
A Stellantis faz os ajustes finais para a estreia da Leapmotor no Brasil. A marca chinesa de carros elétricos vai debutar no país no segundo semestre com uma postura mais cautelosa. É o que afirma Fernando Varela, vice-presidente da marca na América do Sul.
“A gente prefere começar um pouco mais devagar e o crescimento vai ocorrer quando a gente puder oferecer novos produtos”, comentou o executivo na quinta-feira, 24.
Havia, no passado, a expectativa de que a empresa iniciasse a sua operação local em 2024.
Lojas podem (ou não) usar espaço de outras marcas
Durante a apresentação realizada em Hangzhou, na China, a Stellantis disse que a Leapmotor será a única marca chinesa com experiência de mais de 50 anos de Brasil – fazendo analogia ao tempo em que a empresa, fruto da fusão da FCA com a PSA, tem de operações por aqui.
Afinal de contas, a vivência de um grupo com marcas como Fiat e Jeep será essencial para o sucesso de uma empresa ainda desconhecida do público brasileiro.
Essa expertise deve se refletir na rede de concessionárias. A Leapmotor estreia com 34 lojas, sendo que algumas vão aproveitar a estrutura compartilhada com outras revendas das marcas da Stellantis.
Neste caso, os pontos de venda da Leapmotor podem dividir espaço com as demais lojas. Porém, nas cidades mais importantes, haverá concessionárias exclusivas.
“Os dois modelos estarão disponíveis, embora nas principais cidades vamos usar o modelo de lojas únicas e nas menores será compartilhado”, afirmou Varela.
A estrutura de pós-vendas, incluindo oficinas, também deve ser aproveitada no modelo de espaço compartilhado.
“Existem sinergias que queremos aproveitar, então vamos otimizar recursos inclusive para a rede de concessionários”, completou o executivo.
Leapmotor não descarta ir além dos SUVs
Como já dissemos, a Leapmotor vai lançar quatro modelos nos próximos 24 meses. Destes, três serão SUVs. Mesmo assim, a marca garante que pode ingressar em outros segmentos.
“O foco inicial será nos SUVs, mas sabemos da existência de vários segmentos relevantes no mercado brasileiro que estamos estudando com bastante carinho”, concluiu Varela.
