões pesados

Retração nas vendas no mercado interno, reflexo de juros altos, influenciaram no ritmo das linhas de produção no período
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Bruno de Oliveira

08 abr 2025

2 minutos de leitura

A produção de caminhões pesados, os modelos mais vendidos no país por seu perfil ligado ao agronegócio, caiu 3,7% no primeiro trimestre, na comparação com o desempenho visto em igual período em 2024.

Segundo balanço da Anfavea, a associação que representa as fabricantes no país, foram produzidas no acumulado dos três meses 16,7 mil unidades.

A queda é explicada, segundo a entidade, por causa do cenário de juros, considerados altos pelas montadoras. O patamar da Selic, portanto, teria afastado os frotistas da renovação de frota.

“A safra recorde não está sendo suficiente para reverter esse perfil de queda, que começou em fevereiro e se acentuou em março”, disse Igor Calvet, que assumirá, a partir da segunda quinzena de abril, a cadeira de presidente da Anfavea.

As vendas de caminhões pesados caíram 7% no primeiro trimestre, o que afetou a produção e indica uma certa retração. Foram emplacados no período 13 mil unidades.

A Volvo foi a líder no mercado, no período, com 3,9 mil caminhões pesados, alta de 4%. A Scania, por outro lado, viu suas vendas caírem 17%, somando 3,5 mil emplacamentos.

As vendas de caminhões pesados da Mercedes-Benz também caíram no trimestre. Foram 2,1 mil unidades emplacadas, 13,5% a menos.

Produção total de caminhões no trimestre cresceu 8%

Ainda que a produção de caminhões pesados tenha sido menor no trimestre, o segmento como um todo registrou uma produção 8,2% maior no trimestre, com 31,7 mil unidades.

A produção de semipesados, por exemplo, cresceu 28,5% ante o volume anotado no primeiro trimestre do ano passado, com 8,9 mil unidades.

A produção de leves, por sua vez, cresceu 10%, com 4,5 mil unidades que saíram das linhas de janeiro a março deste ano, apontou o balanço da entidade.

Apenas em março, a produção total de caminhões chegou a 11,7 mil unidades, 4,5% a mais que em março do ano passado e 2% a menos ante a produção registrada em fevereiro.