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Mahle amplia presença e oferta de produtos no aftermarket

Companhia aumentou faturamento em 2,5 vezes no mercado de reparação desde 2020
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Giovanna Riato

24 abr 2025

2 minutos de leitura

Mahle

A Mahle alcançou um fino equilíbrio em seus negócios no Brasil. Do faturamento da companhia, um terço vem do fornecimento a montadoras, um terço de exportações e parcela equivalente é obtida no aftermarket. Nessa última frente, a organização ampliou seus negócios em 2,5 vezes entre 2020 e 2024.

“Temos feito uma série de investimentos, incluindo no nosso centro de distribuição em Limeira (SP)”, contou Evandro Tozati, general manager aftermarket dda companhia para a América do Sul, durante a Automec. Segundo ele, o espaço teve aumento de 25% na capacidade e, com isso, ganhou fôlego para atender mais rapidamente o mercado de reposição brasileiro, que absorve 70% da demanda da região.

O empreendimento também está mais habilitado a atender ao novo portfólio da empresa que, só no ano passado, lançou 1,2 mil itens destinados ao segmento. “Estamos trabalhando na renovação, incluindo produtos que fazem mais sentido para a frota de veículos que temos em circulação hoje”, esclarece.

Além de componentes da própria Mahle, a empresa oferece ao aftermarket itens de outras cinco marcas: Metal Leve, Behr, Cofap (para o segmento de duas rodas), PC e Cleavit – as duas últimas, destinadas ao mercado argentino. O executivo aponta que 75% dos produtos são fabricados localmente.

Mahle mira no aftermarket de veículos elétricos

Por enquanto, não há faturamento expressivo com a oferta de itens para veículos eletrificados, mas Tozati entende que essa é uma tendência para os próximos anos. A empresa acaba de lançar um cabo voltado a infraestrutura de recarga. A tecnologia permite distribuir energia e fazer a gestão de até 32 vagas de abastecimento. “Temos conversado com shoppings, construtoras e postos para fornecer essa solução”, diz.

A empresa também começou a demonstrar no Brasil equipamento que avalia e certifica a vida útil da bateria de carros elétricos usados. “Esse tipo de solução será uma tendência, acompanhando o crescimento da frota e da revenda desses veículos”, comenta.