
Em meio a um momento de forte crise, as montadoras europeias se veem próximas de cumprirem regras da lei de emissões de poluentes. A partir de 1º de janeiro, passam a valer metas de redução de dióxido de carbono no continente.
Por causa disso, muitas dessas empresas promoveram alterações em suas tabelas de preços: os modelos a gasolina passaram a ficar mais caros, ao passo que o preço dos veículos eletrificados sofreram descontos no sentido de atrair consumidores.
Consumidor ainda não está aberto a elétricos
Acontece que, apesar da oferta, o cliente europeu ainda se vê inclinado a consumir os veículos que utilizam um motor de combustão por baixo do capô. Até novembro, segundo dados da Acea, a associação local dos fabricantes, apenas 13% do total vendido na região era formado por elétricos.
Isso de alguma forma aumenta a ansiedade dessas montadoras acerca do tema. Uma vez que o veículo elétrico, com custo maior de produção, com certa rejeição do consumidor e mais caro do que o seu correspondente térmico, será a bola da vez com a chegada das regras de emissões.
Diante do cenário, políticos europeus pedem à União Europeia (UE) que repense as metas, enquanto as montadoras correm para lançar modelos mais baratos abaixo da faixa dos € 25 mil.
Segundo levantamento feito pela “Reuters”, a Stellantis aumentou os preços na França de todos os seus modelos Peugeot, exceto os totalmente elétricos, em até € 500.
O Grupo Renault, por sua vez, aumentou os preços de alguns modelos 100% a gasolina. Como, por exemplo, o Clio.
A Volkswagen, por outro lado, cortou o preço do seu carro compacto elétrico ID3 em vários mercados nos últimos meses, ficando abaixo de € 30 mil na Alemanha.
